Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Dimensão e impacto do problema

Os dados de 2026 mostram que o custo de energia elétrica se tornou um dos principais fatores de pressão sobre a indústria. A Sondagem Especial Indústria e Energia, realizada pela CNI em abril de 2026 com 1.498 indústrias extrativas e de transformação, revelou que 83% das empresas consideram o custo da energia elétrica um fator essencial para a competitividade do setor. Na mesma pesquisa, a maioria das indústrias indicou que o aumento das tarifas pressiona os custos de produção.

O peso estrutural da energia na tarifa também é elevado. Tributos e encargos setoriais representam uma parcela significativa da tarifa de energia elétrica no Brasil, um componente que reduz a competitividade industrial, limita investimentos e aumenta o custo da produção nacional. O orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), principal mecanismo de financiamento de subsídios do setor, saltou de R$ 14 bilhões em 2013 para mais de R$ 52 bilhões projetados para 2026.

A pressão sobre os preços também tem um componente climático. O professor Pedro Côrtes, da USP, aponta que as tarifas de energia elétrica têm subido acima da inflação, com reajustes autorizados em algumas distribuidoras superando 12% e chegando a dois dígitos.

Efeitos financeiros: a combinação de reajustes anuais e bandeiras tarifárias cria uma linha de custo híbrida, com parcela fixa de demanda contratada e parcela variável de consumo, que torna qualquer projeção orçamentária sujeita a revisões frequentes. Uma elevação nos custos de energia impacta os custos industriais totais e pode consumir uma parcela relevante do resultado para empresas com margens entre 3% e 5%.

Além do impacto financeiro direto, essa instabilidade tarifária também gera consequências operacionais. Efeitos operacionais: a incerteza tarifária dificulta o planejamento de produção de médio prazo. Dados da EPE mostram que o consumo industrial de energia elétrica recuou 1,3% em janeiro de 2026 na comparação anual, com quedas registradas em 26 dos 37 setores industriais monitorados, mesmo com o consumo nacional total crescendo 4,1% no mesmo período. Setores como metalurgia, química e automotivo lideraram as retrações.

Efeitos de sustentabilidade: a pressão por metas ESG adiciona uma dimensão extra ao problema. A pesquisa da CNI de abril de 2026 indica que 79% das indústrias utilizam a energia elétrica como principal fonte de energia nos processos produtivos. Isso significa que as emissões de Escopo 2, provenientes do consumo de eletricidade, estão entre as maiores exposições de carbono da operação industrial, e investidores e clientes exigem cada vez mais comprovação de origem renovável.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Categorias de solução: mercado cativo versus mercado livre de energia

As indústrias do Grupo A podem escolher entre dois ambientes de contratação de energia elétrica.

No mercado cativo, a empresa compra energia da distribuidora local com tarifas reguladas. A distribuidora continua responsável pela entrega física da eletricidade em qualquer cenário. Nesse modelo, o preço é definido por reajustes periódicos e pela aplicação de bandeiras tarifárias, o que introduz variação de custo que a empresa não negocia.

No mercado livre de energia, também chamado de ambiente de contratação livre ou ACL, empresas do Grupo A podem escolher seu fornecedor de energia e negociar preço, prazo e fonte diretamente. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e a infraestrutura de rede permanece a mesma. O que muda é de quem a empresa compra a energia e em que condições.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Dentro do mercado livre de energia, existem dois modelos de participação. No modelo varejista, uma comercializadora representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e centraliza as obrigações setoriais. No modelo atacadista, a empresa atua diretamente como agente na CCEE, gerindo seus próprios contratos e riscos, em um formato indicado para grandes consumidores com estrutura interna dedicada.

Comparação entre alternativas

Para facilitar a decisão entre permanecer no mercado cativo ou migrar para o mercado livre de energia, a tabela a seguir compara os dois ambientes em pontos como risco de preço, flexibilidade e previsibilidade orçamentária para indústrias do Grupo A.

Alternativa Investimento inicial Complexidade operacional Prazo até a economia Risco de preço Flexibilidade Previsibilidade orçamentária
Mercado cativo Nenhum Baixa, a distribuidora gerencia tudo Não aplicável Alto, com reajustes acima da inflação, alguns superando 12%, e bandeiras tarifárias variáveis Nenhuma, fornecedor único obrigatório Baixa, preço sujeito a reajustes e bandeiras
Mercado livre de energia (modelo varejista) Custos de adequação do sistema de medição, custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão Baixa para o cliente, comercializadora assume obrigações na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) 6 meses regulatórios a partir da denúncia do contrato com a distribuidora Controlado, com preço fixado em contrato bilateral de longo prazo e exposição ao PLD apenas fora da faixa de flexibilidade contratual Alta, com escolha de fornecedor, fonte, prazo e volume Alta, com preço da energia acordado antecipadamente e eliminação de bandeiras tarifárias sobre a parcela contratada

Caso sua indústria queira quantificar esse potencial de economia, simule o desconto com a Serena Energia e veja o impacto estimado no seu orçamento.

Avaliação e implementação: o caminho para o mercado livre de energia

A migração para o mercado livre de energia segue um percurso estruturado. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e atuação majoritária com energia eólica no mercado livre de energia, conduz todo esse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

1. Diagnóstico de consumo e elegibilidade

O ponto de partida é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e identificar o perfil de consumo mensal em kWh, a demanda contratada e as sazonalidades da operação. Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia, sem exigência de consumo mínimo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

2. Estudo de viabilidade

Com base no perfil de consumo, a comercializadora projeta a economia esperada e apresenta as condições contratuais. Contratos bilaterais no mercado livre de energia têm tipicamente duração de 3 a 5 anos, com preço fixo para a parcela de energia contratada.

3. Contratação e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

Após a assinatura do contrato, inicia-se o processo de registro junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). No modelo varejista, a Serena Energia assume integralmente essa etapa, incluindo o envio de documentação técnica, jurídica e financeira, sem custo adicional para o cliente.

4. Adequação do sistema de medição

A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos necessários, sem custo adicional para o cliente.

5. Período regulatório de 6 meses

O prazo regulatório de 6 meses, contado a partir da denúncia do contrato com a distribuidora, é o intervalo entre a decisão de migrar e o início da economia. Durante esse período, a empresa permanece no mercado cativo enquanto a migração é processada pelos agentes do setor. Para que todas as etapas sejam cumpridas dentro do prazo e sem erros que possam atrasar a economia, a Serena Energia acompanha o processo de ponta a ponta.

6. Acompanhamento contínuo

Após a migração, um consultor dedicado da Serena Energia monitora a performance mensal, compara os custos com o período no mercado cativo e orienta ajustes quando necessário. A empresa acessa um painel digital com economia mensal, economia consolidada, previsão de consumo e comparação entre os dois ambientes de contratação.

Para avaliar se esse caminho faz sentido para sua operação, agende uma conversa com o time da Serena Energia e inicie o estudo para a sua planta.

Indústrias eletro-intensivas, como as dos setores de siderurgia, alumínio, cimento, química, papel e celulose e ferroligas, apresentam maior potencial de impacto financeiro com a migração, dado o peso da energia elétrica em sua estrutura de custos. Empresas como Cargill e Bayer já contratam energia com a Serena Energia, combinando redução de custos operacionais com o cumprimento de metas de sustentabilidade. Para essas empresas, a Serena Energia emite I-RECs (International Renewable Energy Certificates), certificados que comprovam a origem renovável da energia consumida e são utilizados em relatórios de sustentabilidade para abater emissões de Escopo 2.

Perguntas frequentes

O que é o mercado livre de energia e como ele se diferencia do mercado cativo?

No mercado cativo, a empresa compra energia da distribuidora local com tarifas definidas por reajustes periódicos e bandeiras tarifárias, sem poder negociar preço ou escolher fornecedor. No mercado livre de energia, empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem escolher de quem comprar energia e negociar preço, prazo, volume e fonte diretamente com o fornecedor. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade em ambos os casos. O que muda é o ambiente de contratação e, consequentemente, o preço pago pela energia.

Minha empresa precisa de um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?

Não. Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia independentemente do nível de consumo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para verificar se a empresa se enquadra nesse perfil e projetar a economia esperada.

Quanto tempo leva a migração e quando a empresa começa a economizar?

O processo regulatório leva 6 meses, contados a partir da denúncia do contrato com a distribuidora. Esse prazo é uma exigência do setor e não pode ser reduzido. A economia passa a aparecer na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.

A migração para o mercado livre de energia representa algum risco para o fornecimento de energia da planta?

A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua obrigada a entregar a energia na planta e a manter a qualidade e a estabilidade da rede. Não há risco de interrupção no fornecimento físico decorrente da mudança de ambiente de contratação. No modelo varejista com a Serena Energia, a comercializadora representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e cuida do pagamento à distribuidora, o que elimina o risco de corte por questões financeiras relacionadas à gestão dos contratos no mercado livre de energia.

O que são I-RECs e por que são relevantes para indústrias com metas ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Para empresas com metas de redução de emissões, os I-RECs são o instrumento que permite declarar que o consumo de eletricidade é de origem 100% renovável, atendendo às exigências de relatórios de sustentabilidade e ao cumprimento de metas de Escopo 2. A Serena Energia emite I-RECs para seus clientes no mercado livre de energia, com rastreabilidade desde a fonte geradora até o consumidor final.

Conclusão: retome o controle do custo de energia

Em 2026, a inflação de energia elétrica representa um fator objetivo de erosão de margens e de competitividade para a indústria brasileira. Com a pressão tarifária documentada pela CNI impactando a maioria das indústrias brasileiras e com reajustes de dois dígitos já registrados em algumas distribuidoras, permanecer no mercado cativo significa manter uma variável de custo que a empresa não controla.

A migração para o mercado livre de energia reduz essa exposição ao fixar o preço da energia em contrato bilateral de longo prazo, eliminar a incidência de bandeiras tarifárias sobre a parcela contratada e recuperar previsibilidade no orçamento. Para indústrias do Grupo A, o processo é conduzido integralmente pela Serena Energia, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

O próximo passo prático é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e o histórico de consumo da operação. Com esses dados em mãos, a empresa pode solicitar um estudo de viabilidade e entender com precisão o impacto financeiro da migração.

Se sua indústria deseja avançar nessa análise, inicie a simulação de desconto com a Serena Energia e veja como essa decisão pode refletir no resultado do seu negócio.

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