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Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Abordagem de três pilares para reduzir custos de energia em edifícios comerciais

Reduzir custos de energia em edifícios comerciais ocupados depende de três pilares em sequência: fazer diagnóstico com submedição, priorizar eficiência por payback e contratar créditos de geração distribuída da Serena Energia para o consumo residual.

O diagnóstico com submedição mostra onde o consumo se concentra por área e por inquilino. A eficiência priorizada por payback direciona recursos para ações com maior retorno em climatização, iluminação, automação e envoltória.

A contratação de créditos de geração distribuída reduz o valor pago por kWh sobre o que resta da conta, sem obras e sem investimento inicial próprio.

O que pode ser feito para reduzir o custo de energia em edifícios comerciais ocupados?

Reduzir consumo é diferente de diminuir custo. A eficiência reduz o consumo. A combinação entre eficiência e modelo de contratação reduz o custo total. As duas frentes se complementam.

Em climas tropicais, o sistema de climatização pode representar cerca de 70% do consumo de energia de um edifício comercial. Esse peso torna a climatização o principal alvo de qualquer programa de eficiência.

Iluminação, equipamentos de escritório e sistemas de transporte vertical completam o perfil de consumo, com variações conforme o padrão de ocupação de cada andar.

A sequência prática para edifícios ocupados começa pela medição. Sem dados por área, qualquer ação é um chute. Com dados, o gestor prioriza por impacto real e evita obras desnecessárias.

Submedição para edifícios com múltiplos inquilinos

Em edifícios com múltiplos inquilinos, a ausência de submedição cria um problema estrutural. O rateio por área locada penaliza inquilinos eficientes e reduz o incentivo para reduzir o consumo.

Edifícios que adotam submedição tendem a reduzir disputas de faturamento entre inquilinos e o consumo total em comparação com métodos de rateio proporcional.

A implementação de submedição em edifícios ocupados segue as etapas abaixo:

  1. Fazer levantamento do quadro elétrico existente e mapear os circuitos por área, como inquilino, área comum e sistemas centrais.

  2. Instalar medidores por transformador de corrente em circuitos de saída de cada área, sem desligar o circuito principal.

  3. Instalar medidores dedicados para áreas comuns, como lobbies, elevadores, corredores, sistemas de climatização central e iluminação externa.

  4. Integrar os dados ao sistema de gestão predial ou a uma plataforma de monitoramento em nuvem, com leitura em intervalos de 15 minutos.

  5. Definir o fluxo de faturamento por inquilino, separando de forma explícita o consumo individual e o rateio de áreas comuns.

  6. Realizar auditoria mensal dos dados e gerar relatórios por unidade.

Os custos de energia em áreas comuns representam uma parcela relevante do gasto total de utilidades em edifícios comerciais com múltiplos inquilinos.

Isolar esse custo com medidores dedicados é o primeiro passo para alocá-lo com transparência e para identificar desperdícios operacionais nas áreas sob gestão direta do condomínio.

Ponto de medição

Custo estimado por ponto (instalado)

Finalidade

Circuito de inquilino (TC em quadro organizado)

£300–£600 por ponto (UK); equivalente proporcional no Brasil)

Fazer faturamento individual e diagnóstico de consumo por unidade

Circuito de área comum (lobby, corredor, elevador)

US$ 200–800 por ponto (medidor sem fio instalado)

Separar o custo de área comum para permitir rateio transparente

Sistema de climatização central (chiller, AHU)

£1.500–£3.000 por ponto onde há necessidade de rearranjo de circuito

Diagnosticar a eficiência do sistema e criar base para retrocomissionamento

A submedição de circuitos de inquilino tem impacto indireto nas áreas comuns, pois libera o rateio dessas áreas para alocação transparente. A medição de circuitos de área comum tem impacto direto, pois fornece a base para rateio justo.

A submedição do sistema de climatização central costuma gerar o maior impacto potencial, já que esse sistema tende a ser o maior consumidor do edifício.

Quais são as ações para economizar energia, priorizadas por payback e pelo impacto nas áreas comuns?

A lista abaixo organiza as principais ações de eficiência energética por velocidade de retorno e relevância para as áreas sob gestão direta do condomínio ou do gestor predial:

  1. Retrocomissionamento de sistemas existentes: um estudo do Lawrence Berkeley National Laboratory com 643 edifícios encontrou economia mediana no consumo total com payback atrativo.

  2. Ajuste de programação e setpoints no BMS: ajustes de agendamento e limpeza de setpoints em edifícios de escritórios podem ser implementados com investimento moderado e entregam redução de consumo com retorno rápido.

  3. Troca de iluminação para LED em áreas comuns: retrofits de LED em edifícios comerciais costumam apresentar payback razoável e economia relevante no consumo de iluminação.

  4. Instalação de sensores de presença em áreas de uso intermitente: sensores de ocupação podem reduzir o consumo de iluminação em áreas com uso esporádico.

  5. Manutenção preventiva de climatização, como filtros, serpentinas e fluido: manutenção diferida, como serpentinas sujas e filtros entupidos, é uma das principais causas de consumo excessivo de HVAC. A correção tem custo operacional baixo e retorno imediato.

  6. Ventilação com controle por demanda, por CO₂ ou ocupação: ventilação controlada por demanda ajusta o fluxo de ar conforme a ocupação real e reduz o consumo de climatização sem comprometer o conforto.

  7. Submedição por área e inquilino: edifícios que adotam submedição tendem a reduzir o consumo à medida que inquilinos passam a ver e responder pelo próprio consumo.

  8. Atualização de controles de HVAC: atualizações de controles de climatização podem apresentar bom custo-benefício, com payback razoável e redução de consumo.

  9. Vedação de envoltória, como ar-condicionado e infiltrações: vedar pontos de entrada de ar e adicionar isolamento em áreas críticas reduzem os custos de climatização.

  10. Sistema de automação predial integrado: instalar um sistema de automação em edifícios comerciais costuma ter payback moderado e contribui para reduzir o consumo.

O nível de prioridade de cada ação considera o tempo de retorno e o impacto em áreas comuns. As ações com prioridade mais alta tendem a exigir menos capital e a gerar economia mais rápida, o que facilita a aprovação junto a condôminos e administradoras.

Diagnóstico e priorização: climatização, iluminação, automação e envoltória

O ponto de partida de qualquer programa de eficiência é estabelecer uma linha de base. Métricas como intensidade de uso de energia em kBtu por metro quadrado por ano, percentual de climatização sobre o total e dados de submedição para revelar padrões de pico formam o conjunto básico de instrumentos de diagnóstico.

Com essas métricas em mãos, a sequência recomendada para edifícios ocupados é:

A abordagem em etapas permite medir resultados, refinar prioridades e direcionar capital para as melhorias de maior retorno. Esse processo reduz a necessidade de paralisação das operações e minimiza a necessidade de negociação com inquilinos.

Alinhamento com PBE Edifica para eficiência em edifícios comerciais

O Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edificações classifica edifícios comerciais em uma escala de A a E conforme o desempenho energético de envoltória, iluminação e climatização.

Uma resolução do Ministério de Minas e Energia estabeleceu índices obrigatórios de eficiência energética para novas edificações, com implementação gradual a partir de 2027, projetando até R$ 2,7 bilhões em economia de energia elétrica até 2040.

Para edifícios existentes, o alinhamento ao Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edificações funciona como guia de priorização. As ações que elevam a classificação do edifício costumam ser as de maior impacto no consumo e as mais atrativas para inquilinos corporativos com metas de sustentabilidade.

Quando a redução de consumo não é suficiente: pague menos pelo que sobrar

Mesmo após implementar as ações de eficiência com melhor payback, uma parcela relevante do consumo permanece e continua sendo cobrada pela distribuidora.

Equipamentos que não podem ser desligados, sistemas de segurança, climatização de áreas comuns e iluminação de emergência são exemplos de cargas permanentes.

Para esse consumo residual, a alternativa é reduzir o custo por kWh, não o volume consumido. Nesse ponto, entra a segunda frente de redução de custos apresentada no início: o modelo de contratação da energia.

A contratação de créditos de geração distribuída é uma das estratégias mais eficazes para pequenas e médias empresas e para a gestão de edifícios comerciais nesse contexto, pois não exige obras, não altera a operação e não requer investimento inicial próprio.

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Como a Serena Energia entrega descontos após o período de conexão, que pode levar até 90 dias

A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia renovável criada nas Américas. A empresa opera fazendas solares em locais estratégicos de 11 estados brasileiros: PA, PE, CE, BA, GO, MT, PI, RJ, no interior, MG, MA e SP, no interior, na área de concessão da CPFL Paulista.

Essas usinas injetam créditos de energia limpa na rede das distribuidoras locais.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.

O modelo funciona da seguinte forma:

A geração distribuída pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros. O modelo mantém as vantagens já mencionadas: sem obras, sem alteração de sistemas e sem investimento inicial próprio. A contratação é totalmente digital, com envio de documentos online.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

Para a gestão predial, o modelo é especialmente relevante para as unidades consumidoras das áreas comuns. Essas unidades concentram o consumo que não pode ser repassado integralmente aos inquilinos e representam custo direto do condomínio ou da administradora.

Conclusão e próximo passo

Reduzir o custo de energia em edifícios comerciais ocupados exige um processo estruturado. O diagnóstico com submedição mostra onde o consumo se concentra.

As ações de eficiência priorizadas por payback, começando por retrocomissionamento, ajustes de BMS e LED em áreas comuns, entregam retorno rápido sem interromper as operações.

Para o consumo que permanece após essas ações, a contratação de créditos de geração distribuída da Serena Energia reduz o custo por kWh sem obras, sem investimento inicial próprio e com baixa burocracia.

A Serena Energia opera fazendas solares próprias em 11 estados brasileiros e atende clientes que vão de pequenas empresas a grandes marcas como Cargill e Heineken. A simulação leva menos de um minuto e mostra o desconto estimado para a unidade consumidora do edifício.

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Perguntas frequentes sobre elegibilidade, fatura única, portal do cliente e cancelamento

Quem pode contratar a Serena Energia para um edifício comercial?

A Serena Energia atende pessoas jurídicas com conta de luz a partir de R$ 500 por mês, operando em baixa ou média-baixa tensão. Para edifícios comerciais, isso inclui a unidade consumidora das áreas comuns, desde que esteja em um dos 11 estados de atuação da Serena Energia.

Estar em um dos estados de atuação não garante cobertura em todo o estado, pois a elegibilidade depende da área de concessão da distribuidora local. A simulação no site da Serena Energia verifica essa condição automaticamente.

Como funciona a fatura única para o gestor predial?

Após a contratação, o gestor predial passa a receber uma única fatura da Serena Energia. Esse documento detalha o custo da energia consumida com o desconto aplicado e os custos da distribuidora local, como taxa de disponibilidade e iluminação pública.

A Serena Energia se encarrega de quitar os valores devidos à distribuidora. O resultado é simplificação administrativa, com uma fatura e um pagamento, sem necessidade de controlar duas cobranças separadas.

O portal do cliente permite acompanhar o consumo por unidade?

O portal do cliente da Serena Energia permite acompanhar o histórico de faturas, o status de pagamentos e os gráficos de consumo e economia.

Para edifícios ou redes com múltiplas unidades consumidoras na mesma área de concessão, o portal centraliza o acompanhamento de todas elas em um único lugar, facilitando a gestão e a prestação de contas aos condôminos ou à administradora.

É possível cancelar o contrato com a Serena Energia?

Os contratos da Serena Energia são claros e apresentam as condições de cancelamento de forma objetiva. O gestor predial conhece as regras de saída desde o momento da contratação.

A Serena Energia busca construir uma relação de longo prazo baseada na economia gerada, com condições contratuais acessíveis e sem letras miúdas que dificultem a compreensão dos termos.

Quanto tempo leva para o desconto aparecer na fatura?

Após a contratação, a distribuidora local precisa conectar o medidor ao sistema de créditos da Serena Energia. Esse período de conexão pode levar até 90 dias. A partir da primeira fatura após a conexão, o desconto passa a ser aplicado mensalmente.

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