Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 6 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

Por que o custo de energia é a última fronteira de redução de OPEX no Grupo A?

Empresas do Grupo A já reduziram custos relevantes em folha de pagamento, logística, compras e processos internos. A energia elétrica permanece como a linha de custo que ainda não foi tratada de forma estrutural.

Os números mostram por que essa decisão costuma ser adiada. A pesquisa CNI “Sondagem Especial Indústria e Energia 2026”, realizada em abril de 2026 com 1.498 empresas industriais brasileiras, mostrou que 83% dos empresários consideram o custo de energia decisivo para a competitividade e 62% sentiram os efeitos das variações de preço nos 12 meses anteriores. Ao mesmo tempo, os encargos setoriais na conta de luz devem crescer em 2026, impulsionados principalmente pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa pressão sobre os encargos se soma à escalada dos preços de energia no mercado, criando um cenário de duplo impacto sobre o orçamento.

Entre janeiro de 2024 e março de 2026, os preços de energia em contratos de longo prazo no mercado livre de energia subiram 59%, de R$ 147/MWh para R$ 233/MWh, enquanto contratos trimestrais avançaram 121%, de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh, segundo dados da Abraceel. Para empresas no mercado cativo, a combinação de bandeiras tarifárias e reajustes anuais da ANEEL torna o planejamento orçamentário de médio prazo uma estimativa de alto risco.

Benchmarks nacionais atualizados: varejo

O setor varejista apresenta uma das maiores amplitudes de variação do percentual de energia sobre o faturamento, determinada principalmente pelo perfil de refrigeração e pelo horário de funcionamento. A tabela a seguir mostra como esse percentual varia de cerca de 1,5% em supermercados convencionais até mais de 20% dos custos operacionais em operações com alta refrigeração.

Segmento

Energia como % do faturamento

Principal driver de consumo

Fonte

Supermercados (geral)

1,5%

Refrigeração e freezers, entre 30% e 50% do consumo total

ABRAS

Supermercados com alta refrigeração

pode superar 20% dos custos operacionais

Câmaras frias, ilhas de frios e freezers contínuos

ABRAS

Redes supermercadistas (segundo a SBCV)

1% do faturamento, segundo maior custo operacional após folha

Operação contínua de equipamentos de frio e climatização

SBCV

Lojas de rua e shopping (varejo geral)

Variável conforme operação

Climatização e iluminação

Referência setorial

No varejo brasileiro, a energia pesa mais sobre a rentabilidade quando as margens são apertadas e os custos operacionais são elevados, pois mesmo pequenas variações tarifárias corroem diretamente o resultado. A distribuição do consumo em um supermercado de médio porte ilustra essa dinâmica: refrigeração e freezers respondem por 30% a 50% do total, climatização por 20% a 25%, iluminação por 10% a 15%, sistemas de PDV e TI por 8% a 12%, e demais equipamentos por 15% a 20%.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Benchmarks nacionais atualizados: indústria

A indústria brasileira apresenta a maior diversidade de perfis energéticos entre os três setores analisados. O peso da energia no faturamento varia conforme o processo produtivo e a intensidade de uso de motores, fornos e sistemas de aquecimento.

Segmento

Energia como % do faturamento

Característica principal

Fonte

Indústria geral

Variável

Motores, compressores e iluminação industrial

Referência setorial

Indústrias eletrointensivas

Pode representar percentual elevado do faturamento

Fornos elétricos, eletrólise e processos térmicos contínuos

Referência setorial

Indústrias com energia como principal insumo

79% das empresas industriais dependem da eletricidade como insumo principal

Alta dependência de processo contínuo

CNI 2026

A mesma pesquisa CNI 2026 que registrou redução de custos para 73% das indústrias que migraram também mostrou diferenças relevantes entre segmentos. O setor calçadista liderou a taxa de migração, com 47%, enquanto o setor de borracha liderou em autoprodução, com 25%. Indústrias com pouca capacidade de repassar aumentos de energia ao preço final do produto experimentam redução de rentabilidade, o que faz a energia representar um percentual crescente do faturamento.

Benchmarks nacionais atualizados: serviços

O setor de serviços apresenta os menores percentuais médios de energia sobre o faturamento. Alguns segmentos, porém, registram impacto relevante em função de alta ocupação e operação contínua.

Segmento

Energia como % do faturamento

Característica principal

Fonte

Escritórios corporativos

2 a 4% das despesas totais dos tenants, em cenário europeu

Climatização e iluminação em horário comercial

Diário Imobiliário

Hotéis e hospitais

Variável conforme o país e a operação

Operação 24 horas, climatização, lavanderia e equipamentos médicos

Referência setorial

Serviços com alta demanda de climatização

Impacto direto sobre margens em operações de alto custo fixo

Sazonalidade climática que amplia o peso da energia

Mundo Elétrico

Principais drivers de variação do percentual

O percentual do faturamento consumido por energia elétrica varia por empresa e por período. Essa variação resulta da combinação de fatores operacionais, estruturais e tarifários.

Os principais fatores são:

Como o mercado livre de energia muda essa linha de custo?

No mercado cativo, a ANEEL define o preço da energia, que fica sujeito a reajustes periódicos e a bandeiras tarifárias. No mercado livre de energia, empresas do Grupo A, que consomem em média e alta tensão, negociam diretamente com geradoras e comercializadoras e definem preço, prazo e fonte de energia em contrato bilateral.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A diferença prática para o orçamento é significativa, e a adesão ao mercado livre de energia mostra esse efeito. Cerca de 43% de toda a energia consumida no Brasil já é contratada no mercado livre de energia, volume que reflete anos de migração de grandes consumidores. A mudança regulatória de 2024 ampliou o acesso para empresas menores do Grupo A e acelerou esse movimento, com 41% das indústrias migrando desde então. Esse dado indica que a economia passou a ser acessível também para operações de menor porte.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece contratos bilaterais de longo prazo, geralmente de três a cinco anos, com preço fixo para a parcela de energia. Esse modelo elimina a exposição às bandeiras tarifárias sobre a parcela contratada e permite um planejamento orçamentário mais previsível. A energia fornecida é 100% renovável, com emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para comprovação auditável do Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A mudança ocorre apenas na origem da compra da energia e no preço pago por ela.

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Processo de migração em 5 etapas

1. Análise de elegibilidade

A Serena Energia analisa as faturas e o perfil de consumo da empresa para confirmar o enquadramento no Grupo A, de média ou alta tensão, e projetar a economia potencial. Essa análise é realizada sem custo.

2. Estudo de viabilidade e contrato

Com base no perfil de consumo, a Serena Energia apresenta uma proposta com preço fixo para a energia. O contrato costuma ter prazo de cinco anos, com faixa de flexibilidade contratual entre 5% e 10% do volume acordado.

3. Registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia. A Serena Energia conduz todo o processo documental e técnico, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

4. Adequação do sistema de medição

A instalação do sistema de medição de faturamento, com medição horária, é obrigatória. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos, sem custo adicional para o cliente.

5. Início da economia e gestão contínua

O prazo regulatório de migração é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A partir da primeira fatura após a conclusão da migração, a empresa passa a operar no mercado livre de energia. A Serena Energia representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) no modelo varejista e disponibiliza um consultor dedicado para acompanhamento contínuo. Migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia são oferecidas sem custo adicional exclusivamente para clientes sob a gestão da Serena Energia.

Painel da Serena Energia

Após a migração, gestores financeiros e de operações acompanham os resultados por meio do painel digital da Serena Energia, que apresenta indicadores em tempo quase real.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Esses dados alimentam diretamente o orçamento anual e os relatórios de ESG, o que reduz a carga administrativa sobre as equipes financeiras e de sustentabilidade.

Perguntas frequentes

Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?

Sim. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo. Não existe consumo mínimo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.

Quanto tempo leva a migração e quando começa a economia?

O processo regulatório leva seis meses, contados a partir da notificação formal à distribuidora local. Esse prazo é exigido por lei para o encerramento do contrato no mercado cativo. A economia começa na primeira fatura recebida após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, ao Preço de Liquidação das Diferenças, o PLD. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo e orientando ajustes quando necessário.

A migração representa algum risco para a continuidade operacional?

A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. Não há risco de interrupção no fornecimento decorrente da mudança de ambiente de contratação. A única alteração é de quem a empresa compra a energia e a que preço.

Como os I-RECs emitidos pela Serena Energia são utilizados nos relatórios de ESG?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente. Esse documento permite que a empresa declare consumo de eletricidade 100% renovável, zere as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade e atenda às exigências de investidores, clientes e órgãos certificadores.

Conclusão e próximos passos

Os benchmarks de 2025-2026 confirmam que o peso da energia elétrica no faturamento varia de forma expressiva por setor e perfil operacional. Em supermercados, o percentual gira em torno de 1,5%, segundo a ABRAS, e pode superar 20% dos custos operacionais em operações de alta refrigeração, também segundo a ABRAS. Na indústria geral, o percentual é variável e tende a ser mais elevado em segmentos eletrointensivos. Em escritórios corporativos europeus, a energia representa de 2% a 4% das despesas totais, segundo o Diário Imobiliário, conforme a intensidade de climatização e o regime de operação.

Para empresas do Grupo A, que consomem em média e alta tensão, a migração ao mercado livre de energia é uma alavanca de redução de OPEX com alto impacto e baixa exigência de capital. A CNI 2026 registrou redução na conta de luz para 73% das indústrias que migraram. A Serena Energia oferece economia de até 20% em relação ao mercado cativo, preço fixo em contrato de longo prazo, energia 100% renovável certificada por I-RECs e gestão completa do processo, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Com mais de 17 anos de história, 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia reúne a solidez de uma geradora de grande porte com a agilidade de uma plataforma digital de energia.

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