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Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

5 exemplos de despesas fixas

As cinco categorias abaixo aparecem com frequência nas demonstrações de resultado de empresas de médio e grande porte no Brasil.

  1. Aluguel de imóveis e instalações: valor contratual fixo, pago mensalmente, independentemente do nível de ocupação ou produção.

  2. Salários e encargos da equipe administrativa: folha de pagamento de funções de suporte, como financeiro, jurídico e RH, que não varia com o volume produzido.

  3. Seguros corporativos: apólices de responsabilidade civil, patrimonial e de vida em grupo com prêmios definidos em contrato por período determinado.

  4. Licenças de software e sistemas de gestão ERP ou CRM: contratos recorrentes com valor mensal ou anual acordado previamente.

  5. Energia elétrica, componente de demanda contratada: empresas do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, pagam uma parcela fixa referente à demanda contratada junto à distribuidora, além da parcela variável de consumo. Essa estrutura torna a conta de energia um custo híbrido com componente fixo relevante e sujeito a reajustes tarifários periódicos.

Diferença entre despesas fixas e variáveis

A distinção fundamental está no comportamento do custo em relação à atividade. Despesas fixas permanecem constantes. Despesas variáveis crescem ou reduzem de forma proporcional à produção ou às vendas.

Critério

Despesa fixa

Despesa variável

Comportamento

Constante independentemente do volume

Proporcional ao volume produzido ou vendido

Exemplos típicos

Aluguel, salários administrativos, seguros

Matéria-prima, comissões de vendas, frete

Impacto no orçamento

Previsível em valor absoluto

Previsível em percentual da receita

Equipes financeiras brasileiras recomendam classificar cada despesa em duas dimensões simultâneas. A primeira é a natureza do gasto, como administrativo, comercial ou financeiro. A segunda é o comportamento, fixo ou variável. Essa dupla classificação permite análises de ponto de equilíbrio mais precisas e metas de redução de custos por categoria.

Utilitários como energia elétrica formam um grupo de custos híbridos. Eles possuem uma parcela fixa de demanda contratada e uma parcela variável que cresce com a atividade produtiva. Para empresas do Grupo A, essa dualidade tem impacto direto no planejamento orçamentário.

Quanto custa um funcionário?

O custo total de um colaborador inclui mais do que o salário bruto. Encargos trabalhistas e previdenciários, como FGTS, INSS patronal, férias proporcionais, 13º salário e provisões de rescisão, acrescentam uma camada de custo fixo relevante à folha.

A recomendação para equipes financeiras é mapear o custo total por colaborador, incluindo benefícios como plano de saúde, vale-refeição e vale-transporte. Esse mapeamento permite enxergar com clareza o peso da folha no OPEX. A partir dessa visão, a empresa consegue tomar decisões mais embasadas sobre dimensionamento de equipe e automação de processos.

Energia, a maior despesa fixa com comportamento instável

No mercado cativo, empresas do Grupo A estão sujeitas a tarifas definidas pela ANEEL, com reajustes anuais e aplicação de bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2, que elevam o custo da energia em períodos de escassez hídrica. Em 2026, tarifas comerciais no Brasil já superam R$ 1,00/kWh em diversas distribuidoras, com projeções de reajustes anuais acima da inflação.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Essa instabilidade tem origem estrutural. O desconto tarifário aprovado pela ANEEL em maio de 2026 para 22 distribuidoras é de 4,51% em média e se aplica apenas a consumidores cativos. Sem esse ajuste pontual, a tarifa de uma das distribuidoras contempladas teria subido mais de 20%. Esse tipo de oscilação torna qualquer previsão orçamentária de longo prazo um exercício de incerteza para quem permanece no mercado cativo.

No mercado livre de energia, a lógica muda. Contratos bilaterais de longo prazo, em geral de 3 a 5 anos, estabelecem um preço acordado antecipadamente. Independentemente das bandeiras tarifárias ou dos reajustes da distribuidora, o custo da energia contratada permanece o mesmo ao longo do período. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e a empresa passa a definir de quem compra a energia e a que preço.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Descubra como transformar sua conta de energia em uma linha de custo previsível.

Como a Serena Energia transforma sua maior despesa fixa

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos. No mercado livre de energia, a empresa atua majoritariamente com energia renovável e oferece contratos de longo prazo com preço fixo e energia 100% renovável.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Para CFOs, controllers e gerentes financeiros de empresas do Grupo A, os principais diferenciais práticos são três.

Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam a solução da Serena Energia. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Veja como estruturar contratos de energia que apoiem seu planejamento financeiro de longo prazo.

Síntese e próximos passos práticos

Despesas fixas formam a base do planejamento orçamentário de qualquer empresa. Classificar corretamente essas despesas, separando o que é genuinamente fixo do que é híbrido ou variável, é o primeiro passo para identificar onde existe espaço para redução de custos. O processo recomendado envolve levantar os últimos 12 meses de despesas, categorizar cada item por natureza e comportamento e estabelecer metas de controle por categoria.

Energia elétrica merece atenção especial nesse exercício. Para empresas do Grupo A, a conta combina uma parcela fixa de demanda contratada com uma parcela variável de consumo, e ambas sofrem reajustes no mercado cativo. Migrar para o mercado livre de energia é uma forma direta de converter esse custo híbrido e instável em uma linha orçamentária estável.

O passo a passo sugerido para equipes financeiras é o seguinte.

  1. Mapear todas as despesas fixas e híbridas dos últimos 12 meses.

  2. Identificar quais itens têm componente de reajuste externo fora do controle da empresa.

  3. Priorizar energia elétrica como candidata à reclassificação por meio de contrato de longo prazo no mercado livre de energia.

  4. Solicitar um estudo de viabilidade para projetar a economia e o impacto no P&L.

Inicie o estudo de viabilidade para a sua empresa.

Perguntas frequentes

O que diferencia uma despesa fixa de uma despesa variável na prática?

Uma despesa fixa permanece constante independentemente do volume de produção ou vendas da empresa. Aluguel, salários administrativos e seguros são exemplos típicos. Uma despesa variável cresce de forma proporcional à atividade, como matéria-prima, comissões de vendas e frete, que aumentam quando a empresa produz ou vende mais. Alguns custos, como energia elétrica para empresas do Grupo A, são híbridos, com uma parcela fixa de demanda contratada e uma parcela variável de consumo efetivo.

Por que a energia elétrica é considerada uma despesa fixa difícil de prever no mercado cativo?

No mercado cativo, as tarifas são definidas externamente e sofrem reajustes anuais, além da aplicação de bandeiras tarifárias que variam conforme a situação dos reservatórios hídricos do país. Mesmo que o consumo da empresa permaneça constante, o valor da fatura pode mudar de um mês para o outro por fatores fora do controle do gestor financeiro. Essa estrutura dificulta o planejamento orçamentário de médio e longo prazo.

Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia, sem exigência de consumo mínimo para esse grupo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente e conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão, da notificação à distribuidora até o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

O que é o I-REC e por que ele importa para o balanço de sustentabilidade da empresa?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado digital rastreável que comprova que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Esse certificado é reconhecido globalmente e permite que a empresa declare formalmente que seu consumo de eletricidade é 100% renovável. Para equipes de ESG e relatórios de sustentabilidade, o I-REC é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 provenientes do consumo de energia elétrica.

Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?

O processo regulatório leva seis meses, prazo determinado pelo aviso prévio exigido para encerramento do contrato com a distribuidora. Durante esse período, a Serena Energia cuida de todas as etapas burocráticas, como documentação técnica, jurídica e financeira, adequação do sistema de medição e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), sem custo adicional para o cliente. Após a conclusão, a empresa passa a pagar o preço acordado em contrato e conta com um consultor dedicado para acompanhamento contínuo.

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