Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

1. Por que o SMF é obrigatório na migração?

No mercado cativo, a distribuidora local instala e opera um medidor convencional, que registra apenas o consumo total do período. No mercado livre de energia, o faturamento exige granularidade horária, em que cada hora de consumo é registrada, enviada à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e usada para calcular a liquidação financeira do contrato firmado entre a empresa e a geradora ou comercializadora.

Sem um SMF homologado e em operação, a empresa não pode ser registrada como consumidora livre na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). A medição horária funciona como o pré-requisito técnico que viabiliza toda a cadeia contratual do mercado livre de energia.

2. Componentes do SMF

Um SMF completo para empresas do Grupo A é composto por quatro elementos principais.

Com esses componentes definidos, o passo seguinte é entender como levar o SMF da especificação à operação.

3. Checklist de 7 etapas para instalar o SMF

Etapa 1: verificar a elegibilidade

O primeiro passo é confirmar que a unidade consumidora está no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido para migrar ao mercado livre de energia, basta pertencer ao Grupo A.

Etapa 2: analisar o perfil de consumo

O segundo passo é mapear o consumo mensal em kWh, a demanda contratada e as sazonalidades da operação. Esses dados orientam o dimensionamento do SMF e a escolha do tipo de contrato no mercado livre de energia.

Etapa 3: aprovar o projeto elétrico

O terceiro passo é elaborar o projeto de adequação do sistema de medição e submetê-lo à distribuidora local. A distribuidora analisa o projeto e só depois da aprovação é possível iniciar qualquer instalação física.

Etapa 4: adquirir os equipamentos

O quarto passo é comprar medidores, TCs, TPs e demais componentes homologados. Os equipamentos precisam atender às especificações técnicas exigidas para o subgrupo de tensão da unidade.

Etapa 5: instalar os equipamentos

O quinto passo é executar a instalação física por uma empresa credenciada. A instalação inclui a montagem dos TCs e TPs, a conexão do medidor principal e do medidor de retaguarda, além da configuração do canal de comunicação.

Etapa 6: realizar a inspeção e homologação

O sexto passo é a inspeção do SMF pela distribuidora. Após a aprovação, a distribuidora emite o termo de homologação. Sem esse documento, o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) não é concluído.

Etapa 7: registrar na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

O sétimo passo é concluir o registro do ponto de medição na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Com o SMF homologado, a empresa ou sua comercializadora realiza esse registro e habilita o início da medição horária e do faturamento no mercado livre de energia.

Veja como conduzimos essas etapas sem custo adicional para clientes sob gestão da Serena Energia.

4. Custos e prazos para PMEs do Grupo A

Os custos de adequação do SMF variam conforme o subgrupo de tensão, a complexidade da instalação elétrica existente e os equipamentos já disponíveis na unidade. Para empresas do Grupo A com faturas mensais na faixa de R$ 15.000 a R$ 30.000, o investimento em equipamentos e instalação depende do nível de tensão e da necessidade de substituição de TCs e TPs.

O prazo total, da aprovação do projeto à homologação pela distribuidora, varia conforme a agenda da distribuidora local e a complexidade do projeto. Como o prazo regulatório de 6 meses para a denúncia do contrato com a distribuidora deve abranger todo o processo de migração, incluindo a adequação do sistema de medição, qualquer atraso na instalação do SMF pode adiar a data de início da economia. Por isso, iniciar o processo o quanto antes é determinante para antecipar a economia no mercado livre de energia.

No modelo de gestão da Serena Energia, os custos de adequação do SMF são absorvidos pela Serena para clientes sob sua gestão, sem repasse ao cliente. A empresa não precisa desembolsar valores adicionais para viabilizar a migração.

A tabela a seguir compara o investimento e a responsabilidade de cada etapa do SMF quando a empresa conduz o processo de forma autônoma e quando migra sob a gestão da Serena Energia.

5. Quem é responsável por cada etapa

A responsabilidade sobre o SMF é compartilhada entre três partes: a distribuidora local, a empresa consumidora e, no modelo gerenciado, a comercializadora.

A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da energia e pela infraestrutura de rede. A distribuidora aprova o projeto de adequação, realiza a inspeção do SMF instalado e emite o termo de homologação. Essa responsabilidade não muda com a migração para o mercado livre de energia.

A empresa consumidora é, em princípio, responsável por contratar o projeto, adquirir os equipamentos e executar a instalação. Para clientes sob a gestão da Serena Energia, toda essa cadeia é assumida pela Serena, sem custo adicional. A Serena Energia coordena o projeto, a aquisição dos equipamentos, a instalação, o acompanhamento da inspeção e o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia são oferecidas sem custo apenas para clientes sob a gestão da Serena Energia. Isso significa que, caso a empresa já tenha outra gestora, a Serena Energia atua exclusivamente como fornecedora de energia e a responsabilidade pelo SMF permanece com a empresa ou com sua gestora atual.

6. Inspeção, custos recorrentes e manutenção

Após a homologação inicial, o SMF passa por aferições periódicas dos medidores, conforme cronograma definido pela distribuidora e pelas normas técnicas aplicáveis. Essas aferições verificam a precisão dos equipamentos e são condição para a continuidade do registro válido na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Os custos recorrentes do SMF incluem a manutenção preventiva dos equipamentos, a eventual substituição de componentes com vida útil vencida e os custos do canal de comunicação, como planos de dados para modems GSM. Esses valores costumam ser menores do que o investimento inicial e, no modelo gerenciado da Serena Energia, são acompanhados pela equipe técnica da empresa.

A calibração e a substituição de medidores com defeito são responsabilidade da empresa proprietária do equipamento. Quando o medidor pertence à distribuidora, o que ocorre em alguns subgrupos, a responsabilidade de manutenção recai sobre ela. Em instalações em que o medidor é de propriedade da empresa consumidora, o contrato de manutenção com empresa credenciada é recomendado para evitar interrupções no registro de dados.

Entenda como acompanhamos a manutenção do seu SMF e simplificamos a gestão técnica da sua unidade no mercado livre de energia.

Perguntas frequentes

O que acontece se o SMF apresentar falha durante a operação no mercado livre de energia?

Em caso de falha do medidor principal, o medidor de retaguarda assume o registro do consumo e preserva a continuidade dos dados enviados à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Se ambos os medidores falharem, a distribuidora e a comercializadora aplicam procedimentos de estimativa de consumo definidos contratualmente e pelas normas técnicas do setor. Por isso, a manutenção preventiva e a aferição periódica dos equipamentos são práticas indispensáveis para empresas no mercado livre de energia.

Quem paga pelo SMF quando a empresa migra com a Serena Energia?

Para empresas que migram sob a gestão da Serena Energia, todos os custos de adequação do SMF são cobertos pela Serena, conforme detalhado na seção 4. Caso a empresa já tenha outra gestora, a Serena Energia atua apenas como fornecedora de energia e a responsabilidade pelo SMF permanece com a empresa ou com sua gestora.

Quanto tempo leva a instalação e homologação do SMF?

O prazo varia conforme a distribuidora local e a complexidade da instalação elétrica da unidade. O prazo regulatório de 6 meses para a denúncia do contrato com a distribuidora abrange todo o processo de migração, incluindo a adequação do sistema de medição. Por isso, o planejamento antecipado é determinante, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a operar no mercado livre de energia.

O SMF precisa ser substituído periodicamente?

Os medidores têm vida útil definida pelo fabricante e pelas normas técnicas e passam por aferições periódicas para verificar a precisão das leituras. Quando um medidor atinge o fim da vida útil ou apresenta desvio fora da tolerância permitida, ele precisa ser substituído. A periodicidade das aferições é definida pela distribuidora e pode variar conforme o subgrupo de tensão da instalação. No modelo gerenciado da Serena Energia, a equipe técnica acompanha esse ciclo e orienta a empresa sobre as ações necessárias.

Empresas do Grupo A com qualquer nível de consumo precisam do SMF?

Sim. Toda empresa do Grupo A precisa ter um SMF homologado e em operação para migrar ao mercado livre de energia. Como explicado na Etapa 1, o critério é o enquadramento no Grupo A, não o volume de consumo. O SMF é o instrumento técnico que viabiliza o registro do consumo horário na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e, portanto, o faturamento no mercado livre de energia.

Resumo prático e próximos passos

O SMF funciona como o pré-requisito técnico da migração para o mercado livre de energia para qualquer empresa do Grupo A. O sistema envolve equipamentos específicos, um processo de aprovação e homologação pela distribuidora e custos que variam conforme o subgrupo de tensão e a complexidade da instalação. Para empresas do Grupo A, o investimento estimado em uma migração autônoma depende do subgrupo de tensão, da complexidade da instalação e do tempo dedicado à gestão do processo.

No modelo gerenciado da Serena Energia, esses custos e toda a gestão do processo são absorvidos pela Serena, sem repasse ao cliente. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e atuação no mercado livre de energia em todo o Brasil. Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já confiam na Serena Energia para gerenciar sua energia com economia de até 20% em relação ao mercado cativo e com energia 100% renovável certificada.

O próximo passo é compartilhar as faturas de energia com um consultor da Serena Energia para receber um estudo de viabilidade detalhado, com projeção de economia e mapeamento de todas as etapas do SMF para a sua unidade.

Dê o primeiro passo para migrar com SMF gerenciado, sem custo adicional para sua empresa.

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