Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Despesas fixas são custos recorrentes que permanecem estáveis independentemente do volume de produção ou vendas da empresa.
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Aluguel, salários administrativos, seguros, licenças de software e a parcela de demanda contratada da energia elétrica são exemplos frequentes de despesas fixas.
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A energia elétrica no mercado cativo é um custo híbrido, com componente fixo de demanda contratada e componente variável de consumo, sujeito a reajustes anuais e bandeiras tarifárias.
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Migrar para o mercado livre de energia permite transformar esse custo instável em uma linha orçamentária estável com preço definido por 3 a 5 anos.
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Para transformar a conta de energia em um custo previsível e 100% renovável, fale com a Serena Energia.
5 exemplos de despesas fixas
As cinco categorias abaixo aparecem com frequência nas demonstrações de resultado de empresas de médio e grande porte no Brasil.
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Aluguel de imóveis e instalações: valor contratual fixo, pago mensalmente, independentemente do nível de ocupação ou produção.
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Salários e encargos da equipe administrativa: folha de pagamento de funções de suporte, como financeiro, jurídico e RH, que não varia com o volume produzido.
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Seguros corporativos: apólices de responsabilidade civil, patrimonial e de vida em grupo com prêmios definidos em contrato por período determinado.
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Licenças de software e sistemas de gestão ERP ou CRM: contratos recorrentes com valor mensal ou anual acordado previamente.
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Energia elétrica, componente de demanda contratada: empresas do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, pagam uma parcela fixa referente à demanda contratada junto à distribuidora, além da parcela variável de consumo. Essa estrutura torna a conta de energia um custo híbrido com componente fixo relevante e sujeito a reajustes tarifários periódicos.
Diferença entre despesas fixas e variáveis
A distinção fundamental está no comportamento do custo em relação à atividade. Despesas fixas permanecem constantes. Despesas variáveis crescem ou reduzem de forma proporcional à produção ou às vendas.
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Critério |
Despesa fixa |
Despesa variável |
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Comportamento |
Constante independentemente do volume |
Proporcional ao volume produzido ou vendido |
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Exemplos típicos |
Aluguel, salários administrativos, seguros |
Matéria-prima, comissões de vendas, frete |
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Impacto no orçamento |
Previsível em valor absoluto |
Previsível em percentual da receita |
Equipes financeiras brasileiras recomendam classificar cada despesa em duas dimensões simultâneas. A primeira é a natureza do gasto, como administrativo, comercial ou financeiro. A segunda é o comportamento, fixo ou variável. Essa dupla classificação permite análises de ponto de equilíbrio mais precisas e metas de redução de custos por categoria.
Utilitários como energia elétrica formam um grupo de custos híbridos. Eles possuem uma parcela fixa de demanda contratada e uma parcela variável que cresce com a atividade produtiva. Para empresas do Grupo A, essa dualidade tem impacto direto no planejamento orçamentário.
Quanto custa um funcionário?
O custo total de um colaborador inclui mais do que o salário bruto. Encargos trabalhistas e previdenciários, como FGTS, INSS patronal, férias proporcionais, 13º salário e provisões de rescisão, acrescentam uma camada de custo fixo relevante à folha.
A recomendação para equipes financeiras é mapear o custo total por colaborador, incluindo benefícios como plano de saúde, vale-refeição e vale-transporte. Esse mapeamento permite enxergar com clareza o peso da folha no OPEX. A partir dessa visão, a empresa consegue tomar decisões mais embasadas sobre dimensionamento de equipe e automação de processos.
Energia, a maior despesa fixa com comportamento instável
No mercado cativo, empresas do Grupo A estão sujeitas a tarifas definidas pela ANEEL, com reajustes anuais e aplicação de bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2, que elevam o custo da energia em períodos de escassez hídrica. Em 2026, tarifas comerciais no Brasil já superam R$ 1,00/kWh em diversas distribuidoras, com projeções de reajustes anuais acima da inflação.

Essa instabilidade tem origem estrutural. O desconto tarifário aprovado pela ANEEL em maio de 2026 para 22 distribuidoras é de 4,51% em média e se aplica apenas a consumidores cativos. Sem esse ajuste pontual, a tarifa de uma das distribuidoras contempladas teria subido mais de 20%. Esse tipo de oscilação torna qualquer previsão orçamentária de longo prazo um exercício de incerteza para quem permanece no mercado cativo.
No mercado livre de energia, a lógica muda. Contratos bilaterais de longo prazo, em geral de 3 a 5 anos, estabelecem um preço acordado antecipadamente. Independentemente das bandeiras tarifárias ou dos reajustes da distribuidora, o custo da energia contratada permanece o mesmo ao longo do período. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e a empresa passa a definir de quem compra a energia e a que preço.

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Como a Serena Energia transforma sua maior despesa fixa
A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado livre de energia, a empresa atua majoritariamente com energia renovável e oferece contratos de longo prazo com preço fixo e energia 100% renovável.

Para CFOs, controllers e gerentes financeiros de empresas do Grupo A, os principais diferenciais práticos são três.
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Previsibilidade orçamentária: o preço da energia é acordado no contrato e não sofre impacto de bandeiras tarifárias durante a vigência.
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Migração gerenciada sem custo adicional: a Serena Energia conduz todo o processo burocrático, da notificação à distribuidora até o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), sem cobrar por esse serviço de clientes sob sua gestão.
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Certificação I-REC: para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um Certificado de Energia Renovável, I-REC, documento rastreável e reconhecido globalmente que comprova o consumo de energia limpa e apoia relatórios ESG e metas de redução de emissões de Escopo 2.
Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam a solução da Serena Energia. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.
Veja como estruturar contratos de energia que apoiem seu planejamento financeiro de longo prazo.
Síntese e próximos passos práticos
Despesas fixas formam a base do planejamento orçamentário de qualquer empresa. Classificar corretamente essas despesas, separando o que é genuinamente fixo do que é híbrido ou variável, é o primeiro passo para identificar onde existe espaço para redução de custos. O processo recomendado envolve levantar os últimos 12 meses de despesas, categorizar cada item por natureza e comportamento e estabelecer metas de controle por categoria.
Energia elétrica merece atenção especial nesse exercício. Para empresas do Grupo A, a conta combina uma parcela fixa de demanda contratada com uma parcela variável de consumo, e ambas sofrem reajustes no mercado cativo. Migrar para o mercado livre de energia é uma forma direta de converter esse custo híbrido e instável em uma linha orçamentária estável.
O passo a passo sugerido para equipes financeiras é o seguinte.
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Mapear todas as despesas fixas e híbridas dos últimos 12 meses.
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Identificar quais itens têm componente de reajuste externo fora do controle da empresa.
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Priorizar energia elétrica como candidata à reclassificação por meio de contrato de longo prazo no mercado livre de energia.
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Solicitar um estudo de viabilidade para projetar a economia e o impacto no P&L.
Inicie o estudo de viabilidade para a sua empresa.
Perguntas frequentes
O que diferencia uma despesa fixa de uma despesa variável na prática?
Uma despesa fixa permanece constante independentemente do volume de produção ou vendas da empresa. Aluguel, salários administrativos e seguros são exemplos típicos. Uma despesa variável cresce de forma proporcional à atividade, como matéria-prima, comissões de vendas e frete, que aumentam quando a empresa produz ou vende mais. Alguns custos, como energia elétrica para empresas do Grupo A, são híbridos, com uma parcela fixa de demanda contratada e uma parcela variável de consumo efetivo.
Por que a energia elétrica é considerada uma despesa fixa difícil de prever no mercado cativo?
No mercado cativo, as tarifas são definidas externamente e sofrem reajustes anuais, além da aplicação de bandeiras tarifárias que variam conforme a situação dos reservatórios hídricos do país. Mesmo que o consumo da empresa permaneça constante, o valor da fatura pode mudar de um mês para o outro por fatores fora do controle do gestor financeiro. Essa estrutura dificulta o planejamento orçamentário de médio e longo prazo.
Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?
Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia, sem exigência de consumo mínimo para esse grupo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente e conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão, da notificação à distribuidora até o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
O que é o I-REC e por que ele importa para o balanço de sustentabilidade da empresa?
O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado digital rastreável que comprova que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Esse certificado é reconhecido globalmente e permite que a empresa declare formalmente que seu consumo de eletricidade é 100% renovável. Para equipes de ESG e relatórios de sustentabilidade, o I-REC é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 provenientes do consumo de energia elétrica.
Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?
O processo regulatório leva seis meses, prazo determinado pelo aviso prévio exigido para encerramento do contrato com a distribuidora. Durante esse período, a Serena Energia cuida de todas as etapas burocráticas, como documentação técnica, jurídica e financeira, adequação do sistema de medição e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), sem custo adicional para o cliente. Após a conclusão, a empresa passa a pagar o preço acordado em contrato e conta com um consultor dedicado para acompanhamento contínuo.