Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 21 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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A certificação ESG no Brasil em 2026 resulta de exigências regulatórias como CVM 193/2023 e CBAM, da pressão de investidores e clientes e da necessidade de comprovar práticas sustentáveis com dados auditáveis.
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Não existe um selo ESG único. As empresas podem combinar frameworks como ISO 14001, ISO 50001, GHG Protocol, B Corp, GRI, CDP e ISE B3 conforme suas necessidades e o público-alvo.
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O processo de certificação segue sete etapas estruturadas. Ele começa pelo diagnóstico de materialidade e termina em relato auditado com asseguração independente, com prazo médio de 18 a 24 meses.
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A compra de energia renovável com I-RECs permite zerar o Escopo 2 de forma auditável e reconhecida por frameworks globais, o que acelera o pilar ambiental.
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Para empresas do Grupo A que buscam acelerar o pilar ambiental da certificação ESG, a Serena Energia oferece soluções de energia renovável com I-RECs e créditos de carbono. Fale com um de nossos consultores.
ESG é obrigatório para empresas no Brasil?
A obrigatoriedade depende do porte e do setor da empresa. A Resolução CVM 193/2023 exige, a partir do exercício social de 2026, a divulgação de informações de sustentabilidade por companhias abertas brasileiras seguindo os padrões IFRS S1 e IFRS S2 do ISSB. Para empresas exportadoras, o Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) passa a valer na União Europeia em 2026 e exige que importadores europeus em setores como aço, cimento e alumínio reportem a pegada de carbono de fornecedores brasileiros.
Empresas não listadas em bolsa e sem exportações para a Europa ainda não têm certificação ESG imposta por lei. A necessidade surge quando clientes, licitações públicas, cadeias de fornecimento internacionais ou sistemas de qualificação de fornecedores passam a exigir comprovação de práticas ESG. A pressão de stakeholders, bancos e investidores com mandatos ESG avança em paralelo à regulação formal.
Quais são os principais selos ESG no Brasil?
Não existe um certificado ESG oficial ou universal no Brasil ou no mundo. As empresas escolhem selos nacionais e internacionais que avaliam aspectos específicos ou a maturidade ESG geral. Para empresas do Grupo A, os selos mais relevantes incluem:
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ISO 14001: certifica que a empresa implementou um sistema de gestão ambiental com procedimentos para identificar aspectos ambientais relevantes, monitorar desempenho e definir objetivos de melhoria. Esse selo é um dos mais reconhecidos em gestão ambiental.
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GHG Protocol Brasil: gera inventários auditáveis de emissões de GEE nos Escopos 1, 2 e 3, que servem de base para qualquer estratégia de descarbonização.
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B Corp (Sistema B): a partir de 2026, exige auditorias externas e requisitos obrigatórios em sete áreas de impacto socioambiental e de governança, avaliando a empresa de forma abrangente.
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GRI Standards: formam o framework de relato de sustentabilidade mais adotado globalmente e são aceitos por praticamente todas as redes B2B.
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ISE B3: índice da bolsa brasileira que reconhece empresas com práticas ESG consistentes e tem peso reputacional relevante no mercado nacional.
Quanto custa obter certificação ESG em 2026?
A certificação formal como a ABNT NBR ISO 14001 tem custos que variam conforme o setor, o porte da empresa e o organismo certificador, e costuma exigir vários meses de implementação. Da mesma forma, empresas que partem do zero para um relatório de sustentabilidade alinhado a padrões GRI podem investir valores significativos, também proporcionais ao porte. No entanto, nos primeiros meses de implementação, é possível reduzir esses custos iniciais utilizando ferramentas gratuitas do SEBRAE, do Programa Brasileiro GHG Protocol e dos padrões GRI.
Para apoiar a escolha do caminho mais adequado, a tabela a seguir compara três opções relevantes para empresas do Grupo A, considerando critérios de escolha, prazos e faixas de custo.
Tabela comparativa: ISO 14001, B Corp e GRI
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Certificador / Framework |
Critérios de escolha |
Prazo médio |
Custo aproximado |
|---|---|---|---|
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ISO 14001 (ABNT NBR) |
gestão ambiental estruturada, frequentemente exigida por cadeias de fornecimento e licitações |
Varia conforme a complexidade |
Varia conforme setor, porte da empresa e organismo certificador |
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B Corp (Sistema B) |
avaliação holística com auditoria externa obrigatória a partir de 2026 e sete áreas de impacto |
12 a 24 meses, conforme a maturidade de governança |
Variável conforme porte e complexidade |
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GRI Standards |
relato comparável aceito por redes B2B globais e investidores |
4 a 12 meses, partindo do zero |
Varia conforme o porte |
Passo a passo: 7 etapas para obter a certificação ESG
Etapa 1 — diagnóstico de materialidade
O diagnóstico de materialidade utiliza frameworks como IFRS S1/S2 e GRI para identificar os temas E, S e G mais relevantes para o negócio. O gerente de sustentabilidade costuma liderar essa etapa, com apoio da diretoria financeira para priorizar riscos. O acesso a dados operacionais históricos é a principal dependência.
Etapa 2 — inventário de emissões e linha de base
O inventário cobre os Escopos 1, 2 e 3 sob o GHG Protocol, além de riscos sociais e revisão de governança. Dentro desse inventário, o Escopo 2, que trata de emissões indiretas de energia comprada, pode ser reduzido de forma rápida. A compra de energia renovável com I-RECs permite substituir o fator de emissão da rede por zero, o que reduz o inventário de forma auditável. O principal risco desta etapa é a qualidade dos dados de consumo energético. Empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão, têm medição mais precisa, o que facilita o processo.
Etapa 3 — definição de metas SMART
As metas devem alinhar-se ao Acordo de Paris, aos ODS da ONU, ao Net Zero e ao Science Based Targets. Metas de redução de Escopo 2 costumam ser as mais rápidas de atingir, pois dependem diretamente da escolha do fornecedor de energia.
Etapa 4 — estrutura de governança ESG
Essa etapa define a governança do tema ESG. Ela envolve a criação de um comitê ESG vinculado à alta gestão, a aprovação de políticas pelo conselho e a definição de responsáveis por cada pilar. O gerente de operações tem papel central para garantir a coleta regular de dados de consumo energético e resíduos.
Etapa 5 — implementação do sistema de gestão
ISO 14001, ISO 45001 e ISO 50001 formam a base técnica dos sistemas ESG para empresas brasileiras e geram dados auditáveis para os pilares ambiental e social. A implementação simultânea das três normas reduz redundâncias e encurta o prazo total.
Etapa 6 — relato e asseguração
O relato anual auditado com asseguração limitada ou razoável por firma de auditoria independente encerra o ciclo. Empresas com relato GRI maduro conseguem adaptar suas divulgações para atender aos padrões ESRS europeus em 30 a 60 dias.
Etapa 7 — melhoria contínua e renovação
A implementação ESG funciona como um programa anual contínuo que se aprofunda a cada ciclo de relato e se integra à gestão de riscos, aos controles internos e à auditoria interna. O principal risco dessa fase é a perda de engajamento da liderança após o primeiro relatório.
Como a compra de energia renovável com I-REC acelera o pilar ambiental
As etapas de inventário de emissões e definição de metas dependem da capacidade de reduzir o Escopo 2 de forma auditável. Para empresas do Grupo A, a compra de energia renovável certificada por I-RECs costuma ser a solução mais rápida e com melhor relação entre custo e impacto.

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é o principal instrumento global utilizado por empresas para comprovar que o consumo de eletricidade tem origem 100% em fontes renováveis como solar, eólica, hídrica ou biomassa. No Brasil, o I-REC é um padrão reconhecido e aceito pelo GHG Protocol para Escopo 2 market-based, além de CDP, GRI 302-1, LEED e Science Based Targets initiative (SBTi).

Ao adquirir e aposentar I-RECs equivalentes ao consumo anual de eletricidade, empresas brasileiras podem substituir o fator de emissão da rede nacional por zero em seus inventários de carbono e atender a critérios ambientais em frameworks ESG. Empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão e maior consumo, concentram o maior potencial de redução nessa substituição.

Os I-RECs representam apenas uma fração do custo total de energia para empresas com alto consumo no Brasil. Cada I-REC pode ser aposentado até 21 meses após o final do ano de produção correspondente para uso em relatos ESG, com possibilidade de taxas adicionais após esse período.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, fornece I-RECs e créditos de carbono para empresas do Grupo A no mercado livre de energia. Toda a energia da Serena Energia tem origem em fontes eólicas, e a empresa emite I-RECs que rastreiam a energia desde a fonte até o consumidor final, reduzindo as emissões de Escopo 2. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Para empresas que buscam reduzir outras fontes de emissão, a Serena Energia oferece também créditos de carbono.

Erros comuns ao buscar certificação ESG e como evitá-los
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Iniciar sem diagnóstico de materialidade: investir em certificações que não correspondem às exigências reais de clientes e investidores gera custo sem retorno estratégico.
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Ignorar o Escopo 2 no inventário: sem I-RECs aposentados no mesmo ano do consumo, a empresa não consegue declarar Escopo 2 zero sob o GHG Protocol.
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Confundir relato com certificação: uma certificação como ISO 14001 atesta que a empresa implementou um sistema de gestão ambiental estruturado, enquanto um rating ESG fornece uma pontuação usada por clientes e investidores para comparar empresas. Esses instrumentos têm funções diferentes.
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Subestimar o prazo: um roteiro completo de implementação ESG, partindo de baixa maturidade, costuma exigir de 18 a 24 meses.
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Não envolver a diretoria financeira: sem aprovação orçamentária e alinhamento com metas de OPEX, os projetos ESG perdem prioridade nos ciclos de planejamento.
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Deixar de verificar prazos do GHG Protocol: para o ciclo 2026 do Programa Brasileiro GHG Protocol, o prazo final para submissão do inventário ao Registro Público de Emissões foi 9 de junho de 2026.
Como verificar resultados e acompanhar métricas
As principais métricas para empresas do Grupo A incluem emissões de Escopo 2 em tCO₂e por ano, percentual de energia renovável certificada por I-REC, número de não conformidades identificadas em auditorias ISO 14001 e pontuação CDP. A revisão de dados operacionais deve ocorrer de forma trimestral, enquanto o relato formal segue ciclo anual. O painel de acompanhamento da Serena Energia permite monitorar o consumo realizado, a previsão mensal e a economia consolidada, o que facilita o preenchimento de relatórios de sustentabilidade com dados precisos.

Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades
Empresas do Grupo A com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar o inventário de Escopo 2 em um único relato corporativo, desde que cada unidade tenha medição individual. No mercado livre de energia, é possível contratar volumes de energia renovável que cubram todas as unidades em um único contrato, com I-RECs emitidos por unidade consumidora para fins de rastreabilidade. A Serena Energia atende empresas em todo o Brasil, com gestão centralizada junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) no modelo varejista, o que dispensa a gestão descentralizada por unidade.
Conclusão e próximos passos
A certificação ESG para empresas brasileiras em 2026 segue um processo estruturado. Esse processo começa pelo diagnóstico de materialidade, passa pela implementação de sistemas de gestão como ISO 14001 e ISO 50001 e termina em relato auditado. O pilar ambiental pode avançar mais rápido com a compra de energia renovável com I-RECs, que permite zerar o Escopo 2 de forma auditável e reconhecida por frameworks globais. Empresas do Grupo A têm vantagem nesse processo por já contarem com medição precisa do consumo energético.
Perguntas frequentes sobre certificação ESG
Toda empresa do Grupo A precisa obter certificação ESG?
Não existe obrigação legal universal para empresas do Grupo A, que são aquelas com fornecimento em média e alta tensão, obterem certificação ESG. A necessidade aparece quando clientes, bancos, investidores ou cadeias de fornecimento internacionais passam a exigir comprovação de práticas sustentáveis. Empresas de capital aberto terão obrigações de divulgação de sustentabilidade a partir de 2026. Para as demais, a certificação é uma decisão estratégica com impacto em competitividade e acesso a capital.
Qual é o prazo realista para obter a primeira certificação ESG?
O prazo depende do ponto de partida e do tipo de certificação escolhida. A ISO 14001 costuma levar de 6 a 12 meses. Um relatório GRI completo, partindo do zero, pode exigir de 4 a 12 meses. O roteiro completo de implementação ESG, que inclui governança, inventário e relato auditado, geralmente requer de 18 a 24 meses para empresas com baixa maturidade inicial. O planejamento antecipado ajuda a cumprir prazos de relato e exigências de clientes.
Como os I-RECs se conectam à certificação ESG na prática?
Os I-RECs permitem declarar consumo de eletricidade 100% renovável de forma auditável. Na prática, uma empresa do Grupo A com consumo anual de 10 GWh pode aposentar 10.000 I-RECs, um por MWh, e reportar Escopo 2 zero em seu inventário GHG Protocol. Esse dado alimenta diretamente relatórios CDP e GRI e reduz a principal fonte de emissões indiretas para grande parte das empresas industriais.
Quais são os custos indiretos da certificação ESG que as empresas costumam subestimar?
Os custos indiretos incluem o tempo interno dedicado à coleta e organização de dados operacionais, o ajuste de sistemas de medição e controle, os investimentos em treinamento de equipes e a contratação de auditorias de asseguração independente para o relato. Empresas que já operam no mercado livre de energia têm vantagem, pois contam com dados de consumo energético mais precisos e detalhados, o que reduz o esforço de levantamento para o inventário de Escopo 2.
A Serena Energia pode apoiar toda a jornada ESG ou apenas o pilar ambiental?
A Serena Energia atua diretamente no pilar ambiental. A empresa fornece energia 100% renovável de origem eólica com emissão de I-RECs e créditos de carbono para empresas do Grupo A no mercado livre de energia. Essa atuação cobre a redução auditável do Escopo 2 e apoia metas de descarbonização reconhecidas por frameworks como GHG Protocol, CDP e GRI. Para os pilares social e de governança, a Serena Energia recomenda a combinação com consultores especializados em ISO 45001, GRI e estruturas de governança corporativa.