Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

1. O problema: impactos financeiros, operacionais e de sustentabilidade

As tarifas de energia elétrica no Brasil vêm crescendo em ritmo superior à inflação medida pelo IPCA. Para o segmento comercial e industrial, a dinâmica segue o mesmo padrão.

Em julho de 2026, os preços de energia elétrica residencial no Brasil subiram 3,09% em um único mês, respondendo por 0,13 ponto percentual do IPCA daquele período. No mesmo período, o reajuste tarifário anual da Enel SP em São Paulo foi de 10,18% em média, com aumento de 8,97% para consumidores de baixa tensão, o reajuste da RGE Sul chegou a 14,89% em Porto Alegre em junho de 2026 e um reajuste de 19,55% de uma das concessionárias de Curitiba entrou em vigor no mesmo mês. Em junho de 2026, a energia elétrica foi o único maior contribuinte individual para o IPCA do mês, que registrou alta de 0,16%.

Para diretores financeiros e controllers, esses números afetam diretamente a gestão da empresa em várias frentes.

A energia elétrica também influencia a inflação mais ampla. Custos industriais mais altos pressionam preços ao longo da cadeia produtiva. Bens industriais no Brasil são sensíveis à elevação de custos energéticos, o que pode reverter o comportamento benigno de preços observado em períodos anteriores.

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2. Categorias de solução

Empresas do Grupo A contam com três caminhos principais para lidar com os custos de energia.

Descubra qual caminho se aplica ao perfil da sua operação.

3. Critérios de comparação

A tabela abaixo organiza os três caminhos pelos critérios mais relevantes para gestores financeiros e de operações.

Critério Mercado regulado Mercado livre de energia Autoprodução
Investimento inicial Nenhum Custos de adequação de medição, custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão Alto, com necessidade de infraestrutura própria
Complexidade de gestão Baixa Baixa a média, com gestão pela comercializadora no modelo varejista Alta
Prazo de implementação Não aplicável 6 meses, prazo regulatório Anos
Previsibilidade de custos Baixa, sujeita a bandeiras e reajustes Alta, com preço fixado em contrato de 3 a 5 anos Média, dependente de O&M e financiamento
Flexibilidade contratual Nenhuma Faixa de tolerância de 5% a 10% do volume contratado Limitada pela capacidade instalada
Aderência a metas ESG Baixa, sem rastreabilidade de origem Alta, com energia renovável certificada com I-RECs Variável, de acordo com a fonte

4. Caminho de implementação

A migração para o mercado livre de energia segue etapas claras. Conhecer cada passo com antecedência reduz riscos e facilita o planejamento do início da economia.

Passo 1: diagnóstico do consumo

Reunir as faturas dos últimos 12 meses de todas as unidades consumidoras é o primeiro passo. Identificar demanda contratada, consumo em ponta e fora de ponta e sazonalidades cria a base para o estudo de viabilidade.

Passo 2: verificação de elegibilidade

Confirmar que as unidades estão no Grupo A, em média ou alta tensão, define a possibilidade de migração. Não existe consumo mínimo exigido para migrar.

Passo 3: escolha da comercializadora

Avaliar se a empresa tem geração própria ou apenas revende energia de terceiros, seu tempo de atuação, solidez financeira e modelo de gestão reduz riscos. Comercializadoras com geração própria tendem a oferecer maior segurança de fornecimento.

Passo 4: contratação e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

Definir preço, prazo, volume e fonte no contrato bilateral estrutura a relação comercial. O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório e envolve documentação técnica, jurídica e financeira. No modelo varejista, a comercializadora conduz esse processo.

Passo 5: adequação do sistema de medição

Adotar medição horária é requisito para atuar no mercado livre de energia. A Serena Energia instala os equipamentos necessários sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Passo 6: período de migração, 6 meses

Respeitar o prazo regulatório de 6 meses, contado a partir da notificação à distribuidora, é obrigatório. Durante esse período, a empresa permanece no mercado regulado. Planejar com antecedência evita atrasos no início da economia.

Passo 7: monitoramento contínuo

Acompanhar mensalmente o consumo realizado em comparação com o contratado, a economia acumulada e a diferença em relação ao custo no mercado regulado mantém o controle do resultado. Desvios acima da faixa de tolerância, geralmente de 5% a 10%, são liquidados no mercado de curto prazo, e uma gestão ativa reduz essa exposição.

Evitar erros como iniciar o processo sem mapear todas as unidades consumidoras, ignorar o prazo de 6 meses ou não revisar a demanda contratada atual antes de negociar o novo contrato ajuda a capturar o benefício completo da migração.

5. Exemplos práticos

Os cenários a seguir são hipotéticos e mostram como diferentes tipos de operação lidam com a imprevisibilidade tarifária e aplicam o mercado livre de energia.

Indústria de médio porte: uma planta com consumo concentrado em horário de ponta e alta sensibilidade a bandeiras tarifárias vê sua conta oscilar entre meses de bandeira verde e vermelha. Após migrar para o mercado livre de energia com contrato de preço fixo, o custo da parcela de energia passa a ser constante ao longo do ano, independentemente do nível dos reservatórios. A empresa passa a usar I-RECs para comprovar consumo de energia renovável em seus relatórios de sustentabilidade.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Rede de lojas: uma rede com dezenas de unidades em diferentes estados enfrenta reajustes tarifários distintos por distribuidora, com aumentos de dois dígitos em cidades como São Paulo, Porto Alegre e Curitiba entre junho e julho de 2026. A consolidação do fornecimento em um único contrato no mercado livre de energia simplifica a gestão e cria previsibilidade orçamentária para todas as unidades elegíveis.

Hotel: operações hoteleiras têm consumo sazonal elevado no verão e em feriados. No mercado regulado, esses picos costumam coincidir com bandeiras tarifárias mais onerosas. No mercado livre de energia, o preço por MWh é fixado antecipadamente, e a flexibilidade contratual de 5% a 10% absorve variações de demanda sem exposição excessiva ao mercado de curto prazo.

Solicite um estudo de viabilidade para o perfil de consumo da sua empresa.

6. Perguntas frequentes

O que é o Grupo A e minha empresa se enquadra?

O Grupo A reúne consumidores de média e alta tensão. Empresas conectadas nessa faixa, como indústrias, redes comerciais, hotéis, hospitais e outras operações de maior porte, são elegíveis para migrar ao mercado livre de energia. Não há consumo mínimo exigido, e o critério é o nível de tensão do fornecimento. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

A migração para o mercado livre de energia interrompe o fornecimento de energia?

A migração ocorre no âmbito comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. O que muda é o fornecedor da energia, não a forma como ela chega à operação. Não existe risco de interrupção decorrente da migração.

Quanto tempo leva para começar a economizar?

O prazo regulatório de migração é de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão desse processo. Iniciar o quanto antes antecipa a previsibilidade de custos e a redução na conta de energia.

O preço fixo no mercado livre de energia cobre toda a fatura?

O preço fixado em contrato bilateral cobre a parcela de energia. A parcela de distribuição, referente ao uso da rede da distribuidora local, continua regulada e pode variar. A Serena Energia explica com transparência quais componentes da fatura são fixados e quais permanecem sujeitos a ajustes regulatórios, para que o planejamento orçamentário se baseie em informações completas.

Como a energia renovável certificada ajuda nas metas de ESG?

Ao contratar energia no mercado livre de energia com a Serena Energia, a empresa recebe I-RECs (International Renewable Energy Certificates) correspondentes ao seu consumo. Cada I-REC comprova, de forma auditável e reconhecida globalmente, que 1 MWh foi gerado por fonte renovável. Esse instrumento é a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade e atender a exigências de investidores, clientes e parceiros comerciais.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

7. Conclusão e próximos passos

A imprevisibilidade das tarifas de energia no mercado regulado é um problema estrutural para empresas do Grupo A. Bandeiras tarifárias, reajustes anuais por distribuidora e choques externos tornam qualquer projeção orçamentária de longo prazo uma tarefa sujeita a alta incerteza.

As três categorias de solução, permanecer no mercado regulado, migrar para o mercado livre de energia ou investir em autoprodução, apresentam perfis distintos de custo, complexidade e previsibilidade. Para empresas do Grupo A que buscam reduzir OPEX sem alterar processos produtivos e sem destinar capital próprio para infraestrutura, o mercado livre de energia com contratos de preço fixo e energia renovável certificada tende a gerar maior impacto com menor exigência operacional.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

O próximo passo prático é organizar os dados internos. Reúna o histórico de faturas dos últimos 12 meses, identifique todas as unidades consumidoras e verifique o nível de tensão de cada uma. Com essas informações, é possível solicitar um estudo de viabilidade e projetar com precisão o impacto da migração no orçamento.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, conduz todo o processo de migração sem custo adicional para empresas sob sua gestão, da análise de elegibilidade à representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ao monitoramento contínuo de performance.

Dê o primeiro passo para transformar a conta de energia em uma linha previsível e estratégica no orçamento da sua empresa.

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