Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A enfrentam oscilações imprevisíveis de custo devido às bandeiras tarifárias e aos reajustes anuais da ANEEL, o que compromete o planejamento orçamentário.
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A migração para o mercado livre de energia permite contratar preço fixo por 3 a 5 anos, elimina a exposição às bandeiras tarifárias e mantém a mesma infraestrutura física de entrega.
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A continuidade do fornecimento permanece sob responsabilidade da distribuidora local, o que torna a transição um movimento exclusivamente comercial e contratual.
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Além da previsibilidade de custo, o mercado livre de energia oferece certificados I-REC para comprovar consumo de energia renovável e apoiar metas de ESG e Escopo 2.
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Com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais, a Serena Energia conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Saiba como estruturar o projeto.
1. Dimensão e impacto do problema
A escala do desafio é concreta. Dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) mostram que o preço de longo prazo no mercado livre de energia subiu 59%, de R$ 147/MWh em 2024 para R$ 233/MWh em 2026. Contratos com entrega trimestral chegaram a R$ 317/MWh em 2026.
O impacto se distribui em três dimensões para empresas do Grupo A:
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Financeiro: a oscilação das bandeiras tarifárias e dos reajustes anuais impede a construção de um orçamento de energia confiável, reduz margens e dificulta a precificação de produtos e serviços.
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Operacional: a incerteza sobre o custo da energia exige revisões frequentes de planos de produção e de manutenção, o que consome tempo de gestores que deveriam focar no core business.
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Sustentabilidade: no mercado cativo, a empresa não escolhe a origem da energia e não acessa certificados de energia renovável, como I-RECs, para relatórios de ESG e metas de Escopo 2.
Diante desse cenário, empresas do Grupo A precisam avaliar alternativas estruturais que ofereçam maior controle sobre o custo de energia.
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2. Principais categorias de solução
Empresas do Grupo A, consumidoras em média e alta tensão, dispõem de três caminhos principais para tratar o problema da previsibilidade de custo de energia:
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Permanecer no mercado regulado (mercado cativo): a empresa continua comprando energia da distribuidora local a tarifas definidas pela ANEEL, sujeita a bandeiras tarifárias e reajustes anuais. Não há negociação de preço, prazo ou fonte.
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Migrar para o mercado livre de energia: a empresa passa a contratar energia diretamente de uma geradora ou comercializadora, com negociação de preço fixo, prazo e fonte. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e os fios, postes e a qualidade da rede permanecem os mesmos. A diferença é comercial e contratual.
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Autoprodução de energia: a empresa investe na construção de sua própria capacidade geradora. Esse caminho exige alto investimento em infraestrutura, prazos longos de implantação, custos contínuos de operação e manutenção e desenvolvimento de competência em um setor que não é o core business.
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3. Comparação entre as alternativas
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Critério |
Mercado cativo |
Mercado livre de energia (contrato de longo prazo) |
Autoprodução |
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Previsibilidade de custo |
Baixa, sujeita a bandeiras tarifárias e reajustes anuais da ANEEL |
Alta, com preço fixo negociado em contrato bilateral, geralmente de 3 a 5 anos, sem exposição a bandeiras tarifárias |
Média, com custo de geração previsível após implantação, mas sujeito a variáveis de operação, manutenção e depreciação |
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Continuidade do fornecimento |
A distribuidora local é responsável pela entrega física |
A distribuidora local continua responsável pela entrega física, e a mudança é apenas comercial |
Dependência da confiabilidade da planta própria e de eventuais contratos de backup |
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Investimento inicial |
Inexistente |
Custos de adequação do sistema de medição, custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão |
Alto, com necessidade de infraestrutura, equipamentos, licenças e obras |
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Certificação de origem renovável (I-REC) |
Indisponível |
Disponível, com emissão de I-RECs por MWh consumido |
Possível, dependendo da fonte e da certificação contratada |
Contratos de preço fixo para grandes consumidores são descritos como adequados a organizações que priorizam despesa previsível, orçamento simplificado e menor exposição a movimentos de curto prazo no mercado, perfil típico de empresas do Grupo A com operações contínuas.
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4. Como avaliar e implementar a migração para o mercado livre de energia
O processo de migração segue etapas bem definidas, com foco em previsibilidade de custo e continuidade do fornecimento. A Serena Energia conduz todo o processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
Passo 1: verificar a elegibilidade
Qualquer empresa do Grupo A, conectada em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. O primeiro passo é confirmar o enquadramento na fatura e reunir as faturas dos últimos 12 meses.
Passo 2: analisar o perfil de consumo
O mapeamento do consumo mensal em kWh revela sazonalidades e picos de demanda. Essa análise orienta a escolha do volume a contratar e o prazo do contrato.
Passo 3: escolher uma geradora com capacidade de gestão
A escolha de uma geradora com geração própria, em vez de uma empresa que apenas revende energia de terceiros, aumenta a segurança do fornecimento. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos EUA, o que oferece lastro real para honrar contratos de longo prazo.

Passo 4: registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia. A Serena Energia assume esse processo integralmente, sem custo adicional para o cliente.
Passo 5: fechar o contrato bilateral de longo prazo
O contrato define preço fixo, prazo, tipicamente de 5 anos, volume e fonte. Com preço fixo, as bandeiras tarifárias deixam de afetar o custo da energia contratada. Contratos bilaterais de longo prazo com fornecedores capitalizados e precificação fixa permitem que empresas brasileiras capturem as economias do mercado livre de energia sem exposição ao PLD spot.

Passo 6: implementar o sistema de medição
A adequação do sistema de medição é obrigatória para operar no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos, sem custo adicional para o cliente.
Passo 7: aguardar o prazo regulatório e iniciar a economia
O processo regulatório leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. Durante esse período, a Serena Energia conduz as etapas administrativas e técnicas, sem necessidade de ajustes na operação da empresa. Assim que a migração é concluída, a economia aparece na primeira fatura, e a partir daí um consultor dedicado da Serena Energia acompanha a performance mensal.
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5. Casos de uso por setor
A migração para o mercado livre de energia com contrato de preço fixo se aplica a diferentes setores do Grupo A e apoia decisões de investimento e de precificação.
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Indústria de alimentos e bebidas: operações com alto consumo contínuo de energia para refrigeração, processamento e embalagem se beneficiam da previsibilidade de custo para definir preços de produtos com maior precisão.
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Indústria farmacêutica: plantas com exigências rígidas de temperatura e continuidade operacional precisam de fornecimento estável e custo previsível.
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Agronegócio e química: empresas com sazonalidade de produção se beneficiam da flexibilidade contratual de 5% a 10% do volume, o que permite ajustes sem penalidades significativas.
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Redes de varejo e logística: múltiplas unidades consumidoras em diferentes estados podem ser consolidadas em um único contrato de fornecimento, o que simplifica a gestão e uniformiza o custo da energia em toda a operação.
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Hotéis e hospitais: operações 24 horas com demanda relativamente estável formam um perfil adequado para contratos de longo prazo com preço fixo, o que reduz surpresas orçamentárias mensais.
Um estudo da Cela registrou 40 contratos de energia renovável assinados no mercado livre de energia brasileiro em 2025, totalizando 1.207 MWmédios negociados, um crescimento de 83,2% em volume em relação a 2024, impulsionado por empresas que buscam previsibilidade de custo e menor exposição à oscilação do setor.
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6. Perguntas frequentes
A migração para o mercado livre de energia pode causar interrupção no fornecimento?
Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável por entregar a eletricidade fisicamente, e os fios, postes e a infraestrutura de rede permanecem os mesmos. A única alteração é o fornecedor da energia. Não há visita técnica, não há interrupção de serviço e não há impacto na operação durante a transição.
Qual é o requisito para uma empresa migrar para o mercado livre de energia?
Basta que a empresa faça parte do Grupo A, que reúne consumidores conectados em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar, independentemente do volume de consumo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
O que acontece com as bandeiras tarifárias após a migração?
No mercado livre de energia com contrato de preço fixo, o custo da energia contratada não é afetado pelas bandeiras tarifárias. O preço é definido no contrato bilateral e permanece o mesmo independentemente da situação dos reservatórios hídricos. A parcela de distribuição, referente ao uso da rede da distribuidora local, continua regulada e pode variar, mas a parcela de energia, que é a maior componente da fatura, fica fixada.
Quanto tempo leva o processo de migração e quando a empresa começa a economizar?
O prazo regulatório é de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, do registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) à instalação do sistema de medição, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.
Como a empresa comprova que consome energia renovável após a migração?
A Serena Energia emite I-RECs (International Renewable Energy Certificates) correspondentes ao consumo de cada cliente. O I-REC é um certificado digital rastreável e reconhecido globalmente que comprova que 1 MWh foi gerado por fonte limpa e injetado na rede. Esse documento é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade e para atender exigências de investidores, clientes e programas como o RE100. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

7. Conclusão e próximos passos
A oscilação das bandeiras tarifárias e os reajustes anuais no mercado cativo fazem parte da estrutura do setor elétrico. Com o aumento de 59% no preço de longo prazo mencionado anteriormente, empresas que permanecem sem uma estratégia de contratação de longo prazo ficam expostas a oscilações que comprometem o planejamento financeiro e a competitividade operacional.
A migração para o mercado livre de energia com contrato de preço fixo trata simultaneamente os dois problemas centrais do Grupo A. Esse movimento elimina a exposição às bandeiras tarifárias na parcela de energia e mantém a continuidade do fornecimento, pois a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade.
O primeiro passo prático é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses. Com esses dados, é possível realizar um estudo de viabilidade que projeta a economia e dimensiona o contrato adequado ao perfil de consumo da empresa. A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos EUA, conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão, da análise inicial à representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ao acompanhamento mensal da performance.
O Brasil ocupa aproximadamente a 15ª posição no ranking global de atratividade para PPAs corporativos de energia renovável, conforme o EY PPA Index de junho de 2024, e a demanda por contratos estruturados segue em crescimento entre empresas que buscam redução de custos, previsibilidade orçamentária e avanço nas metas de ESG. Empresas do Grupo A que iniciam o processo agora têm 6 meses de prazo regulatório pela frente, período adequado para planejar, mas curto para adiar decisões.