Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Conceitos essenciais: mercado livre de energia, mercado regulado, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), comercializadora e geradora

No mercado regulado, também chamado de mercado cativo, a empresa compra energia da distribuidora local a tarifas definidas pela ANEEL, sem poder escolher o fornecedor nem negociar o preço. No mercado livre de energia, a empresa contrata energia diretamente de uma geradora ou de uma comercializadora, negocia preço, prazo e volume em contratos bilaterais, geralmente de três a cinco anos.

A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é o órgão que registra e liquida as transações do setor. Toda empresa que migra para o mercado livre de energia precisa estar registrada na CCEE. Uma comercializadora atua como intermediária entre a geradora e o consumidor. Uma geradora, como a Serena Energia, produz a energia em suas próprias usinas, no caso da Serena, majoritariamente eólica, e também a comercializa diretamente. Essa integração entre geração e comercialização reduz o risco de falta de lastro de energia para atender os contratos.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Em qualquer dos dois ambientes, a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade até a unidade consumidora. A migração altera apenas de quem a empresa compra a energia, não quem realiza a entrega.

Quem pode migrar? Elegibilidade no Grupo A

Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido, basta pertencer ao Grupo A. A fatura de energia indica o grupo da empresa, nos subgrupos A1, A2, A3, A3a, A4 e AS, conforme a tensão de fornecimento.

Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem avaliar cada unidade separadamente. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo, a partir das faturas de energia da empresa.

Tabela comparativa: mercado regulado versus mercado livre de energia

Critério

Mercado regulado

Mercado livre de energia

Previsibilidade de preço

Baixa, sujeita a reajustes anuais e bandeiras tarifárias

Alta, preço fixado em contrato bilateral por 3 a 5 anos

Escolha de fornecedor

Não, distribuidora local definida por área de concessão

Sim, empresa escolhe a geradora ou a comercializadora

Origem renovável certificada

Não declarada individualmente

Sim, possível contratar energia de fonte renovável com certificação I-REC

Certificação I-REC para ESG

Não disponível

Disponível, comprova consumo de energia limpa para relatórios de sustentabilidade

A parcela de distribuição, TUSD, e os encargos setoriais permanecem regulados em ambos os ambientes. A economia no mercado livre de energia incide sobre a parcela de energia, não sobre a fatura inteira.

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Depois de entender as diferenças entre os ambientes regulado e livre, o próximo passo é conhecer o caminho prático para realizar a migração. O processo segue etapas claras, que a Serena Energia conduz de ponta a ponta para empresas sob sua gestão.

Processo de migração em etapas práticas

1. Verificar a elegibilidade da empresa

O primeiro passo é confirmar que a empresa pertence ao Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza essa verificação a partir das faturas, sem custo.

2. Analisar o perfil de consumo

O passo seguinte é mapear o consumo mensal em kWh, identificar sazonalidades e picos de demanda. Essa análise orienta a escolha do volume a contratar e reduz o risco de exposição ao mercado de curto prazo.

3. Escolher uma comercializadora confiável

A escolha do parceiro de energia influencia diretamente o risco e o resultado econômico. A empresa deve avaliar se a comercializadora tem geração própria, lastro, tempo de mercado, solidez financeira e capacidade de representação na CCEE. Empresas sem geração própria dependem de comprar energia de terceiros, o que pode representar risco adicional de fornecimento.

4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

O registro na CCEE é obrigatório para participar do mercado livre de energia e exige documentação técnica, jurídica e financeira. A Serena Energia conduz esse processo integralmente, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

5. Negociar e assinar o contrato de fornecimento de energia

Nesta etapa, a empresa define preço, prazo, volume, flexibilidade contratual e fonte de energia. Contratos bilaterais no mercado livre de energia costumam ter prazo de cinco anos, o que aumenta a previsibilidade de custos.

6. Implementar o sistema de medição

A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para o cliente.

7. Monitorar e ajustar o consumo

Após a migração, a empresa passa a acompanhar mensalmente os resultados por meio do painel da Serena Energia. O painel exibe economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

O prazo regulatório entre o início do processo e a primeira economia é de seis meses, período que a distribuidora exige para encerrar o contrato vigente. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo e oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

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Custos ocultos e economia líquida

A economia no mercado livre de energia incide sobre a parcela de energia do contrato. A TUSD, Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, os encargos setoriais e os tributos continuam sendo cobrados e permanecem regulados, independentemente do ambiente de contratação.

Alguns fatores podem reduzir a economia líquida se não forem avaliados com atenção. Propostas que exibem um preço de MWh mais baixo, mas excluem encargos setoriais e ajustes contratuais do valor apresentado, fazem esses itens aparecerem depois e impactarem o orçamento da empresa. Esse risco aumenta quando a empresa não gerencia ativamente seu consumo, pois desvios relevantes entre o volume contratado e o consumo real são liquidados ao PLD vigente, que pode superar o preço contratado.

Para reduzir esse risco, a maioria dos contratos no mercado livre de energia no Brasil inclui uma faixa de flexibilidade de 10% a 30% do volume contratado sem penalidade, e empresas com consumo variável precisam negociar bandas mais amplas ou mecanismos de ajuste. A escolha de um fornecedor com lastro sólido também é decisiva, porque contratar um fornecedor sem energia própria pode levar à necessidade de comprar energia de reposição no mercado de curto prazo a custos elevados em momentos de alta demanda.

A Serena Energia, como geradora com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos, possui lastro próprio de energia eólica para cobrir 100% do consumo contratado pelos seus clientes.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Riscos reais e como a Serena Energia os mitiga

O principal risco operacional no mercado livre de energia é a exposição ao PLD, Preço de Liquidação das Diferenças, quando o consumo real fica fora da faixa de flexibilidade contratual, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado nos contratos da Serena Energia. O comportamento do PLD em 2024 reforça a importância de uma gestão ativa do consumo contratado.

A Serena Energia oferece gestão ativa para minimizar essa exposição, acompanha o consumo mensalmente e orienta ajustes quando necessário. O risco de interrupção no fornecimento físico de energia não aumenta com a migração, pois a distribuidora local permanece totalmente responsável pela infraestrutura de entrega e pela restauração do serviço, independentemente do contrato de energia escolhido.

Contratos de longo prazo com preço fixo também eliminam o efeito das bandeiras tarifárias sobre a parcela de energia contratada. Contratos com maior previsibilidade oferecem proteção mais sólida contra choques externos e previsibilidade de custos para organizações com uso intensivo de energia, como mostra a análise de tendências de 2026 da Wavestone.

Sustentabilidade: I-RECs, créditos de carbono e casos de sucesso

Toda a energia fornecida pela Serena Energia no mercado livre de energia tem origem eólica. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC, International Renewable Energy Certificate, um certificado rastreável e reconhecido globalmente que comprova que a energia consumida veio de fonte renovável. O I-REC é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade e atender às exigências de investidores, clientes e conselhos de administração.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Entre os clientes que já utilizam energia renovável certificada da Serena Energia estão Heineken, Cargill, Eurofarma e Bayer.

“O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.” — Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer

“O preço das fontes renováveis é muito mais competitivo em relação à fonte convencional. E essa questão da sustentabilidade também não tem como voltar atrás.” — Hamul Freitas, Strategic Sourcing Consult na Cargill

Para empresas com metas de descarbonização além do Escopo 2, a Serena Energia também oferece créditos de carbono de projetos certificados, o que complementa a estratégia de sustentabilidade.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?

O prazo regulatório é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora para encerrar o contrato vigente. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.

O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade mencionada anteriormente, dentro da qual não há penalidade. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo ao PLD vigente. A Serena Energia oferece gestão ativa para acompanhar o consumo mensalmente e orientar ajustes, o que reduz a exposição a esse risco.

Minha empresa precisa instalar algum equipamento para migrar?

Sim. A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição compatíveis, sem custo adicional para o cliente. A empresa não precisa instalar painéis solares nem qualquer outra infraestrutura de geração própria para migrar.

A economia aparece na fatura inteira ou apenas em parte dela?

A economia incide sobre a parcela de energia, o componente negociado no contrato bilateral. TUSD, encargos setoriais e tributos permanecem regulados em ambos os ambientes. O painel da Serena Energia exibe o detalhamento da fatura com a comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, mês a mês.

Como minha empresa obtém a certificação de energia renovável?

A Serena Energia emite I-RECs, International Renewable Energy Certificates, correspondentes ao consumo de cada cliente. Esses certificados são rastreáveis desde a usina geradora até o consumidor final e comprovam, de forma auditável, que a energia consumida tem origem renovável. O I-REC é o instrumento padrão para declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade e para o cumprimento de metas de ESG perante investidores e demais stakeholders.

Conclusão

Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, têm acesso ao mercado livre de energia independentemente do volume de consumo. A migração para o mercado livre de energia pode proporcionar economias relevantes e representa uma alavanca de redução de custo operacional com alto impacto e baixa exigência de capital para empresas de médio e grande porte.

Os benefícios incluem economia financeira, previsibilidade orçamentária com preço fixado em contrato de longo prazo, eliminação do efeito das bandeiras tarifárias sobre a parcela de energia e certificação de origem renovável via I-RECs para o cumprimento de metas de ESG. Conforme detalhado ao longo do artigo, a Serena Energia gerencia todo o processo, do estudo de viabilidade ao registro na CCEE e à instalação dos equipamentos de medição, e mantém um consultor dedicado disponível após a migração para acompanhamento contínuo.

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