Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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ESG no setor elétrico passou a ser exigência mensurável de investidores, clientes e reguladores.
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Empresas do Grupo A podem reduzir emissões de Escopo 2 de forma auditável ao contratar energia renovável certificada com I-RECs no mercado livre de energia.
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Os pilares ambiental, social e de governança possuem indicadores quantitativos e frameworks reconhecidos, como GRI, TCFD e CSRD, que orientam a gestão ESG.
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A rastreabilidade via I-RECs oferece comprovação de consumo 100% renovável, aceita globalmente e essencial para relatórios de sustentabilidade.
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Conheça as soluções da Serena Energia e avance nas metas ESG da sua empresa.
Pilar ambiental (E): como reduzir emissões e proteger recursos
O pilar ambiental do ESG na energia mede emissões, uso de recursos naturais e impacto sobre ecossistemas. Parques eólicos e solares apresentam desempenho ambiental superior ao de fontes fósseis, mas a gestão responsável exige monitoramento contínuo.

Os principais indicadores ambientais aplicados a projetos de geração renovável se organizam em três grupos: emissões evitadas, eficiência de recursos e impacto ecológico. No eixo de emissões, a empresa mede as toneladas de CO₂ evitadas por ano e a intensidade de carbono em gCO₂/kWh. No eixo de recursos, a empresa acompanha a participação de renováveis no mix energético e o consumo de água por MWh produzido. No eixo ecológico, a empresa documenta planos de gestão dos terrenos e a avaliação de impacto sobre biodiversidade conforme GRI 304.
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Emissões de CO₂ evitadas, em toneladas por ano, calculadas com base na energia gerada e no fator de emissão da rede substituída
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Participação de fontes renováveis no mix energético, em percentual do total consumido
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Intensidade de carbono da geração, em gCO₂/kWh
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Consumo de água por MWh produzido, com parques eólicos consumindo volumes mínimos em comparação com usinas térmicas e nucleares
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Planos de gestão ecológica dos terrenos, com restrições ao uso de produtos fitossanitários químicos
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Avaliação de impacto sobre biodiversidade em áreas próximas às instalações, em linha com GRI 304
O framework GRI 302 orienta a divulgação do total de energia consumida por fonte renovável e não renovável, além da intensidade energética por unidade de produção ou receita. O GRI 305 orienta a quantificação de emissões de Escopo 1, 2 e 3.
Para a empresa compradora de energia, o indicador central é o Escopo 2, que mede emissões indiretas do consumo de eletricidade. Contratar energia eólica certificada com I-RECs (International Renewable Energy Certificates) é o mecanismo reconhecido globalmente para reduzir esse escopo a zero nos relatórios de sustentabilidade.
Pilar social (S): engajamento comunitário e segurança
O pilar social do ESG na energia cobre relações com comunidades locais, práticas trabalhistas, diversidade e segurança ocupacional. Em projetos de geração eólica, esses aspectos aparecem desde o desenvolvimento até a operação contínua das usinas.

Os indicadores sociais mais utilizados em empresas de energia medem segurança, qualificação, impacto local e relacionamento com comunidades.
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Taxa de incidência total registrável (TRIR), calculada como número de incidentes registráveis × 200.000 ÷ total de horas trabalhadas
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Taxa de afastamento (DART rate), que mede a gravidade dos acidentes
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Horas de treinamento por colaborador
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Percentual de contratação local em comunidades próximas às usinas
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Investimento comunitário em programas de educação, infraestrutura e desenvolvimento local
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Mecanismos formais de consulta e atendimento a reclamações de populações afetadas, em linha com GRI 413
Para empresas do Grupo A que compram energia no mercado livre de energia, o pilar social também envolve a cadeia de fornecimento. Escolher um fornecedor de energia com histórico documentado de engajamento comunitário e segurança do trabalho passa a ser parte da estratégia ESG da empresa compradora.
Pilar governança (G): transparência e compliance
O pilar de governança no ESG energético define como a empresa implementa, monitora e comunica seus compromissos ambientais e sociais. No setor elétrico, esse pilar envolve supervisão do conselho sobre metas de sustentabilidade, rastreabilidade da origem da energia e conformidade com padrões de reporte.
Os principais elementos de governança ESG em empresas de energia estruturam processos e controles internos.
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Supervisão do conselho de administração sobre metas e desempenho ESG, com comitês dedicados e revisões periódicas
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Vinculação da remuneração executiva a indicadores de sustentabilidade
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Publicação de relatórios de sustentabilidade alinhados a frameworks como GRI, SASB e TCFD
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Rastreabilidade da origem da energia por meio de certificados auditáveis, como os I-RECs
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Controles internos para qualidade dos dados de emissões e consumo energético
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Canais de denúncia e políticas anticorrupção documentadas
A rastreabilidade via I-RECs funciona como instrumento central de governança para empresas que compram energia renovável. Cada certificado corresponde a 1 MWh gerado por fonte limpa, com registro digital que comprova a origem desde a usina até o consumidor final. Esse mecanismo é reconhecido por frameworks globais de reporte e permite declarar, de forma auditável, que o consumo de eletricidade é 100% renovável.
Tabela de indicadores ESG para geração eólica
Esta tabela resume indicadores práticos para acompanhar o desempenho ESG em projetos de geração eólica.
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Pilar |
Indicador |
Unidade de medida |
Referência de framework |
|---|---|---|---|
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Ambiental |
CO₂ evitado |
tCO₂/ano |
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Ambiental |
Participação de renováveis no mix |
% do total consumido |
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Ambiental |
Intensidade de carbono da geração |
gCO₂/kWh |
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Social |
Taxa de incidência registrável (TRIR) |
Incidentes por 200.000 h trabalhadas |
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Social |
Investimento em comunidades locais |
R$ por ano / % da receita |
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Governança |
Certificados I-REC emitidos |
MWh certificados / MWh consumidos |
I-REC Standard |
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Governança |
Conformidade regulatória |
Número de não conformidades registradas |
Estruture os indicadores de ESG e energia renovável da sua empresa com apoio especializado
Como a compra de energia renovável no mercado livre de energia reduz o Escopo 2
As emissões de Escopo 2 representam emissões indiretas geradas pelo consumo de eletricidade comprada de terceiros. Para a maioria das empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, o Escopo 2 costuma ser a maior parcela controlável do inventário de carbono. A forma mais direta de reduzi-lo é substituir energia de origem não rastreável por energia renovável certificada.

No mercado livre de energia, a empresa contrata diretamente com uma geradora e negocia fonte, preço e prazo. Quando a energia contratada tem origem eólica e vem acompanhada de I-RECs, a empresa alcança dois resultados ao mesmo tempo: reduz o Escopo 2 no inventário de GHG e obtém documentação auditável para relatórios de sustentabilidade alinhados a GRI, TCFD ou CSRD.
A Serena Energia atua nesse mercado há mais de 17 anos e está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas. Com 17 plantas operacionais e 2,14 milhões de toneladas de CO₂ evitadas desde 2017, a empresa oferece contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo, em geral entre 3 e 5 anos, emissão de I-RECs correspondentes ao consumo contratado e créditos de carbono para emissões de outros escopos.

O processo de migração para o mercado livre de energia é conduzido pela Serena Energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Esse processo inclui o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a representação contínua perante o órgão. O prazo de migração é de 6 meses a partir da notificação à distribuidora local. A distribuidora continua responsável pela entrega física da energia, o que não muda com a migração.
Empresas como Cargill e Bayer já utilizam a energia da Serena Energia como parte de suas estratégias de sustentabilidade. Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer, resume esse movimento ao afirmar: “O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.”
Descubra como zerar o Escopo 2 da sua empresa com energia renovável certificada.
Perguntas frequentes sobre ESG e energia
O que é ESG no setor elétrico e por que ele é relevante para empresas do Grupo A?
ESG no setor elétrico é a aplicação de critérios ambientais, sociais e de governança às decisões de geração, compra e gestão de energia. Para empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, o ESG energético se traduz em escolhas concretas sobre a origem da energia consumida, a forma de contabilizar emissões e a forma de comprovar metas para investidores, clientes e reguladores. A compra de energia renovável certificada no mercado livre de energia funciona como mecanismo direto para avançar nos três pilares ao mesmo tempo.
O que são emissões de Escopo 2 e como a energia elétrica se relaciona a elas?
Emissões de Escopo 2 são emissões indiretas geradas pelo consumo de eletricidade comprada de terceiros. Toda empresa que consome energia da rede elétrica possui emissões de Escopo 2, calculadas com base no fator de emissão da rede e no volume consumido em MWh. Contratar energia de fonte eólica certificada com I-RECs permite declarar, de forma auditável, que o consumo de eletricidade é 100% renovável, reduzindo o Escopo 2 a zero nos relatórios de sustentabilidade.
O que é um I-REC e como ele funciona na prática?
O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado digital que comprova que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede elétrica. Cada certificado é rastreável desde a usina geradora até o consumidor final. Ao adquirir I-RECs junto com a energia contratada, a empresa pode declarar legalmente que seu consumo de eletricidade é 100% renovável. Esse documento é aceito pelos principais frameworks de reporte de sustentabilidade, incluindo GRI, TCFD e CDP, e apoia o cumprimento de metas de ESG perante conselhos, investidores e cadeias de fornecimento.
Minha empresa precisa de um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?
Não existe consumo mínimo para entrar no mercado livre de energia. O requisito é que a empresa faça parte do Grupo A, ou seja, que seja conectada em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente e conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição.
Quais são os riscos operacionais da migração para o mercado livre de energia?
A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia e pela estabilidade da rede, o que não muda com a migração. O risco de interrupção no fornecimento permanece igual ao do mercado regulado. Os riscos específicos do mercado livre de energia, como exposição ao preço de liquidação das diferenças em caso de consumo fora da faixa contratada, são gerenciados pela Serena Energia por meio de acompanhamento ativo do consumo e representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para clientes sob sua gestão.
Como comprovar para o conselho e para investidores que a energia consumida é 100% renovável?
A empresa comprova o consumo renovável por meio dos I-RECs emitidos pela geradora. Cada certificado corresponde a 1 MWh de energia renovável gerada e rastreada desde a fonte. Esses documentos são auditáveis, reconhecidos globalmente e podem ser incluídos diretamente nos relatórios anuais de sustentabilidade. A Serena Energia emite os I-RECs correspondentes ao consumo contratado e os disponibiliza para uso nos relatórios de ESG da empresa cliente.
Saiba como estruturar a comprovação de ESG e energia renovável para sua empresa.
Conclusão: como usar este guia no planejamento orçamentário e nas metas ESG
O ESG no setor elétrico se traduz em indicadores mensuráveis, frameworks de reporte reconhecidos e mecanismos práticos de implementação. Para empresas do Grupo A, a decisão de comprar energia renovável certificada no mercado livre de energia conecta diretamente os três pilares: reduz o Escopo 2, documenta o compromisso com rastreabilidade auditável e fortalece a governança da cadeia de fornecimento.
No planejamento orçamentário, contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo reduzem a incerteza das bandeiras tarifárias e permitem projeções mais precisas. Nos relatórios de sustentabilidade, os I-RECs fornecem evidências auditáveis que investidores, clientes e reguladores exigem. Nos processos de seleção de fornecedores, escolher uma geradora com histórico documentado de desempenho ESG fortalece a posição da empresa em auditorias de cadeia de valor.
A Serena Energia reúne geração própria de energia eólica, emissão de I-RECs, créditos de carbono e migração gerenciada para o mercado livre de energia em uma única plataforma, com mais de 17 anos de operação e o histórico de redução de emissões mencionado anteriormente.
Dê o próximo passo nas metas de ESG e energia renovável da sua empresa com a Serena Energia.