Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 7 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Usar benchmarks setoriais de OPEX ajuda controllers e CFOs a identificar desvios de custo e a priorizar ações corretivas com base em dados reais de 2026.
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Tratar a energia elétrica como uma linha crítica do orçamento é essencial, já que ela é uma das mais difíceis de prever e pode chegar a 12% da receita em setores intensivos como química e papel e celulose.
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Separar a conta de energia em consumo, demanda e encargos permite identificar qual componente está fora do padrão e qual ação aplicar para reduzir custos.
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Migrar para o mercado livre de energia cria previsibilidade de preço por 3 a 5 anos e reduz o impacto de bandeiras tarifárias e reajustes anuais da ANEEL.
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Empresas do Grupo A podem reduzir de forma relevante o OPEX com energia, ao simular as condições de contratação com a Serena Energia.
Por que benchmarks de custo operacional importam para empresas do Grupo A
O custo operacional, ou OPEX, reúne todos os gastos necessários para manter a operação em funcionamento, como pessoal, insumos, manutenção, logística, ocupação e energia elétrica. Na demonstração de resultado, o OPEX aparece abaixo da receita bruta e influencia diretamente a margem operacional. Empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, costumam ter a energia como uma linha relevante das despesas, com peso que varia conforme o setor, o perfil de consumo e o horário de operação.
Usar benchmarks setoriais permite ao controller avaliar se o custo operacional da empresa está alinhado com o mercado, identificar onde estão os desvios e definir quais linhas merecem atenção prioritária. Sem referências externas, o orçamento se torna um exercício interno sem parâmetro de comparação.
A energia elétrica ocupa posição particular nesse contexto. Diferentemente de pessoal ou aluguel, ela combina uma parcela relativamente fixa, como demanda contratada e encargos setoriais, com uma parcela variável, como consumo e bandeiras tarifárias. Os encargos setoriais representam uma parte importante da tarifa e têm crescido em ritmo superior ao da inflação. Isso faz com que mesmo empresas que mantêm o consumo paguem mais a cada ciclo tarifário.
Como calcular o custo operacional de uma empresa
Calcular o custo operacional segue uma estrutura aplicável a qualquer setor. A fórmula base é:
OPEX total = pessoal + insumos e matérias-primas + energia elétrica (consumo + demanda + encargos) + manutenção + ocupação (aluguel, IPTU, condomínio) + logística + despesas administrativas e comerciais (SG&A)
Para expressar o OPEX como percentual da receita líquida, formato mais útil para benchmarking, é preciso dividir cada linha pelo faturamento do período:
OPEX % receita = (linha de custo ÷ receita líquida) × 100
Veja um exemplo numérico ilustrativo para uma indústria de médio porte com receita líquida mensal de R$ 5.000.000:
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Pessoal: R$ 1.200.000 → 24,0% da receita
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Insumos e matérias-primas: R$ 1.500.000 → 30,0% da receita
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Energia elétrica, consumo: R$ 180.000 → 3,6% da receita
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Energia elétrica, demanda contratada: R$ 60.000 → 1,2% da receita
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Energia elétrica, encargos e tributos: R$ 40.000 → 0,8% da receita
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Manutenção: R$ 120.000 → 2,4% da receita
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Ocupação: R$ 80.000 → 1,6% da receita
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Logística: R$ 200.000 → 4,0% da receita
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SG&A: R$ 350.000 → 7,0% da receita
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OPEX total: R$ 3.730.000 → 74,6% da receita
Separar a energia em três sublinhas, consumo, demanda e encargos, é fundamental para o benchmarking. Essa separação mostra qual componente está fora do padrão e qual ação aplicar, como renegociar demanda contratada, reduzir consumo em horário de ponta ou migrar o ambiente de contratação.
Benchmarks de custo operacional por setor no Brasil para 2026
Os benchmarks a seguir consolidam referências setoriais com base em dados públicos de EPE, ANEEL, IBGE e associações setoriais. Os valores de OPEX como percentual da receita são faixas de referência, e empresas individuais podem apresentar desvios conforme escala, localização e mix de produtos. A linha de energia aparece destacada em cada tabela para facilitar a comparação.
Nota metodológica: os percentuais de energia como parcela do OPEX refletem o peso relativo da linha energética dentro da estrutura de custos operacionais de cada setor, com base nas fontes citadas. Variações regionais são significativas em função das diferenças tarifárias entre distribuidoras, e projeções da Thymos Energia indicam reajustes distintos entre distribuidoras como Neoenergia Pernambuco, CPFL Paulista e Enel Ceará em 2026. As tabelas a seguir mostram como a energia se posiciona dentro da estrutura de custos de cada setor e ajudam a identificar se a linha energética está acima da faixa de referência e quanto isso representa em margem perdida.
1. Indústria de alimentos e bebidas
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Insumos e matérias-primas |
40–55% |
Maior linha do setor |
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Pessoal |
10–18% |
Inclui encargos trabalhistas |
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Energia elétrica (total) |
3–8% |
Linha relevante, com refrigeração e processos térmicos como maiores consumidores |
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SG&A |
8–14% |
Inclui logística de distribuição |
2. Varejo alimentar (supermercados e atacadistas)
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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CMV (custo de mercadoria vendida) |
68–75% |
GPA reportou COGS de cerca de 72,3% no quarto trimestre de 2025 |
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SG&A |
16–20% |
Inclui despesas administrativas e comerciais |
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Energia elétrica (total) |
Parte relevante do SG&A |
Refrigeração e climatização são os principais vetores de consumo, e a energia figura entre os maiores custos operacionais do varejo, segundo EDP Brasil |
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Pessoal |
8–13% |
Inclui operação de loja e logística interna |
3. Indústria química e petroquímica
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Insumos e matérias-primas |
45–65% |
Alta dependência de derivados de petróleo |
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Energia elétrica (total) |
5–12% |
Processos eletroquímicos e compressão elevam o peso energético, com referência no Atlas da Eficiência Energética, EPE |
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Pessoal e manutenção |
10–18% |
Alta especialização técnica |
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SG&A |
6–12% |
4. Transporte rodoviário de cargas
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Linha de custo |
% do OPEX total (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Diesel |
cerca de 35% |
NTC & Logística em 2026 indica que o diesel representa em média 35% do OPEX das transportadoras |
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Pessoal (motoristas e operação) |
25–35% |
Inclui encargos e benefícios |
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Energia elétrica (instalações e pátios) |
Parte relevante das despesas fixas |
Menor peso que o diesel, mas sujeita aos mesmos reajustes tarifários anuais |
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Manutenção de frota |
10–18% |
5. Agronegócio (processamento e beneficiamento)
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Insumos agrícolas e matérias-primas |
40–60% |
Alta exposição a commodities internacionais |
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Energia elétrica (total) |
Parte relevante das despesas operacionais |
Irrigação, secagem de grãos e câmaras frias são os maiores vetores, com referência no Balanço Energético Nacional, EPE |
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Logística e armazenagem |
8–15% |
Forte sazonalidade na safra |
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Pessoal |
8–14% |
6. Setor hoteleiro e hospitalidade
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Pessoal |
30–40% |
Maior linha do setor |
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Energia elétrica (total) |
Parte relevante das despesas operacionais |
Climatização, aquecimento de água e iluminação contínua elevam o consumo, com referência no Atlas da Eficiência Energética, EPE |
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Alimentos e bebidas (F&B) |
15–25% |
Varia conforme mix de serviços |
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Manutenção e ocupação |
8–15% |
7. Indústria de papel e celulose
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Insumos (madeira, produtos químicos) |
35–50% |
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Energia elétrica (total) |
5–10% |
Setor de alta intensidade energética, com referência no Atlas da Eficiência Energética, EPE |
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Pessoal e manutenção |
12–20% |
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SG&A |
6–10% |
8. Saúde (hospitais e clínicas de médio e grande porte)
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Pessoal (médicos, enfermagem, administrativo) |
40–55% |
Maior linha do setor |
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Materiais médico-hospitalares e medicamentos |
15–25% |
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Energia elétrica (total) |
Parte relevante das despesas operacionais |
Operação ininterrupta, climatização de precisão e equipamentos de diagnóstico elevam o consumo, com referência no Atlas da Eficiência Energética, EPE |
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SG&A e ocupação |
10–18% |
9. Biocombustíveis (etanol e biodiesel)
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Linha de custo |
% do OPEX total (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Matéria-prima (cana, milho, soja) |
50–65% |
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Energia elétrica e vapor (total) |
Parte relevante das despesas operacionais |
Referência na nota técnica da EPE sobre investimentos e custos operacionais no setor de biocombustíveis 2026–2035 |
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Manutenção industrial |
5–10% |
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Pessoal |
8–14% |
10. Serviços de tecnologia e data centers
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Linha de custo |
% da receita líquida (referência) |
Observação |
|---|---|---|
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Pessoal (desenvolvimento, operações, suporte) |
35–55% |
Maior linha do setor |
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Energia elétrica (total) |
Parte relevante das despesas operacionais |
Em data centers, a energia pode representar a segunda maior linha de custo, com referência no Atlas da Eficiência Energética, EPE |
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Infraestrutura e ocupação |
10–20% |
Inclui colocation e conectividade |
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SG&A |
10–18% |
Como usar os benchmarks no planejamento orçamentário
Aplicar os benchmarks no planejamento orçamentário envolve um processo em três etapas que conecta diagnóstico, comparação e priorização.
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Mapear o OPEX real por linha: extrair da demonstração de resultado e dos centros de custo os valores mensais de cada componente, separando energia em consumo, demanda e encargos. Esse mapeamento detalhado permite comparar com precisão os números internos com as faixas de referência setoriais.
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Comparar com a faixa setorial: identificar quais linhas estão acima do benchmark e quantificar o desvio em reais e em pontos percentuais de margem. Essa quantificação mostra o impacto financeiro de cada desvio e alimenta a etapa seguinte de priorização.
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Priorizar por impacto e esforço: concentrar esforços nas linhas com desvio alto e baixo esforço de correção. A energia elétrica frequentemente se enquadra nessa categoria para empresas do Grupo A.
Essa priorização se torna ainda mais urgente quando se considera a imprevisibilidade estrutural da energia no mercado regulado. O principal risco do planejamento orçamentário com energia nesse ambiente é a imprevisibilidade das bandeiras tarifárias. Uma pesquisa da FNCE (Frente Nacional dos Consumidores de Energia) estima que medidas aprovadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 devem gerar custos adicionais de aproximadamente R$ 985 bilhões nas contas de luz até 2050, com impacto direto sobre consumidores industriais e comerciais. Orçar energia com base apenas na tarifa atual, sem considerar reajustes e encargos crescentes, tende a produzir desvios sistemáticos que reduzem a margem ao longo do ano.
Energia como alavanca de redução de OPEX sem impacto operacional
Tratar a energia elétrica como alavanca de redução de OPEX é uma alternativa relevante depois de otimizar pessoal, renegociar contratos de fornecimento e revisar processos. Em muitos casos, essa linha permanece fora do controle do gestor financeiro porque, no mercado regulado, o preço é definido pela ANEEL e repassado pela distribuidora local, sem espaço de negociação para o consumidor.
A migração para o mercado livre de energia altera essa lógica. No ambiente de contratação livre, a empresa negocia diretamente o preço da energia com um fornecedor de sua escolha, por meio de contratos bilaterais. A distribuidora local continua sendo responsável pela entrega física da eletricidade, e os fios, a rede e a estabilidade do fornecimento permanecem sob a mesma gestão. A mudança ocorre no preço pago pela energia contratada.

Essa distinção é relevante para o diretor de operações. A migração não altera a planta, não exige obras, não interrompe a produção e não modifica o relacionamento com a distribuidora local para fins de entrega. A decisão é comercial e contratual, e não operacional.

Mercado livre de energia: previsibilidade de preço e redução de oscilações tarifárias
No mercado livre de energia, os contratos bilaterais fixam o preço da energia por períodos em geral de três a cinco anos. Independentemente das bandeiras tarifárias ou dos reajustes anuais da ANEEL, o custo da parcela de energia contratada permanece o definido em contrato. A parcela de distribuição, que, como visto, permanece com a distribuidora local, continua regulada e sujeita a reajustes, mas a componente de energia passa a ser previsível.

Para o controller, essa previsibilidade permite orçar a linha de energia com maior precisão para os próximos anos e reduzir o principal fator de erro no planejamento financeiro de longo prazo.
Como mencionado anteriormente, empresas do Grupo A são elegíveis para migrar. Não há consumo mínimo além dessa classificação.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e atuação em todo o Brasil. No mercado livre de energia, a Serena Energia atua majoritariamente com energia eólica. A empresa oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão, conduzindo todo o processo burocrático, da notificação à distribuidora até a representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Após a conclusão da migração, que segue o prazo regulatório de seis meses, o cliente passa a operar no mercado livre de energia e conta com um consultor dedicado para acompanhamento contínuo.

Perguntas frequentes
O que é custo operacional e como ele se diferencia de despesa?
O custo operacional, ou OPEX, reúne todos os gastos diretamente relacionados à manutenção da operação, como produção, pessoal operacional, energia, manutenção, insumos e logística. Despesas, em sentido estrito, incluem itens como juros, depreciação e amortização, que não fazem parte do OPEX. Na prática do benchmarking empresarial, o OPEX costuma ser expresso como percentual da receita líquida para permitir comparações entre empresas de portes diferentes dentro do mesmo setor.
Como a energia elétrica aparece no OPEX de uma empresa do Grupo A?
Para uma empresa do Grupo A, consumidora de média e alta tensão, a conta de energia é composta por três blocos principais: a parcela de energia, que corresponde ao consumo em kWh, a parcela de demanda contratada, que representa a reserva de capacidade na rede, e os encargos setoriais e tributos. No benchmarking, é recomendável separar esses três componentes, porque cada um responde a ações diferentes. A parcela de energia é a que pode ser negociada no mercado livre de energia, enquanto as demais seguem regulação da ANEEL e da distribuidora local.
Qual é o prazo para migrar para o mercado livre de energia?
O processo de migração segue um prazo regulatório de seis meses, contado a partir da notificação formal à distribuidora local. Durante esse período, a empresa permanece no mercado regulado, e a economia passa a aparecer a partir da primeira conta de luz após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).