Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Resumo dos 6 indicadores-chave

A tabela a seguir resume os seis indicadores essenciais que sua PME deve acompanhar, com definição, fórmula de cálculo e uma meta sugerida para orientar o planejamento.

Indicador

Definição

Fórmula

Meta sugerida

Consumo total de energia

Energia elétrica comprada da rede no período

Soma dos kWh nas faturas do período

Redução anual de 3–5%

Intensidade energética por receita

Energia consumida por unidade de receita gerada

kWh ÷ Receita líquida (R$)

Queda ano a ano

Intensidade energética por produção

Energia consumida por unidade produzida ou atendida

kWh ÷ Unidades produzidas

Queda ano a ano

Participação de energia renovável

Percentual do consumo coberto por fontes renováveis

(kWh renovável ÷ kWh total) × 100

Acima de 50%, com meta de 100%

Emissões de Escopo 2 (base local)

Emissões indiretas da eletricidade comprada da rede

kWh × fator da rede (tCO₂e/kWh)

Redução absoluta anual

Emissões de Escopo 2 (base contratual)

Emissões calculadas pelo instrumento contratado

kWh × fator do instrumento (0 para I-REC/crédito renovável verificado)

Zero ou próximo de zero

Por que esses indicadores importam para sua PME?

Clientes corporativos, bancos e plataformas de compras exigem cada vez mais que fornecedores apresentem dados ESG verificáveis. Sem números estruturados, a PME perde credibilidade em processos de homologação e em acesso a linhas de crédito com taxas diferenciadas.

Além disso, frameworks como o CSRD europeu e o SBTi exigem que empresas reportem intensidade de emissões por receita líquida, padrão que começa a migrar para cadeias de fornecimento no Brasil. Medir agora cria vantagem competitiva antes que a exigência se torne obrigatória.

Passo a passo para calcular cada indicador

1. Consumo total de energia (kWh)

Definição: soma de toda a eletricidade comprada da distribuidora no período analisado.

Fórmula e exemplo:

Fonte de dados: campo “Consumo (kWh)” na fatura da distribuidora ou no portal online da concessionária.

Meta sugerida: redução de 3–5% ao ano em relação ao período anterior.

2. Intensidade energética por receita

Definição: energia consumida por unidade de receita gerada, expressa em kWh por real de receita líquida.

Fórmula e exemplo:

Fonte de dados: faturas de energia e DRE ou relatório de faturamento mensal.

Meta sugerida: queda contínua ano a ano, independentemente do crescimento do negócio.

3. Intensidade energética por produção

Definição: quantidade de energia necessária para produzir uma unidade de produto ou serviço, expressa em kWh por unidade.

Fórmula e exemplo:

Fonte de dados: fatura de energia e registros operacionais internos, como sistema de gestão ou planilha de produção.

Meta sugerida: redução progressiva, o que sinaliza ganho de eficiência operacional.

4. Participação de energia renovável (%)

Definição: percentual do consumo total coberto por fontes renováveis verificadas, como energia solar fotovoltaica e hidráulica certificada.

Fórmula e exemplo:

Fonte de dados: certificados I-REC, contratos de créditos de geração distribuída ou declaração do fornecedor de energia.

Meta sugerida: superar 50% no curto prazo, com meta de 100% no médio prazo.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.

5. Emissões de Escopo 2, método baseado na localização

Definição: emissões indiretas calculadas pelo fator médio da rede elétrica do país onde o consumo ocorre, conforme o GHG Protocol Scope 2 Guidance.

Fórmula e exemplo:

Fonte de dados: faturas de energia e fator da rede para o Brasil.

Meta sugerida: redução absoluta anual.

6. Emissões de Escopo 2, método baseado no contrato

Definição: emissões calculadas com base no instrumento contratual de energia, como certificados de atributo energético ou créditos de geração distribuída verificados.

Fórmula e exemplo:

Fonte de dados: contrato com o fornecedor de energia limpa e documentação do instrumento.

Meta sugerida: zero ou próximo de zero à medida que a participação renovável se aproxima de 100%.

Como calcular emissões de Escopo 2 com dados brasileiros?

O GHG Protocol Scope 2 Guidance exige que as empresas reportem os dois métodos em paralelo: o baseado na localização e o baseado no contrato. Para o Brasil, os dados necessários são:

A diferença entre os dois resultados demonstra o impacto real da contratação de energia limpa sobre o inventário de emissões da empresa. Certificados renováveis e créditos de geração distribuída podem reduzir as emissões do método contratual a zero quando cobrem 100% do consumo.

Como os créditos de energia limpa melhoram seus indicadores?

A tabela abaixo ilustra o efeito da contratação de créditos de geração distribuída sobre dois indicadores muito cobrados em relatórios ESG, considerando uma empresa com consumo anual de 12.000 kWh e 40% do consumo coberto por créditos renováveis.

Indicador

Sem créditos renováveis

Com 40% de créditos renováveis

Variação

Participação renovável (%)

Depende do mix da rede

40%

Aumento direto e documentável

Escopo 2 contratual (tCO₂e)

Emissões calculadas com base no fator da rede

Emissões reduzidas proporcionalmente à cobertura de créditos renováveis

Redução proporcional à participação renovável

Essa melhora ocorre sem alteração física na operação, sem instalação de equipamentos e sem interrupção das atividades. A contratação de créditos de geração distribuída é uma estratégia eficaz para PMEs que precisam melhorar esses números em pouco tempo.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

Modelo de dashboard mensal (template Excel)

O dashboard mensal organiza os dados em uma única visão e facilita o acompanhamento dos indicadores ao longo do ano. Copie a estrutura abaixo para uma planilha e preencha mês a mês com os dados da fatura.

A tabela mostra as colunas essenciais e as fórmulas que você pode usar para calcular automaticamente as emissões e o percentual renovável.

Mês

Consumo (kWh)

Emissões Escopo 2 local (tCO₂e)

Renovável (%)

Status

Jan/2025

=SOMA(faturas)

=B2*fator

=(kWh renovável/B2)*100

🟢 / 🟡 / 🔴

Fev/2025

=SOMA(faturas)

=B3*fator

=(kWh renovável/B3)*100

🟢 / 🟡 / 🔴

Critério do semáforo sugerido:

O fator de emissão utilizado na fórmula da coluna C deve ser atualizado anualmente conforme publicações oficiais.

Próximos passos para melhorar seus números ESG

Com as fórmulas e o dashboard em mãos, o passo seguinte é agir sobre os indicadores. Para PMEs em baixa e média-baixa tensão, a contratação de créditos de energia limpa via geração distribuída é uma rota direta para elevar a participação renovável e reduzir o Escopo 2 contratual sem investimento inicial próprio em equipamentos ou obras.

Uma mulher sorridente com cabelos cacheados, vestindo uma camisa cinza e saia laranja, posando em uma loja de roupas moderna e organizada, com araras de moda ao fundo.
Para negócios de varejo, a economia de até 20% na conta de luz via geração compartilhada libera fluxo de caixa para investimentos estratégicos.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de atuação. A contratação ocorre de forma totalmente digital: a empresa simula, envia documentos online e assina o contrato sem sair do escritório.

Após o período de conexão, que pode levar até 90 dias, os descontos que podem chegar a 20% aparecem na fatura. Uma fatura única consolida os custos da distribuidora e da Serena, e o portal do cliente permite acompanhar consumo e economia de todas as unidades na mesma área de concessão em um só lugar.

A geração distribuída da Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros: SP (interior), GO, MG, MT, BA, PI, PA, MA, PE, CE e RJ (interior). Empresas com conta de luz a partir de R$ 500 por mês já se qualificam para a simulação.

Conclusão

Medir indicadores ESG de energia elétrica não exige sistemas complexos nem equipes especializadas. Com as seis fórmulas apresentadas, o fator brasileiro de emissão da rede e o modelo de dashboard mensal, qualquer gestor de PME consegue estruturar um reporte confiável e apresentável.

O passo seguinte é melhorar os números, elevando a participação renovável e reduzindo o Escopo 2 contratual sem alterar a operação e sem imobilizar capital.

A Serena Energia atende empresas de baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros e entrega créditos de energia limpa com processo totalmente digital, fatura única e acompanhamento pelo portal do cliente.

Ademais, com sua experiência de mais de 17 anos e 2,14 milhões de toneladas de CO₂ evitadas desde 2017, é uma parceira sólida para quem precisa de resultados ESG reais e verificáveis.

Simule seu desconto agora

Perguntas frequentes

Quais documentos são necessários para contratar créditos de energia limpa via geração distribuída?

O processo é simples e totalmente digital. A empresa precisa apresentar uma fatura recente da distribuidora, o CNPJ e os documentos básicos de identificação dos responsáveis. Não há necessidade de laudos técnicos, projetos de engenharia ou vistorias no imóvel. Tudo é enviado online durante o cadastro.

Em quanto tempo os indicadores ESG melhoram após a contratação?

A melhora nos indicadores de participação renovável e Escopo 2 contratual é imediata no sentido contábil. A partir do mês em que os créditos de energia limpa passam a ser registrados no contrato, a empresa já pode reportar a parcela coberta com fator zero de emissão no método baseado no contrato.

O desconto na fatura aparece após a conexão, que pode levar até 90 dias.

A empresa precisa instalar algum equipamento para receber os créditos?

Não. Nenhuma placa, medidor adicional ou obra é necessária. A energia é gerada nas fazendas solares da Serena Energia e injetada na rede da distribuidora local.

A distribuidora continua entregando a energia no endereço da empresa exatamente como sempre fez. A diferença visível é o desconto na fatura e a documentação dos créditos renováveis para fins de reporte ESG.

Como comprovar a origem renovável da energia para relatórios ESG?

A comprovação ocorre por meio da documentação do contrato de créditos de geração distribuída e, quando aplicável, por certificados de atributo energético que atendam aos critérios de qualidade do GHG Protocol.

O portal do cliente da Serena Energia registra o histórico de consumo e economia mês a mês e fornece a base de dados necessária para preencher relatórios ESG e responder a questionários de clientes e financiadores.

Uma empresa com múltiplas unidades pode consolidar os indicadores em um único relatório?

Sim. A Serena Energia atende todas as unidades da empresa que estejam na mesma área de concessão e dentro dos estados de atuação.

O portal do cliente centraliza os dados de consumo e economia de todas as unidades em um só lugar e facilita a consolidação dos seis indicadores descritos neste guia, sem a necessidade de cruzar informações de múltiplas faturas manualmente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *