Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 14 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Usar benchmarks setoriais da EPE permite que PMEs identifiquem se a conta de luz está acima da média nacional e tomem decisões baseadas em dados.
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Trabalhar com indicadores normalizados como kWh/m², GJ/t e ODEX permite comparações válidas entre empresas de portes diferentes dentro do mesmo setor.
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Concentrar a atenção em transportes e indústria é essencial, porque esses setores lideram o consumo energético no Brasil, com motores elétricos respondendo por grande parte da eletricidade industrial.
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Reduzir custos sem alterar a operação é possível ao contratar créditos de geração distribuída, sem investimento inicial próprio.
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Contar com a Serena Energia, que tem mais de 17 anos de experiência e fazendas solares em 11 estados, permite acessar essa solução em um processo 100% digital, simule seu desconto em menos de 1 minuto.
Conceitos-chave: intensidade energética, ODEX, kwh/m² e GJ/t
O Atlas da Eficiência Energética Brasil 2025 utiliza indicadores normalizados para tornar comparações válidas entre empresas de tamanhos diferentes. Os principais são:
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Intensidade energética: relação entre um indicador de energia (tep, kWh, GJ) e um indicador de atividade (m², tonelada, tonelada-quilômetro). Um valor menor indica uma operação mais eficiente.
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ODEX: índice agregado de eficiência energética com base em 2005, com valor igual a 100. Uma queda de 100 para 80 representa um ganho de 20% na eficiência energética do setor ao longo do período analisado. O EPE calcula o ODEX para os setores industrial, residencial e de transportes.
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kWh/m²: métrica padrão para edificações comerciais e de serviços, que indica o consumo de eletricidade por metro quadrado de área construída ou climatizada.
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GJ/t: métrica padrão para processos industriais intensivos, como siderurgia e cimento, que indica a energia consumida por tonelada de produto.
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MJ/t-km (ou tep/t-km): métrica para transporte de cargas, que representa a energia consumida para mover uma tonelada por quilômetro. O EPE adota tonelada-quilômetro (t-km) como unidade padrão de atividade no transporte de cargas, o que permite comparações entre modais e corredores.
Esses indicadores formam a base do benchmarking energético. Sem eles, comparar o consumo de um supermercado com o de uma metalúrgica não faz sentido. Com eles, a PME consegue enxergar em qual faixa do setor a própria operação se encontra.
Panorama por setor: tabela unificada de intensidade energética
Agora que os principais indicadores estão claros, fica mais simples entender como eles aparecem em dados reais de cada setor. A tabela abaixo consolida os principais indicadores setoriais disponíveis nas publicações EPE 2025 e em fontes complementares. Os valores representam referências nacionais e internacionais citadas nas fontes indicadas.
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Setor / Subsetor |
Indicador principal |
Valor de referência |
Fonte |
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Siderurgia (global) |
GJ/t de aço bruto |
World Steel Association |
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Construção civil, energia incorporada (Brasil) |
GJ/m² de área construída |
2,39 GJ/m² (média 2026) |
Monteplan Engenharia / CECarbon 2026 |
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Supermercados, consumo mensal (pequeno porte) |
kWh/mês |
Dalsun |
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Supermercados, consumo mensal (médio porte) |
kWh/mês |
Dalsun |
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Transportes (Brasil), participação no consumo final |
% do consumo final de energia |
Rádio Itatiaia / BEN 2025 |
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Indústria (Brasil), participação no consumo final |
% do consumo final de energia |
Rádio Itatiaia / BEN 2025 |
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Motores elétricos, participação no consumo industrial |
% do consumo elétrico industrial |
Procel / USP |
Os dados de kWh/m² para edificações comerciais em operação, que medem o consumo de uso e não o consumo incorporado, variam bastante conforme o tipo de atividade, o sistema de climatização e a localização geográfica. O EPE publica faixas por tipologia de edificação no Atlas, mas valores específicos por subsetor exigem consulta direta ao relatório completo.
Qual setor mais consome e por que isso importa para PMEs?
O setor de transportes respondeu por 33,2% do consumo final de energia no Brasil em 2024, com crescimento consistente ao longo das décadas. Esse crescimento está ligado à forte dependência de combustíveis fósseis, já que a maior parte dos derivados de petróleo é destinada ao transporte.
A indústria aparece em seguida no consumo de energia no Brasil, com participação relevante na eletricidade. O setor industrial responde por quase 40% de toda a eletricidade consumida no país, segundo dados da EPE. Esse volume se concentra em um tipo de equipamento. Dentro das fábricas, os motores elétricos dominam o consumo, como mostrado na tabela anterior, e respondem por mais de dois terços da eletricidade usada na indústria. Para PMEs industriais, isso indica que qualquer diagnóstico energético deve começar pelos motores.
No comércio, a refrigeração costuma ser o principal ponto de atenção. A eletricidade é o terceiro maior custo operacional dos supermercados brasileiros, atrás da folha de pagamento e dos aluguéis, segundo a ABRAS. Em supermercados de médio e grande porte, refrigeração e ar-condicionado juntos respondem por mais da metade do consumo total de energia.

Para a PME, o ponto central é entender a composição do próprio consumo. Saber que refrigeração domina o consumo em supermercados, ou que motores dominam em indústrias, orienta onde concentrar o diagnóstico e quais ações priorizar.
Como PMEs podem usar os benchmarks para decidir ações?
Usar benchmarks de forma prática exige seguir uma sequência simples de passos.
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Levantar o consumo atual: reunir as faturas dos últimos 12 meses e calcular a média mensal em kWh e em reais.
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Identificar o indicador de atividade do setor: usar m² de área para comércio e serviços, toneladas produzidas para indústria ou quilômetros rodados para transporte.
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Calcular a intensidade energética da operação: dividir o consumo médio mensal pelo indicador de atividade correspondente.
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Comparar com o benchmark setorial: usar os valores da tabela ou do Atlas EPE 2025 como referência. Uma intensidade acima da média indica espaço para melhoria.
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Classificar as ações por esforço e retorno: ações que reduzem consumo, como troca de equipamentos, automação e manutenção, exigem investimento e tempo. Ações que reduzem o custo do que já se consome, como a escolha do modelo de contratação de energia, podem gerar resultado sem alterar a operação.
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Priorizar pela relação custo-benefício: para a maioria das PMEs, combinar pequenas melhorias operacionais com a contratação de créditos de energia em geração distribuída costuma gerar retorno mais rápido com menor complexidade.
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Reduzir custo sem reduzir consumo com créditos de geração distribuída
Reduzir o custo da energia sem mexer na operação é uma necessidade comum em negócios que dependem de refrigeração, fornos industriais ou sistemas de climatização. Esses equipamentos não podem ser desligados sem impacto direto na receita. Nessas situações, a alternativa é manter o consumo e atuar no valor pago por cada kWh.
A geração distribuída compartilhada segue uma lógica simples. Uma empresa geradora constrói e opera fazendas solares em regiões com alta irradiação. A energia gerada entra na rede das distribuidoras locais. O cliente recebe créditos de energia que são abatidos na conta de luz, o que gera descontos que podem chegar a até 20% sobre o valor da energia consumida.
A geração distribuída oferecida pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros. O processo de contratação é 100% digital: o gestor simula o desconto, envia documentos online e assina o contrato de forma digital. Após a conexão, que pode levar até 90 dias, o desconto passa a aparecer na fatura. Não há investimento inicial próprio, não há obra e não há alteração na relação com a distribuidora local, que continua entregando a energia com a mesma qualidade.

Comparação entre instalar painéis próprios e contratar créditos de geração distribuída
Escolher entre instalar um sistema próprio de energia solar ou contratar créditos de geração distribuída exige comparar custo, prazo e riscos.
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Critério |
Instalação de painéis próprios |
Créditos de geração distribuída (Serena Energia) |
|---|---|---|
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Investimento inicial próprio |
Dezenas de milhares de reais |
Zero |
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Obras no imóvel |
Necessárias, com risco de interrupção da operação |
Nenhuma |
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Manutenção |
Responsabilidade do proprietário |
Responsabilidade da geradora |
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Prazo para início da economia |
Após conclusão da obra e homologação |
Até 90 dias para conexão |
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Prazo de retorno do investimento |
Anos |
Não aplicável, porque não há investimento inicial próprio |
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Desconto possível na conta |
Variável conforme geração e consumo |
Descontos que podem chegar a até 20% |
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Contratação |
Processo físico com múltiplos fornecedores |
Processo 100% digital, em menos de 10 minutos |
Riscos e limitações de cada caminho
Instalar painéis próprios envolve riscos que vão além do valor investido. A geração depende das condições do telhado, da orientação do imóvel e da irradiação local. Mudanças regulatórias podem alterar as regras de compensação ao longo do tempo. O prazo de retorno, calculado em anos, pressupõe que o negócio permanecerá no mesmo imóvel e com perfil de consumo semelhante durante todo o período. A manutenção e a limpeza dos módulos geram custos recorrentes que precisam entrar no cálculo de viabilidade.
O modelo de créditos de geração distribuída também tem limitações. A elegibilidade depende da localização da empresa, da área de concessão da distribuidora e do estado de atuação da geradora, além do perfil de tensão, que precisa ser de baixa ou média-baixa tensão. O desconto incide sobre a parcela de energia, não sobre encargos fixos da distribuidora, como taxa de disponibilidade e iluminação pública. O prazo de conexão representa um intervalo entre a contratação e o início da economia. Os contratos têm prazo e condições de cancelamento que precisam ser lidos com atenção antes da assinatura.
Para a PME que não tem capital disponível para imobilizar em infraestrutura e precisa de resultado rápido sem alterar a operação, o modelo de créditos de geração distribuída costuma ser uma das estratégias mais eficazes para reduzir o custo energético.
Síntese e próximos passos
O benchmarking energético por setor, com base nos dados do Atlas da Eficiência Energética Brasil 2025 da EPE, oferece à PME um ponto de partida objetivo para avaliar se a conta de luz está acima ou abaixo da média do setor. Indicadores normalizados como kWh/m², GJ/t e MJ/t-km permitem comparações válidas independentemente do porte da operação.
Esse diagnóstico costuma revelar duas frentes de ação. A primeira frente busca reduzir o consumo com equipamentos mais eficientes, automação e manutenção. A segunda frente busca reduzir o custo do que já se consome, por meio do modelo de contratação de energia. Para a maioria das PMEs, a segunda frente tende a ter menor fricção, porque não exige investimento inicial próprio, não altera a operação e gera resultado após o prazo de conexão.
A Serena Energia, que está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, tem mais de 17 anos de história e fazendas solares em 11 estados brasileiros. A empresa oferece esse caminho de forma 100% digital, com fatura única e portal do cliente para acompanhar a economia mês a mês.

Agora que os benchmarks do setor e as alternativas de contratação estão claros, o próximo passo é quantificar o impacto para o seu negócio. Simule quanto sua empresa pode economizar com a Serena Energia e avalie o ganho potencial na sua margem. Simule seu desconto em menos de 1 minuto.
Perguntas frequentes
O que é benchmarking de eficiência energética e por que minha PME deveria fazer isso?
Benchmarking de eficiência energética é o processo de comparar o consumo de energia da empresa com referências do mesmo setor, usando indicadores normalizados como kWh por metro quadrado ou GJ por tonelada produzida. Sem essa comparação, o gestor não consegue saber se a conta de luz reflete uma operação eficiente ou um desperdício que reduz a margem. Para uma PME, esse diagnóstico é o ponto de partida para qualquer decisão de redução de custo energético, seja por meio de melhorias operacionais, seja por meio da contratação de créditos de energia em geração distribuída.
O que é o ODEX e como ele indica a eficiência do meu setor?
O ODEX é um índice calculado pela EPE que mede o progresso da eficiência energética ao longo do tempo, com 2005 como ano-base e valor igual a 100. Uma queda no ODEX indica que o setor passou a consumir menos energia para produzir a mesma quantidade de produto ou serviço. O EPE calcula o ODEX para os setores industrial, residencial e de transportes. Um setor com ODEX de 80 em 2024 se tornou 20% mais eficiente desde 2005. Para a PME, o ODEX do setor mostra o ritmo de melhoria que os concorrentes já alcançaram e o quanto a operação própria pode estar ficando para trás.
Minha empresa é um supermercado de médio porte. Qual é o consumo esperado e onde posso economizar?
Supermercados de médio porte no Brasil consomem entre 15.000 e 50.000 kWh por mês. Refrigeração e ar-condicionado juntos respondem por mais da metade desse consumo em operações de médio e grande porte. As principais fontes de desperdício incluem temperaturas mal ajustadas, ar-condicionado ligado sem controle fora do horário de pico, compressores e motores com baixa eficiência e equipamentos de refrigeração obsoletos, sem portas ou com vedações comprometidas. Para equipamentos que não podem ser desligados, a alternativa mais direta é reduzir o custo da energia consumida por meio da contratação de créditos de geração distribuída, sem alterar a operação.
Geração distribuída reduz o consumo de energia ou apenas o custo?
A geração distribuída compartilhada reduz o custo da energia, não o consumo. A empresa continua consumindo a mesma quantidade de eletricidade, entregue pela mesma distribuidora local, com a mesma qualidade. O que muda é que créditos de energia gerada em fazendas solares são abatidos na conta de luz, o que gera descontos que podem chegar a até 20% sobre o valor da energia consumida. Para reduzir o consumo, a empresa precisa de ações complementares, como troca de equipamentos, automação e manutenção preventiva. As duas estratégias são compatíveis e se somam.
Quais empresas podem contratar créditos de geração distribuída pela Serena Energia?
A Serena Energia atende pessoas jurídicas com conta de luz a partir de R$ 500 por mês, que operam em baixa ou média-baixa tensão. A cobertura abrange 11 estados brasileiros: Goiás, Pernambuco, Ceará, Bahia, São Paulo, exclusivamente no interior na área de concessão da CPFL Paulista, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, Pará, Maranhão e Rio de Janeiro, exclusivamente no interior. A contratação é 100% digital, sem investimento inicial próprio, sem obras e sem alteração na relação com a distribuidora local. Após a conexão, dentro do prazo mencionado anteriormente, o desconto passa a aparecer na fatura.