Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 6 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
-
O peso da energia no OPEX varia de 10% a 20% em setores intensivos como metalurgia, mineração e supermercados, conforme dados do BEN 2025 e reajustes da ANEEL em 2026.
-
Reajustes tarifários de até 20,51% na distribuição e bandeiras vermelhas podem elevar a conta em até 9,5% adicionais, o que torna o planejamento financeiro mais complexo.
-
ICMS de até 18% e diferenças de até 90% entre tarifas estaduais ampliam a disparidade de custos entre empresas do mesmo setor em estados distintos.
-
PMEs com conta a partir de R$ 500/mês já são elegíveis para geração distribuída compartilhada, com potencial de redução de até 20% sem investimento inicial.
-
A Serena Energia oferece economia relevante na conta de luz, com contratação 100% digital e zero obra. Simule seu desconto em menos de 1 minuto.
Tabela mestre: peso da energia no OPEX por setor (EPE 2025 / ANEEL 2026)
Atualizado em agosto/2026. Fontes: EPE, Balanço Energético Nacional 2025, Relatório Síntese BEN 2026, EDP Soluções, maio/2026, Sebrae Energia, Canal Solar / ANEEL 2026, ABRAS, 2021.
|
Setor |
% da energia no OPEX (referência EPE/Sebrae) |
Consumo médio estimado kWh/mês (faixa PME) |
Variação tarifária estadual 2026 (ANEEL) |
Impacto no fluxo de caixa |
|---|---|---|---|---|
|
Metalurgia e siderurgia |
10%–20% |
50.000–200.000 |
Alta volatilidade, bandeiras tarifárias podem ampliar o custo em até 9,5% adicionais |
|
|
Mineração |
12%–18% |
30.000–150.000 |
Custo de energia funciona como insumo direto de produção, com alta exposição a reajustes |
|
|
Química e petroquímica |
Alta |
20.000–100.000 |
Processos contínuos impedem corte de carga, o que mantém o custo fixo elevado |
|
|
Papel e celulose |
Média-alta |
15.000–80.000 |
Consumo intensivo em vapor e motores, com impacto direto no custo do produto |
|
|
Alimentos e bebidas |
Média |
5.000–40.000 |
Refrigeração e fornos operam 24 horas, o que gera conta mensal previsível, porém crescente |
|
|
Supermercados e hipermercados |
8.000–50.000 |
Refrigeração e climatização respondem por mais de 60% do consumo |
||
|
Serviços de lavanderia |
Alta |
2.000–10.000 |
||
|
Comércio varejista (geral) |
Baixa a média |
500–5.000 |
Iluminação e climatização dominam, e reajustes acima da inflação comprimem a margem |
|
|
Serviços (escritórios, saúde, educação) |
Baixa |
500–3.000 |
Peso menor, mas reajustes anuais acima do IPCA reduzem a previsibilidade do planejamento financeiro |
|
|
Agronegócio (agroindustrial) |
Média |
3.000–30.000 |
Irrigação e câmaras frias elevam o consumo em safra, com exposição sazonal alta |
Quais fatores explicam a variação de custos de energia entre setores e estados?
O custo final da energia elétrica para uma PME resulta da combinação de quatro elementos principais.
-
Bandeira tarifária: o sistema de bandeiras da ANEEL adiciona encargos à tarifa base conforme o nível dos reservatórios. Na bandeira vermelha patamar 2, o acréscimo é de R$ 7,877 por 100 kWh consumidos, o que impacta diretamente o OPEX de setores com consumo contínuo.
-
Tarifa da distribuidora local: os reajustes tarifários aprovados em 2026 ficaram, em sua maioria, acima da inflação projetada de 5,1%. A Copel (PR) registrou +20,51% e a CPFL Paulista (SP) +12,13%, enquanto a Neoenergia Pernambuco ficou em +4,25%. O mesmo volume de consumo gera contas muito diferentes dependendo do estado.
-
Carga tributária: o ICMS sobre energia elétrica é limitado a 17% ou 18% entre os estados, conforme a Lei Complementar 194/22, e a carga tributária total pode representar de 40% a 50% da fatura final. Estados do Norte e Nordeste combinam tarifas de distribuição mais altas com ICMS elevado.
-
Spread tarifário entre estados: segundo dados da ANEEL, a TE (Tarifa de Energia) para clientes do Grupo A varia entre as distribuidoras, com diferença de até 90% entre o menor e o maior valor. Para PMEs em baixa tensão, as tarifas efetivas também variam de acordo com a distribuidora e o estado.
Quando esses quatro fatores se combinam, o impacto no fluxo de caixa muda de forma relevante entre regiões. O resultado prático é que uma PME do setor de alimentos em Fortaleza, atendida pela Enel CE com reajuste de +5,78% em 2026, enfrenta uma pressão tarifária diferente da concorrente em Curitiba, atendida pela Copel com +20,51%. O planejamento financeiro sem esse dado de referência fica impreciso.

O que isso significa para sua empresa?
O gestor precisa conhecer o peso real da energia no orçamento antes de escolher qualquer solução. As quatro perguntas abaixo permitem calcular esse peso no OPEX do negócio:
-
Qual é o valor médio da sua conta de luz nos últimos 12 meses? Some os 12 valores e divida por 12 para obter a média mensal. Esse número será a base do cálculo.
-
Qual é o seu custo operacional total mensal? Some todas as despesas fixas e variáveis necessárias para manter o negócio funcionando, como aluguel, folha, insumos, energia, água e fornecedores. Com esse total em mãos, você consegue medir o peso relativo da energia.
-
Divida o valor médio da conta de luz pelo custo operacional total e multiplique por 100. O resultado é o percentual da energia no seu OPEX. Compare com a tabela acima para saber se você está acima ou abaixo da média do seu setor. Se o percentual estiver acima da média, a próxima pergunta indica se já é possível agir.
-
Sua conta de luz é igual ou superior a R$ 500/mês? Se a resposta for sim, sua empresa já se enquadra no perfil elegível para contratar créditos de energia limpa em geração distribuída compartilhada.
Simule seu desconto em menos de 1 minuto e veja quanto sua empresa pode economizar.
Quais caminhos existem para reduzir o peso da energia no OPEX?
As PMEs contam com três estratégias principais para reduzir o custo de energia. A tabela abaixo compara essas opções de forma objetiva.
|
Estratégia |
Investimento inicial próprio (CAPEX) |
Prazo até a primeira economia |
Complexidade operacional |
|---|---|---|---|
|
Reduzir consumo com eficiência energética, como troca de equipamentos e automação |
Variável, podendo chegar a dezenas de milhares de reais |
Meses a anos, dependendo do investimento |
Alta, pois exige diagnóstico, obra, treinamento de equipe e manutenção contínua |
|
Instalar painéis solares próprios |
Dezenas de milhares de reais, com retorno em anos |
Meses, após obra e homologação |
Alta, com obra no imóvel, possível interrupção da operação e necessidade de manutenção e limpeza periódica |
|
Contratar créditos de geração distribuída compartilhada, no modelo da Serena Energia |
Zero investimento inicial próprio |
Economia recorrente após o período de conexão, que pode levar até 90 dias |
Baixa, com contratação 100% digital, zero obra e zero manutenção |
Essas três estratégias podem ser combinadas ao longo do tempo. Para a maioria das PMEs, a contratação de créditos de geração distribuída funciona como ponto de partida eficiente, pois libera caixa sem imobilizar capital que poderia ser reinvestido no negócio.
Por que a Serena Energia é uma das soluções mais rápidas para PMEs?
A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história. Suas fazendas solares ficam em regiões com irradiação acima da média, e os créditos de energia limpa gerados são injetados na rede das distribuidoras locais. O resultado aparece diretamente na conta de luz do cliente, sem alteração na qualidade do fornecimento.

A geração distribuída da Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros: SP (interior, área de concessão da CPFL Paulista), GO, MG, MT, BA, PI, PA, MA, PE, CE e RJ (interior).

Os principais diferenciais para PMEs são:
-
Economia recorrente na conta de luz, com descontos descritos nas seções anteriores que passam a aparecer após o período de conexão.
-
Zero investimento inicial próprio: nenhuma placa, nenhuma obra e nenhum equipamento.
-
Contratação 100% digital em menos de 10 minutos, com envio de documentos online.
-
Fatura única: a Serena Energia consolida os custos da distribuidora e da geração em uma só fatura, o que elimina a gestão de dois boletos.
-
Portal do cliente: acompanhamento de consumo, economia e histórico de faturas de todas as unidades em um só lugar.
-
Solidez comprovada: carteira com clientes como Cargill e Heineken e parceiros de indicação como Eurofarma, PicPay, Vibra Energia e Visa.
Simule seu desconto em menos de 1 minuto e descubra quanto sua empresa pode economizar.
Perguntas frequentes sobre benchmark de energia por setor
Qual setor gasta mais energia no Brasil?
Os setores com maior consumo de eletricidade no Brasil são metalurgia, mineração e química e petroquímica, em função de fornos elétricos de alta potência, maquinário pesado e processos termoquímicos contínuos. Entre os setores de serviços e comércio, supermercados e lavanderias se destacam pelo peso da refrigeração e dos equipamentos de aquecimento no consumo total.
Qual é o percentual médio que a energia representa no OPEX de uma PME brasileira?
Os gastos com energia elétrica representam uma parcela relevante dos custos das micro e pequenas empresas brasileiras. Em setores intensivos em equipamentos elétricos, como lavanderias, a energia pode ser um dos principais custos operacionais. Para comércio varejista geral e serviços de escritório, o peso costuma ser menor.
Por que as tarifas de energia variam tanto entre os estados brasileiros?
As diferenças tarifárias entre estados resultam de quatro fatores principais: custo de expansão e manutenção da rede de distribuição local, perdas técnicas e comerciais de cada concessionária, distância dos centros de geração e alíquota de ICMS estadual, limitada conforme mencionado acima. Estados do Norte costumam enfrentar tarifas mais altas por combinarem redes extensas, sistemas isolados com geração térmica cara e ICMS elevado. Os reajustes de 2026 mencionados acima variaram de 4,25% a 20,51%, o que mostra que a pressão tarifária é altamente localizada.
Uma PME com conta de luz de R$ 500/mês consegue reduzir custos com geração distribuída?
Uma PME com conta de luz a partir de R$ 500/mês, em baixa ou média-baixa tensão, já consegue acessar créditos de energia limpa em geração distribuída compartilhada. Nesse perfil, uma redução de até 20% representa economia de até R$ 100/mês, ou R$ 1.200/ano, sem investimento inicial próprio. O processo de contratação é 100% digital, e a economia começa a aparecer na fatura após o período de conexão, que pode levar até 90 dias.
Conclusão
O peso da energia no OPEX varia conforme o setor, e os reajustes tarifários aprovados em 2026, em geral acima da inflação, ampliam essa pressão de forma desigual entre estados e distribuidoras. Para PMEs com conta de luz a partir de R$ 500/mês, a contratação de créditos de energia limpa em geração distribuída compartilhada é uma das estratégias mais eficazes para reduzir esse custo sem imobilizar capital, sem obras e sem interromper a operação.
A Serena Energia oferece os descontos descritos anteriormente, com contratação 100% digital, fatura única e economia visível após o período de conexão. Com mais de 17 anos de mercado e atuação em 11 estados brasileiros, a empresa está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas.