Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 27 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A podem reduzir até 20% dos custos de energia ao migrar para o mercado livre de energia, com maior previsibilidade orçamentária.
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A automação de custos operacionais exige mapeamento prévio de processos manuais, priorização por impacto financeiro e integração entre Finanças, Operações e ESG.
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A migração para o mercado livre de energia segue um processo regulado de seis meses, com análise de viabilidade, habilitação na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e instalação de medição sem custo adicional.
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Plataformas digitais de gestão energética permitem monitoramento em tempo real, emissão de I-RECs e comprovação de consumo 100% renovável, alinhando-se a metas de sustentabilidade.
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Para iniciar sua jornada de automação e economia de energia, fale com um consultor da Serena Energia.
Pré-requisitos para começar a automação
A empresa precisa reunir algumas condições básicas antes de iniciar um projeto de automação de custos operacionais.
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Conhecimentos básicos: entender o fluxo de aprovação de despesas, a estrutura de centros de custo e o ciclo de fechamento contábil.
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Áreas internas envolvidas: envolver Finanças, Controladoria, Operações, TI e, quando aplicável, ESG.
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Documentos necessários: reunir faturas dos últimos 12 meses de energia, insumos e serviços, além de contratos vigentes com fornecedores e relatórios de consumo por unidade.
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Sistemas existentes: manter um ERP ativo, planilhas de consolidação e, se houver, ferramentas de BI ou FP&A.
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Condicionantes técnicas para energia: confirmar que a empresa está no Grupo A, com histórico de demanda contratada e perfil de consumo mensal em kWh por unidade consumidora.
Visão geral do processo em 7 etapas macro
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Mapeamento de processos e fontes de custo: identificar todas as linhas de despesa operacional e os processos manuais associados a cada uma.
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Diagnóstico e priorização: ranquear as linhas de custo por impacto financeiro e potencial de automação, priorizando as de maior peso no OPEX.
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Seleção de ferramentas e parceiros: escolher plataformas de automação financeira e, para energia, um parceiro especializado no mercado livre de energia.
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Implementação e integração: conectar sistemas, configurar fluxos automatizados e migrar processos manuais para plataformas digitais.
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Migração para o mercado livre de energia: executar o processo de habilitação junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ativar o contrato de fornecimento renovável.
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Monitoramento e melhoria contínua: acompanhar KPIs operacionais e financeiros, ajustar contratos e expandir a automação para novas unidades ou processos.
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Expansão e revisão de metas: revisar resultados, atualizar metas de economia e sustentabilidade e ampliar o escopo de automação.
Guia passo a passo: como automatizar custos operacionais?
Passo 1 — Mapear todos os processos manuais de custo
Objetivo: criar um inventário completo de onde o tempo humano é gasto em tarefas repetitivas ligadas a despesas.
Ações: comece entrevistando as equipes de Controladoria e Operações para identificar onde o tempo é gasto. Com base nessas entrevistas, liste os processos que mais consomem horas, como conciliação bancária, aprovação de faturas, coleta de dados de consumo e fechamento mensal.
Responsáveis: Controller e Gerente de Operações.
Riscos: processos informais não documentados podem ficar fora do mapeamento. Sem dados padronizados e governança robusta, a empresa tem dificuldade para entender o que realmente impulsiona os custos.
Passo 2 — Quantificar o custo do trabalho manual
Objetivo: transformar horas gastas em valor financeiro para justificar o investimento em automação.
Ações: primeiro, calcule quantas horas mensais cada processo consome. Em seguida, multiplique esse total pelo custo-hora do analista responsável para obter o custo direto. Por fim, some os custos indiretos de retrabalho e erros, que em muitas controladorias representam uma parcela relevante do tempo total.
Responsáveis: Controller e Diretor Financeiro.
Ponto de atenção: incluir o custo de decisões tomadas com dados desatualizados, além do custo direto de horas.
Passo 3 — Priorizar a linha de energia elétrica
Objetivo: destacar a energia como a linha de custo com maior potencial combinado de automação e redução de valor absoluto.
Com o custo do trabalho manual quantificado, a empresa precisa identificar qual despesa oferece maior retorno ao ser automatizada. Para empresas do Grupo A, a energia elétrica costuma ocupar essa posição.
Ações: consolidar faturas dos últimos 12 meses por unidade, identificar sazonalidades, picos de demanda e variações tarifárias e comparar o custo atual com o potencial no mercado livre de energia.
Responsáveis: Gerente de Operações e Controller.
Dependências: acesso às faturas de energia de todas as unidades consumidoras do Grupo A.
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Passo 4 — Selecionar e implementar ferramentas de automação financeira
Objetivo: substituir planilhas e processos fragmentados por plataformas integradas de FP&A, contas a pagar e conciliação.
Ações: avaliar ferramentas compatíveis com o ERP existente, definir um escopo inicial como fechamento contábil, contas a pagar ou consolidação, configurar fluxos e treinar as equipes.
Responsáveis: TI, Controller e Diretor Financeiro.
Riscos: integração com sistemas legados pode demandar tempo adicional. Projetos bem estruturados de automação financeira tendem a entregar a maior parte dos benefícios nos primeiros meses.
Passo 5 — Automatizar a gestão de contratos e fornecedores
Objetivo: eliminar renovações manuais, identificar anomalias em pagamentos e capturar descontos por antecipação.
Ações: centralizar contratos em uma plataforma digital, configurar alertas de vencimento e revisão e integrar com contas a pagar. A automação de gestão contratual pode reduzir custos operacionais em até 30%.
Responsáveis: Jurídico, Compras e Controller.
Ponto de atenção: muitas indústrias brasileiras já utilizam tecnologias digitais voltadas ao processamento de dados. Empresas que ainda não digitalizaram contratos perdem eficiência e competitividade.
Passo 6 — Migrar para o mercado livre de energia com gestão automatizada
Objetivo: substituir o fornecimento regulado por um contrato de longo prazo com preço acordado antecipadamente, reduzindo o custo da energia e trazendo previsibilidade.
Ações: contratar um parceiro especializado, realizar análise de viabilidade, executar o processo de habilitação junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ativar o monitoramento digital do consumo.
Responsáveis: Diretor Financeiro, Gerente de Operações e parceiro de energia.
Dependências: a empresa deve estar no Grupo A, com conexão em média ou alta tensão.
Esta etapa aparece detalhada na seção sobre automação de custos de energia.
Passo 7 — Monitorar, ajustar e expandir
Objetivo: consolidar os ganhos obtidos e identificar novas oportunidades de automação em outras unidades ou processos.
Ações: revisar KPIs mensalmente, comparar consumo realizado com contratado, expandir automação para novas unidades e avaliar metas de sustentabilidade com base nos dados consolidados.
Responsáveis: Controller, Gerente de ESG e parceiro de energia.
Ponto de atenção: empresas que automatizaram processos de FP&A observaram redução significativa nas horas mensais dedicadas à coleta e à consolidação de dados, liberando capacidade analítica para decisões estratégicas.
Automação de custos de energia: migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia
A energia elétrica costuma ser a linha de custo operacional com maior combinação de peso financeiro e complexidade de gestão para empresas do Grupo A. No mercado regulado, as tarifas definidas pela ANEEL passam por reajustes periódicos, o que dificulta o planejamento orçamentário de longo prazo. No mercado livre de energia, a empresa negocia diretamente o preço, o prazo e o volume com um fornecedor de sua escolha, enquanto a distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos. A plataforma digital da empresa cobre todo o ciclo de gestão energética: análise de viabilidade, processo de habilitação junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição, gestão contratual e emissão de certificados de sustentabilidade, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

O processo de migração segue quatro fases principais:
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Análise de viabilidade: a Serena Energia examina as faturas e o perfil de consumo da empresa e projeta a economia esperada com o contrato no mercado livre de energia.
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Contrato: fechamento de contrato tipicamente de cinco anos, com preço acordado antecipadamente. A Serena Energia costuma entregar economia de até 20% em relação ao mercado regulado.
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Migração gerenciada: a Serena Energia conduz todo o processo junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), incluindo documentação técnica, jurídica e financeira, e instala os equipamentos de medição sem custo adicional. O prazo regulamentar é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora.
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Gestão contínua: após a entrada no mercado livre de energia, a empresa conta com um consultor dedicado, painel digital de acompanhamento de consumo e economia e emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para comprovação auditável do uso de energia 100% renovável.
Para gestores de ESG, os I-RECs emitem um certificado rastreável globalmente para cada MWh consumido, comprovando a origem eólica da energia e permitindo o abatimento das emissões de Escopo 2. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂ e também oferece créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.

No modelo varejista do mercado livre de energia, indicado para a maioria das empresas do Grupo A, a Serena Energia representa o cliente perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), centraliza a complexidade regulatória e simplifica a operação. O cliente recebe uma fatura de energia e conta com suporte especializado para monitoramento de performance.

Erros comuns e como corrigir
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Área |
Erro comum |
Como corrigir |
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Planejamento |
Automatizar processos sem mapear dependências entre áreas |
Realizar workshop multidisciplinar antes de selecionar ferramentas |
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Leitura de dados |
Usar dados de consumo desatualizados para dimensionar contratos de energia |
Consolidar faturas dos últimos 12 meses antes de qualquer negociação |
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Prazos |
Subestimar o prazo de seis meses para migração ao mercado livre de energia |
Iniciar o processo de análise e contratação com antecedência mínima de sete meses |
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Documentação |
Enviar documentação técnica incompleta à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) |
Delegar o processo a um parceiro especializado que assuma a responsabilidade documental |
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Alinhamento entre áreas |
Conduzir a migração de energia apenas pela área de Operações, sem envolver Finanças e ESG |
Formar um comitê com representantes de Finanças, Operações e ESG desde a fase de análise |
Como verificar os resultados?
A empresa deve verificar os resultados mensalmente nos primeiros seis meses e trimestralmente a partir do sétimo mês. Alguns indicadores ajudam a acompanhar o desempenho.
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KPIs financeiros: custo total de energia por unidade consumidora, comparação entre fatura no mercado livre de energia e estimativa no mercado regulado e economia consolidada acumulada.
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KPIs operacionais: horas mensais dedicadas à gestão manual de faturas e contratos, número de erros de conciliação por ciclo e tempo de fechamento contábil mensal.
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KPIs de sustentabilidade: volume de I-RECs emitidos por período, toneladas de CO₂ de Escopo 2 abatidas e aderência às metas públicas de descarbonização.
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KPIs de processo: percentual de faturas processadas automaticamente e número de versões paralelas de planilhas em uso, com meta de manter uma única fonte de verdade.
A evidência objetiva de sucesso é a convergência entre consumo realizado e consumo contratado, combinada com a redução mensurável do custo unitário de energia e do tempo de equipe dedicado a tarefas manuais.
Opções avançadas para empresas do Grupo A
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar todos os pontos de medição sob um único contrato ou estrutura de gestão no mercado livre de energia. Essa consolidação simplifica o controle e aumenta o poder de negociação. A Serena Energia atende empresas em todo o Brasil, independentemente do número de unidades.
No plano de integração de sistemas, a conexão entre a plataforma de gestão energética e o ERP da empresa permite que os dados de consumo e faturamento alimentem automaticamente os centros de custo, o que elimina a reconciliação manual. Operações com monitoramento automatizado de múltiplos pontos de medição conseguem antecipar falhas antes que se transformem em custos desnecessários.
Para empresas com metas públicas de sustentabilidade, a combinação de energia 100% renovável com I-RECs e créditos de carbono oferecidos pela Serena Energia cobre as emissões de Escopo 2 e abre caminho para a neutralização de Escopo 1 e 3, atendendo às exigências de investidores, consumidores e conselhos de administração.
Perguntas frequentes
Minha empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?
Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo obrigatório. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para o interessado.
Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?
O processo regulamentar leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia gerencia todas as etapas do processo sem custo adicional, conforme descrito na seção sobre migração.
A migração pode interromper o fornecimento de energia na minha planta?
Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. A única mudança é a empresa que fornece a energia contratada. A Serena Energia acompanha todo o processo para que a transição ocorra sem impacto operacional.
Como a automação da gestão de energia se conecta às metas de ESG da empresa?
Ao migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia, a empresa passa a consumir energia 100% renovável de origem eólica. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir I-RECs (International Renewable Energy Certificates), certificados rastreáveis globalmente que comprovam a origem limpa da energia e permitem o abatimento das emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade. A empresa também tem acesso a créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.
Quais áreas internas precisam estar envolvidas no projeto de automação de custos operacionais?
O projeto envolve Finanças e Controladoria, responsáveis por análise de viabilidade, contratos e KPIs financeiros, Operações, responsável por mapeamento de consumo e integração de sistemas de medição, TI, responsável por integração entre plataformas e ERP, e ESG, responsável por metas de descarbonização e emissão de certificados. A Serena Energia oferece suporte especializado para cada uma dessas frentes no que se refere à gestão de energia.
Conclusão
Automatizar custos operacionais em empresas do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, exige uma abordagem estruturada. Essa abordagem inclui mapeamento de processos, priorização das linhas de maior impacto, seleção de ferramentas adequadas e, de forma central, a migração para o mercado livre de energia.
A energia elétrica reúne condições favoráveis para ser a primeira linha a passar por automação, com peso relevante no OPEX, processo de migração bem definido e parceiros especializados capazes de assumir a complexidade operacional sem custo adicional.
A Serena Energia oferece uma jornada completa de gestão de energia, com análise de viabilidade, migração gerenciada, gestão contratual, monitoramento digital e certificação de sustentabilidade em uma única plataforma, para todo o Brasil.
Fale com um de nossos consultores e dê o primeiro passo para tornar o custo de energia um diferencial competitivo para a sua empresa.