Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

O problema: impacto financeiro e operacional da oscilação tarifária no mercado regulado

O mercado regulado define tarifas por órgão competente, com reajustes periódicos e aplicação de bandeiras tarifárias que acrescentam custos em períodos de escassez hídrica. Essa estrutura torna a conta de energia uma das linhas mais imprevisíveis do orçamento industrial.

O impacto vai além do custo financeiro direto. Quando a demanda contratada é ultrapassada, a planta paga multas que podem representar acréscimos expressivos na fatura mensal. A alternativa, que é cortar cargas para não ultrapassar o limite, interrompe processos produtivos, gera refugo, atrasa entregas e compromete contratos com clientes. Análises sobre crises energéticas em mercados industriais mostram que a combinação de preços elevados e imprevisíveis pode reduzir a produção de setores intensivos em energia em até um terço. Isso evidencia que o problema envolve custo e capacidade produtiva.

Essa dinâmica afeta diferentes níveis da organização industrial. Para o Diretor Financeiro, o efeito é direto no P&L, pois bandeiras tarifárias tornam qualquer projeção orçamentária imprecisa. Para o Gerente de Planta, qualquer corte de carga significa parada de linha. Para o Controller, a imprevisibilidade inviabiliza o planejamento de longo prazo. Dados do Banco Central Europeu mostram que os preços de eletricidade para indústrias de alta intensidade energética subiram 53% entre 2019 e 2024. Esse movimento ilustra uma tendência estrutural de elevação de custos que afeta mercados industriais globalmente e também impacta o Brasil.

Fale com um de nossos consultores e descubra quanto sua planta pode economizar migrando para o mercado livre de energia.

Pilares da gestão de energia industrial sem cortes

Uma gestão de energia industrial eficaz opera em quatro camadas complementares que se reforçam mutuamente.

O primeiro passo é realizar o monitoramento em tempo real. A medição horária do consumo permite identificar picos de demanda antes que ultrapassem o limite contratado, o que dá ao gestor tempo de reação.

Esses dados alimentam o controle preditivo de demanda. O cruzamento de informações históricas com o calendário de produção antecipa os momentos de maior risco de ultrapassagem e orienta decisões operacionais preventivas.

Para agir sobre esses alertas, é necessário concluir a classificação de cargas. O mapeamento de quais equipamentos são críticos para a produção e quais são não essenciais é o pré-requisito para qualquer estratégia de corte seletivo sem impacto no produto final.

Com esse mapa em mãos, torna-se possível realizar o corte de cargas não essenciais nos momentos identificados pelo sistema preditivo. Fabricantes que escalonam a partida de equipamentos de alta potência e coordenam ciclos de aquecimento com a programação de produção conseguem evitar picos de demanda que acionam cobranças adicionais, sem interromper o processo produtivo principal.

Essas práticas reduzem o risco de multas e cortes dentro do mercado regulado, mas não resolvem o problema estrutural. A oscilação tarifária permanece e o orçamento continua exposto.

Por que a migração para o mercado livre de energia é a solução estrutural

O mercado livre de energia permite que a empresa deixe de seguir apenas tarifas reguladas e passe a contratar energia diretamente de uma geradora ou comercializadora, com preço, prazo e volume definidos em contrato bilateral. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. O que muda é o fornecedor da energia.

Firmar contratos de longo prazo com preço fixo elimina a exposição às bandeiras tarifárias. O custo da energia contratada permanece o mesmo independentemente das condições do sistema elétrico. Acordos de longo prazo com geradoras renováveis permitem que usuários industriais fixem custos de energia, construam proteção efetiva contra oscilações de mercado e alcancem sustentabilidade orçamentária de longo prazo, algo que contratos de curto prazo ou compras no mercado spot não oferecem.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criada nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos, atua como parceira de ponta a ponta nessa migração. No mercado livre de energia, a Serena Energia opera majoritariamente com energia renovável e fornece energia 100% renovável com origem certificada por I-RECs. A economia mencionada anteriormente começa a partir da primeira fatura após a conclusão da migração.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Passo a passo prático de 7 etapas para migrar

1. Verificar a elegibilidade

O primeiro passo é confirmar que a unidade consumidora pertence ao Grupo A, ou seja, é atendida em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido para empresas do Grupo A.

2. Analisar o perfil de consumo

O passo seguinte é mapear o consumo mensal em kWh, identificar sazonalidades e picos de demanda. Essa análise orienta a escolha do contrato e dimensiona o potencial de economia.

3. Escolher uma comercializadora confiável

A escolha de uma parceira com geração própria reduz riscos de fornecimento. A Serena Energia é geradora e comercializadora, o que confere integração vertical e solidez operacional, comprovadas por clientes como Cargill e Bayer.

4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia. A Serena Energia conduz esse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

5. Negociar o contrato de energia

A etapa seguinte é negociar o contrato bilateral de energia. Contratos com a Serena Energia têm tipicamente duração de 5 anos, com preço fixo para a parcela de energia contratada.

6. Implementar o sistema de medição

A implantação do sistema de medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição sem custo adicional para o cliente.

7. Monitorar e ajustar o consumo

Após a migração, o acompanhamento mensal dos resultados permite comparar custos com o período no mercado regulado e identificar oportunidades de eficiência. A Serena Energia disponibiliza painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia e previsão de consumo.

O prazo regulatório de migração é de 6 meses, contado a partir da notificação à distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão desse processo. A Serena Energia gerencia todas as etapas com todos os serviços incluídos para clientes sob sua gestão.

Integração com ISO 50001 e emissão de I-RECs

A norma ISO 50001 estabelece requisitos para sistemas de gestão de energia com foco em melhoria contínua do desempenho energético. Contratar energia renovável certificada no mercado livre de energia é uma decisão alinhada a esses objetivos, pois documenta a origem da energia consumida de forma auditável.

Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC (International Renewable Energy Certificate), certificado reconhecido globalmente que comprova que a energia foi gerada por fonte limpa e injetada na rede. Esse documento é o instrumento principal para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade e atender exigências de investidores, clientes e organismos de certificação. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Comparação: continuar no mercado regulado ou migrar para o mercado livre de energia

Critério Mercado regulado Mercado livre de energia com a Serena Energia Outras empresas que conectam negócios ao mercado livre de energia
Previsibilidade de custos Baixa, sujeita a reajustes e bandeiras tarifárias Alta, com preço fixo em contrato bilateral de longo prazo Variável, depende do modelo contratual oferecido
Risco de cortes e multas por demanda Alto, pois a estrutura tarifária incentiva cortes ou penaliza ultrapassagem Reduzido, com gestão ativa de demanda e representação na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Variável, depende da capacidade de gestão da comercializadora
Complexidade operacional para o cliente Baixa, sem obrigações regulatórias adicionais Baixa, pois a Serena Energia assume registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), medição e gestão contínua sem custo adicional Média a alta, já que muitas comercializadoras não possuem geração própria e transferem parte da complexidade ao cliente
Certificação de origem renovável Não disponível I-RECs emitidos por MWh consumido, com rastreabilidade auditável Dependente da estrutura de cada comercializadora

Fale com um de nossos consultores e receba um estudo de viabilidade personalizado para sua planta.

Depoimentos de clientes

Perguntas frequentes

Minha indústria pode migrar para o mercado livre de energia?

Uma indústria pode migrar para o mercado livre de energia desde que a unidade consumidora pertença ao Grupo A, ou seja, seja atendida em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido para empresas nessa faixa. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo. Se a empresa tiver múltiplas unidades com perfis diferentes, é possível avaliar a viabilidade de cada uma separadamente.

Por que o processo leva 6 meses?

O prazo de 6 meses corresponde ao período regulatório exigido para encerrar o contrato com a distribuidora local, a chamada denúncia do contrato. Durante esse período, a Serena Energia conduz todas as etapas do processo, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a instalação do sistema de medição, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração.

Existe flexibilidade contratual se o consumo variar?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. O consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo e orientando ajustes quando necessário.

O que são I-RECs e por que são relevantes para a indústria?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Ao contratar energia com a Serena Energia no mercado livre de energia, a indústria pode solicitar I-RECs correspondentes ao seu consumo. Esses certificados são o instrumento padrão para declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade e para cumprir metas de redução de emissões de Escopo 2.

Migrar para o mercado livre de energia elimina o risco de corte de fornecimento?

A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. Essa obrigação não muda com a migração. O que muda é de quem a empresa compra a energia. No modelo varejista com a Serena Energia, a empresa também conta com a gestão do pagamento à distribuidora, o que reduz o risco de corte por questões financeiras relacionadas à fatura de distribuição.

Conclusão

A gestão de energia industrial sem cortes não se resolve apenas com monitoramento e corte de cargas não essenciais. Essas práticas são necessárias, mas operam dentro de uma estrutura tarifária que mantém a planta exposta a oscilações de custo e ao risco de multas por ultrapassagem de demanda. A solução estrutural é migrar para o mercado livre de energia, onde contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo eliminam a exposição às bandeiras tarifárias e aumentam a previsibilidade orçamentária.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

A Serena Energia conduz esse processo de ponta a ponta, da análise de elegibilidade ao registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), da instalação do sistema de medição à gestão contínua, com todos os serviços incluídos para clientes sob sua gestão. Com experiência comprovada, geração própria de energia eólica e solar e clientes como Cargill e Bayer, a Serena Energia entrega economia, previsibilidade de custos e certificação de origem renovável por I-RECs.

Fale com um de nossos consultores e inicie a migração da sua planta para o mercado livre de energia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *