Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 27 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos para começar a automação

A empresa precisa reunir algumas condições básicas antes de iniciar um projeto de automação de custos operacionais.

Visão geral do processo em 7 etapas macro

  1. Mapeamento de processos e fontes de custo: identificar todas as linhas de despesa operacional e os processos manuais associados a cada uma.

  2. Diagnóstico e priorização: ranquear as linhas de custo por impacto financeiro e potencial de automação, priorizando as de maior peso no OPEX.

  3. Seleção de ferramentas e parceiros: escolher plataformas de automação financeira e, para energia, um parceiro especializado no mercado livre de energia.

  4. Implementação e integração: conectar sistemas, configurar fluxos automatizados e migrar processos manuais para plataformas digitais.

  5. Migração para o mercado livre de energia: executar o processo de habilitação junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ativar o contrato de fornecimento renovável.

  6. Monitoramento e melhoria contínua: acompanhar KPIs operacionais e financeiros, ajustar contratos e expandir a automação para novas unidades ou processos.

  7. Expansão e revisão de metas: revisar resultados, atualizar metas de economia e sustentabilidade e ampliar o escopo de automação.

Guia passo a passo: como automatizar custos operacionais?

Passo 1 — Mapear todos os processos manuais de custo

Objetivo: criar um inventário completo de onde o tempo humano é gasto em tarefas repetitivas ligadas a despesas.

Ações: comece entrevistando as equipes de Controladoria e Operações para identificar onde o tempo é gasto. Com base nessas entrevistas, liste os processos que mais consomem horas, como conciliação bancária, aprovação de faturas, coleta de dados de consumo e fechamento mensal.

Responsáveis: Controller e Gerente de Operações.

Riscos: processos informais não documentados podem ficar fora do mapeamento. Sem dados padronizados e governança robusta, a empresa tem dificuldade para entender o que realmente impulsiona os custos.

Passo 2 — Quantificar o custo do trabalho manual

Objetivo: transformar horas gastas em valor financeiro para justificar o investimento em automação.

Ações: primeiro, calcule quantas horas mensais cada processo consome. Em seguida, multiplique esse total pelo custo-hora do analista responsável para obter o custo direto. Por fim, some os custos indiretos de retrabalho e erros, que em muitas controladorias representam uma parcela relevante do tempo total.

Responsáveis: Controller e Diretor Financeiro.

Ponto de atenção: incluir o custo de decisões tomadas com dados desatualizados, além do custo direto de horas.

Passo 3 — Priorizar a linha de energia elétrica

Objetivo: destacar a energia como a linha de custo com maior potencial combinado de automação e redução de valor absoluto.

Com o custo do trabalho manual quantificado, a empresa precisa identificar qual despesa oferece maior retorno ao ser automatizada. Para empresas do Grupo A, a energia elétrica costuma ocupar essa posição.

Ações: consolidar faturas dos últimos 12 meses por unidade, identificar sazonalidades, picos de demanda e variações tarifárias e comparar o custo atual com o potencial no mercado livre de energia.

Responsáveis: Gerente de Operações e Controller.

Dependências: acesso às faturas de energia de todas as unidades consumidoras do Grupo A.

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Passo 4 — Selecionar e implementar ferramentas de automação financeira

Objetivo: substituir planilhas e processos fragmentados por plataformas integradas de FP&A, contas a pagar e conciliação.

Ações: avaliar ferramentas compatíveis com o ERP existente, definir um escopo inicial como fechamento contábil, contas a pagar ou consolidação, configurar fluxos e treinar as equipes.

Responsáveis: TI, Controller e Diretor Financeiro.

Riscos: integração com sistemas legados pode demandar tempo adicional. Projetos bem estruturados de automação financeira tendem a entregar a maior parte dos benefícios nos primeiros meses.

Passo 5 — Automatizar a gestão de contratos e fornecedores

Objetivo: eliminar renovações manuais, identificar anomalias em pagamentos e capturar descontos por antecipação.

Ações: centralizar contratos em uma plataforma digital, configurar alertas de vencimento e revisão e integrar com contas a pagar. A automação de gestão contratual pode reduzir custos operacionais em até 30%.

Responsáveis: Jurídico, Compras e Controller.

Ponto de atenção: muitas indústrias brasileiras já utilizam tecnologias digitais voltadas ao processamento de dados. Empresas que ainda não digitalizaram contratos perdem eficiência e competitividade.

Passo 6 — Migrar para o mercado livre de energia com gestão automatizada

Objetivo: substituir o fornecimento regulado por um contrato de longo prazo com preço acordado antecipadamente, reduzindo o custo da energia e trazendo previsibilidade.

Ações: contratar um parceiro especializado, realizar análise de viabilidade, executar o processo de habilitação junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ativar o monitoramento digital do consumo.

Responsáveis: Diretor Financeiro, Gerente de Operações e parceiro de energia.

Dependências: a empresa deve estar no Grupo A, com conexão em média ou alta tensão.

Esta etapa aparece detalhada na seção sobre automação de custos de energia.

Passo 7 — Monitorar, ajustar e expandir

Objetivo: consolidar os ganhos obtidos e identificar novas oportunidades de automação em outras unidades ou processos.

Ações: revisar KPIs mensalmente, comparar consumo realizado com contratado, expandir automação para novas unidades e avaliar metas de sustentabilidade com base nos dados consolidados.

Responsáveis: Controller, Gerente de ESG e parceiro de energia.

Ponto de atenção: empresas que automatizaram processos de FP&A observaram redução significativa nas horas mensais dedicadas à coleta e à consolidação de dados, liberando capacidade analítica para decisões estratégicas.

Automação de custos de energia: migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia

A energia elétrica costuma ser a linha de custo operacional com maior combinação de peso financeiro e complexidade de gestão para empresas do Grupo A. No mercado regulado, as tarifas definidas pela ANEEL passam por reajustes periódicos, o que dificulta o planejamento orçamentário de longo prazo. No mercado livre de energia, a empresa negocia diretamente o preço, o prazo e o volume com um fornecedor de sua escolha, enquanto a distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos. A plataforma digital da empresa cobre todo o ciclo de gestão energética: análise de viabilidade, processo de habilitação junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição, gestão contratual e emissão de certificados de sustentabilidade, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

O processo de migração segue quatro fases principais:

  1. Análise de viabilidade: a Serena Energia examina as faturas e o perfil de consumo da empresa e projeta a economia esperada com o contrato no mercado livre de energia.

  2. Contrato: fechamento de contrato tipicamente de cinco anos, com preço acordado antecipadamente. A Serena Energia costuma entregar economia de até 20% em relação ao mercado regulado.

  3. Migração gerenciada: a Serena Energia conduz todo o processo junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), incluindo documentação técnica, jurídica e financeira, e instala os equipamentos de medição sem custo adicional. O prazo regulamentar é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora.

  4. Gestão contínua: após a entrada no mercado livre de energia, a empresa conta com um consultor dedicado, painel digital de acompanhamento de consumo e economia e emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para comprovação auditável do uso de energia 100% renovável.

Para gestores de ESG, os I-RECs emitem um certificado rastreável globalmente para cada MWh consumido, comprovando a origem eólica da energia e permitindo o abatimento das emissões de Escopo 2. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂ e também oferece créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

No modelo varejista do mercado livre de energia, indicado para a maioria das empresas do Grupo A, a Serena Energia representa o cliente perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), centraliza a complexidade regulatória e simplifica a operação. O cliente recebe uma fatura de energia e conta com suporte especializado para monitoramento de performance.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Erros comuns e como corrigir

Área

Erro comum

Como corrigir

Planejamento

Automatizar processos sem mapear dependências entre áreas

Realizar workshop multidisciplinar antes de selecionar ferramentas

Leitura de dados

Usar dados de consumo desatualizados para dimensionar contratos de energia

Consolidar faturas dos últimos 12 meses antes de qualquer negociação

Prazos

Subestimar o prazo de seis meses para migração ao mercado livre de energia

Iniciar o processo de análise e contratação com antecedência mínima de sete meses

Documentação

Enviar documentação técnica incompleta à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

Delegar o processo a um parceiro especializado que assuma a responsabilidade documental

Alinhamento entre áreas

Conduzir a migração de energia apenas pela área de Operações, sem envolver Finanças e ESG

Formar um comitê com representantes de Finanças, Operações e ESG desde a fase de análise

Como verificar os resultados?

A empresa deve verificar os resultados mensalmente nos primeiros seis meses e trimestralmente a partir do sétimo mês. Alguns indicadores ajudam a acompanhar o desempenho.

A evidência objetiva de sucesso é a convergência entre consumo realizado e consumo contratado, combinada com a redução mensurável do custo unitário de energia e do tempo de equipe dedicado a tarefas manuais.

Opções avançadas para empresas do Grupo A

Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar todos os pontos de medição sob um único contrato ou estrutura de gestão no mercado livre de energia. Essa consolidação simplifica o controle e aumenta o poder de negociação. A Serena Energia atende empresas em todo o Brasil, independentemente do número de unidades.

No plano de integração de sistemas, a conexão entre a plataforma de gestão energética e o ERP da empresa permite que os dados de consumo e faturamento alimentem automaticamente os centros de custo, o que elimina a reconciliação manual. Operações com monitoramento automatizado de múltiplos pontos de medição conseguem antecipar falhas antes que se transformem em custos desnecessários.

Para empresas com metas públicas de sustentabilidade, a combinação de energia 100% renovável com I-RECs e créditos de carbono oferecidos pela Serena Energia cobre as emissões de Escopo 2 e abre caminho para a neutralização de Escopo 1 e 3, atendendo às exigências de investidores, consumidores e conselhos de administração.

Perguntas frequentes

Minha empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo obrigatório. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para o interessado.

Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?

O processo regulamentar leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia gerencia todas as etapas do processo sem custo adicional, conforme descrito na seção sobre migração.

A migração pode interromper o fornecimento de energia na minha planta?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. A única mudança é a empresa que fornece a energia contratada. A Serena Energia acompanha todo o processo para que a transição ocorra sem impacto operacional.

Como a automação da gestão de energia se conecta às metas de ESG da empresa?

Ao migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia, a empresa passa a consumir energia 100% renovável de origem eólica. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir I-RECs (International Renewable Energy Certificates), certificados rastreáveis globalmente que comprovam a origem limpa da energia e permitem o abatimento das emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade. A empresa também tem acesso a créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.

Quais áreas internas precisam estar envolvidas no projeto de automação de custos operacionais?

O projeto envolve Finanças e Controladoria, responsáveis por análise de viabilidade, contratos e KPIs financeiros, Operações, responsável por mapeamento de consumo e integração de sistemas de medição, TI, responsável por integração entre plataformas e ERP, e ESG, responsável por metas de descarbonização e emissão de certificados. A Serena Energia oferece suporte especializado para cada uma dessas frentes no que se refere à gestão de energia.

Conclusão

Automatizar custos operacionais em empresas do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, exige uma abordagem estruturada. Essa abordagem inclui mapeamento de processos, priorização das linhas de maior impacto, seleção de ferramentas adequadas e, de forma central, a migração para o mercado livre de energia.

A energia elétrica reúne condições favoráveis para ser a primeira linha a passar por automação, com peso relevante no OPEX, processo de migração bem definido e parceiros especializados capazes de assumir a complexidade operacional sem custo adicional.

A Serena Energia oferece uma jornada completa de gestão de energia, com análise de viabilidade, migração gerenciada, gestão contratual, monitoramento digital e certificação de sustentabilidade em uma única plataforma, para todo o Brasil.

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