Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 14 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

Conceitos-chave: intensidade energética, ODEX, kwh/m² e GJ/t

O Atlas da Eficiência Energética Brasil 2025 utiliza indicadores normalizados para tornar comparações válidas entre empresas de tamanhos diferentes. Os principais são:

Esses indicadores formam a base do benchmarking energético. Sem eles, comparar o consumo de um supermercado com o de uma metalúrgica não faz sentido. Com eles, a PME consegue enxergar em qual faixa do setor a própria operação se encontra.

Panorama por setor: tabela unificada de intensidade energética

Agora que os principais indicadores estão claros, fica mais simples entender como eles aparecem em dados reais de cada setor. A tabela abaixo consolida os principais indicadores setoriais disponíveis nas publicações EPE 2025 e em fontes complementares. Os valores representam referências nacionais e internacionais citadas nas fontes indicadas.

Setor / Subsetor

Indicador principal

Valor de referência

Fonte

Siderurgia (global)

GJ/t de aço bruto

cerca de 21 GJ/t de aço bruto (dados recentes)

World Steel Association

Construção civil, energia incorporada (Brasil)

GJ/m² de área construída

2,39 GJ/m² (média 2026)

Monteplan Engenharia / CECarbon 2026

Supermercados, consumo mensal (pequeno porte)

kWh/mês

consumo variável conforme o porte

Dalsun

Supermercados, consumo mensal (médio porte)

kWh/mês

entre 15.000 e 50.000 kWh por mês

Dalsun

Transportes (Brasil), participação no consumo final

% do consumo final de energia

33,2% em 2024

Rádio Itatiaia / BEN 2025

Indústria (Brasil), participação no consumo final

% do consumo final de energia

31,7% em 2024

Rádio Itatiaia / BEN 2025

Motores elétricos, participação no consumo industrial

% do consumo elétrico industrial

68% do consumo elétrico nas fábricas

Procel / USP

Os dados de kWh/m² para edificações comerciais em operação, que medem o consumo de uso e não o consumo incorporado, variam bastante conforme o tipo de atividade, o sistema de climatização e a localização geográfica. O EPE publica faixas por tipologia de edificação no Atlas, mas valores específicos por subsetor exigem consulta direta ao relatório completo.

Qual setor mais consome e por que isso importa para PMEs?

O setor de transportes respondeu por 33,2% do consumo final de energia no Brasil em 2024, com crescimento consistente ao longo das décadas. Esse crescimento está ligado à forte dependência de combustíveis fósseis, já que a maior parte dos derivados de petróleo é destinada ao transporte.

A indústria aparece em seguida no consumo de energia no Brasil, com participação relevante na eletricidade. O setor industrial responde por quase 40% de toda a eletricidade consumida no país, segundo dados da EPE. Esse volume se concentra em um tipo de equipamento. Dentro das fábricas, os motores elétricos dominam o consumo, como mostrado na tabela anterior, e respondem por mais de dois terços da eletricidade usada na indústria. Para PMEs industriais, isso indica que qualquer diagnóstico energético deve começar pelos motores.

No comércio, a refrigeração costuma ser o principal ponto de atenção. A eletricidade é o terceiro maior custo operacional dos supermercados brasileiros, atrás da folha de pagamento e dos aluguéis, segundo a ABRAS. Em supermercados de médio e grande porte, refrigeração e ar-condicionado juntos respondem por mais da metade do consumo total de energia.

Uma mulher sorridente com cabelos cacheados, vestindo uma camisa cinza e saia laranja, posando em uma loja de roupas moderna e organizada, com araras de moda ao fundo.
Para negócios de varejo, a economia de até 20% na conta de luz via geração compartilhada libera fluxo de caixa para investimentos estratégicos.

Para a PME, o ponto central é entender a composição do próprio consumo. Saber que refrigeração domina o consumo em supermercados, ou que motores dominam em indústrias, orienta onde concentrar o diagnóstico e quais ações priorizar.

Como PMEs podem usar os benchmarks para decidir ações?

Usar benchmarks de forma prática exige seguir uma sequência simples de passos.

  1. Levantar o consumo atual: reunir as faturas dos últimos 12 meses e calcular a média mensal em kWh e em reais.

  2. Identificar o indicador de atividade do setor: usar m² de área para comércio e serviços, toneladas produzidas para indústria ou quilômetros rodados para transporte.

  3. Calcular a intensidade energética da operação: dividir o consumo médio mensal pelo indicador de atividade correspondente.

  4. Comparar com o benchmark setorial: usar os valores da tabela ou do Atlas EPE 2025 como referência. Uma intensidade acima da média indica espaço para melhoria.

  5. Classificar as ações por esforço e retorno: ações que reduzem consumo, como troca de equipamentos, automação e manutenção, exigem investimento e tempo. Ações que reduzem o custo do que já se consome, como a escolha do modelo de contratação de energia, podem gerar resultado sem alterar a operação.

  6. Priorizar pela relação custo-benefício: para a maioria das PMEs, combinar pequenas melhorias operacionais com a contratação de créditos de energia em geração distribuída costuma gerar retorno mais rápido com menor complexidade.

Empresas que sentem o peso da conta de luz podem dar o primeiro passo com uma simulação simples. Descubra quanto sua empresa pode economizar com a Serena Energia e direcione mais recursos para o crescimento do negócio. Simule seu desconto em menos de 1 minuto.

Reduzir custo sem reduzir consumo com créditos de geração distribuída

Reduzir o custo da energia sem mexer na operação é uma necessidade comum em negócios que dependem de refrigeração, fornos industriais ou sistemas de climatização. Esses equipamentos não podem ser desligados sem impacto direto na receita. Nessas situações, a alternativa é manter o consumo e atuar no valor pago por cada kWh.

A geração distribuída compartilhada segue uma lógica simples. Uma empresa geradora constrói e opera fazendas solares em regiões com alta irradiação. A energia gerada entra na rede das distribuidoras locais. O cliente recebe créditos de energia que são abatidos na conta de luz, o que gera descontos que podem chegar a até 20% sobre o valor da energia consumida.

A geração distribuída oferecida pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros. O processo de contratação é 100% digital: o gestor simula o desconto, envia documentos online e assina o contrato de forma digital. Após a conexão, que pode levar até 90 dias, o desconto passa a aparecer na fatura. Não há investimento inicial próprio, não há obra e não há alteração na relação com a distribuidora local, que continua entregando a energia com a mesma qualidade.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.

Comparação entre instalar painéis próprios e contratar créditos de geração distribuída

Escolher entre instalar um sistema próprio de energia solar ou contratar créditos de geração distribuída exige comparar custo, prazo e riscos.

Critério

Instalação de painéis próprios

Créditos de geração distribuída (Serena Energia)

Investimento inicial próprio

Dezenas de milhares de reais

Zero

Obras no imóvel

Necessárias, com risco de interrupção da operação

Nenhuma

Manutenção

Responsabilidade do proprietário

Responsabilidade da geradora

Prazo para início da economia

Após conclusão da obra e homologação

Até 90 dias para conexão

Prazo de retorno do investimento

Anos

Não aplicável, porque não há investimento inicial próprio

Desconto possível na conta

Variável conforme geração e consumo

Descontos que podem chegar a até 20%

Contratação

Processo físico com múltiplos fornecedores

Processo 100% digital, em menos de 10 minutos

Riscos e limitações de cada caminho

Instalar painéis próprios envolve riscos que vão além do valor investido. A geração depende das condições do telhado, da orientação do imóvel e da irradiação local. Mudanças regulatórias podem alterar as regras de compensação ao longo do tempo. O prazo de retorno, calculado em anos, pressupõe que o negócio permanecerá no mesmo imóvel e com perfil de consumo semelhante durante todo o período. A manutenção e a limpeza dos módulos geram custos recorrentes que precisam entrar no cálculo de viabilidade.

O modelo de créditos de geração distribuída também tem limitações. A elegibilidade depende da localização da empresa, da área de concessão da distribuidora e do estado de atuação da geradora, além do perfil de tensão, que precisa ser de baixa ou média-baixa tensão. O desconto incide sobre a parcela de energia, não sobre encargos fixos da distribuidora, como taxa de disponibilidade e iluminação pública. O prazo de conexão representa um intervalo entre a contratação e o início da economia. Os contratos têm prazo e condições de cancelamento que precisam ser lidos com atenção antes da assinatura.

Para a PME que não tem capital disponível para imobilizar em infraestrutura e precisa de resultado rápido sem alterar a operação, o modelo de créditos de geração distribuída costuma ser uma das estratégias mais eficazes para reduzir o custo energético.

Síntese e próximos passos

O benchmarking energético por setor, com base nos dados do Atlas da Eficiência Energética Brasil 2025 da EPE, oferece à PME um ponto de partida objetivo para avaliar se a conta de luz está acima ou abaixo da média do setor. Indicadores normalizados como kWh/m², GJ/t e MJ/t-km permitem comparações válidas independentemente do porte da operação.

Esse diagnóstico costuma revelar duas frentes de ação. A primeira frente busca reduzir o consumo com equipamentos mais eficientes, automação e manutenção. A segunda frente busca reduzir o custo do que já se consome, por meio do modelo de contratação de energia. Para a maioria das PMEs, a segunda frente tende a ter menor fricção, porque não exige investimento inicial próprio, não altera a operação e gera resultado após o prazo de conexão.

A Serena Energia, que está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, tem mais de 17 anos de história e fazendas solares em 11 estados brasileiros. A empresa oferece esse caminho de forma 100% digital, com fatura única e portal do cliente para acompanhar a economia mês a mês.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

Agora que os benchmarks do setor e as alternativas de contratação estão claros, o próximo passo é quantificar o impacto para o seu negócio. Simule quanto sua empresa pode economizar com a Serena Energia e avalie o ganho potencial na sua margem. Simule seu desconto em menos de 1 minuto.

Perguntas frequentes

O que é benchmarking de eficiência energética e por que minha PME deveria fazer isso?

Benchmarking de eficiência energética é o processo de comparar o consumo de energia da empresa com referências do mesmo setor, usando indicadores normalizados como kWh por metro quadrado ou GJ por tonelada produzida. Sem essa comparação, o gestor não consegue saber se a conta de luz reflete uma operação eficiente ou um desperdício que reduz a margem. Para uma PME, esse diagnóstico é o ponto de partida para qualquer decisão de redução de custo energético, seja por meio de melhorias operacionais, seja por meio da contratação de créditos de energia em geração distribuída.

O que é o ODEX e como ele indica a eficiência do meu setor?

O ODEX é um índice calculado pela EPE que mede o progresso da eficiência energética ao longo do tempo, com 2005 como ano-base e valor igual a 100. Uma queda no ODEX indica que o setor passou a consumir menos energia para produzir a mesma quantidade de produto ou serviço. O EPE calcula o ODEX para os setores industrial, residencial e de transportes. Um setor com ODEX de 80 em 2024 se tornou 20% mais eficiente desde 2005. Para a PME, o ODEX do setor mostra o ritmo de melhoria que os concorrentes já alcançaram e o quanto a operação própria pode estar ficando para trás.

Minha empresa é um supermercado de médio porte. Qual é o consumo esperado e onde posso economizar?

Supermercados de médio porte no Brasil consomem entre 15.000 e 50.000 kWh por mês. Refrigeração e ar-condicionado juntos respondem por mais da metade desse consumo em operações de médio e grande porte. As principais fontes de desperdício incluem temperaturas mal ajustadas, ar-condicionado ligado sem controle fora do horário de pico, compressores e motores com baixa eficiência e equipamentos de refrigeração obsoletos, sem portas ou com vedações comprometidas. Para equipamentos que não podem ser desligados, a alternativa mais direta é reduzir o custo da energia consumida por meio da contratação de créditos de geração distribuída, sem alterar a operação.

Geração distribuída reduz o consumo de energia ou apenas o custo?

A geração distribuída compartilhada reduz o custo da energia, não o consumo. A empresa continua consumindo a mesma quantidade de eletricidade, entregue pela mesma distribuidora local, com a mesma qualidade. O que muda é que créditos de energia gerada em fazendas solares são abatidos na conta de luz, o que gera descontos que podem chegar a até 20% sobre o valor da energia consumida. Para reduzir o consumo, a empresa precisa de ações complementares, como troca de equipamentos, automação e manutenção preventiva. As duas estratégias são compatíveis e se somam.

Quais empresas podem contratar créditos de geração distribuída pela Serena Energia?

A Serena Energia atende pessoas jurídicas com conta de luz a partir de R$ 500 por mês, que operam em baixa ou média-baixa tensão. A cobertura abrange 11 estados brasileiros: Goiás, Pernambuco, Ceará, Bahia, São Paulo, exclusivamente no interior na área de concessão da CPFL Paulista, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, Pará, Maranhão e Rio de Janeiro, exclusivamente no interior. A contratação é 100% digital, sem investimento inicial próprio, sem obras e sem alteração na relação com a distribuidora local. Após a conexão, dentro do prazo mencionado anteriormente, o desconto passa a aparecer na fatura.

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