Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 19 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos para começar

O processo começa com a organização de documentos e o envolvimento das áreas internas corretas.

Os documentos essenciais incluem:

As áreas que precisam participar desde o início são financeiro, para análise de custos e contratos, operações, para viabilizar adequações técnicas de medição, e sustentabilidade ou ESG, para alinhar metas e relatórios.

A condição inicial indispensável é pertencer ao Grupo A, que reúne consumidores com fornecimento em média ou alta tensão. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa nesse grupo pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Com esses pré-requisitos atendidos, a empresa está pronta para iniciar um processo estruturado de conformidade.

Visão geral do processo em 6 etapas

O roteiro de adaptação ESG com foco em Escopo 2 segue seis etapas sequenciais:

  1. diagnóstico de consumo e emissões

  2. definição de metas e responsáveis internos

  3. migração para o mercado livre de energia com fornecimento renovável

  4. emissão e cancelamento de certificados I-REC

  5. estruturação do inventário de emissões e relatório ESG

  6. monitoramento contínuo e revisão periódica

Cada etapa gera evidências documentais que podem ser apresentadas em auditorias, questionários de homologação e relatórios de sustentabilidade exigidos por grandes clientes.

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Passo a passo: como implementar cada etapa

Etapa 1 — Diagnóstico de consumo e emissões

Objetivo: estabelecer uma linha de base auditável de consumo energético e emissões de Escopo 2.

Ações: levantar o consumo mensal em kWh dos últimos 12 meses a partir das faturas de energia. Em seguida, calcular as emissões de Escopo 2 usando a fórmula do GHG Protocol: emissões (tCO₂e) = consumo (MWh) × fator de emissão da rede (tCO₂e/MWh), publicado anualmente pelo MCTI. Por fim, identificar sazonalidades e picos de demanda.

Responsáveis: financeiro e operações, com apoio do gestor de ESG.

Ponto de atenção: o diagnóstico sustenta toda a argumentação futura com clientes. Sem essa base, não é possível demonstrar redução.

Etapa 2 — Definição de metas e responsáveis internos

Objetivo: formalizar o compromisso interno com a redução de Escopo 2 e atribuir responsabilidades claras.

Ações: definir uma meta de redução de emissões de Escopo 2 para os próximos 12 meses. Para viabilizar o cumprimento dessa meta, nomear um responsável pelo acompanhamento mensal do progresso. Em seguida, criar um calendário de revisões trimestrais para ajustar a estratégia quando necessário.

Responsáveis: diretoria, com envolvimento formal do gestor de ESG.

Risco: sem patrocínio da liderança, as etapas seguintes perdem prioridade e o prazo de 12 meses fica comprometido.

Etapa 3 — Migração para o mercado livre de energia com fornecimento renovável

Objetivo: contratar energia 100% renovável com preço previsível, reduzir a exposição às tarifas reguladas e criar a principal alavanca de redução de Escopo 2.

Ações: solicitar um estudo de viabilidade a uma comercializadora de energia renovável. Em seguida, fechar um contrato de fornecimento, normalmente de 3 a 5 anos. Depois, iniciar o processo de migração, que inclui notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, conduz esse processo sem custo adicional para o cliente. O prazo de migração é de 6 meses a partir da notificação à distribuidora. Por isso, iniciar essa etapa o quanto antes é decisivo para cumprir o prazo de 12 meses.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Responsáveis: financeiro, para aprovação contratual, e operações, para adequação técnica.

Ponto de atenção: a migração para o mercado livre de energia com energia renovável certificada não exige investimento em capital fixo, não gera ativos imobilizados e produz documentação auditável. Essa combinação torna a migração a ação de maior impacto e menor complexidade para reduzir Escopo 2 dentro de 12 meses.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

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Etapa 4 — Emissão e cancelamento de certificados I-REC

Objetivo: obter evidência auditável e reconhecida internacionalmente de que o consumo de energia é 100% renovável, reduzindo as emissões de Escopo 2 pelo método market-based do GHG Protocol.

Ações: solicitar a emissão de I-RECs correspondentes ao consumo mensal em MWh. Em seguida, registrar o cancelamento dos certificados em nome da empresa. Por fim, arquivar números de série, datas de emissão e cancelamento para uso em relatórios e auditorias.

Em 2025, aproximadamente 57 milhões de I-RECs foram emitidos no Brasil, representando 19% das emissões mundiais, o que mostra a consolidação do instrumento como referência de mercado.

Responsáveis: gestor de ESG, com suporte da comercializadora de energia.

Ponto de atenção: o I-REC é reconhecido pelo GHG Protocol Scope 2, método market-based, CDP, GRI 302-1, LEED v4 e v4.1 e SBTi. Esse certificado é hoje o único instrumento aceito para comprovar consumo renovável em relatórios de sustentabilidade no Brasil.

Etapa 5 — Estruturação do inventário de emissões e relatório ESG

Objetivo: consolidar os dados em um documento formal que possa ser apresentado a clientes, auditores e plataformas de homologação como EcoVadis ou SEDEX.

Ações: registrar o inventário de emissões de Escopo 2 usando os dois métodos exigidos pelo GHG Protocol, location-based e market-based. Em seguida, anexar os I-RECs cancelados como evidência do método market-based. Depois, estruturar um relatório simplificado com os indicadores definidos na Etapa 2.

Responsáveis: gestor de ESG.

Risco: relatórios sem os certificados I-RECs cancelados em nome da empresa não são aceitos como evidência auditável em processos de homologação de fornecedores.

Etapa 6 — Monitoramento contínuo e revisão periódica

Objetivo: manter a conformidade ao longo do tempo e demonstrar evolução consistente para grandes clientes.

Ações: acompanhar mensalmente o consumo realizado em comparação com o contratado. Revisar o inventário de emissões de forma trimestral. Atualizar o relatório ESG a cada 6 meses. Ajustar metas conforme as exigências dos clientes evoluem.

Responsáveis: gestor de ESG, com apoio do financeiro e da comercializadora de energia.

Erros comuns que atrasam a conformidade

Falhas de planejamento: iniciar o processo de migração para o mercado livre de energia sem considerar o prazo regulamentar de 6 meses é o erro mais frequente. Empresas que adiam a decisão perdem a janela de 12 meses e chegam às auditorias de clientes sem evidências de Escopo 2.

Lacunas de documentação: apresentar contratos de energia renovável sem os I-RECs cancelados em nome da empresa não basta para comprovar consumo renovável em auditorias. Para produzir um inventário de Escopo 2 aceito por investidores e clientes internacionais, é necessário manter registros mensais de consumo, o fator de emissão do MCTI, contratos que especifiquem origem renovável e I-RECs emitidos e cancelados em nome da empresa.

Desalinhamento interno: quando a área de ESG conduz o processo sem o envolvimento do financeiro e das operações, surgem atrasos na aprovação contratual e na adequação técnica do sistema de medição. A migração para o mercado livre de energia exige decisão conjunta das três áreas desde o início.

Como verificar os resultados?

A verificação dos resultados de conformidade ESG em Escopo 2 depende de métricas objetivas e documentação formal. Os principais indicadores são:

A periodicidade recomendada inclui acompanhamento mensal dos dados de consumo e I-RECs, revisão trimestral do inventário de emissões e atualização semestral do relatório ESG completo para envio a clientes e plataformas de homologação.

Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades

Empresas do Grupo A com múltiplas unidades consumidoras podem estruturar a migração para o mercado livre de energia de forma consolidada. Essa abordagem permite contratar um volume total que abranja todas as unidades elegíveis, simplifica a gestão e possibilita a emissão centralizada de I-RECs para cobrir o consumo agregado de todas as instalações.

Empresas com metas mais ambiciosas de descarbonização podem combinar a energia renovável do mercado livre de energia com créditos de carbono para neutralizar emissões de Escopo 1 e Escopo 3, além do Escopo 2. A Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono de projetos certificados para empresas que buscam avançar além da conformidade básica exigida por clientes.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Unidades que ainda não se enquadram no Grupo A podem passar por avaliação para verificar a possibilidade de comunhão de cargas com outras unidades da mesma empresa, ampliando o alcance da estratégia renovável.

Perguntas frequentes

Minha empresa precisa instalar equipamentos ou fazer obras para migrar para o mercado livre de energia?

A migração para o mercado livre de energia exige a adequação do sistema de medição da unidade consumidora, mas a Serena Energia assume a responsabilidade pela instalação dos equipamentos necessários sem custo adicional para o cliente. Não é necessário instalar painéis solares nem realizar obras de infraestrutura. A energia continua sendo entregue pela distribuidora local, que permanece responsável pelos fios e pela qualidade da rede.

O que é o I-REC e por que ele é suficiente para comprovar Escopo 2 zero?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado digital que comprova que 1 MWh de energia elétrica foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Cada certificado contém metadados como data de geração, tipo de fonte, localização e identificação da usina. Quando ocorre o cancelamento em nome da empresa consumidora, o certificado passa a servir como evidência auditável aceita pelo GHG Protocol, método market-based, CDP, GRI 302-1, SBTi e LEED. Com isso, a empresa pode declarar consumo 100% renovável e reportar emissões de Escopo 2 próximas de zero por esse método.

Quanto tempo leva o processo completo de migração?

Como descrito na Etapa 3, o processo regulamentar de migração leva 6 meses a partir da notificação à distribuidora. Durante esse período, a Serena Energia conduz as etapas burocráticas, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição, sem custo adicional para o cliente. Esse suporte permite que a empresa concentre esforços nas demais etapas de conformidade ESG.

Quais documentos são necessários para responder a um questionário de homologação ESG de um grande cliente?

Os documentos mais solicitados em processos de homologação ESG incluem certidões negativas fiscais e trabalhistas, licenças ambientais aplicáveis, inventário de emissões de Escopo 2 com os métodos location-based e market-based, I-RECs cancelados em nome da empresa com números de série e datas, contrato de fornecimento de energia renovável e políticas internas de ética, saúde e segurança e gestão de resíduos. A Serena Energia fornece toda a documentação relativa ao fornecimento de energia e aos I-RECs necessária para esses processos.

A migração para o mercado livre de energia representa algum risco para a continuidade operacional?

A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua obrigada a entregar a energia na unidade consumidora e a manter a qualidade e estabilidade da rede. A única mudança é o fornecedor de quem a empresa compra a energia. A Serena Energia, com mais de 17 anos de atuação e um portfólio que inclui empresas como Heineken e Cargill, conduz o processo de forma que o cliente não precise lidar com as complexidades técnicas ou regulatórias da transição.

Tire suas dúvidas sobre migração e conformidade ESG com os especialistas da Serena Energia.

Conclusão: transformar exigências em vantagem competitiva

As exigências ESG de grandes clientes, especialmente em relação às emissões de Escopo 2, já fazem parte da rotina de fornecedores do Grupo A. Empresas que não se prepararem para atender a esses critérios correm o risco de ser excluídas de cadeias de fornecimento, pois grandes compradores tendem a selecionar fornecedores capazes de cumprir requisitos ESG.

A migração para o mercado livre de energia com fornecimento 100% renovável e emissão de I-RECs é um caminho direto, rápido e de baixa complexidade operacional para gerar evidências auditáveis de redução de Escopo 2 dentro de 12 meses. Além da conformidade, a empresa passa a ter maior previsibilidade de custos energéticos e pode reduzir despesas em relação ao mercado regulado, convertendo uma pressão externa em vantagem competitiva concreta.

A Serena Energia conduz o processo de migração, do estudo de viabilidade ao monitoramento contínuo, sem custo adicional para clientes sob sua gestão, com energia proveniente de fontes eólicas e certificação I-REC incluída.

Dê o primeiro passo para atender às exigências ESG dos seus maiores clientes.

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