Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 23 de julho de 2026

1. Principais lições deste artigo

2. Definições essenciais: ESG, compliance, Escopos 1-2-3, I-REC e crédito de carbono

ESG reúne critérios ambientais (Environmental), sociais (Social) e de governança (Governance) usados para avaliar o desempenho não financeiro de uma organização. Compliance ESG significa cumprir esses critérios de forma mensurável, com indicadores auditáveis.

O GHG Protocol divide as emissões corporativas em três escopos:

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é o certificado global que comprova, de forma rastreável, que 1 MWh foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Cada I-REC emitido pela Serena Energia rastreia a energia desde os parques eólicos até o consumidor final e serve como instrumento padrão para zerar emissões de Escopo 2 pelo método market-based. O crédito de carbono funciona como um certificado negociável que neutraliza emissões de CO₂ de qualquer atividade e complementa a estratégia para Escopos 1 e 3.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Solicite uma análise de como I-RECs e créditos de carbono podem compor seu relatório de sustentabilidade.

3. Panorama: exigência de comprovação de origem renovável e rastreabilidade

Investidores institucionais, redes globais de fornecimento e agências de rating ESG passaram a exigir comprovação da origem renovável da energia consumida com documentação auditável. Muitas empresas brasileiras já tratam a medição e a redução de emissões de gases de efeito estufa como meta corporativa. Sem rastreabilidade certificada, declarações de “energia limpa” não resistem a auditorias externas nem atendem às exigências de frameworks como o GHG Protocol e o SBTi Corporate Net-Zero Standard V2.0.

O SBTi CNZS V2.0 define diretrizes para o gerenciamento das emissões de Escopo 2 e introduz requisitos de correspondência horária para grandes consumidores. Contratos de energia renovável com emissão de I-RECs formam a base operacional para atender a esses critérios no Brasil.

Veja como estruturar a rastreabilidade da sua energia renovável com a Serena Energia.

4. Comparação das alternativas de suprimento energético para empresas do Grupo A

Empresas do Grupo A (média e alta tensão) têm três caminhos principais para o suprimento de energia. A tabela abaixo mostra que apenas o mercado livre de energia com energia renovável e I-REC oferece rastreabilidade total e abatimento integral de Escopo 2, que são os pilares do compliance ESG auditável.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Critério

Mercado cativo (distribuidora)

Mercado livre de energia, energia convencional

Mercado livre de energia, energia renovável com I-REC (Serena Energia)

Previsibilidade de custo

Baixa, sujeita a reajustes e bandeiras tarifárias

Alta, com preço negociado em contrato

Alta, com preço negociado em contrato

Rastreabilidade de origem

Nenhuma

Nenhuma

Total, com I-REC por MWh consumido

Impacto no Escopo 2 (market-based)

Nenhum abatimento

Nenhum abatimento

Abatimento integral comprovado

Auditabilidade para relatórios ESG

Limitada

Limitada

Total, com certificado global reconhecido

Solicite uma análise comparativa para o perfil de consumo da sua empresa.

5. Fatores de análise: técnico, financeiro, contratual e operacional

Uma decisão de migração para o mercado livre de energia exige avaliação estruturada de fatores técnicos, financeiros, contratuais, operacionais e de ESG.

Cada bloco de análise exige coordenação entre áreas internas. As áreas tipicamente envolvidas são Financeiro/Controladoria, Operações/Facilities, Jurídico e ESG/Sustentabilidade. A Serena Energia conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Solicite uma análise personalizada dos fatores técnicos e financeiros da sua operação.

6. Etapas típicas de migração para o mercado livre de energia

Passo 1: verificar elegibilidade

O primeiro passo consiste em confirmar que a empresa pertence ao Grupo A, ou seja, que consome em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido para migrar.

Passo 2: analisar o perfil de consumo

O passo seguinte envolve mapear o histórico de consumo mensal em kWh, identificar sazonalidades e picos de demanda e usar essas informações para orientar a escolha do contrato.

Passo 3: escolher uma comercializadora e solicitar estudo de viabilidade

Nesta etapa, a empresa seleciona uma comercializadora e solicita um estudo de viabilidade. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, realiza esse estudo sem custo e projeta a economia e os indicadores ESG alcançáveis.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Passo 4: fechar o contrato

Depois da análise de viabilidade, a empresa fecha o contrato, tipicamente de 5 anos, com preço acordado antecipadamente. Esse modelo elimina a incerteza das bandeiras tarifárias do mercado cativo.

Passo 5: gerenciar o processo de migração

Com o contrato assinado, a Serena Energia gerencia o processo burocrático, que inclui notificação à distribuidora, registro na CCEE e instalação do sistema de medição.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Passo 6: iniciar a operação no mercado livre de energia

Após o prazo regulatório, em geral de 6 meses, a empresa passa a operar no mercado livre de energia. Um consultor dedicado da Serena Energia acompanha a performance e o monitoramento da redução de custo.

Passo 7: emitir I-RECs e integrar ao dashboard ESG

Com a operação em andamento, a Serena Energia emite um I-REC para cada MWh consumido. Esses certificados passam a compor os relatórios de sustentabilidade como prova auditável de Escopo 2 zerado pelo método market-based.

Inicie o processo de migração com suporte completo da Serena Energia.

7. O que muda após a contratação: acompanhamento, faturamento e conformidade

Depois da migração, a empresa passa a receber duas faturas: uma de energia, emitida pela Serena Energia, e uma de distribuição, emitida pela distribuidora local, que continua responsável pela entrega física da eletricidade. A Serena Energia centraliza a complexidade operacional, representa o cliente perante a CCEE no modelo varejista e cuida do pagamento à distribuidora.

Para acompanhar essa operação em tempo quase real, o painel digital da Serena Energia permite monitorar mensalmente a economia na fatura, a economia consolidada acumulada, o comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, a previsão de consumo e o consumo realizado. Para o gestor de ESG, os I-RECs emitidos ficam disponíveis para incorporação direta aos relatórios anuais de sustentabilidade. A automação que puxa dados diretamente de plataformas de energia melhora a precisão e a escalabilidade na coleta de indicadores ESG, e o painel da Serena Energia foi desenhado para atender a essa necessidade.

Agende uma demonstração do painel de acompanhamento da Serena Energia.

8. Riscos comuns e boas práticas de mitigação

Uma gestão estruturada do mercado livre de energia reduz riscos operacionais, financeiros e de compliance ESG. Os principais riscos e respectivas boas práticas são:

Avalie os riscos específicos do seu perfil de consumo e contratação com apoio especializado.

9. Principais KPIs e indicadores de compliance ESG com foco em energia renovável (Escopo 2)

A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) estabelece que metas de redução de consumo de energia, vinculadas à redução de emissões de gases de efeito estufa, devem ser mensuráveis, verificáveis e alcançáveis. A tabela abaixo apresenta cinco KPIs essenciais para empresas do Grupo A: os dois primeiros medem eficiência operacional, os dois seguintes comprovam origem renovável e cobertura de I-REC, e o último traduz esses dados em emissões auditáveis de Escopo 2.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

KPI

Fórmula de cálculo

Meta de referência 2026

Método de medição

Consumo específico de energia (intensidade energética por unidade)

Total de energia consumida (kWh) ÷ volume de produção ou área (unidade, ton, m²)

redução anual em relação ao baseline setorial (BEN/EPE)

Medição horária via SMF e comparação com benchmark setorial (BEN/EPE, CNI)

Intensidade energética financeira

Custo total de energia (R$) ÷ receita líquida ou CPV (R$)

valor abaixo da média do setor

Dados de faturamento de energia e demonstrativo financeiro mensal

Percentual de energia renovável no consumo total

(Energia renovável contratada em kWh ÷ consumo total em kWh) × 100

meta de 100% para empresas com contrato de energia renovável com I-REC

Contrato de fornecimento e I-RECs emitidos pela Serena Energia por MWh

Taxa de cobertura de I-REC

(MWh cobertos por I-RECs emitidos ÷ consumo total em MWh) × 100

100%, com cobertura integral do Escopo 2

Registro de I-RECs emitidos em comparação ao consumo registrado na CCEE

Emissões de Escopo 2, método market-based (tCO₂e)

Consumo total (MWh) × fator de emissão do contrato (tCO₂e/MWh). Com I-REC de fonte renovável, o fator é igual a zero.

meta de zero tCO₂e para consumo 100% coberto por I-RECs de fonte eólica

GHG Protocol market-based method, com I-RECs emitidos pela Serena Energia como evidência auditável

O consumo específico em kWh por tonelada de produto é o principal KPI de benchmarking energético industrial no Brasil, enquanto energia renovável como percentual do consumo total é métrica ambiental ESG central para agências de rating de sustentabilidade. Para o dashboard executivo, os quatro indicadores primários recomendados são consumo total de energia (kWh), intensidade energética (kWh por unidade produzida), demanda de pico (MW) e custo de energia por unidade produzida.

Receba um modelo de dashboard ESG com os KPIs de energia integrados ao seu contrato com a Serena Energia.

10. Recapitulação e critérios objetivos para análise interna

Empresas do Grupo A que buscam compliance ESG mensurável precisam de indicadores diretamente vinculados à origem e ao custo da energia. A análise interna pode seguir uma sequência objetiva.

Comece pela elegibilidade técnica: a empresa pertence ao Grupo A, com consumo em média ou alta tensão? Em seguida, avalie o direcionador de ESG: existem metas públicas ou internas de redução de Escopo 2? A contratação de energia renovável com I-REC representa o caminho mais direto e auditável.

Se o relatório de sustentabilidade exige comprovação de origem renovável, I-RECs emitidos por MWh consumido funcionam como instrumento padrão reconhecido globalmente. Quando há pressão por previsibilidade de custos de energia, contratos de longo prazo no mercado livre de energia reduzem a exposição às bandeiras tarifárias do mercado cativo.

A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e 2,14 milhões de toneladas de CO₂ evitadas desde 2017, conecta empresas do Grupo A ao mercado livre de energia com energia 100% eólica, I-RECs auditáveis e gestão completa do processo.

Estruture sua estratégia de compliance ESG com base em indicadores reais e rastreáveis.

11. Perguntas frequentes (FAQ)

O que diferencia um KPI ESG de energia de uma simples meta de consumo?

Um KPI ESG de energia vai além de registrar quanto a empresa consome. Esse tipo de indicador conecta o consumo a uma unidade de referência, como tonelada produzida, metro quadrado de área ou receita, permite comparação com benchmarks setoriais e, no caso do Escopo 2, vincula o consumo a uma origem comprovada por certificado auditável. Uma meta de consumo afirma “reduzir o uso de energia em 10%”. Um KPI ESG define “reduzir a intensidade energética de 2,1 kWh/kg para 1,9 kWh/kg até dezembro de 2026, com 100% do consumo coberto por I-RECs de fonte eólica”. A diferença está na rastreabilidade, na fórmula de cálculo e na evidência auditável, que são elementos exigidos por investidores e agências de rating.

Como o I-REC zera as emissões de Escopo 2 no método market-based?

O GHG Protocol permite que empresas usem o método market-based para calcular as emissões de Escopo 2, aplicando o fator de emissão do contrato de energia em vez do fator médio da rede elétrica. Quando a empresa contrata energia renovável e recebe I-RECs correspondentes a cada MWh consumido, o fator de emissão contratual passa a ser zero, porque a energia foi gerada por fonte limpa, como a fonte eólica no caso da Serena Energia, e o certificado rastreia essa origem desde a usina até o consumidor. O resultado é Escopo 2 market-based igual a zero tCO₂e para o volume coberto pelos I-RECs, instrumento aceito por frameworks como GHG Protocol, SBTi e relatórios GRI para comprovar descarbonização do consumo elétrico.

Empresas do Grupo A precisam de um volume mínimo de consumo para migrar ao mercado livre de energia?

Empresas do Grupo A não precisam atingir um volume mínimo de consumo para migrar. A elegibilidade é definida pelo nível de tensão de conexão, e não por um consumo mínimo em kWh ou MWh. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade e conduz o processo de migração, que inclui notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e instalação do sistema de medição.

Como integrar os KPIs de energia ao dashboard ESG da empresa?

A integração começa pela definição de fontes de dados confiáveis, como medição horária via SMF para consumo em kWh, faturas de energia para custo e I-RECs emitidos para cobertura de Escopo 2. Esses dados alimentam cinco indicadores centrais: consumo específico em kWh por unidade, intensidade financeira com custo de energia sobre receita, percentual de energia renovável, taxa de cobertura de I-REC e emissões de Escopo 2 market-based em tCO₂e. O painel digital da Serena Energia disponibiliza dados de consumo e I-RECs emitidos de forma estruturada, o que facilita a exportação para plataformas de reporte ESG e relatórios anuais de sustentabilidade. A recomendação é tratar esses indicadores com o mesmo rigor de auditoria aplicado aos dados financeiros, com revisão periódica e evidências documentais para cada KPI.

O que muda nos KPIs de Escopo 2 com as revisões propostas pelo GHG Protocol e pelo SBTi?

Duas mudanças relevantes afetam o desenho de KPIs de Escopo 2. O GHG Protocol está em processo de revisão do Scope 2 Guidance, com consulta pública encerrada em janeiro de 2026 e padrão final esperado para 2027. A proposta prevê correspondência horária entre certificados de atributo energético e consumo, em vez da correspondência anual atual. O SBTi Corporate Net-Zero Standard V2.0, publicado em junho de 2026, estabelece que certificados de energia renovável, como I-RECs, passam a suportar contribuição sistêmica para metas de eletricidade de baixo carbono, com metas de redução de emissões baseadas exclusivamente no método location-based. Para grandes consumidores, o V2.0 introduz reconhecimento opcional para correspondência horária. Na prática, empresas do Grupo A precisam acompanhar essas evoluções e contratar parceiros com capacidade de adaptação, como a Serena Energia, que emite I-RECs por MWh consumido e acompanha as atualizações dos frameworks internacionais.

Defina hoje os KPIs ESG que seu conselho, seus investidores e seus parceiros vão exigir nos próximos ciclos.

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