Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia sem consumo mínimo exigido, negociar preço fixo por 3 a 5 anos e eliminar a oscilação das bandeiras tarifárias sobre a parcela de energia.
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A economia no mercado livre de energia incide apenas sobre a parcela de energia, enquanto TUSD, encargos setoriais e tributos permanecem regulados, e pode chegar a até 20% nessa parcela.
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Contratos com flexibilidade de 5% a 10% e gestão ativa do consumo reduzem o risco de custos adicionais ligados ao PLD, e a medição horária é obrigatória e instalada sem custo adicional.
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Empresas que migram com a Serena Energia recebem I-RECs para comprovar consumo 100% renovável, o que apoia metas de ESG e relatórios de sustentabilidade.
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A Serena Energia conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Fale com um de nossos consultores para descobrir quanto sua empresa pode economizar.
Conceitos essenciais: mercado livre de energia, mercado regulado, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), comercializadora e geradora
No mercado regulado, também chamado de mercado cativo, a empresa compra energia da distribuidora local a tarifas definidas pela ANEEL, sem poder escolher o fornecedor nem negociar o preço. No mercado livre de energia, a empresa contrata energia diretamente de uma geradora ou de uma comercializadora, negocia preço, prazo e volume em contratos bilaterais, geralmente de três a cinco anos.
A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é o órgão que registra e liquida as transações do setor. Toda empresa que migra para o mercado livre de energia precisa estar registrada na CCEE. Uma comercializadora atua como intermediária entre a geradora e o consumidor. Uma geradora, como a Serena Energia, produz a energia em suas próprias usinas, no caso da Serena, majoritariamente eólica, e também a comercializa diretamente. Essa integração entre geração e comercialização reduz o risco de falta de lastro de energia para atender os contratos.

Em qualquer dos dois ambientes, a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade até a unidade consumidora. A migração altera apenas de quem a empresa compra a energia, não quem realiza a entrega.
Quem pode migrar? Elegibilidade no Grupo A
Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido, basta pertencer ao Grupo A. A fatura de energia indica o grupo da empresa, nos subgrupos A1, A2, A3, A3a, A4 e AS, conforme a tensão de fornecimento.
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem avaliar cada unidade separadamente. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo, a partir das faturas de energia da empresa.
Tabela comparativa: mercado regulado versus mercado livre de energia
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Critério |
Mercado regulado |
Mercado livre de energia |
|---|---|---|
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Previsibilidade de preço |
Baixa, sujeita a reajustes anuais e bandeiras tarifárias |
Alta, preço fixado em contrato bilateral por 3 a 5 anos |
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Escolha de fornecedor |
Não, distribuidora local definida por área de concessão |
Sim, empresa escolhe a geradora ou a comercializadora |
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Origem renovável certificada |
Não declarada individualmente |
Sim, possível contratar energia de fonte renovável com certificação I-REC |
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Certificação I-REC para ESG |
Não disponível |
Disponível, comprova consumo de energia limpa para relatórios de sustentabilidade |
A parcela de distribuição, TUSD, e os encargos setoriais permanecem regulados em ambos os ambientes. A economia no mercado livre de energia incide sobre a parcela de energia, não sobre a fatura inteira.
Depois de entender as diferenças entre os ambientes regulado e livre, o próximo passo é conhecer o caminho prático para realizar a migração. O processo segue etapas claras, que a Serena Energia conduz de ponta a ponta para empresas sob sua gestão.
Processo de migração em etapas práticas
1. Verificar a elegibilidade da empresa
O primeiro passo é confirmar que a empresa pertence ao Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza essa verificação a partir das faturas, sem custo.
2. Analisar o perfil de consumo
O passo seguinte é mapear o consumo mensal em kWh, identificar sazonalidades e picos de demanda. Essa análise orienta a escolha do volume a contratar e reduz o risco de exposição ao mercado de curto prazo.
3. Escolher uma comercializadora confiável
A escolha do parceiro de energia influencia diretamente o risco e o resultado econômico. A empresa deve avaliar se a comercializadora tem geração própria, lastro, tempo de mercado, solidez financeira e capacidade de representação na CCEE. Empresas sem geração própria dependem de comprar energia de terceiros, o que pode representar risco adicional de fornecimento.
4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
O registro na CCEE é obrigatório para participar do mercado livre de energia e exige documentação técnica, jurídica e financeira. A Serena Energia conduz esse processo integralmente, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
5. Negociar e assinar o contrato de fornecimento de energia
Nesta etapa, a empresa define preço, prazo, volume, flexibilidade contratual e fonte de energia. Contratos bilaterais no mercado livre de energia costumam ter prazo de cinco anos, o que aumenta a previsibilidade de custos.
6. Implementar o sistema de medição
A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para o cliente.
7. Monitorar e ajustar o consumo
Após a migração, a empresa passa a acompanhar mensalmente os resultados por meio do painel da Serena Energia. O painel exibe economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.
O prazo regulatório entre o início do processo e a primeira economia é de seis meses, período que a distribuidora exige para encerrar o contrato vigente. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo e oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
Custos ocultos e economia líquida
A economia no mercado livre de energia incide sobre a parcela de energia do contrato. A TUSD, Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, os encargos setoriais e os tributos continuam sendo cobrados e permanecem regulados, independentemente do ambiente de contratação.
Alguns fatores podem reduzir a economia líquida se não forem avaliados com atenção. Propostas que exibem um preço de MWh mais baixo, mas excluem encargos setoriais e ajustes contratuais do valor apresentado, fazem esses itens aparecerem depois e impactarem o orçamento da empresa. Esse risco aumenta quando a empresa não gerencia ativamente seu consumo, pois desvios relevantes entre o volume contratado e o consumo real são liquidados ao PLD vigente, que pode superar o preço contratado.
Para reduzir esse risco, a maioria dos contratos no mercado livre de energia no Brasil inclui uma faixa de flexibilidade de 10% a 30% do volume contratado sem penalidade, e empresas com consumo variável precisam negociar bandas mais amplas ou mecanismos de ajuste. A escolha de um fornecedor com lastro sólido também é decisiva, porque contratar um fornecedor sem energia própria pode levar à necessidade de comprar energia de reposição no mercado de curto prazo a custos elevados em momentos de alta demanda.
A Serena Energia, como geradora com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos, possui lastro próprio de energia eólica para cobrir 100% do consumo contratado pelos seus clientes.

Riscos reais e como a Serena Energia os mitiga
O principal risco operacional no mercado livre de energia é a exposição ao PLD, Preço de Liquidação das Diferenças, quando o consumo real fica fora da faixa de flexibilidade contratual, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado nos contratos da Serena Energia. O comportamento do PLD em 2024 reforça a importância de uma gestão ativa do consumo contratado.
A Serena Energia oferece gestão ativa para minimizar essa exposição, acompanha o consumo mensalmente e orienta ajustes quando necessário. O risco de interrupção no fornecimento físico de energia não aumenta com a migração, pois a distribuidora local permanece totalmente responsável pela infraestrutura de entrega e pela restauração do serviço, independentemente do contrato de energia escolhido.
Contratos de longo prazo com preço fixo também eliminam o efeito das bandeiras tarifárias sobre a parcela de energia contratada. Contratos com maior previsibilidade oferecem proteção mais sólida contra choques externos e previsibilidade de custos para organizações com uso intensivo de energia, como mostra a análise de tendências de 2026 da Wavestone.
Sustentabilidade: I-RECs, créditos de carbono e casos de sucesso
Toda a energia fornecida pela Serena Energia no mercado livre de energia tem origem eólica. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC, International Renewable Energy Certificate, um certificado rastreável e reconhecido globalmente que comprova que a energia consumida veio de fonte renovável. O I-REC é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade e atender às exigências de investidores, clientes e conselhos de administração.

Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Entre os clientes que já utilizam energia renovável certificada da Serena Energia estão Heineken, Cargill, Eurofarma e Bayer.
“O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.” — Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer
“O preço das fontes renováveis é muito mais competitivo em relação à fonte convencional. E essa questão da sustentabilidade também não tem como voltar atrás.” — Hamul Freitas, Strategic Sourcing Consult na Cargill
Para empresas com metas de descarbonização além do Escopo 2, a Serena Energia também oferece créditos de carbono de projetos certificados, o que complementa a estratégia de sustentabilidade.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?
O prazo regulatório é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora para encerrar o contrato vigente. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.
O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade mencionada anteriormente, dentro da qual não há penalidade. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo ao PLD vigente. A Serena Energia oferece gestão ativa para acompanhar o consumo mensalmente e orientar ajustes, o que reduz a exposição a esse risco.
Minha empresa precisa instalar algum equipamento para migrar?
Sim. A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição compatíveis, sem custo adicional para o cliente. A empresa não precisa instalar painéis solares nem qualquer outra infraestrutura de geração própria para migrar.
A economia aparece na fatura inteira ou apenas em parte dela?
A economia incide sobre a parcela de energia, o componente negociado no contrato bilateral. TUSD, encargos setoriais e tributos permanecem regulados em ambos os ambientes. O painel da Serena Energia exibe o detalhamento da fatura com a comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, mês a mês.
Como minha empresa obtém a certificação de energia renovável?
A Serena Energia emite I-RECs, International Renewable Energy Certificates, correspondentes ao consumo de cada cliente. Esses certificados são rastreáveis desde a usina geradora até o consumidor final e comprovam, de forma auditável, que a energia consumida tem origem renovável. O I-REC é o instrumento padrão para declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade e para o cumprimento de metas de ESG perante investidores e demais stakeholders.
Conclusão
Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, têm acesso ao mercado livre de energia independentemente do volume de consumo. A migração para o mercado livre de energia pode proporcionar economias relevantes e representa uma alavanca de redução de custo operacional com alto impacto e baixa exigência de capital para empresas de médio e grande porte.
Os benefícios incluem economia financeira, previsibilidade orçamentária com preço fixado em contrato de longo prazo, eliminação do efeito das bandeiras tarifárias sobre a parcela de energia e certificação de origem renovável via I-RECs para o cumprimento de metas de ESG. Conforme detalhado ao longo do artigo, a Serena Energia gerencia todo o processo, do estudo de viabilidade ao registro na CCEE e à instalação dos equipamentos de medição, e mantém um consultor dedicado disponível após a migração para acompanhamento contínuo.