Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 6 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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O custo de energia elétrica é a última fronteira de redução de OPEX para empresas do Grupo A, pois combina parcela fixa com parcela variável sujeita a bandeiras tarifárias e reajustes anuais.
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Benchmarks de 2025-2026 mostram que o peso da energia no faturamento varia de 1,5% no varejo até percentuais elevados em indústrias eletrointensivas, conforme o perfil de consumo.
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73% das indústrias que migraram para o mercado livre de energia registraram redução na conta de luz, segundo a CNI 2026.
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A migração ao mercado livre de energia permite fixar preço por três a cinco anos, eliminar a exposição às bandeiras tarifárias sobre a parcela contratada e obter energia 100% renovável com I-RECs.
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Para transformar o custo de energia em vantagem competitiva, fale com os consultores da Serena Energia.
Por que o custo de energia é a última fronteira de redução de OPEX no Grupo A?
Empresas do Grupo A já reduziram custos relevantes em folha de pagamento, logística, compras e processos internos. A energia elétrica permanece como a linha de custo que ainda não foi tratada de forma estrutural.
Os números mostram por que essa decisão costuma ser adiada. A pesquisa CNI “Sondagem Especial Indústria e Energia 2026”, realizada em abril de 2026 com 1.498 empresas industriais brasileiras, mostrou que 83% dos empresários consideram o custo de energia decisivo para a competitividade e 62% sentiram os efeitos das variações de preço nos 12 meses anteriores. Ao mesmo tempo, os encargos setoriais na conta de luz devem crescer em 2026, impulsionados principalmente pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa pressão sobre os encargos se soma à escalada dos preços de energia no mercado, criando um cenário de duplo impacto sobre o orçamento.
Entre janeiro de 2024 e março de 2026, os preços de energia em contratos de longo prazo no mercado livre de energia subiram 59%, de R$ 147/MWh para R$ 233/MWh, enquanto contratos trimestrais avançaram 121%, de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh, segundo dados da Abraceel. Para empresas no mercado cativo, a combinação de bandeiras tarifárias e reajustes anuais da ANEEL torna o planejamento orçamentário de médio prazo uma estimativa de alto risco.
Benchmarks nacionais atualizados: varejo
O setor varejista apresenta uma das maiores amplitudes de variação do percentual de energia sobre o faturamento, determinada principalmente pelo perfil de refrigeração e pelo horário de funcionamento. A tabela a seguir mostra como esse percentual varia de cerca de 1,5% em supermercados convencionais até mais de 20% dos custos operacionais em operações com alta refrigeração.
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Segmento |
Energia como % do faturamento |
Principal driver de consumo |
Fonte |
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Supermercados (geral) |
Refrigeração e freezers, entre 30% e 50% do consumo total |
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Supermercados com alta refrigeração |
Câmaras frias, ilhas de frios e freezers contínuos |
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Redes supermercadistas (segundo a SBCV) |
1% do faturamento, segundo maior custo operacional após folha |
Operação contínua de equipamentos de frio e climatização |
SBCV |
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Lojas de rua e shopping (varejo geral) |
Variável conforme operação |
Climatização e iluminação |
Referência setorial |
No varejo brasileiro, a energia pesa mais sobre a rentabilidade quando as margens são apertadas e os custos operacionais são elevados, pois mesmo pequenas variações tarifárias corroem diretamente o resultado. A distribuição do consumo em um supermercado de médio porte ilustra essa dinâmica: refrigeração e freezers respondem por 30% a 50% do total, climatização por 20% a 25%, iluminação por 10% a 15%, sistemas de PDV e TI por 8% a 12%, e demais equipamentos por 15% a 20%.

Benchmarks nacionais atualizados: indústria
A indústria brasileira apresenta a maior diversidade de perfis energéticos entre os três setores analisados. O peso da energia no faturamento varia conforme o processo produtivo e a intensidade de uso de motores, fornos e sistemas de aquecimento.
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Segmento |
Energia como % do faturamento |
Característica principal |
Fonte |
|---|---|---|---|
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Indústria geral |
Variável |
Motores, compressores e iluminação industrial |
Referência setorial |
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Indústrias eletrointensivas |
Pode representar percentual elevado do faturamento |
Fornos elétricos, eletrólise e processos térmicos contínuos |
Referência setorial |
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Indústrias com energia como principal insumo |
79% das empresas industriais dependem da eletricidade como insumo principal |
Alta dependência de processo contínuo |
A mesma pesquisa CNI 2026 que registrou redução de custos para 73% das indústrias que migraram também mostrou diferenças relevantes entre segmentos. O setor calçadista liderou a taxa de migração, com 47%, enquanto o setor de borracha liderou em autoprodução, com 25%. Indústrias com pouca capacidade de repassar aumentos de energia ao preço final do produto experimentam redução de rentabilidade, o que faz a energia representar um percentual crescente do faturamento.
Benchmarks nacionais atualizados: serviços
O setor de serviços apresenta os menores percentuais médios de energia sobre o faturamento. Alguns segmentos, porém, registram impacto relevante em função de alta ocupação e operação contínua.
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Segmento |
Energia como % do faturamento |
Característica principal |
Fonte |
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Escritórios corporativos |
Climatização e iluminação em horário comercial |
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Hotéis e hospitais |
Variável conforme o país e a operação |
Operação 24 horas, climatização, lavanderia e equipamentos médicos |
Referência setorial |
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Serviços com alta demanda de climatização |
Impacto direto sobre margens em operações de alto custo fixo |
Sazonalidade climática que amplia o peso da energia |
Principais drivers de variação do percentual
O percentual do faturamento consumido por energia elétrica varia por empresa e por período. Essa variação resulta da combinação de fatores operacionais, estruturais e tarifários.
Os principais fatores são:
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Refrigeração contínua: câmaras frias, freezers e ilhas de frios em supermercados e atacadistas operam 24 horas por dia, sete dias por semana. Por isso, a refrigeração costuma ser o maior componente individual do consumo no varejo alimentar.
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Climatização: hotéis, hospitais, shoppings e escritórios de grande porte dependem de sistemas de ar-condicionado central que respondem por parcela relevante da demanda. Os picos de consumo ocorrem no verão e em regiões de clima quente.
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Processos térmicos e motores industriais: fornos elétricos, eletrólise, compressores e motores de processo contínuo elevam o consumo específico por unidade produzida nas indústrias eletrointensivas.
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Automação e TI: data centers, sistemas de PDV, automação de linha e equipamentos de controle aumentam a base de consumo em operações digitalizadas.
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Bandeiras tarifárias e reajustes: empresas no mercado cativo enfrentam variações de custo ligadas à dependência de hidrelétricas, que elevam os custos de geração em períodos de seca, além de reajustes de encargos setoriais como ICMS, PIS e COFINS. Esses fatores aumentam o peso da energia sobre o faturamento sem alteração do consumo físico.
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Ultrapassagem de demanda contratada: exceder a demanda contratada em plantas industriais aciona multas das distribuidoras locais. Quando a operação registra picos de carga não planejados, essas multas elevam o custo médio de energia.
Como o mercado livre de energia muda essa linha de custo?
No mercado cativo, a ANEEL define o preço da energia, que fica sujeito a reajustes periódicos e a bandeiras tarifárias. No mercado livre de energia, empresas do Grupo A, que consomem em média e alta tensão, negociam diretamente com geradoras e comercializadoras e definem preço, prazo e fonte de energia em contrato bilateral.

A diferença prática para o orçamento é significativa, e a adesão ao mercado livre de energia mostra esse efeito. Cerca de 43% de toda a energia consumida no Brasil já é contratada no mercado livre de energia, volume que reflete anos de migração de grandes consumidores. A mudança regulatória de 2024 ampliou o acesso para empresas menores do Grupo A e acelerou esse movimento, com 41% das indústrias migrando desde então. Esse dado indica que a economia passou a ser acessível também para operações de menor porte.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece contratos bilaterais de longo prazo, geralmente de três a cinco anos, com preço fixo para a parcela de energia. Esse modelo elimina a exposição às bandeiras tarifárias sobre a parcela contratada e permite um planejamento orçamentário mais previsível. A energia fornecida é 100% renovável, com emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para comprovação auditável do Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade.

A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A mudança ocorre apenas na origem da compra da energia e no preço pago por ela.
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Processo de migração em 5 etapas
1. Análise de elegibilidade
A Serena Energia analisa as faturas e o perfil de consumo da empresa para confirmar o enquadramento no Grupo A, de média ou alta tensão, e projetar a economia potencial. Essa análise é realizada sem custo.
2. Estudo de viabilidade e contrato
Com base no perfil de consumo, a Serena Energia apresenta uma proposta com preço fixo para a energia. O contrato costuma ter prazo de cinco anos, com faixa de flexibilidade contratual entre 5% e 10% do volume acordado.
3. Registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia. A Serena Energia conduz todo o processo documental e técnico, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
4. Adequação do sistema de medição
A instalação do sistema de medição de faturamento, com medição horária, é obrigatória. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos, sem custo adicional para o cliente.
5. Início da economia e gestão contínua
O prazo regulatório de migração é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A partir da primeira fatura após a conclusão da migração, a empresa passa a operar no mercado livre de energia. A Serena Energia representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) no modelo varejista e disponibiliza um consultor dedicado para acompanhamento contínuo. Migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia são oferecidas sem custo adicional exclusivamente para clientes sob a gestão da Serena Energia.
Painel da Serena Energia
Após a migração, gestores financeiros e de operações acompanham os resultados por meio do painel digital da Serena Energia, que apresenta indicadores em tempo quase real.

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Economia mensal na fatura e economia consolidada acumulada desde a migração;
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Detalhamento da fatura com comparação direta entre mercado cativo e mercado livre de energia;
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Previsão de consumo mensal e consumo realizado até a data de consulta;
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Emissão de I-RECs para comprovação de consumo de energia 100% renovável nos relatórios de sustentabilidade.
Esses dados alimentam diretamente o orçamento anual e os relatórios de ESG, o que reduz a carga administrativa sobre as equipes financeiras e de sustentabilidade.
Perguntas frequentes
Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?
Sim. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo. Não existe consumo mínimo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.
Quanto tempo leva a migração e quando começa a economia?
O processo regulatório leva seis meses, contados a partir da notificação formal à distribuidora local. Esse prazo é exigido por lei para o encerramento do contrato no mercado cativo. A economia começa na primeira fatura recebida após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, ao Preço de Liquidação das Diferenças, o PLD. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo e orientando ajustes quando necessário.
A migração representa algum risco para a continuidade operacional?
A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. Não há risco de interrupção no fornecimento decorrente da mudança de ambiente de contratação. A única alteração é de quem a empresa compra a energia e a que preço.
Como os I-RECs emitidos pela Serena Energia são utilizados nos relatórios de ESG?
O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente. Esse documento permite que a empresa declare consumo de eletricidade 100% renovável, zere as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade e atenda às exigências de investidores, clientes e órgãos certificadores.
Conclusão e próximos passos
Os benchmarks de 2025-2026 confirmam que o peso da energia elétrica no faturamento varia de forma expressiva por setor e perfil operacional. Em supermercados, o percentual gira em torno de 1,5%, segundo a ABRAS, e pode superar 20% dos custos operacionais em operações de alta refrigeração, também segundo a ABRAS. Na indústria geral, o percentual é variável e tende a ser mais elevado em segmentos eletrointensivos. Em escritórios corporativos europeus, a energia representa de 2% a 4% das despesas totais, segundo o Diário Imobiliário, conforme a intensidade de climatização e o regime de operação.
Para empresas do Grupo A, que consomem em média e alta tensão, a migração ao mercado livre de energia é uma alavanca de redução de OPEX com alto impacto e baixa exigência de capital. A CNI 2026 registrou redução na conta de luz para 73% das indústrias que migraram. A Serena Energia oferece economia de até 20% em relação ao mercado cativo, preço fixo em contrato de longo prazo, energia 100% renovável certificada por I-RECs e gestão completa do processo, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
Com mais de 17 anos de história, 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia reúne a solidez de uma geradora de grande porte com a agilidade de uma plataforma digital de energia.
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