Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A enfrentam forte oscilação de preços de energia em 2026, impulsionada por fatores hidrológicos, climáticos e pela expansão de renováveis intermitentes, o que compromete o planejamento orçamentário e as metas de ESG.
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Entre as quatro categorias de solução analisadas, os contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo no mercado livre de energia reúnem previsibilidade de custos, ausência de investimento em ativos e acesso a certificados de origem renovável.
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A migração para o mercado livre de energia segue um processo estruturado de 6 meses, com diagnóstico de consumo, análise técnico-financeira e adequação de medição, sem alterar a entrega física da energia.
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Empresas de indústria, comércio e agronegócio podem estruturar contratos de 3 a 5 anos com flexibilidade de 5% a 10% para alinhar o custo de energia à operação e proteger margens.
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A Serena Energia oferece migração gerenciada sem custo adicional, contratos bilaterais com preço fixo e I-RECs. Inicie o diagnóstico de consumo da sua empresa com apoio de nossos consultores.
Dimensão e impacto do problema
A oscilação dos preços de energia afeta as empresas do Grupo A em quatro dimensões principais: orçamento, fluxo de caixa, competitividade e metas de ESG.
Orçamento. Entre janeiro de 2024 e março de 2026, os contratos de longo prazo no mercado livre de energia subiram 59%, passando de R$ 147/MWh para R$ 233/MWh, enquanto os contratos trimestrais avançaram 121%. Para empresas que precisam fechar orçamentos anuais com antecedência, essa variação torna qualquer projeção de custo energético pouco confiável.
Fluxo de caixa. Aproximadamente 32,6% de todo o volume contratado no mercado livre de energia brasileiro está atrelado a contratos de curto prazo que precisam ser renovados agora a preços quase duas vezes maiores do que os praticados dois anos atrás. O impacto no caixa é direto e, em muitos casos, não estava previsto no planejamento.
Competitividade. A alta de preços e a menor liquidez no mercado livre de energia geram impactos inflacionários e perda de competitividade internacional para a indústria e o comércio brasileiros conectados em média e alta tensão. Empresas que competem globalmente com produtos intensivos em energia são as mais expostas.
Metas de ESG. A instabilidade nos preços dificulta a contratação de energia com origem renovável certificada, essencial para o cumprimento de metas de redução de emissões de Escopo 2. Essa dificuldade se agrava porque, quando o foco recai sobre a gestão de custos emergenciais, os compromissos de sustentabilidade tendem a ser postergados em favor da contenção de despesas.
O cenário hidrológico de 2026 amplifica todos esses efeitos. Em agosto de 2026, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu reduzir as liberações de água dos reservatórios para preservar estoques diante dos riscos do El Niño, com probabilidade de 70% de um evento mais intenso no segundo semestre. Em 2026, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) registrou elevação em várias regiões, sinalizando escassez e aumentando a probabilidade de bandeiras tarifárias mais onerosas durante o período seco.
As oscilações intradiárias do PLD, que em períodos de maior estresse em 2023 variavam entre R$ 60 e R$ 70/MWh, apresentaram aumentos significativos em 2026. Esse comportamento reflete a chamada “curva de pato”, fenômeno em que a geração renovável intensa durante o dia pressiona os preços para baixo, enquanto a queda abrupta ao entardecer exige despacho de usinas termelétricas de custo elevado.
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Principais categorias de solução
Diante desse cenário de oscilação estrutural, empresas do Grupo A dispõem de quatro categorias principais de solução, cada uma com características distintas de custo, complexidade e adequação ao perfil de cada negócio.
Permanência no mercado regulado (cativo). A empresa continua comprando energia da distribuidora local a tarifas definidas pela ANEEL, sujeitas a reajustes anuais e ao sistema de bandeiras tarifárias. Essa opção não exige nenhuma ação de migração, mas mantém a empresa exposta às variações tarifárias e sem poder de negociação sobre preço ou fonte.
Compras de curto prazo no mercado livre de energia. A empresa migra para o ambiente de contratação livre e adquire energia em contratos de prazo reduzido, com maior flexibilidade, mas também com maior exposição às oscilações do PLD e à escassez de liquidez observada no mercado.
Autoprodução de energia. A empresa investe em infraestrutura própria de geração. Essa alternativa oferece independência em relação ao mercado, mas exige capital significativo, longos prazos de implantação e gestão de uma operação que não faz parte do negócio principal.
Contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo no mercado livre de energia. A empresa migra para o ambiente de contratação livre e firma um contrato de fornecimento com uma geradora ou comercializadora por um período de 3 a 5 anos, com preço acordado antecipadamente. A entrega física da energia continua sendo responsabilidade da distribuidora local. Essa estrutura transfere o risco de oscilação de preço para o contrato, sem exigir investimento em ativos de geração.

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Comparação entre alternativas
A tabela a seguir compara as quatro categorias de solução com base em critérios relevantes para gestores financeiros, de operações e de ESG. Os dados refletem características estruturais de cada modelo.
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Critério |
Mercado regulado |
Compras de curto prazo no ACL |
Autoprodução |
Contrato bilateral de longo prazo no ACL |
|---|---|---|---|---|
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Investimento inicial |
Nenhum |
Custos de adequação e adesão à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) |
Alto (infraestrutura própria) |
Custos de adequação custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão |
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Complexidade de gestão |
Baixa |
Alta, com exposição ao PLD e gestão de posição |
Muito alta, com operação e manutenção |
Baixa a média, com gestão pela comercializadora |
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Prazo de contrato |
Indefinido, com tarifa regulada |
Curto, de meses a 1 ano |
Longo, de décadas |
De 3 a 5 anos |
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Risco de preço |
Alto, com bandeiras e reajustes |
Alto, com exposição ao PLD |
Baixo após implantação |
Baixo, com preço fixo contratado |
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Previsibilidade orçamentária |
Baixa |
Baixa |
Alta após implantação |
Alta desde o início do contrato |
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Atributos de sustentabilidade |
Sem escolha de fonte |
Dependente do contrato |
Dependente da tecnologia instalada |
Energia renovável com I-RECs disponíveis |
A adoção de contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo como instrumento de estabilização de custos já é prática consolidada em outros mercados. Empresas industriais de setores como manufatura, processamento químico e siderurgia utilizam contratos de longo prazo com geradoras renováveis para fixar o preço da energia e criar um hedge efetivo contra oscilações de mercado, sem investimento em ativos de geração. A Cidade de Filadélfia, por exemplo, evitou US$ 1,26 milhão em custos de energia entre março de 2024 e fevereiro de 2026 por meio de um contrato de fornecimento de longo prazo com preço fixo, sem necessidade de investimento ou gestão operacional própria.

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Como avaliar e implementar uma solução?
A decisão de migrar para o mercado livre de energia envolve etapas técnicas, financeiras e regulatórias. O processo a seguir descreve o caminho estruturado para empresas do Grupo A.
1. Diagnóstico de consumo e perfil tarifário
O primeiro passo é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses. Em seguida, é preciso identificar o padrão de consumo mensal em kWh, a demanda contratada, os horários de ponta e fora ponta e os encargos que compõem a fatura. Esse levantamento forma o insumo principal para qualquer estudo de viabilidade.
2. Verificação de elegibilidade
O passo seguinte é confirmar que a empresa está no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. Basta fazer parte do Grupo A para ser elegível ao mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo.
3. Análise técnico-financeira
Com base no perfil de consumo, uma comercializadora experiente projeta a economia potencial ao comparar o custo atual com as condições do mercado livre de energia. A partir dessa análise, a empresa recebe opções de prazo e estrutura contratual alinhadas ao seu perfil. A Serena Energia realiza essa análise sem custo para empresas interessadas.
4. Contratação
O contrato bilateral define preço, prazo, tipicamente de 5 anos, volume, flexibilidade contratual, geralmente entre 5% e 10% do volume, e atributos de sustentabilidade, como a emissão de I-RECs. A notificação à distribuidora inicia o prazo de migração.
5. Adequações do sistema de medição
A empresa precisa instalar equipamentos de medição compatíveis com o mercado livre de energia. A instalação dos equipamentos é conduzida pela Serena Energia, mantendo a mesma política de custeio aplicada na etapa de análise.
6. Ativação
O processo de migração leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia passa a aparecer na primeira fatura após a conclusão da migração.
7. Acompanhamento contínuo
Após a ativação, o monitoramento mensal do consumo realizado em relação ao contratado permite identificar desvios e ajustar a gestão. A Serena Energia disponibiliza um painel com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.
Entre os erros mais comuns estão iniciar a análise sem reunir as faturas completas, subestimar o prazo de 6 meses até o início da economia e escolher uma comercializadora sem geração própria, o que pode representar maior risco de fornecimento.
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Casos de uso e exemplos genéricos
O impacto da oscilação de preços de energia se manifesta de formas distintas conforme o setor. Os exemplos a seguir ilustram perfis típicos e caminhos possíveis para cada um.
Indústria de médio porte. Uma planta industrial com operação contínua e consumo relativamente estável ao longo do ano tem um perfil adequado para contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo. A previsibilidade do custo de energia permite fechar orçamentos anuais com maior precisão e proteger margens em setores em que a energia representa parte relevante do custo de produção. A migração para o mercado livre de energia, com contrato de 5 anos e preço fixo, converte uma linha de custo errática em despesa planejável.

Rede de comércio. Redes com múltiplas unidades conectadas em média tensão precisam consolidar o custo de energia de diferentes distribuidoras e regiões. A migração para o mercado livre de energia permite centralizar a contratação, padronizar o preço pago por energia e simplificar a gestão. A obtenção de I-RECs para todas as unidades fortalece os relatórios de sustentabilidade da rede perante investidores e consumidores.
Agronegócio. Operações agroindustriais com sazonalidade marcada de consumo, como frigoríficos, usinas de açúcar e etanol e processadoras de grãos, precisam de contratos que contemplem a flexibilidade de consumo entre períodos de safra e entressafra. No mercado livre de energia, a flexibilidade contratual, geralmente entre 5% e 10% do volume, e a gestão ativa do perfil de consumo permitem adequar o contrato à realidade operacional do setor, reduzindo a exposição ao PLD em períodos de desvio.

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Perguntas frequentes
O que é o Grupo A e quais empresas se enquadram?
O Grupo A reúne consumidores de energia elétrica atendidos em média ou alta tensão. Fazem parte desse grupo indústrias, redes de comércio, operações agroindustriais, hospitais, shoppings e outros estabelecimentos com demanda contratada nessa faixa de tensão. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo.
O que muda na entrega de energia após a migração para o mercado livre de energia?
Nada muda na entrega física. A distribuidora local continua responsável pelos fios, pela rede e pela qualidade do fornecimento. A diferença está em quem fornece a energia. No mercado livre de energia, a empresa escolhe seu fornecedor e negocia preço, prazo e fonte. No mercado cativo, a energia é comprada da distribuidora a tarifas reguladas pela ANEEL.
Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?
O processo regulatório leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. Esse prazo é exigido por lei para encerrar o contrato atual com a distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o volume contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumos fora dessa faixa são liquidados no mercado de curto prazo, ao PLD vigente. A gestão ativa do perfil de consumo, com acompanhamento mensal, é a principal ferramenta para minimizar essa exposição.
Como o contrato de longo prazo com preço fixo contribui para as metas de ESG?
Contratos bilaterais de longo prazo com geradoras de energia renovável permitem que a empresa obtenha I-RECs, International Renewable Energy Certificates, correspondentes ao seu consumo. Esses certificados comprovam, de forma auditável e reconhecida globalmente, que a energia consumida tem origem renovável, sendo ferramenta central para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para empresas que buscam neutralizar outras fontes de emissão.
Conclusão: o próximo passo prático
Conforme demonstrado, a oscilação de preços não é uma anomalia passageira, mas uma característica estrutural do mercado que tende a permanecer. A maior penetração de renováveis intermitentes aumenta a necessidade de capacidade firme e flexibilidade, o que intensifica a oscilação estrutural de preços no setor elétrico brasileiro.
Entre as categorias de solução disponíveis, os contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo no mercado livre de energia oferecem combinação equilibrada de previsibilidade de custo, ausência de investimento em ativos e acesso a atributos de sustentabilidade certificados. A migração segue um processo de 6 meses, conduzido por uma comercializadora experiente, sem impacto na operação e sem alteração na entrega física de energia.
O primeiro passo prático é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e mapear o perfil de consumo da empresa. Com esse insumo, é possível realizar um estudo de viabilidade que projeta a economia potencial e define a estrutura contratual mais adequada ao perfil operacional e financeiro do negócio.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão, contratos bilaterais com preço fixo de 3 a 5 anos, I-RECs e créditos de carbono.
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