Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

O problema: reajustes e bandeiras que comprometem o planejamento

O mercado cativo expõe as empresas a custos regulados pela ANEEL, com impacto direto dos reajustes tarifários anuais e do sistema de bandeiras tarifárias, que acrescenta encargos variáveis conforme a situação dos reservatórios hídricos.

Para diretores financeiros e controllers, essa combinação torna a linha de energia uma das mais difíceis de projetar no orçamento anual. A necessidade de trabalhar com faixas amplas de estimativa reduz a precisão das projeções de margem e dificulta decisões de investimento.

Para gerentes de operações, qualquer variação inesperada na fatura exige justificativa e revisão de metas. Esse movimento gera retrabalho administrativo que não está ligado à eficiência da planta.

Para gestores de ESG, o mercado cativo oferece energia sem rastreabilidade de origem renovável. Essa limitação dificulta o cumprimento de metas de descarbonização e a emissão de relatórios auditáveis para stakeholders e investidores.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Conheça, com um consultor da Serena Energia, como o mercado livre de energia endereça esses três desafios ao mesmo tempo.

As três categorias de solução

Diante desses desafios de previsibilidade, rastreabilidade e controle de custos, empresas do Grupo A têm três caminhos disponíveis para gerir o custo de energia elétrica.

O primeiro caminho é permanecer no mercado cativo, comprando energia da distribuidora local com tarifas reguladas. Esse modelo não exige obrigações adicionais de gestão, mas não oferece escolha de fornecedor, fonte ou preço.

O segundo caminho é migrar para o mercado livre de energia, o ambiente de contratação livre (ACL), em que a empresa negocia diretamente com geradores ou comercializadores o preço, o prazo, o volume e a fonte da energia. É importante esclarecer: a distribuidora local continua sendo responsável pela entrega física da eletricidade, ou seja, a infraestrutura de rede não muda com a migração. O que muda é apenas de quem a empresa compra a energia.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

O terceiro caminho é a autoprodução, que envolve construir ou participar de ativos de geração própria. Essa opção exige investimento em infraestrutura, prazos longos de implantação e gestão operacional de um ativo que não faz parte da atividade principal da empresa.

Solicite uma análise personalizada para comparar essas alternativas com base no perfil de consumo da sua empresa.

Comparação objetiva das alternativas

Critério

Mercado cativo

Mercado livre de energia

Autoprodução

Investimento inicial

Nenhum

Adequação do sistema de medição, custeada pela Serena Energia para clientes sob sua gestão

Alto, com necessidade de infraestrutura de geração

Complexidade de gestão

Baixa

Média, com atividades absorvidas pela comercializadora no modelo varejista

Alta

Prazo até a economia

Não aplicável

Até 6 meses, prazo regulatório de migração

Anos, considerando projeto e construção

Previsibilidade de preço

Baixa, sujeita a reajustes e bandeiras tarifárias

Alta, com preço fixado em contrato bilateral

Alta após a implantação

Flexibilidade contratual

Nenhuma

Faixa de ajuste geralmente entre 5% e 10% do volume contratado

Limitada pela capacidade instalada

Aderência a metas de sustentabilidade

Baixa, sem rastreabilidade de origem

Alta, com I-RECs e créditos de carbono disponíveis

Alta, dependendo da fonte de geração

Passo a passo genérico de avaliação e implementação

1. Diagnóstico de consumo

O primeiro passo é reunir as faturas dos últimos 12 meses e identificar o padrão de consumo mensal em kWh, a demanda contratada em kW, os subgrupos tarifários e as sazonalidades. Esse mapeamento serve como insumo principal para qualquer estudo de viabilidade.

2. Análise de elegibilidade

O passo seguinte é confirmar que a empresa está no Grupo A. Desde janeiro de 2024, não existe exigência de consumo mínimo em kWh para empresas desse grupo. A elegibilidade é determinada pelo nível de tensão de fornecimento, e não pelo volume consumido.

3. Escolha da comercializadora e contratação

A seleção da comercializadora deve considerar critérios objetivos, como ter geração própria ou apenas revender energia de terceiros, tempo de atuação no mercado, solidez financeira, modelo de gestão e representação na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Os contratos bilaterais no mercado livre de energia costumam ter prazo entre 3 e 5 anos, com preço acordado antecipadamente.

Receba um estudo de viabilidade baseado nas faturas da sua empresa.

4. Adequações técnicas

A migração exige a instalação de um sistema de medição compatível com o mercado livre de energia, com medição horária obrigatória. A comercializadora escolhida conduz esse processo. No caso da Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com atuação em todo o Brasil, a empresa oferece migração gerenciada sem custo adicional para clientes sob sua gestão e emite I-RECs e créditos de carbono. Nessa condição, os custos de adequação são absorvidos sem repasse ao cliente.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

5. Período de migração e acompanhamento contínuo

O prazo regulatório de migração é de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão desse processo. Depois da migração, a gestão passa a incluir acompanhamento mensal de consumo, comparação com o mercado cativo e eventuais ajustes contratuais.

Inicie agora o processo de avaliação para migração ao mercado livre de energia.

Exemplos hipotéticos de aplicação

Uma indústria de médio porte com operação em dois turnos e demanda contratada acima de 500 kW tende a alcançar economias relevantes ao migrar para o mercado livre de energia. Indústrias com demanda contratada acima de 500 kW podem atingir economias de 28% a 35% sobre o componente de energia ao migrar para o mercado livre de energia. Além da redução de custo, o preço fixado em contrato reduz a incerteza das bandeiras tarifárias no planejamento orçamentário.

Uma rede de varejo com múltiplas unidades em média tensão precisa consolidar o custo de energia de diferentes distribuidoras em um único orçamento. No mercado livre de energia, a empresa pode centralizar a contratação com um único fornecedor para todas as unidades elegíveis, o que simplifica a gestão e uniformiza o preço da energia entre as unidades. Redes de supermercados e varejo alimentar tipicamente alcançam economias de 20% a 30%, impulsionadas principalmente pela eliminação das bandeiras tarifárias.

Um hotel de grande porte com operação contínua e consumo elevado em climatização e aquecimento de água apresenta perfil de carga estável, o que favorece a contratação no mercado livre de energia. Hospitais e operações de 24 horas tipicamente alcançam economias de 20% a 28%, perfil comparável ao de hotéis com operação ininterrupta. A previsibilidade do preço da energia contribui para a formação de preços de diárias e para o planejamento de reformas e expansões.

Avalie o potencial de economia no perfil específico da sua operação.

Perguntas frequentes

Qual é o consumo mínimo para entrar no mercado livre de energia?

Não existe consumo mínimo em kWh desde janeiro de 2024. O único requisito é que a empresa pertença ao Grupo A, ou seja, seja atendida em média ou alta tensão. Esse enquadramento aparece na fatura de energia no campo de subgrupo tarifário, com classificações como A1, A2, A3, A3a, A4 ou AS. Empresas que atendam a esse critério podem iniciar o processo de migração independentemente do volume consumido mensalmente.

O que acontece com o fornecimento de energia durante a migração?

A migração para o mercado livre de energia é um processo comercial e contratual. Como explicado anteriormente, a distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade durante e após a migração. Não há risco adicional de interrupção no fornecimento. A mudança ocorre apenas no fornecedor de quem a empresa compra a energia, e não na infraestrutura que realiza a entrega.

Quanto tempo leva para a empresa começar a economizar?

O prazo regulatório de migração é de 6 meses, contados a partir da notificação formal à distribuidora. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão desse processo. Quanto antes a empresa iniciar a avaliação, mais cedo passa a utilizar o preço contratado no mercado livre de energia.

O que são I-RECs e por que são relevantes para metas de ESG?

I-RECs, International Renewable Energy Certificates, são certificados que comprovam, de forma auditável e rastreável, que determinado volume de energia foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Para cada MWh consumido com origem renovável certificada, a empresa pode emitir um I-REC e utilizá-lo em relatórios de sustentabilidade para demonstrar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável. Esse instrumento tem reconhecimento global e é uma das principais ferramentas para zerar as emissões de Escopo 2 provenientes do consumo de energia elétrica.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos do que o volume contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. O consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, ao Preço de Liquidação das Diferenças, PLD. Uma gestão ativa do contrato, com acompanhamento mensal do consumo realizado em relação ao contratado, reduz a exposição a esse mecanismo.

Esclareça dúvidas sobre o processo de migração e sobre as condições contratuais com um consultor da Serena Energia.

Conclusão: organizar as faturas e avançar

O critério de acesso ao mercado livre de energia mudou em janeiro de 2024. Não existe mais consumo mínimo em kWh. Basta pertencer ao Grupo A para que a empresa seja elegível à migração.

Para empresas que lidam com reajustes tarifários recorrentes e bandeiras tarifárias que dificultam o planejamento orçamentário, o mercado livre de energia oferece preço fixado em contrato bilateral de longo prazo, rastreabilidade de origem renovável com emissão de I-RECs e créditos de carbono e gestão conduzida por especialistas sem custo adicional.

O próximo passo prático é reunir as faturas dos últimos 12 meses e identificar o subgrupo tarifário da empresa. Com esses dados, é possível realizar um estudo de viabilidade completo e projetar a economia antes de qualquer compromisso contratual.

Inicie a avaliação com base nas faturas da sua empresa com o apoio da Serena Energia.

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