Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A podem reduzir custos em múltiplas unidades ao gerar energia renovável em um único local e transferir créditos para outras unidades do mesmo CNPJ, desde que todas estejam na mesma área de concessão.
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Os pré-requisitos incluem faturas de 12 meses, comprovação de titularidade comum, homologação pela distribuidora e dimensionamento adequado para cobrir o consumo agregado das unidades.
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O processo segue cinco etapas principais: diagnóstico de consumo, projeto técnico, homologação, cadastro das unidades beneficiárias e monitoramento mensal dos créditos.
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Erros comuns como planejamento insuficiente, subdimensionamento do sistema e falta de documentação podem ser evitados com envolvimento multidisciplinar desde o início.
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Para empresas com unidades em diferentes regiões, o mercado livre de energia é uma alternativa mais flexível. Para avaliar a melhor solução, acesse a Serena Energia e fale com um consultor.
Pré-requisitos para geração remota na mesma titularidade
Um projeto de geração remota na mesma titularidade exige confirmação prévia de viabilidade técnica, documental e organizacional. As áreas financeira, de facilities e jurídica participam desde o início, cada uma com responsabilidades específicas.
Para confirmar a viabilidade técnica e documental, a empresa precisa reunir dois conjuntos de informações: documentação que comprove titularidade e histórico de consumo, e condições técnicas que definem se a transferência de créditos é possível.
Os documentos e informações habitualmente necessários incluem:
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Faturas recentes de todas as unidades consumidoras, com mínimo de 12 meses
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Dados de consumo mensal em kWh e demanda contratada por unidade
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CNPJ das unidades e comprovação de titularidade comum
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Planta ou endereço do local onde o sistema de geração será instalado
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Contrato social ou documentação jurídica que comprove o vínculo entre as unidades
As condições técnicas e operacionais que impactam a viabilidade do projeto são:
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Todas as unidades devem estar na área de concessão da mesma distribuidora, pois créditos não podem ser transferidos entre regiões atendidas por distribuidoras diferentes, mesmo que as unidades pertençam ao mesmo CNPJ
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O sistema de geração precisa ser homologado pela distribuidora e equipado com medidor bidirecional
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A capacidade instalada deve ser dimensionada para cobrir o consumo agregado das unidades beneficiárias, já que sistemas subdimensionados não geram créditos suficientes para compensação relevante
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Sistemas protocolados após 7 de janeiro de 2023 estão sujeitos a encargos progressivos de Fio B sobre a energia compensada, que chegam a 60% em 2026 conforme a Lei 14.300/2022, o que afeta o cálculo de economia líquida do projeto
Visão geral do processo em 5 etapas macro
O processo de geração remota na mesma titularidade segue cinco fases sequenciais. Cada fase tem um objetivo claro e depende da conclusão da anterior para avançar.

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Diagnóstico e elegibilidade: levantamento do perfil de consumo de todas as unidades e confirmação de que estão na mesma área de concessão
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Projeto técnico e dimensionamento: elaboração do projeto de geração com capacidade adequada ao consumo agregado
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Solicitação de conexão e homologação: protocolo junto à distribuidora, instalação do sistema e vistoria técnica
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Registro das unidades beneficiárias: cadastro formal das unidades consumidoras que receberão os créditos junto à distribuidora
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Monitoramento e verificação: acompanhamento mensal das faturas para confirmar a correta aplicação dos créditos
A duração total do processo varia conforme a distribuidora e a complexidade do projeto. O prazo de análise e homologação pela distribuidora costuma ser o principal fator de extensão do cronograma. As seções seguintes detalham cada uma dessas cinco etapas, com objetivos, responsáveis e riscos específicos.
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Guia passo a passo
Etapa 1: diagnóstico de consumo e confirmação de elegibilidade
Objetivo: mapear o consumo de todas as unidades e confirmar que os requisitos básicos estão atendidos.
O responsável interno costuma ser o gerente de facilities ou o controller, com apoio do jurídico para validar a titularidade. As ações incluem coletar 12 meses de faturas de cada unidade, identificar a distribuidora responsável por cada endereço e confirmar que todas operam sob o mesmo CNPJ.
Risco: unidades atendidas por distribuidoras diferentes inviabilizam a transferência de créditos entre elas. Esse ponto precisa ser verificado antes de qualquer investimento em projeto técnico.
Etapa 2: dimensionamento e elaboração do projeto técnico
Objetivo: definir a capacidade do sistema de geração necessária para cobrir o consumo agregado das unidades beneficiárias.
O dimensionamento deve considerar o consumo histórico de todas as unidades, sazonalidades e planos de expansão. Quando a capacidade instalada é insuficiente, a compensação de créditos fica parcial e o resultado financeiro abaixo do esperado. O projeto técnico deve ser elaborado por profissional habilitado e seguir as especificações da distribuidora local.

Dependência: o projeto técnico é o documento base para a solicitação de conexão. Erros nessa etapa atrasam todas as fases seguintes.
Etapa 3: solicitação de conexão e homologação junto à distribuidora
Objetivo: obter autorização formal da distribuidora para operar o sistema de geração remota.
O processo de homologação segue três etapas sequenciais. A empresa protocola o pedido de conexão, solicita a vistoria técnica após a instalação e realiza a substituição do medidor existente por um medidor bidirecional. Qualquer ajuste identificado na vistoria precisa ser corrigido antes da autorização final.
Ponto de atenção: alterações não autorizadas no sistema após a homologação podem comprometer o regime tarifário do projeto. Por isso, qualquer modificação futura deve seguir o procedimento formal junto à distribuidora.
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Etapa 4: cadastro das unidades beneficiárias
Objetivo: registrar formalmente junto à distribuidora quais unidades consumidoras receberão os créditos gerados.
A empresa deve submeter a lista de unidades participantes junto ao pedido de conexão, com a identificação de cada unidade consumidora e a proporção de créditos a ser alocada. O responsável interno costuma ser o jurídico, que confirma a titularidade de cada unidade e a documentação exigida pela distribuidora.
Checklist desta etapa:
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CNPJ e número de instalação de cada unidade beneficiária
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Percentual de créditos a ser alocado por unidade
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Documentação comprobatória de titularidade comum
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Confirmação de que todas as unidades estão na mesma área de concessão
Etapa 5: monitoramento e verificação de créditos
Objetivo: confirmar que os créditos estão sendo aplicados corretamente nas faturas de cada unidade beneficiária.
Após o início da operação, as faturas de cada unidade devem ser analisadas mensalmente para verificar se os créditos aparecem corretamente. Os créditos têm validade de 60 meses a partir da data de faturamento. Créditos não utilizados dentro desse prazo são perdidos sem compensação. Por isso, o monitoramento ativo é essencial para evitar desperdício.
Erros comuns e soluções
Os problemas mais frequentes em projetos de geração remota na mesma titularidade se concentram em algumas categorias recorrentes.
Planejamento insuficiente: iniciar o projeto sem confirmar que todas as unidades estão na mesma área de concessão é o erro mais comum e o mais custoso, porque investimentos em projeto técnico e equipamentos se tornam irrecuperáveis quando a transferência de créditos não é permitida. Por isso, a solução é realizar o diagnóstico de elegibilidade antes de qualquer compromisso financeiro.
Subdimensionamento do sistema: quando a capacidade instalada não é suficiente para cobrir o consumo agregado das unidades, a compensação é parcial e o resultado financeiro fica abaixo do esperado. Para evitar esse cenário, o dimensionamento deve considerar o consumo histórico completo e projeções de crescimento que assegurem capacidade suficiente ao longo da vida útil do sistema.
Documentação incompleta: a falta de documentos que comprovem a titularidade comum das unidades é uma das principais causas de atraso na homologação. O jurídico precisa participar desde o início para preparar toda a documentação necessária.
Falta de alinhamento entre áreas: projetos conduzidos apenas por facilities, sem participação do financeiro e do jurídico, frequentemente geram retrabalho. A recomendação é formar um grupo de trabalho multidisciplinar desde a etapa de diagnóstico.
Não monitorar o prazo de validade dos créditos: créditos não utilizados em 60 meses são perdidos. Empresas com consumo sazonal devem ajustar a alocação de créditos entre unidades para evitar desperdício.
Verificação de resultados
A confirmação de que o projeto está funcionando corretamente depende de evidências objetivas nas faturas e em indicadores monitorados de forma periódica.
Os indicadores financeiros recomendados são:
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Valor de créditos aplicados por unidade a cada mês
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Redução efetiva na fatura de cada unidade beneficiária em comparação ao período anterior ao projeto
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Saldo de créditos acumulados e prazo de vencimento
Os indicadores operacionais incluem:
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Geração mensal do sistema em kWh em relação ao consumo agregado das unidades
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Taxa de aproveitamento dos créditos gerados, medida por créditos aplicados sobre créditos gerados
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Ocorrências de ajustes ou inconsistências nas faturas da distribuidora
A revisão deve ser mensal nos primeiros seis meses de operação e trimestral após a estabilização do sistema. Ferramentas de monitoramento remoto do sistema de geração permitem identificar quedas de desempenho antes que impactem os créditos disponíveis.
Converse com a Serena Energia para avaliar se o mercado livre de energia oferece previsibilidade e economia mais adequadas ao perfil do seu Grupo A.
Opções avançadas e próximos passos
Empresas com múltiplas unidades em regiões atendidas por distribuidoras diferentes não conseguem resolver toda a necessidade apenas com geração remota na mesma titularidade, porque a transferência de créditos fica restrita à área de concessão de uma única distribuidora. Nesses casos, o mercado livre de energia tende a ser a alternativa mais eficiente, pois permite contratar energia com preço acordado antecipadamente para todas as unidades do Grupo A em todo o Brasil, independentemente da distribuidora local.

No mercado livre de energia, a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A diferença é que a empresa passa a negociar preço, prazo e fonte de energia diretamente com uma comercializadora como a Serena Energia, reduzindo a exposição às bandeiras tarifárias e aos reajustes anuais do mercado regulado.
Para empresas com metas de sustentabilidade, o mercado livre de energia também permite contratar energia 100% renovável com emissão de Certificados de Energia Renovável (I-RECs), que comprovam de forma auditável a origem limpa da energia consumida, um ativo relevante para relatórios ESG e compromissos públicos de descarbonização.
Temas relacionados para aprofundamento incluem migração gerenciada para o mercado livre de energia, gestão de múltiplas unidades consumidoras no Grupo A e certificação de energia renovável para relatórios de sustentabilidade.
Perguntas frequentes
Quais empresas podem usar geração remota na mesma titularidade?
Qualquer empresa que possua duas ou mais unidades consumidoras registradas sob o mesmo CNPJ e atendidas pela mesma distribuidora pode adotar o modelo. Não há restrição por porte ou setor. Redes de varejo, indústrias com múltiplas plantas e empresas com sede e filiais na mesma região são exemplos comuns de aplicação.
O que acontece se as unidades estiverem em regiões atendidas por distribuidoras diferentes?
Nesse caso, a transferência de créditos entre as unidades não é permitida pelo modelo de geração remota na mesma titularidade. Cada unidade precisaria de um projeto independente dentro da sua própria área de concessão. Para empresas com unidades em múltiplas regiões, o mercado livre de energia costuma ser a alternativa mais prática, pois permite contratar energia para todas as unidades do Grupo A em todo o Brasil com um único contrato.
Quanto tempo os créditos de energia ficam disponíveis?
Os créditos gerados têm validade de 60 meses a partir da data de faturamento. Créditos não utilizados dentro desse prazo são perdidos sem compensação. Por isso, o monitoramento mensal do saldo e do prazo de vencimento é essencial, especialmente para empresas com consumo sazonal.
A geração remota e o mercado livre de energia são excludentes?
Essas duas estratégias podem ser complementares. Algumas empresas utilizam geração remota para unidades elegíveis dentro de uma mesma área de concessão e migram outras unidades para o mercado livre de energia. A escolha depende do perfil de consumo, da distribuição geográfica das unidades e dos objetivos financeiros e de sustentabilidade da empresa. Um consultor especializado pode ajudar a definir a combinação mais eficiente.
Quais são os principais custos envolvidos em um projeto de geração remota?
Os custos incluem o projeto técnico, os equipamentos de geração, a instalação, o medidor bidirecional e eventuais adequações identificadas na vistoria da distribuidora. Além disso, sistemas protocolados após 7 de janeiro de 2023 estão sujeitos aos encargos progressivos de Fio B mencionados anteriormente, o que deve ser considerado no cálculo de economia líquida do projeto. Esses encargos aumentam gradualmente nos próximos anos, o que torna relevante comparar esse modelo com as condições disponíveis no mercado livre de energia antes da decisão.
Conclusão
A geração remota de energia na mesma titularidade é uma alternativa concreta para empresas do Grupo A, atendidas em média e alta tensão, que buscam reduzir custos em múltiplas unidades sem instalar sistemas de geração em cada endereço. O modelo funciona quando todas as unidades estão na área de concessão da mesma distribuidora e compartilham o mesmo CNPJ.
O processo exige planejamento multidisciplinar, documentação adequada e monitoramento contínuo para que os créditos sejam aplicados corretamente e não expirem sem uso. Para empresas com unidades distribuídas em diferentes regiões do Brasil, o mercado livre de energia oferece uma rota direta para a previsibilidade de custos, com contratos de preço acordado antecipadamente e possibilidade de energia 100% renovável certificada.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para o cliente, assumindo todo o processo junto à distribuidora e à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). Com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia tem estrutura para atender empresas do Grupo A que buscam economia, previsibilidade e sustentabilidade.
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