Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 18 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A precisam separar despesas fixas de semivariáveis na DRE para reduzir erros orçamentários, principalmente na energia elétrica que combina demanda contratada e consumo.
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A energia deve ser classificada como custo híbrido, em que a demanda contratada é fixa e o consumo varia com a operação, o que exige tratamento separado na análise de custos.
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Comparar a participação percentual das despesas fixas com benchmarks setoriais ajuda a identificar gaps e priorizar ações que aumentem a previsibilidade orçamentária.
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A migração ao mercado livre de energia converte a parcela semivariável da conta em custo contratado e previsível, reduz o impacto das bandeiras tarifárias e melhora o planejamento financeiro.
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A Serena Energia gerencia o processo de migração ao mercado livre de energia para clientes sob sua gestão. Descubra se a empresa está elegível.
Pré-requisitos para começar a comparação
O processo de comparação exige acesso a dados financeiros e operacionais consistentes.
Antes de iniciar a análise, reúna:
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faturas de energia dos últimos 12 meses, com detalhamento de demanda contratada, consumo em kWh, TUSD, encargos e bandeiras tarifárias
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DRE do mesmo período, de preferência com abertura por centro de custo
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acesso ao sistema de medição ou ao histórico de leitura do medidor
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definição das áreas internas envolvidas, como financeiro, controladoria, operações e, quando aplicável, facilities
O time financeiro domina a DRE e o time de operações conhece o perfil de consumo da planta. A integração entre essas áreas aumenta a precisão da classificação da energia.
Visão geral do processo em 6 etapas
O processo segue uma lógica de diagnóstico antes de ação. Primeiro ocorre o mapeamento do que já existe (passos 1 e 2). Em seguida, a empresa compara seus números com referências externas (passo 3). Depois calcula indicadores e identifica desvios (passo 4). Por fim, define monitoramento e plano de ação, incluindo a migração ao mercado livre de energia quando fizer sentido (passos 5 e 6).
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Mapear todas as despesas fixas na DRE
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Classificar a energia como linha híbrida semivariável
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Coletar benchmarks setoriais de referência
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Calcular indicadores de participação percentual e desvio
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Identificar gaps em relação ao benchmark
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Planejar ação, incluindo migração ao mercado livre de energia
Passo 1: mapear todas as despesas fixas
Identificação na DRE
O ponto de partida é percorrer a DRE ou o razão contábil linha a linha e identificar os gastos que não se alteram com o volume de produção ou de vendas. A soma desses valores compõe o total de despesas fixas do período. Exemplos típicos incluem aluguel, folha de pessoal administrativo, seguros, depreciação e contratos de manutenção preventiva programada.
O critério operacional para classificar qualquer gasto é direto. A pergunta prática é: “Este custo muda se eu vender 30% a mais este mês?”. Se a resposta for não, o custo é fixo. Se mudar, é variável. Se tiver os dois componentes, é semivariável.
A energia entra nessa última categoria e exige tratamento separado, detalhado no passo seguinte.
Descubra como a energia da sua empresa se comporta dentro da estrutura de custos do Grupo A.
Passo 2: classificar a energia como linha híbrida
Desmembramento da conta de energia
A conta de energia de uma empresa do Grupo A reúne componentes com comportamentos distintos.
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Demanda contratada: valor fixo pago mensalmente, independentemente do quanto a empresa consome
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Consumo em kWh: parcela variável, proporcional ao uso efetivo
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TUSD: tarifa pelo uso da rede de distribuição
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Encargos setoriais: componentes que incidem sobre a fatura
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Bandeiras tarifárias: acréscimos aplicados em períodos de escassez hídrica, que tornam o custo menos previsível

Empresas que não conseguem separar perfeitamente os dois componentes podem adotar um critério prático. A orientação é classificar pelo componente dominante e documentar o critério adotado.
Checklist de validação da classificação:
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A demanda contratada está separada do consumo na DRE
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As bandeiras tarifárias estão identificadas como componente variável
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O critério de classificação está documentado e é consistente entre períodos
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A linha de energia na DRE reflete a sazonalidade real do consumo
Passo 3: coletar benchmarks setoriais
Referências por setor
Com as despesas fixas mapeadas e a energia corretamente classificada, a empresa pode comparar sua estrutura de custos com referências do setor. A proporção de custos fixos em relação à receita varia por segmento, e proporções elevadas podem indicar menor flexibilidade financeira.
A proporção de custos fixos em relação à receita tende a ser mais alta em indústrias de transformação, por causa de espaço fabril, equipamentos pesados e salários de gestão de planta. Comércio e varejo geralmente operam com overhead mais baixo. Empresas de serviços apresentam estruturas variáveis conforme o modelo de negócio e o nível de intensidade em pessoal.
A linha de energia deve aparecer em destaque nessa comparação, pois é a única despesa semivariável com potencial de se tornar custo contratado e mais previsível por meio da migração ao mercado livre de energia.

Solicite uma análise comparativa da sua estrutura de custos de energia em relação ao seu setor.
Passo 4: calcular indicadores e identificar gaps
Fórmulas de participação e desvio
Com os dados da empresa e os benchmarks setoriais em mãos, dois indicadores orientam a análise.
Participação percentual de cada despesa fixa:
Participação (%) = (valor da despesa ÷ receita total) × 100
Desvio em relação ao benchmark:
Desvio em pontos percentuais = participação da empresa (%) − benchmark setorial (%)
Um desvio positivo indica que a empresa gasta proporcionalmente mais do que a referência do setor naquela linha. Para a energia, o cálculo deve separar a parcela de demanda contratada da parcela de consumo, pois cada uma responde a alavancas diferentes.
Recursos visuais úteis incluem uma tabela com todas as linhas de despesa fixa, a participação percentual de cada uma e o desvio em relação ao benchmark, além de um gráfico de barras comparando a estrutura da empresa com a média setorial.
Passo 5: verificar resultados e planejar ação
Indicadores de acompanhamento
Após identificar os gaps, o acompanhamento mensal mantém o controle sobre a evolução das despesas fixas. Quatro indicadores formam um conjunto básico de monitoramento. Os dois primeiros medem a evolução interna e o posicionamento externo: a variação mês a mês mostra se cada linha de despesa fixa está subindo ou caindo em relação ao mês anterior, enquanto o desvio setorial indica a distância entre a participação percentual da empresa e o benchmark do setor. O terceiro indicador, a previsibilidade medida pelo desvio padrão, mostra quanto a linha de energia oscila ao longo de 12 meses, em que um desvio padrão maior significa menor previsibilidade orçamentária. Para empresas que já migraram ao mercado livre de energia, o quarto indicador é a economia consolidada após a migração, que representa o total economizado em relação ao que seria pago no mercado cativo.
Opções avançadas
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar o mapeamento por CNPJ e identificar quais unidades apresentam maior desvio de custo energético. A integração com o ERP permite automatizar a coleta de dados e gerar relatórios mensais sem retrabalho manual.
Empresas com metas de sustentabilidade podem migrar ao mercado livre de energia com fornecimento de energia renovável certificada por I-RECs, o que zera as emissões de Escopo 2 e permite reportar o resultado em relatórios de ESG.
Erros comuns ao comparar despesas fixas
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Classificar energia apenas como fixa ou variável: a conta de energia do Grupo A tem os dois componentes. Tratá-la como puramente fixa reduz a percepção do impacto das bandeiras tarifárias. Tratá-la como puramente variável ignora o custo de demanda contratada que existe mesmo sem consumo.
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Ignorar sazonalidade: comparar um mês de pico com um mês de baixa temporada sem ajuste sazonal distorce o benchmark e leva a conclusões equivocadas.
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Usar benchmarks desatualizados: referências setoriais mudam com o ciclo econômico e com alterações tarifárias. Benchmarks com mais de dois anos de defasagem podem induzir decisões erradas.
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Não separar demanda de consumo: a demanda contratada e o consumo respondem a alavancas diferentes. Misturar os dois em uma única linha dificulta a identificação de qual componente está gerando o desvio.
Perguntas frequentes
O que é o Grupo A e por que ele é relevante para a comparação de despesas fixas?
O Grupo A reúne consumidores de energia conectados em média e alta tensão. Empresas nesse grupo têm uma estrutura tarifária mais complexa do que consumidores residenciais ou de baixa tensão, com cobrança separada de demanda contratada e consumo. Essa estrutura torna a energia uma linha semivariável na DRE, o que exige tratamento específico na comparação com benchmarks setoriais. Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo.
Como identificar se a linha de energia da empresa está acima do benchmark setorial?
O caminho é calcular a participação percentual da despesa de energia sobre a receita total e comparar com referências do setor. Se o desvio for positivo, ou seja, se a empresa gastar proporcionalmente mais do que a referência, o passo seguinte é identificar qual componente está puxando o custo. As causas mais comuns são demanda contratada acima do consumo real, bandeiras tarifárias recorrentes ou consumo elevado em horário de ponta. Cada causa tem uma alavanca de ação diferente.
Qual é a diferença entre migrar para o mercado livre de energia e simplesmente reduzir o consumo?
Reduzir o consumo exige mudanças operacionais, como troca de equipamentos, ajuste de processos e automação, e geralmente demanda investimento de capital e tempo de implantação. Migrar para o mercado livre de energia trata do preço da energia contratada, não do volume consumido. No mercado livre de energia, a empresa negocia um contrato bilateral com preço acordado antecipadamente, reduz o impacto das bandeiras tarifárias e permite planejamento orçamentário de longo prazo. As duas ações são complementares.
Quanto tempo leva para a empresa começar a ver economia após a migração?
O processo de migração leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora local. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a representação perante os agentes do setor.
A migração ao mercado livre de energia afeta a entrega física de energia na planta?
A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia e pela qualidade da rede. A migração representa uma mudança comercial e contratual. A empresa passa a comprar energia de uma geradora ou comercializadora de sua escolha, mas a eletricidade chega à planta pelo mesmo sistema de distribuição. O risco de interrupção no fornecimento não se altera com a migração.
Tire suas dúvidas sobre elegibilidade, prazos e o processo de migração ao mercado livre de energia.
Conclusão: o que você passa a conseguir estruturar
Ao seguir as seis etapas deste guia, o gestor financeiro passa a ter um mapa completo das despesas fixas da empresa, com a energia corretamente classificada como linha semivariável, indicadores de desvio em relação aos benchmarks setoriais e um plano de ação baseado em dados. A comparação com referências do setor deixa de ser uma tarefa pontual e passa a ser um processo mensal de controle orçamentário.
A energia é a linha da DRE com maior potencial de ajuste sem impacto operacional. No mercado livre de energia, o preço da energia é acordado em contrato de longo prazo, o que converte uma linha semivariável e menos previsível em um custo contratado e planejável. As bandeiras tarifárias deixam de ser uma variável fora de controle no orçamento.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, gerencia a migração ao mercado livre de energia de ponta a ponta para clientes sob sua gestão. Os contratos de longo prazo com preço fixo aumentam a previsibilidade orçamentária, e a emissão de I-RECs comprova a origem renovável da energia para relatórios de sustentabilidade e metas de ESG. Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam a energia da Serena Energia como parte de suas estratégias de gestão de custos e descarbonização.
Solicite uma análise de viabilidade de migração ao mercado livre de energia para a sua empresa.