Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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O modelo de créditos de energia renovável foi estruturado principalmente para consumidores do Grupo B e apresenta restrições de elegibilidade para empresas do Grupo A, de média e alta tensão.
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Empresas que permanecem no modelo de créditos continuam expostas a reajustes tarifários e bandeiras tarifárias, o que limita a previsibilidade de custos.
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O mercado livre de energia permite negociar preço fixo de longo prazo, elimina a exposição às variações do mercado cativo e oferece maior controle orçamentário.
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A migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia inclui emissão de certificados I-REC reconhecidos internacionalmente, o que atende exigências de relatórios ESG globais.
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Para avaliar qual solução é mais adequada para a sua empresa, solicite uma análise com um consultor da Serena Energia.
Pré-requisitos para avaliar qualquer solução de energia
Uma avaliação consistente de soluções de energia começa com o entendimento do perfil energético da empresa:
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Faturas de energia dos últimos 12 meses, para identificar sazonalidades e picos de demanda.
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Tensão de fornecimento contratada com a distribuidora local.
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Número de unidades consumidoras a serem incluídas na solução.
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Metas de sustentabilidade e necessidade de certificação de origem renovável.
Para empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, não existe consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia. A classe de tensão define a elegibilidade, e não o volume consumido.
Visão geral do processo em 5 etapas macro
1. Entender o modelo de créditos de energia renovável
O primeiro passo é compreender como funciona o mecanismo de créditos, a dupla fatura e as principais limitações contratuais. Os responsáveis típicos incluem o gerente financeiro e o gerente de facilities.
2. Comparar com o mercado livre de energia
O segundo passo é comparar o modelo de créditos com o mercado livre de energia, avaliando previsibilidade de custos, flexibilidade contratual e certificação renovável em cada modelo. Normalmente, o diretor financeiro, o controller e o gerente de ESG conduzem essa análise.
3. Verificar elegibilidade
O terceiro passo é confirmar que a empresa está no Grupo A, de média e alta tensão, e mapear todas as unidades consumidoras que podem migrar. O gerente de operações ou de facilities costuma liderar essa etapa.
4. Executar a migração
O quarto passo é conduzir o processo regulatório junto à distribuidora e à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Um parceiro especializado, como a Serena Energia, gerencia o processo completo para o cliente.
5. Acompanhar os resultados
O quinto passo é acompanhar a economia mensal, a previsibilidade orçamentária e a emissão de certificados de energia renovável. As áreas financeira, de operações e de ESG costumam compartilhar essa responsabilidade.
Guia passo a passo
Passo 1: entender como funciona o modelo de créditos de energia renovável
O modelo de créditos de energia renovável funciona por meio de um plano contratado com um provedor que possui fazendas de geração de energia renovável. Esse provedor injeta energia na rede da distribuidora local e converte a produção em créditos, que são abatidos na fatura do cliente junto à distribuidora.

Na prática, o cliente passa a receber duas faturas mensais, uma do provedor do plano de créditos e outra da distribuidora local. O valor combinado das duas faturas tende a ser menor do que a fatura original da distribuidora, pois os créditos reduzem o montante cobrado pela distribuidora. O provedor cobra pela energia efetivamente consumida sob o plano, aplicando um desconto contratual em relação à tarifa da distribuidora.
Após a assinatura do contrato, o prazo de processamento pela distribuidora para ativar os créditos varia conforme a distribuidora local. Compreendido esse funcionamento básico, o próximo passo é avaliar se esse modelo atende às necessidades de empresas de média e alta tensão.
Passo 2: avaliar desvantagens mais comuns para empresas do Grupo A
O modelo de créditos foi estruturado predominantemente para consumidores do Grupo B, com fornecimento em baixa tensão. Provedores desse modelo frequentemente exigem que o cliente seja classificado como Grupo B para ser elegível ao plano, o que exclui diretamente empresas de média e alta tensão.
Mesmo quando existe oferta para empresas, o modelo apresenta limitações relevantes para o perfil do Grupo A:
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Previsibilidade parcial: a fatura da distribuidora continua sujeita a reajustes tarifários e bandeiras tarifárias, porque os créditos apenas reduzem o volume cobrado e não eliminam a exposição à tarifa regulada.
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Limitação regional: a disponibilidade de créditos depende da existência de fazendas de geração cadastradas na área de concessão da distribuidora local, o que restringe o acesso em algumas regiões.
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Menor flexibilidade contratual: o cancelamento do plano pode levar tempo para ser processado pela distribuidora, e contratos com período de fidelidade exigem aviso prévio e podem incluir penalidades.
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Ausência de certificação internacional: o modelo de créditos não emite de forma automática certificados I-REC reconhecidos globalmente, o que reduz sua utilidade para relatórios de ESG com padrões internacionais.
Passo 3: comparar o modelo de créditos com o mercado livre de energia
A comparação direta entre o modelo de créditos e o mercado livre de energia ajuda a identificar qual solução se ajusta melhor ao perfil do Grupo A, de média e alta tensão:

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Critério |
Plano de créditos de energia |
Mercado livre de energia (Serena Energia) |
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Previsibilidade de custos |
Parcial, com fatura da distribuidora ainda sujeita a reajustes e bandeiras tarifárias |
Alta, com preço fixo negociado em contrato de longo prazo, independente de bandeiras tarifárias |
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Elegibilidade para Grupo A |
Restrita, com provedores que frequentemente limitam o plano ao Grupo B |
Plena, pois qualquer empresa de média ou alta tensão pode migrar |
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Certificação renovável internacional |
Não inclusa no modelo padrão |
I-RECs emitidos por MWh consumido, reconhecidos globalmente |
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Gestão do processo |
Cliente gerencia duas faturas, e o cancelamento depende da distribuidora |
Serena Energia assume toda a gestão regulatória e financeira junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), sem custo adicional |
Solicite um estudo de viabilidade personalizado para comparar, com dados da sua empresa, o modelo de créditos e o mercado livre de energia.
Erros comuns ao contratar um plano de créditos de energia
Uma avaliação superficial do modelo de créditos aumenta o risco de decisões pouco eficientes. Alguns erros ocorrem com frequência:
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Não analisar o perfil de consumo antes de contratar: sem mapear sazonalidades e picos de demanda, a empresa pode contratar um volume de créditos incompatível com o consumo real, o que reduz a eficiência do modelo.
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Subestimar a exposição à variação de preços: como a fatura da distribuidora permanece ativa e sujeita a reajustes, a empresa não reduz de forma relevante a exposição às oscilações tarifárias do mercado cativo.
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Não verificar a origem renovável da energia: nem todo plano de créditos oferece rastreabilidade da fonte de geração ou certificação reconhecida internacionalmente, o que pode comprometer relatórios de sustentabilidade.
Checklist de validação antes de contratar qualquer solução de energia:
Comece reunindo dados históricos, analise faturas dos últimos 12 meses para identificar o perfil de consumo e confirme a tensão de fornecimento, Grupo A ou B, pois isso define a elegibilidade. Em seguida, avalie as características da solução, verifique se o modelo oferece certificação de origem renovável reconhecida internacionalmente e analise a flexibilidade contratual e os prazos de cancelamento. Por fim, compare a previsibilidade de custos de cada modelo para o horizonte de planejamento da empresa.
Como verificar os resultados?
O acompanhamento sistemático dos resultados permite confirmar se a solução escolhida cumpre o que foi planejado. Alguns indicadores ajudam nesse monitoramento:
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Variação mensal da fatura: comparar o custo total de energia mês a mês e em relação ao período anterior à contratação.
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Previsibilidade orçamentária: avaliar se o custo de energia permanece dentro do planejado no orçamento anual.
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Volume de certificados emitidos: para empresas com metas de ESG, acompanhar a emissão de I-RECs por MWh consumido.
No mercado livre de energia com a Serena Energia, o cliente acessa um painel digital com economia mensal na fatura, economia consolidada total, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo mensal e consumo realizado até o momento.
Opções avançadas com a Serena Energia
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem centralizar a gestão de energia. A Serena Energia estrutura contratos que contemplam todas as unidades elegíveis do Grupo A, de média e alta tensão, o que simplifica o relacionamento em um único ponto de contato.
Equipes de ESG encontram suporte adicional. A Serena Energia emite I-RECs por MWh consumido, documentos reconhecidos globalmente que comprovam o consumo de energia renovável e que são utilizados em relatórios de sustentabilidade alinhados a padrões internacionais. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂ e oferece créditos de carbono para neutralização de emissões de Escopo 1 e 3.

A migração gerenciada, a consultoria energética e a gestão contínua são oferecidas sem custo adicional para clientes sob a gestão da Serena Energia. Com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas.
Perguntas frequentes
Verifique sua elegibilidade sem custo antes de tomar a decisão, a análise é gratuita.
O modelo de créditos de energia é adequado para empresas do Grupo A?
Em geral, não. O modelo de créditos foi estruturado para consumidores de baixa tensão, do Grupo B. Empresas com fornecimento em média ou alta tensão, do Grupo A, frequentemente não são elegíveis a esse modelo ou encontram limitações significativas de disponibilidade regional e de flexibilidade contratual. Para esse perfil, o mercado livre de energia tende a ser a alternativa mais adequada.
Qual é o prazo para migrar ao mercado livre de energia?
O processo regulatório leva cerca de seis meses, prazo definido pelo aviso prévio exigido para encerrar o contrato com a distribuidora local. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, da notificação à distribuidora até o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), conforme mencionado anteriormente, sem custo para o cliente. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo passa a ter previsibilidade e economia.
O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?
No modelo varejista do mercado livre de energia, o cliente não contrata um volume fixo de energia. O contrato define o preço, e a fatura mensal resulta da multiplicação desse preço pelo consumo realizado no período. Esse formato elimina a preocupação com desvios de volume, pois o cliente paga exatamente pelo que consumiu, ao preço contratado.
Como a empresa comprova que consome energia renovável?
A Serena Energia emite I-RECs, International Renewable Energy Certificates, correspondentes ao consumo de cada cliente. Esses certificados são documentos digitais rastreáveis, reconhecidos globalmente, que comprovam que 1 MWh foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Eles são a ferramenta padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade e atender às exigências de investidores e demais stakeholders.
A migração ao mercado livre de energia representa risco de interrupção no fornecimento?
Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia, pelos fios e pela estabilidade da rede, independentemente de quem fornece a energia. A única mudança é o fornecedor com quem a empresa negocia preço e contrato.
Conclusão
O modelo de créditos de energia oferece uma alternativa ao mercado cativo para consumidores de baixa tensão, mas apresenta limitações estruturais relevantes para empresas do Grupo A, de média e alta tensão, como elegibilidade restrita, previsibilidade parcial de custos e ausência de certificação renovável internacional no modelo padrão.
O mercado livre de energia permite que empresas do Grupo A negociem preço fixo de longo prazo, reduzam a exposição às bandeiras tarifárias, obtenham certificados I-REC reconhecidos globalmente e deleguem a gestão regulatória a um parceiro especializado. Com a Serena Energia, esse processo é gerenciado de ponta a ponta, sem custo adicional ao cliente.
A empresa agora dispõe de informações para avaliar qual modelo oferece maior previsibilidade, economia e alinhamento às metas de sustentabilidade. O próximo passo é realizar uma análise personalizada do perfil de consumo.
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