Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos: o que sua empresa precisa ter antes de qualquer decisão

Confirmar o grupo tarifário da empresa é o primeiro passo para avaliar qualquer modelo de desconto em energia. O Grupo A reúne consumidores atendidos em média tensão, de 2,3 kV a 44 kV, e alta tensão, acima de 69 kV. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo.

Para iniciar a análise, reúna os seguintes documentos e informações:

Com essas informações, a empresa consegue realizar um estudo de viabilidade que projeta a economia real no mercado livre de energia. A Serena Energia realiza essa análise sem custo para empresas elegíveis.

Visão geral do processo em 5 etapas

Essas cinco etapas organizam a migração do diagnóstico inicial até o acompanhamento dos resultados. Os pré-requisitos permitem avançar com segurança em cada fase.

  1. Verificar elegibilidade e perfil de consumo
  2. Analisar o modelo cooperativo versus o mercado livre de energia
  3. Escolher o parceiro e assinar o contrato de fornecimento de energia
  4. Executar a migração, em um processo regulatório de 6 meses
  5. Monitorar economia e certificados de energia renovável

Guia passo a passo: como migrar para o mercado livre de energia

O guia a seguir detalha essas cinco etapas e mostra como cada decisão prepara a etapa seguinte até o início da economia na fatura.

Passo 1 — Verificar elegibilidade e perfil de consumo

Objetivo: confirmar que a empresa está no Grupo A e mapear o padrão de consumo.

Ações: identifique o nível de tensão na fatura para confirmar a classificação no Grupo A. Com a elegibilidade confirmada, levante o histórico de consumo dos últimos 12 meses e mapeie sazonalidades, porque esses dados alimentam o estudo de viabilidade. Se a empresa opera múltiplas unidades consumidoras, verifique se todas podem ser incluídas no mesmo contrato de fornecimento de energia, o que consolida o volume e pode ampliar a economia.

Responsáveis: gerente de facilities, controller ou gestor de energia interno, com apoio da comercializadora escolhida.

Riscos e pontos de atenção: empresas que não estão no Grupo A não são elegíveis para o mercado livre de energia. Unidades em baixa tensão podem ter alternativas via energia renovável compartilhada, em um modelo distinto do mercado livre de energia.

Passo 2 — Analisar o modelo cooperativo versus o mercado livre de energia

Objetivo: entender as diferenças estruturais entre os dois modelos e escolher o mais adequado para o perfil da empresa.

Ações: compare previsibilidade de preço, prazo contratual, responsabilidade de gestão, certificação renovável e economia típica. A tabela abaixo mostra que o mercado livre de energia oferece previsibilidade superior em critérios que impactam o planejamento financeiro de empresas do Grupo A.

Critério Cooperativa de energia compartilhada (Grupo B) Mercado livre de energia com Serena Energia (Grupo A)
Público-alvo Consumidores de baixa tensão, Grupo B Empresas de média e alta tensão, Grupo A
Previsibilidade de preço Variável, depende de créditos gerados e processados pela distribuidora Preço fixo em contrato bilateral de 3 a 5 anos
Prazo contratual Variável por cooperativa, créditos com validade de até 60 meses Contratos tipicamente de 5 anos
Gestão e burocracia Dependência da distribuidora local para processamento de créditos, com gargalos operacionais relatados em 2026 Gestão completa pela Serena Energia, sem custo adicional para clientes sob sua gestão
Certificação renovável Sem emissão de I-RECs para o consumidor I-RECs emitidos por MWh consumido, válidos para relatórios ESG
Economia típica Entre 10% e 20% para consumidores do Grupo B em 2026 Até 20% em relação ao mercado regulado, segundo dados da Serena Energia

Responsáveis: diretor financeiro, controller e gerente de ESG.

Riscos e pontos de atenção: em março de 2026, a cooperativa reportou dependência crítica das distribuidoras e atraso tecnológico como barreiras à escalabilidade do modelo compartilhado. Atrasos no processamento de créditos reduzem a previsibilidade financeira e a confiança no modelo cooperativo. Para empresas do Grupo A, esses riscos deixam de existir no mercado livre de energia, porque o preço é fixado em contrato antes do início do fornecimento.

Solicite um estudo comparativo personalizado para entender qual modelo entrega mais previsibilidade para a sua empresa.

Passo 3 — Escolher o parceiro e assinar o contrato de fornecimento de energia

Objetivo: selecionar uma comercializadora com geração própria, solidez financeira e capacidade de gestão completa.

Ações: avalie se a empresa tem geração própria ou apenas revende energia de terceiros, porque geradoras com ativos próprios oferecem maior segurança de fornecimento. Confirme tempo de mercado, portfólio de clientes e modelo de representação na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), que são indicadores de solidez operacional. Verifique se a migração é gerenciada sem custo adicional, o que reduz barreiras de entrada. Com esses critérios validados, assine o contrato bilateral de fornecimento de energia com preço fixo.

Responsáveis: diretor financeiro, jurídico e gerente de operações.

Riscos e pontos de atenção: comercializadoras sem geração própria dependem de comprar energia de terceiros, o que pode representar risco maior de fornecimento. A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, 17 plantas operacionais e clientes como Heineken, Cargill, Eurofarma e Bayer. Essa integração entre geração e comercialização reduz o risco para o cliente.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Conheça as condições contratuais da Serena Energia e veja como a integração vertical reduz o risco de fornecimento.

Passo 4 — Executar a migração, em 6 meses

Objetivo: concluir todas as etapas regulatórias e técnicas para iniciar o fornecimento no mercado livre de energia.

Ações: a Serena Energia conduz todo o processo para clientes sob sua gestão, sem custo adicional. O fluxo segue esta sequência:

  1. Meses 1–2: notificação à distribuidora local, denúncia do contrato atual, e início do processo de registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
  2. Meses 3–4: envio de documentação técnica, jurídica e financeira, adequação do sistema de medição, SMF, e instalação dos equipamentos de medição pela Serena Energia, sem custo para o cliente
  3. Meses 5–6: validação do registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), testes de medição horária e conclusão da migração
  4. Mês 6: início do fornecimento no mercado livre de energia e emissão da primeira fatura com economia

Responsáveis: Serena Energia assume todas as etapas, e o cliente fornece documentação e acesso ao sistema de medição.

Riscos e pontos de atenção: o prazo de 6 meses é regulatório e não pode ser reduzido. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia durante e após a migração. O que muda é apenas de quem a empresa compra a energia.

Passo 5 — Monitorar economia e certificados de energia renovável

Objetivo: acompanhar os resultados financeiros e ambientais do contrato de fornecimento de energia.

Ações: acesse o painel da Serena Energia para acompanhar, em um único ambiente, a economia mensal na fatura, a economia consolidada total, a comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, a previsão de consumo e o consumo realizado. Solicite a emissão de I-RECs para relatórios de sustentabilidade.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Responsáveis: controller, gerente de ESG e consultor dedicado da Serena Energia.

Riscos e pontos de atenção: contratos no modelo varejista preveem flexibilidade de consumo geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição.

Erros comuns e como corrigi-los

Como verificar os resultados e medir a economia real

A comparação correta considera o custo efetivo por kWh no mercado regulado, que inclui energia, TUSD, encargos, bandeiras tarifárias e tributos, e o custo no mercado livre de energia, em que a parcela de energia é fixada em contrato e as bandeiras tarifárias não incidem sobre essa parcela.

O painel da Serena Energia reúne, em um só lugar, os principais indicadores para acompanhar o desempenho do contrato:

Para a área de ESG, o painel também registra os I-RECs emitidos, que comprovam a origem renovável de cada MWh consumido e são utilizados diretamente em relatórios de sustentabilidade para abatimento de emissões de Escopo 2. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Opções avançadas e próximos passos

Empresas que já operam no modelo varejista do mercado livre de energia podem, conforme crescem em consumo e capacidade de gestão, avaliar a migração para o modelo atacadista. Nesse modelo, a empresa atua diretamente como agente na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), gerindo seus próprios riscos e contratos, com maior flexibilidade e controle sobre as condições de compra.

Outras evoluções possíveis incluem:

Perguntas frequentes

Como funciona a cooperativa e para quem ela é indicada?

A cooperativa é uma cooperativa de energia renovável compartilhada que distribui créditos de energia gerada em plantas parceiras entre seus membros, compensando esses créditos nas faturas de luz. O modelo atende principalmente consumidores do Grupo B, como residências, pequenos comércios e empresas em baixa tensão. Para empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, o modelo cooperativo não oferece a mesma previsibilidade nem as mesmas condições contratuais disponíveis no mercado livre de energia.

A cooperativa vale a pena para empresas do Grupo A?

Para empresas do Grupo A, o modelo cooperativo apresenta limitações estruturais relevantes. Os créditos de energia dependem do processamento pela distribuidora local, e atrasos tecnológicos e operacionais nesse processo reduzem a previsibilidade financeira. Além disso, o modelo cooperativo não oferece contratos com preço fixo de longo prazo nem emissão de I-RECs para relatórios de sustentabilidade. O mercado livre de energia, com contratos bilaterais de 3 a 5 anos e gestão completa por uma geradora como a Serena Energia, entrega mais previsibilidade e mais ferramentas para a gestão financeira e de ESG.

Como funciona o cancelamento ou saída de uma cooperativa de energia?

As condições de saída variam conforme o estatuto de cada cooperativa. Em geral, os contratos definem prazos de aviso prévio, condições de transferência de créditos e eventuais penalidades. Créditos de energia renovável compartilhada têm validade de até 60 meses e podem ser transferidos após o encerramento do contrato, conforme as regras da distribuidora. Antes de aderir a qualquer modelo, vale analisar todas as cláusulas de saída com atenção.

Qual é a diferença entre cooperativa de energia e mercado livre de energia?

A cooperativa de energia compartilhada é um modelo de compensação de créditos para consumidores do Grupo B, sem contrato de preço fixo e com dependência do processamento pela distribuidora. O mercado livre de energia é um ambiente de contratação bilateral em que empresas do Grupo A negociam diretamente com geradoras ou comercializadoras, fixando preço, prazo, volume e fonte de energia em contrato. No mercado livre de energia, a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. O que muda é de quem a empresa compra a energia e a que preço.

Preciso instalar painéis ou equipamentos para migrar para o mercado livre de energia?

Não é necessário instalar painéis de energia renovável. A Serena Energia gera energia em seus parques eólicos de alta escala e eficiência, e a distribuidora local entrega essa energia na unidade consumidora. O único equipamento necessário é o sistema de medição, SMF, cuja instalação é responsabilidade da Serena Energia e não gera custo adicional para o cliente.

Quanto tempo leva para começar a economizar no mercado livre de energia?

Conforme detalhado na seção de migração, o processo regulatório leva 6 meses a partir da notificação à distribuidora. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo para clientes sob sua gestão, sem custo adicional.

O que são I-RECs e por que são importantes para empresas?

I-RECs, International Renewable Energy Certificates, são certificados digitais rastreáveis que comprovam que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Para empresas com metas de ESG, os I-RECs são o instrumento padrão para declarar que o consumo de eletricidade é 100% renovável e para abater emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade. A Serena Energia emite I-RECs correspondentes ao consumo de cada cliente.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Conclusão: o caminho certo depende do grupo tarifário da sua empresa

Cooperativas de energia compartilhada oferecem uma alternativa válida para consumidores do Grupo B. Para empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, o mercado livre de energia entrega mais previsibilidade, contratos com preço fixo de 3 a 5 anos, gestão completa sem custo adicional e certificação de origem renovável via I-RECs.

Com a solidez operacional descrita anteriormente, a Serena Energia conduz todo o processo de migração, da análise de elegibilidade ao monitoramento mensal da economia, sem custo adicional para empresas sob sua gestão. A economia pode chegar a até 20% em relação ao mercado regulado, com preço fixado em contrato antes do início do fornecimento.

Peça um estudo de viabilidade personalizado para avaliar o potencial de economia da sua empresa no mercado livre de energia.

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