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Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos para geração remota na mesma titularidade

Um projeto de geração remota na mesma titularidade exige confirmação prévia de viabilidade técnica, documental e organizacional. As áreas financeira, de facilities e jurídica participam desde o início, cada uma com responsabilidades específicas.

Para confirmar a viabilidade técnica e documental, a empresa precisa reunir dois conjuntos de informações: documentação que comprove titularidade e histórico de consumo, e condições técnicas que definem se a transferência de créditos é possível.

Os documentos e informações habitualmente necessários incluem:

As condições técnicas e operacionais que impactam a viabilidade do projeto são:

Visão geral do processo em 5 etapas macro

O processo de geração remota na mesma titularidade segue cinco fases sequenciais. Cada fase tem um objetivo claro e depende da conclusão da anterior para avançar.

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  1. Diagnóstico e elegibilidade: levantamento do perfil de consumo de todas as unidades e confirmação de que estão na mesma área de concessão

  2. Projeto técnico e dimensionamento: elaboração do projeto de geração com capacidade adequada ao consumo agregado

  3. Solicitação de conexão e homologação: protocolo junto à distribuidora, instalação do sistema e vistoria técnica

  4. Registro das unidades beneficiárias: cadastro formal das unidades consumidoras que receberão os créditos junto à distribuidora

  5. Monitoramento e verificação: acompanhamento mensal das faturas para confirmar a correta aplicação dos créditos

A duração total do processo varia conforme a distribuidora e a complexidade do projeto. O prazo de análise e homologação pela distribuidora costuma ser o principal fator de extensão do cronograma. As seções seguintes detalham cada uma dessas cinco etapas, com objetivos, responsáveis e riscos específicos.

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Guia passo a passo

Etapa 1: diagnóstico de consumo e confirmação de elegibilidade

Objetivo: mapear o consumo de todas as unidades e confirmar que os requisitos básicos estão atendidos.

O responsável interno costuma ser o gerente de facilities ou o controller, com apoio do jurídico para validar a titularidade. As ações incluem coletar 12 meses de faturas de cada unidade, identificar a distribuidora responsável por cada endereço e confirmar que todas operam sob o mesmo CNPJ.

Risco: unidades atendidas por distribuidoras diferentes inviabilizam a transferência de créditos entre elas. Esse ponto precisa ser verificado antes de qualquer investimento em projeto técnico.

Etapa 2: dimensionamento e elaboração do projeto técnico

Objetivo: definir a capacidade do sistema de geração necessária para cobrir o consumo agregado das unidades beneficiárias.

O dimensionamento deve considerar o consumo histórico de todas as unidades, sazonalidades e planos de expansão. Quando a capacidade instalada é insuficiente, a compensação de créditos fica parcial e o resultado financeiro abaixo do esperado. O projeto técnico deve ser elaborado por profissional habilitado e seguir as especificações da distribuidora local.

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Dependência: o projeto técnico é o documento base para a solicitação de conexão. Erros nessa etapa atrasam todas as fases seguintes.

Etapa 3: solicitação de conexão e homologação junto à distribuidora

Objetivo: obter autorização formal da distribuidora para operar o sistema de geração remota.

O processo de homologação segue três etapas sequenciais. A empresa protocola o pedido de conexão, solicita a vistoria técnica após a instalação e realiza a substituição do medidor existente por um medidor bidirecional. Qualquer ajuste identificado na vistoria precisa ser corrigido antes da autorização final.

Ponto de atenção: alterações não autorizadas no sistema após a homologação podem comprometer o regime tarifário do projeto. Por isso, qualquer modificação futura deve seguir o procedimento formal junto à distribuidora.

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Etapa 4: cadastro das unidades beneficiárias

Objetivo: registrar formalmente junto à distribuidora quais unidades consumidoras receberão os créditos gerados.

A empresa deve submeter a lista de unidades participantes junto ao pedido de conexão, com a identificação de cada unidade consumidora e a proporção de créditos a ser alocada. O responsável interno costuma ser o jurídico, que confirma a titularidade de cada unidade e a documentação exigida pela distribuidora.

Checklist desta etapa:

Etapa 5: monitoramento e verificação de créditos

Objetivo: confirmar que os créditos estão sendo aplicados corretamente nas faturas de cada unidade beneficiária.

Após o início da operação, as faturas de cada unidade devem ser analisadas mensalmente para verificar se os créditos aparecem corretamente. Os créditos têm validade de 60 meses a partir da data de faturamento. Créditos não utilizados dentro desse prazo são perdidos sem compensação. Por isso, o monitoramento ativo é essencial para evitar desperdício.

Erros comuns e soluções

Os problemas mais frequentes em projetos de geração remota na mesma titularidade se concentram em algumas categorias recorrentes.

Planejamento insuficiente: iniciar o projeto sem confirmar que todas as unidades estão na mesma área de concessão é o erro mais comum e o mais custoso, porque investimentos em projeto técnico e equipamentos se tornam irrecuperáveis quando a transferência de créditos não é permitida. Por isso, a solução é realizar o diagnóstico de elegibilidade antes de qualquer compromisso financeiro.

Subdimensionamento do sistema: quando a capacidade instalada não é suficiente para cobrir o consumo agregado das unidades, a compensação é parcial e o resultado financeiro fica abaixo do esperado. Para evitar esse cenário, o dimensionamento deve considerar o consumo histórico completo e projeções de crescimento que assegurem capacidade suficiente ao longo da vida útil do sistema.

Documentação incompleta: a falta de documentos que comprovem a titularidade comum das unidades é uma das principais causas de atraso na homologação. O jurídico precisa participar desde o início para preparar toda a documentação necessária.

Falta de alinhamento entre áreas: projetos conduzidos apenas por facilities, sem participação do financeiro e do jurídico, frequentemente geram retrabalho. A recomendação é formar um grupo de trabalho multidisciplinar desde a etapa de diagnóstico.

Não monitorar o prazo de validade dos créditos: créditos não utilizados em 60 meses são perdidos. Empresas com consumo sazonal devem ajustar a alocação de créditos entre unidades para evitar desperdício.

Verificação de resultados

A confirmação de que o projeto está funcionando corretamente depende de evidências objetivas nas faturas e em indicadores monitorados de forma periódica.

Os indicadores financeiros recomendados são:

Os indicadores operacionais incluem:

A revisão deve ser mensal nos primeiros seis meses de operação e trimestral após a estabilização do sistema. Ferramentas de monitoramento remoto do sistema de geração permitem identificar quedas de desempenho antes que impactem os créditos disponíveis.

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Opções avançadas e próximos passos

Empresas com múltiplas unidades em regiões atendidas por distribuidoras diferentes não conseguem resolver toda a necessidade apenas com geração remota na mesma titularidade, porque a transferência de créditos fica restrita à área de concessão de uma única distribuidora. Nesses casos, o mercado livre de energia tende a ser a alternativa mais eficiente, pois permite contratar energia com preço acordado antecipadamente para todas as unidades do Grupo A em todo o Brasil, independentemente da distribuidora local.

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A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

No mercado livre de energia, a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A diferença é que a empresa passa a negociar preço, prazo e fonte de energia diretamente com uma comercializadora como a Serena Energia, reduzindo a exposição às bandeiras tarifárias e aos reajustes anuais do mercado regulado.

Para empresas com metas de sustentabilidade, o mercado livre de energia também permite contratar energia 100% renovável com emissão de Certificados de Energia Renovável (I-RECs), que comprovam de forma auditável a origem limpa da energia consumida, um ativo relevante para relatórios ESG e compromissos públicos de descarbonização.

Temas relacionados para aprofundamento incluem migração gerenciada para o mercado livre de energia, gestão de múltiplas unidades consumidoras no Grupo A e certificação de energia renovável para relatórios de sustentabilidade.

Perguntas frequentes

Quais empresas podem usar geração remota na mesma titularidade?

Qualquer empresa que possua duas ou mais unidades consumidoras registradas sob o mesmo CNPJ e atendidas pela mesma distribuidora pode adotar o modelo. Não há restrição por porte ou setor. Redes de varejo, indústrias com múltiplas plantas e empresas com sede e filiais na mesma região são exemplos comuns de aplicação.

O que acontece se as unidades estiverem em regiões atendidas por distribuidoras diferentes?

Nesse caso, a transferência de créditos entre as unidades não é permitida pelo modelo de geração remota na mesma titularidade. Cada unidade precisaria de um projeto independente dentro da sua própria área de concessão. Para empresas com unidades em múltiplas regiões, o mercado livre de energia costuma ser a alternativa mais prática, pois permite contratar energia para todas as unidades do Grupo A em todo o Brasil com um único contrato.

Quanto tempo os créditos de energia ficam disponíveis?

Os créditos gerados têm validade de 60 meses a partir da data de faturamento. Créditos não utilizados dentro desse prazo são perdidos sem compensação. Por isso, o monitoramento mensal do saldo e do prazo de vencimento é essencial, especialmente para empresas com consumo sazonal.

A geração remota e o mercado livre de energia são excludentes?

Essas duas estratégias podem ser complementares. Algumas empresas utilizam geração remota para unidades elegíveis dentro de uma mesma área de concessão e migram outras unidades para o mercado livre de energia. A escolha depende do perfil de consumo, da distribuição geográfica das unidades e dos objetivos financeiros e de sustentabilidade da empresa. Um consultor especializado pode ajudar a definir a combinação mais eficiente.

Quais são os principais custos envolvidos em um projeto de geração remota?

Os custos incluem o projeto técnico, os equipamentos de geração, a instalação, o medidor bidirecional e eventuais adequações identificadas na vistoria da distribuidora. Além disso, sistemas protocolados após 7 de janeiro de 2023 estão sujeitos aos encargos progressivos de Fio B mencionados anteriormente, o que deve ser considerado no cálculo de economia líquida do projeto. Esses encargos aumentam gradualmente nos próximos anos, o que torna relevante comparar esse modelo com as condições disponíveis no mercado livre de energia antes da decisão.

Conclusão

A geração remota de energia na mesma titularidade é uma alternativa concreta para empresas do Grupo A, atendidas em média e alta tensão, que buscam reduzir custos em múltiplas unidades sem instalar sistemas de geração em cada endereço. O modelo funciona quando todas as unidades estão na área de concessão da mesma distribuidora e compartilham o mesmo CNPJ.

O processo exige planejamento multidisciplinar, documentação adequada e monitoramento contínuo para que os créditos sejam aplicados corretamente e não expirem sem uso. Para empresas com unidades distribuídas em diferentes regiões do Brasil, o mercado livre de energia oferece uma rota direta para a previsibilidade de custos, com contratos de preço acordado antecipadamente e possibilidade de energia 100% renovável certificada.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para o cliente, assumindo todo o processo junto à distribuidora e à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia tem estrutura para atender empresas do Grupo A que buscam economia, previsibilidade e sustentabilidade.

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