Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 1 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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O benchmarking de custos de energia por CNAE permite comparar o consumo e o custo da empresa com a média do setor, usando dados públicos da EPE e da ANEEL.
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Em setores como metalurgia, papel e celulose, alimentos e bebidas e comércio, a energia pode representar entre 8% e 25% do custo operacional.
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Se o consumo estiver dentro da média setorial, mas o custo ainda for alto, a prioridade é reduzir o preço pago por kWh, não o volume consumido.
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A geração distribuída compartilhada pode gerar desconto de até 20% na conta de luz sem investimento inicial, obras ou interrupção das operações.
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A Serena Energia oferece essa solução para PMEs em 11 estados brasileiros, com contratação 100% digital e economia visível em até 90 dias. Simule seu desconto agora.
Tabela principal: 12 CNAEs de maior impacto
Os dados de consumo e custo médio por setor são consolidados pelo Balanço Energético Nacional 2025 (BEN 2025) e pelo Anuário Estatístico de Energia Elétrica da EPE. Os valores de custo médio em R$/MWh refletem as tarifas reguladas publicadas pela ANEEL para distribuidoras, com referência ao ciclo tarifário 2024–2025. A participação percentual no custo operacional é estimada a partir das intensidades energéticas setoriais reportadas no Atlas da Eficiência Energética Brasil 2024.
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CNAE / Setor |
Consumo médio estimado (kWh/mês por estabelecimento PME) |
Custo médio referencial (R$/MWh) |
% estimada no custo operacional |
|---|---|---|---|
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Metalurgia e siderurgia |
Alto, uso contínuo de fornos elétricos de arco |
R$ 600–750 |
15%–25% |
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Papel e celulose |
Alto, processos térmicos e mecânicos contínuos |
R$ 580–720 |
12%–20% |
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Química e petroquímica |
Alto, processos eletroquímicos e térmicos |
R$ 590–730 |
10%–18% |
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Mineração |
Alto, moinhos, britadores e ventilação 24h |
R$ 570–710 |
12%–22% |
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Alimentos e bebidas |
Médio-alto, refrigeração industrial e fornos |
R$ 620–760 |
8%–15% |
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Supermercados e hipermercados |
Médio-alto, refrigeração e climatização contínuas |
R$ 630–780 |
8%–14% |
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Cimento e construção civil |
Alto, moinhos de clínquer |
R$ 560–700 |
10%–18% |
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Agronegócio (irrigação e processamento) |
Médio, irrigação mecanizada e secagem de grãos |
R$ 550–680 |
6%–12% |
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Shoppings e centros comerciais |
Médio-alto, chillers centrais e iluminação estrutural |
R$ 640–790 |
7%–13% |
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Automotivo |
Médio-alto, soldagem robótica e fornos de pintura |
R$ 600–740 |
6%–11% |
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Frigoríficos |
Alto, refrigeração contínua de câmaras frias |
R$ 620–770 |
10%–18% |
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Comércio varejista geral |
Médio, iluminação, ar-condicionado e refrigeração |
R$ 630–780 |
4%–9% |
Nota: os intervalos de consumo e custo são referenciais, derivados das intensidades energéticas setoriais reportadas pelo BEN 2025 e pelas tarifas da ANEEL. Valores específicos variam por distribuidora, porte do estabelecimento e região.
As seções a seguir mostram como aplicar esses benchmarks à fatura de energia em quatro setores de maior impacto, começando pelos que enfrentam os maiores desafios de intensidade energética.
Metalurgia e siderurgia: como aplicar o benchmark à sua fatura
A metalurgia e a siderurgia lideram o consumo de eletricidade no Brasil, conforme o BEN 2025. O principal responsável é o uso contínuo de fornos elétricos de arco para fusão de ligas, aço e alumínio, equipamentos que operam 24 horas por dia e não podem ser desligados sem comprometer o processo produtivo.
O Atlas da Eficiência Energética Brasil 2024 dedica um capítulo ao setor de ferroligas e silício metálico e destaca a intensidade energética como um dos maiores desafios de competitividade do segmento. Para uma PME metalúrgica, a energia pode representar entre 15% e 25% do custo operacional total.
Como aplicar à sua fatura: localize na conta de luz o campo “consumo em kWh” e divida pelo número de dias do período. Compare o resultado com a média do setor. Se o consumo diário estiver acima da referência setorial, o problema pode estar em fornos com resistências degradadas, motores sem inversor de frequência ou iluminação industrial obsoleta. Se o consumo estiver dentro da média, mas o custo total ainda pesar no caixa, o caminho é reduzir o preço pago por cada kWh, não o consumo em si.
Papel e celulose: como aplicar o benchmark à sua fatura
O setor de papel e celulose combina processos térmicos e mecânicos de alta intensidade energética. O BEN 2025 mostra que a classe industrial registrou expansão de 4,8% no consumo de eletricidade em 2024 em relação a 2023, com papel e celulose entre os setores que mais contribuíram para esse avanço. A participação da energia no custo operacional de uma PME do setor pode atingir entre 12% e 20%.
A geração distribuída é uma das estratégias mais eficazes para PMEs desse setor reduzirem o custo da energia sem interromper operações ou imobilizar capital em infraestrutura própria.
Como aplicar à sua fatura: identifique na fatura os campos de consumo em ponta e fora de ponta. Empresas de papel e celulose com operação contínua tendem a ter consumo elevado nos dois períodos. Se o custo em R$/MWh estiver acima do intervalo referencial de R$ 580–720, verifique se há incidência de bandeiras tarifárias e se a demanda contratada está calibrada ao consumo real. A diferença entre o que a empresa paga e o benchmark setorial é o ponto de partida para a negociação.
Comércio e serviços (supermercados, shoppings): como aplicar o benchmark à sua fatura
Supermercados, hipermercados e shoppings centers figuram entre os maiores consumidores de eletricidade no segmento comercial brasileiro. O setor comercial registrou crescimento de 5,2% no consumo de eletricidade em 2024. Os principais responsáveis são sistemas de refrigeração industrial, câmaras frias, ar-condicionado central e iluminação estrutural, equipamentos que não podem ser desligados sem impacto direto na operação e na experiência do cliente.
Como aplicar à sua fatura: em supermercados e shoppings, a conta de luz costuma estar entre as maiores linhas de custo do negócio. Compare o valor em R$/MWh da fatura com o intervalo referencial de R$ 630–790. Se estiver acima, verifique se há cobrança de energia reativa excedente, que indica fator de potência abaixo do limite da distribuidora. Se estiver dentro do intervalo, o ganho virá da redução do preço unitário da energia, não do consumo.

Alimentos e bebidas: como aplicar o benchmark à sua fatura
O setor de alimentos e bebidas combina refrigeração industrial, fornos, pasteurizadores e linhas de envase, equipamentos de operação contínua e alto consumo. O BEN 2025 confirma que a indústria de alimentos está entre as que mais consomem eletricidade no Brasil, com a energia representando entre 8% e 15% do custo operacional de uma PME do setor.
Como aplicar à sua fatura: identifique o consumo médio mensal em kWh e calcule o custo por kWh dividindo o valor total pelo consumo. Se o resultado estiver acima de R$ 0,76/kWh, equivalente ao teto do intervalo referencial de R$ 760/MWh, há espaço para redução pelo lado do preço. Equipamentos de refrigeração e fornos com manutenção deficiente consomem mais do que o especificado pelo fabricante. Uma auditoria de manutenção pode revelar perdas ocultas antes mesmo de qualquer mudança na contratação de energia.
Como reduzir o custo sem instalar nada
A geração distribuída compartilhada é uma estratégia eficaz para PMEs brasileiras reduzirem o custo da energia sem investimento inicial próprio, sem obras e sem alterar a operação. O modelo funciona da seguinte forma: a Serena Energia gera energia limpa em fazendas solares localizadas em regiões com irradiação acima da média, injeta os créditos na rede das distribuidoras e esses créditos são abatidos diretamente na conta de luz da empresa contratante.

A distribuidora continua entregando a energia com a mesma qualidade de sempre, e a diferença aparece na fatura, que passa a refletir os descontos já mencionados. Esses descontos surgem já na primeira fatura após a conexão.
O processo de contratação é 100% digital: a empresa simula o desconto, envia documentos online e formaliza o contrato digitalmente, sem precisar receber técnico ou interromper as atividades. A geração distribuída pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros: SP no interior, GO, MG, MT, BA, PI, PA, MA, PE, CE e RJ no interior.

Quem instala painéis solares por conta própria desembolsa dezenas de milhares de reais em equipamentos, obras e manutenção, com prazo de retorno que se estende por anos. Com a Serena Energia, não há investimento inicial próprio. A economia começa após o período de conexão, sem imobilizar capital que poderia estar financiando o crescimento do negócio.
A Serena Energia tem mais de 17 anos de história como uma das maiores geradoras de energia renovável criada nas Américas, com clientes que vão de pequenas empresas a grandes marcas como Cargill e Heineken, e conta com indicação de parceiros como Eurofarma, PicPay e Visa.
Perguntas frequentes
O que é benchmarking de energia?
Benchmarking de energia é o processo de comparar o consumo e o custo de energia de uma empresa com referências do mesmo setor econômico, usando indicadores como kWh por unidade produzida, R$/MWh pago ou participação da energia no custo operacional total. O objetivo é identificar se a empresa está acima ou abaixo da média setorial e, a partir disso, priorizar ações de redução. No Brasil, os principais dados públicos para esse tipo de análise são publicados pela EPE no Balanço Energético Nacional e no Anuário Estatístico de Energia Elétrica.
Quais são as duas atividades que mais consomem energia no Brasil?
Os dados históricos do Balanço Energético Nacional da EPE mostram que a metalurgia e a mineração estão entre as atividades de alto consumo de eletricidade no Brasil. A metalurgia se destaca pelo uso contínuo de fornos elétricos de arco para fusão de metais, enquanto a mineração opera moinhos, britadores e sistemas de ventilação 24 horas por dia. O setor químico e petroquímico também figura entre os maiores consumidores, dependendo do recorte metodológico adotado.
Qual o custo médio de energia no Brasil?
O custo médio de energia elétrica no Brasil varia conforme a distribuidora, a classe de consumo e o ciclo tarifário vigente. Para empresas atendidas em baixa tensão, o custo médio referencial é definido pelas tarifas publicadas pela ANEEL para o ciclo 2024–2025. Esse valor inclui a tarifa de energia, os encargos setoriais, a taxa de iluminação pública e os impostos. Bandeiras tarifárias podem elevar o custo unitário em períodos de baixa geração hídrica.
Como fazer um relatório de consumo de energia?
Um relatório de consumo de energia para uma PME deve conter as seguintes informações:
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Consumo mensal em kWh nos últimos 12 meses, extraído das faturas da distribuidora.
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Custo total em reais por mês e custo unitário em R$/kWh.
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Variação mês a mês e identificação de picos de consumo.
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Comparação com o benchmark setorial do CNAE da empresa, usando dados da EPE.
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Identificação dos principais equipamentos consumidores e seus horários de operação.
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Análise de encargos adicionais, como energia reativa, bandeiras tarifárias e demanda contratada em comparação com a demanda medida.
Com esse relatório em mãos, o gestor identifica se o problema está no volume consumido ou no preço pago por cada kWh e escolhe a estratégia de redução mais adequada.
Qual é o maior vilão da conta de luz?
Para a maioria das PMEs, os maiores responsáveis pelo alto valor da conta de luz são os sistemas de refrigeração industrial e câmaras frias, os fornos e equipamentos de aquecimento elétrico, os sistemas de ar-condicionado central e os grandes motores elétricos e compressores de ar. Esses equipamentos operam de forma contínua e não podem ser desligados sem comprometer a operação. Além do consumo em si, encargos como energia reativa excedente, demanda contratada acima do necessário e bandeiras tarifárias em períodos críticos ampliam o impacto na fatura. A combinação de consumo elevado com preço unitário alto faz a conta de luz se tornar uma das maiores linhas de custo do negócio.
Conclusão
O benchmarking de custos de energia por CNAE transforma a conta de luz de uma despesa opaca em um indicador de gestão. Ao comparar o consumo e o custo da empresa com as referências do setor, usando dados públicos da EPE e da ANEEL, o gestor identifica com precisão se há espaço para redução e por onde começar.
Para setores como metalurgia, papel e celulose, alimentos e bebidas e comércio varejista, a energia representa uma parcela relevante do custo operacional. Reduzir esse custo sem cortar produção, sem instalar equipamentos e sem imobilizar capital é exatamente o que a geração distribuída compartilhada oferece. Com a economia descrita acima, visível já na primeira fatura após a conexão e contratação 100% digital, a Serena Energia coloca essa redução de custo ao alcance de qualquer PME com conta a partir de R$ 500 por mês.