Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Os seis indicadores ESG mais exigidos por clientes, bancos e plataformas de compras podem ser calculados diretamente com os dados da conta de luz e com planilhas simples.
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Medir intensidade energética por receita e por produção permite demonstrar ganhos de eficiência mesmo quando o negócio cresce.
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Relatar participação renovável e Escopo 2 pelo método contratual é essencial para atender a frameworks, como CSRD e SBTi, que já influenciam cadeias de fornecimento no Brasil.
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Contratar créditos de geração distribuída eleva a participação renovável e reduz as emissões de Escopo 2 sem obras, equipamentos ou imobilização de capital.
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A Serena Energia oferece contratação totalmente digital de créditos de energia limpa para PMEs em 11 estados brasileiros. Simule seu desconto em menos de 1 minuto.
Resumo dos 6 indicadores-chave
A tabela a seguir resume os seis indicadores essenciais que sua PME deve acompanhar, com definição, fórmula de cálculo e uma meta sugerida para orientar o planejamento.
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Indicador |
Definição |
Fórmula |
Meta sugerida |
|---|---|---|---|
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Consumo total de energia |
Energia elétrica comprada da rede no período |
Soma dos kWh nas faturas do período |
Redução anual de 3–5% |
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Intensidade energética por receita |
Energia consumida por unidade de receita gerada |
kWh ÷ Receita líquida (R$) |
Queda ano a ano |
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Intensidade energética por produção |
Energia consumida por unidade produzida ou atendida |
kWh ÷ Unidades produzidas |
Queda ano a ano |
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Participação de energia renovável |
Percentual do consumo coberto por fontes renováveis |
(kWh renovável ÷ kWh total) × 100 |
Acima de 50%, com meta de 100% |
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Emissões de Escopo 2 (base local) |
Emissões indiretas da eletricidade comprada da rede |
kWh × fator da rede (tCO₂e/kWh) |
Redução absoluta anual |
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Emissões de Escopo 2 (base contratual) |
Emissões calculadas pelo instrumento contratado |
kWh × fator do instrumento (0 para I-REC/crédito renovável verificado) |
Zero ou próximo de zero |
Por que esses indicadores importam para sua PME?
Clientes corporativos, bancos e plataformas de compras exigem cada vez mais que fornecedores apresentem dados ESG verificáveis. Sem números estruturados, a PME perde credibilidade em processos de homologação e em acesso a linhas de crédito com taxas diferenciadas.
Além disso, frameworks como o CSRD europeu e o SBTi exigem que empresas reportem intensidade de emissões por receita líquida, padrão que começa a migrar para cadeias de fornecimento no Brasil. Medir agora cria vantagem competitiva antes que a exigência se torne obrigatória.
Passo a passo para calcular cada indicador
1. Consumo total de energia (kWh)
Definição: soma de toda a eletricidade comprada da distribuidora no período analisado.
Fórmula e exemplo:
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Somar os kWh registrados em cada fatura mensal.
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Exemplo: uma loja com faturas de 800, 850 e 900 kWh em três meses acumula 2.550 kWh no trimestre.
Fonte de dados: campo “Consumo (kWh)” na fatura da distribuidora ou no portal online da concessionária.
Meta sugerida: redução de 3–5% ao ano em relação ao período anterior.
2. Intensidade energética por receita
Definição: energia consumida por unidade de receita gerada, expressa em kWh por real de receita líquida.
Fórmula e exemplo:
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Intensidade = kWh total ÷ Receita líquida (R$).
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Exemplo: 12.000 kWh anuais ÷ R$ 600.000 de receita = 0,020 kWh/R$.
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Se no ano seguinte o consumo for 11.500 kWh com receita de R$ 650.000, a intensidade cai para 0,018 kWh/R$, o que indica melhora.
Fonte de dados: faturas de energia e DRE ou relatório de faturamento mensal.
Meta sugerida: queda contínua ano a ano, independentemente do crescimento do negócio.
3. Intensidade energética por produção
Definição: quantidade de energia necessária para produzir uma unidade de produto ou serviço, expressa em kWh por unidade.
Fórmula e exemplo:
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Intensidade = kWh total ÷ Unidades produzidas (ou atendimentos, refeições, m² e outros).
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Exemplo: padaria com 3.000 kWh mensais e 6.000 pães produzidos resulta em 0,5 kWh por pão.
Fonte de dados: fatura de energia e registros operacionais internos, como sistema de gestão ou planilha de produção.
Meta sugerida: redução progressiva, o que sinaliza ganho de eficiência operacional.
4. Participação de energia renovável (%)
Definição: percentual do consumo total coberto por fontes renováveis verificadas, como energia solar fotovoltaica e hidráulica certificada.
Fórmula e exemplo:
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Renovável (%) = (kWh de fonte renovável ÷ kWh total) × 100.
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Exemplo: empresa com 10.000 kWh totais, dos quais 4.000 kWh cobertos por créditos de energia limpa, atinge 40% de participação renovável.
Fonte de dados: certificados I-REC, contratos de créditos de geração distribuída ou declaração do fornecedor de energia.
Meta sugerida: superar 50% no curto prazo, com meta de 100% no médio prazo.

5. Emissões de Escopo 2, método baseado na localização
Definição: emissões indiretas calculadas pelo fator médio da rede elétrica do país onde o consumo ocorre, conforme o GHG Protocol Scope 2 Guidance.
Fórmula e exemplo:
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Escopo 2 (local) = kWh × fator da rede (tCO₂e/kWh).
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O fator médio da rede brasileira deve ser consultado nas fontes oficiais mais recentes.
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Exemplo: 12.000 kWh × fator da rede (tCO₂e/kWh) resulta em um total anual de emissões em tCO₂e.
Fonte de dados: faturas de energia e fator da rede para o Brasil.
Meta sugerida: redução absoluta anual.
6. Emissões de Escopo 2, método baseado no contrato
Fórmula e exemplo:
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Escopo 2 (contratual) = Σ (kWh × fator do instrumento).
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Para créditos renováveis verificados que atendam aos critérios de qualidade do GHG Protocol, o fator é 0 kg CO₂e/kWh.
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Exemplo: 4.000 kWh cobertos por créditos renováveis × 0 = 0 tCO₂e, 8.000 kWh restantes × 0,000110 = 0,88 tCO₂e. Total contratual: 0,88 tCO₂e, em comparação com 1,32 tCO₂e no método local.
Fonte de dados: contrato com o fornecedor de energia limpa e documentação do instrumento.
Meta sugerida: zero ou próximo de zero à medida que a participação renovável se aproxima de 100%.
Como calcular emissões de Escopo 2 com dados brasileiros?
O GHG Protocol Scope 2 Guidance exige que as empresas reportem os dois métodos em paralelo: o baseado na localização e o baseado no contrato. Para o Brasil, os dados necessários são:
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Método baseado na localização: fator médio da rede brasileira aplicado ao consumo total em kWh.
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Método baseado no contrato: fator 0 kg CO₂e/kWh para a parcela coberta por créditos de geração distribuída ou I-REC que atendam aos oito critérios de qualidade do GHG Protocol, e fator local para o restante não coberto.
A diferença entre os dois resultados demonstra o impacto real da contratação de energia limpa sobre o inventário de emissões da empresa. Certificados renováveis e créditos de geração distribuída podem reduzir as emissões do método contratual a zero quando cobrem 100% do consumo.
Como os créditos de energia limpa melhoram seus indicadores?
A tabela abaixo ilustra o efeito da contratação de créditos de geração distribuída sobre dois indicadores muito cobrados em relatórios ESG, considerando uma empresa com consumo anual de 12.000 kWh e 40% do consumo coberto por créditos renováveis.
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Indicador |
Sem créditos renováveis |
Com 40% de créditos renováveis |
Variação |
|---|---|---|---|
|
Participação renovável (%) |
Depende do mix da rede |
40% |
Aumento direto e documentável |
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Escopo 2 contratual (tCO₂e) |
Emissões calculadas com base no fator da rede |
Emissões reduzidas proporcionalmente à cobertura de créditos renováveis |
Redução proporcional à participação renovável |
Essa melhora ocorre sem alteração física na operação, sem instalação de equipamentos e sem interrupção das atividades. A contratação de créditos de geração distribuída é uma estratégia eficaz para PMEs que precisam melhorar esses números em pouco tempo.

Modelo de dashboard mensal (template Excel)
O dashboard mensal organiza os dados em uma única visão e facilita o acompanhamento dos indicadores ao longo do ano. Copie a estrutura abaixo para uma planilha e preencha mês a mês com os dados da fatura.
A tabela mostra as colunas essenciais e as fórmulas que você pode usar para calcular automaticamente as emissões e o percentual renovável.
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Mês |
Consumo (kWh) |
Emissões Escopo 2 local (tCO₂e) |
Renovável (%) |
Status |
|---|---|---|---|---|
|
Jan/2025 |
=SOMA(faturas) |
=B2*fator |
=(kWh renovável/B2)*100 |
🟢 / 🟡 / 🔴 |
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Fev/2025 |
=SOMA(faturas) |
=B3*fator |
=(kWh renovável/B3)*100 |
🟢 / 🟡 / 🔴 |
Critério do semáforo sugerido:
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Verde: consumo estável ou em queda e renovável acima de 50%.
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Amarelo: consumo crescendo acima da receita ou renovável entre 20% e 50%.
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Vermelho: consumo crescendo sem contrapartida de receita e renovável abaixo de 20%.
O fator de emissão utilizado na fórmula da coluna C deve ser atualizado anualmente conforme publicações oficiais.
Próximos passos para melhorar seus números ESG
Com as fórmulas e o dashboard em mãos, o passo seguinte é agir sobre os indicadores. Para PMEs em baixa e média-baixa tensão, a contratação de créditos de energia limpa via geração distribuída é uma rota direta para elevar a participação renovável e reduzir o Escopo 2 contratual sem investimento inicial próprio em equipamentos ou obras.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de atuação. A contratação ocorre de forma totalmente digital: a empresa simula, envia documentos online e assina o contrato sem sair do escritório.
Após o período de conexão, que pode levar até 90 dias, os descontos que podem chegar a 20% aparecem na fatura. Uma fatura única consolida os custos da distribuidora e da Serena, e o portal do cliente permite acompanhar consumo e economia de todas as unidades na mesma área de concessão em um só lugar.
A geração distribuída da Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros: SP (interior), GO, MG, MT, BA, PI, PA, MA, PE, CE e RJ (interior). Empresas com conta de luz a partir de R$ 500 por mês já se qualificam para a simulação.
Conclusão
Medir indicadores ESG de energia elétrica não exige sistemas complexos nem equipes especializadas. Com as seis fórmulas apresentadas, o fator brasileiro de emissão da rede e o modelo de dashboard mensal, qualquer gestor de PME consegue estruturar um reporte confiável e apresentável.
O passo seguinte é melhorar os números, elevando a participação renovável e reduzindo o Escopo 2 contratual sem alterar a operação e sem imobilizar capital.
A Serena Energia atende empresas de baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros e entrega créditos de energia limpa com processo totalmente digital, fatura única e acompanhamento pelo portal do cliente.
Ademais, com sua experiência de mais de 17 anos e 2,14 milhões de toneladas de CO₂ evitadas desde 2017, é uma parceira sólida para quem precisa de resultados ESG reais e verificáveis.
Perguntas frequentes
Quais documentos são necessários para contratar créditos de energia limpa via geração distribuída?
O processo é simples e totalmente digital. A empresa precisa apresentar uma fatura recente da distribuidora, o CNPJ e os documentos básicos de identificação dos responsáveis. Não há necessidade de laudos técnicos, projetos de engenharia ou vistorias no imóvel. Tudo é enviado online durante o cadastro.
Em quanto tempo os indicadores ESG melhoram após a contratação?
A melhora nos indicadores de participação renovável e Escopo 2 contratual é imediata no sentido contábil. A partir do mês em que os créditos de energia limpa passam a ser registrados no contrato, a empresa já pode reportar a parcela coberta com fator zero de emissão no método baseado no contrato.
O desconto na fatura aparece após a conexão, que pode levar até 90 dias.
A empresa precisa instalar algum equipamento para receber os créditos?
Não. Nenhuma placa, medidor adicional ou obra é necessária. A energia é gerada nas fazendas solares da Serena Energia e injetada na rede da distribuidora local.
A distribuidora continua entregando a energia no endereço da empresa exatamente como sempre fez. A diferença visível é o desconto na fatura e a documentação dos créditos renováveis para fins de reporte ESG.
Como comprovar a origem renovável da energia para relatórios ESG?
A comprovação ocorre por meio da documentação do contrato de créditos de geração distribuída e, quando aplicável, por certificados de atributo energético que atendam aos critérios de qualidade do GHG Protocol.
O portal do cliente da Serena Energia registra o histórico de consumo e economia mês a mês e fornece a base de dados necessária para preencher relatórios ESG e responder a questionários de clientes e financiadores.
Uma empresa com múltiplas unidades pode consolidar os indicadores em um único relatório?
Sim. A Serena Energia atende todas as unidades da empresa que estejam na mesma área de concessão e dentro dos estados de atuação.
O portal do cliente centraliza os dados de consumo e economia de todas as unidades em um só lugar e facilita a consolidação dos seis indicadores descritos neste guia, sem a necessidade de cruzar informações de múltiplas faturas manualmente.