Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 6 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Separar demanda de consumo: distinguir demanda contratada de consumo real é o primeiro passo para identificar onde estão os maiores custos e oportunidades de redução na fatura do Grupo A.
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Aplicar cinco ações sem CAPEX: manutenção preventiva, correção do fator de potência, revisão da demanda contratada, deslocamento de cargas e desligamento de equipamentos ociosos reduzem gastos sem investimento em obras ou equipamentos.
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Ajustar modalidade tarifária e demanda: escolher entre modalidade tarifária verde ou azul e alinhar a demanda contratada ao perfil real de consumo reduz pagamentos por demanda não utilizada e multas por ultrapassagem.
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Migrar para o mercado livre de energia: a migração, conduzida em cerca de seis meses, substitui o efeito das bandeiras tarifárias por um contrato bilateral de preço fixo por três a cinco anos.
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Iniciar a análise sem custo: para iniciar sua análise de viabilidade sem custo e descobrir quanto sua empresa pode economizar, fale com um consultor da Serena Energia.
Pré-requisitos para começar
O plano começa com a organização das informações básicas de consumo e contratação de energia.
Reúna os seguintes documentos:
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últimas 12 faturas de energia elétrica
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histórico de consumo mensal em kWh e de demanda registrada em kW
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contrato atual com a distribuidora, incluindo modalidade tarifária e demanda contratada
As áreas que precisam estar alinhadas desde o início são: financeira, para aprovação de eventuais ajustes contratuais, operações ou planta, para informar o perfil de carga, e facilities, para executar as ações de otimização. Esse alinhamento é crítico porque cada etapa depende de dados operacionais, decisões financeiras e execução técnica em conjunto.
Em relação à elegibilidade, a empresa precisa estar no Grupo A, conectada em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente.
Visão geral do processo em cinco etapas
O processo segue uma sequência lógica que começa no diagnóstico e termina na migração para o mercado livre de energia.
As cinco etapas se conectam da seguinte forma: o diagnóstico da fatura na etapa 1 alimenta as ações de zero investimento na etapa 2. Essas ações reduzem desperdícios e preparam a base para a otimização tarifária na etapa 3. Com o perfil de consumo mapeado e ajustado, a análise de viabilidade da migração na etapa 4 se torna mais precisa. A etapa 5 consolida a migração e entrega o maior impacto financeiro do plano.
Inicie sua análise de elegibilidade sem custo com a equipe da Serena Energia.
Etapa 1: como ler a fatura do Grupo A?
Objetivo, ações e responsáveis
O objetivo desta etapa é separar os componentes da fatura para identificar onde estão as maiores oportunidades de redução.
A fatura do Grupo A tem dois grandes blocos de custo que precisam de análise independente. O primeiro bloco é a demanda contratada, cobrada em reais por kW independentemente do quanto foi consumido. A demanda é calculada com base no maior pico de consumo registrado em qualquer intervalo de 15 minutos durante o mês de faturamento e pode representar uma parcela relevante da fatura total.
O segundo bloco é o consumo, cobrado em reais por kWh com base na energia efetivamente utilizada, separado entre horário de ponta e fora de ponta. Além desses dois blocos, a fatura inclui a TUSD, encargos setoriais, tributos e o adicional de bandeira tarifária, que varia conforme o nível dos reservatórios hídricos.
A ação prática desta etapa é revisar as últimas 12 faturas e registrar, mês a mês, demanda contratada em kW, demanda medida em kW, consumo em ponta em kWh, consumo fora de ponta em kWh e o adicional de bandeira. Separar o consumo total em kWh da demanda máxima em kW é essencial porque as cobranças de demanda se baseiam no único pico de 15 minutos do período, que pode dominar os custos mesmo quando o consumo total permanece estável.
A área de facilities ou de engenharia conduz esta etapa, com suporte da área financeira para consolidar os dados históricos. Uma vez mapeados os componentes de custo, a empresa passa a enxergar onde concentrar as ações de redução.

Etapa 2: cinco ações de zero investimento
Ações práticas sem necessidade de CAPEX
O diagnóstico da fatura permite aplicar ações imediatas que reduzem consumo desnecessário e picos de demanda sem investimento em obras ou equipamentos.
Com o diagnóstico da fatura em mãos, é possível aplicar cinco ações que não exigem investimento em equipamentos ou obras. Essas ações atuam diretamente sobre picos de demanda e desperdícios de consumo identificados na etapa anterior.
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Manutenção preventiva de equipamentos: manter equipamentos em bom estado reduz o consumo específico de energia e diminui picos de demanda causados por partidas irregulares.
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Correção do fator de potência: um fator de potência abaixo do limite regulatório gera cobranças de energia reativa na fatura. A correção, feita com banco de capacitores já instalado ou com ajuste de set point, reduz esse custo sem necessidade de obra.
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Revisão da demanda contratada: comparar a demanda medida nos últimos 12 meses com a demanda contratada permite identificar excesso de contratação. Uma cláusula de ratchet pode fixar a demanda mínima faturada em 80% do maior pico dos últimos 11 a 12 meses. Um único pico elevado pode encarecer a fatura por um ano inteiro, por isso a eliminação desses picos tem impacto direto.
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Deslocamento de cargas para fora do horário de ponta: operações que conseguem deslocar parte das atividades para fora do horário de ponta reduzem o custo mensal com energia elétrica. O mapeamento de quais equipamentos podem operar em horários alternativos, sem afetar a produção, orienta esse ajuste.
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Desligamento de equipamentos ociosos: equipamentos em stand-by ou em operação fora do horário produtivo geram consumo e podem criar picos de demanda desnecessários. Um levantamento de carga ociosa por turno identifica esses pontos e orienta rotinas de desligamento.
Etapa 3: otimização de modalidade tarifária e demanda
Escolher modalidade e ajustar ultrapassagens
A escolha correta da modalidade tarifária e o ajuste da demanda contratada evitam cobranças desnecessárias.
Empresas do Grupo A podem estar enquadradas na modalidade tarifária verde ou azul. Na modalidade verde, existe uma única demanda contratada para todos os horários. Na modalidade azul, existem demandas separadas para horário de ponta e fora de ponta, com tarifas distintas para cada período.
A escolha entre as duas modalidades depende do perfil de carga da empresa. Operações com consumo concentrado fora do horário de ponta tendem a se beneficiar da modalidade verde. Operações com consumo relevante em horário de ponta e capacidade de reduzir a demanda nesse período podem se beneficiar da modalidade azul. A análise do histórico de consumo por horário indica em qual cenário a empresa se encaixa.
Além da modalidade, é necessário analisar as ocorrências de ultrapassagem de demanda. Sistemas de monitoramento por intervalo permitem identificar os períodos exatos e os equipamentos responsáveis pelo pico de demanda mensal. Com essa informação, a empresa ajusta a demanda contratada para um valor mais próximo da demanda real e reduz tanto o pagamento por demanda não utilizada como as multas por ultrapassagem.
A área de engenharia ou facilities executa esta etapa, com validação da área financeira. Em geral, essa revisão pode ser concluída dentro dos primeiros 30 dias do plano.
Etapa 4: análise de viabilidade da migração para o mercado livre de energia
Como a Serena Energia conduz o processo sem custo adicional
O perfil de consumo mapeado e otimizado permite uma análise de viabilidade mais precisa para a migração.
A Serena Energia realiza essa análise gratuitamente. A partir das faturas e do histórico de consumo, a equipe projeta a economia esperada e apresenta um estudo detalhado com a comparação entre o custo atual no mercado regulado e o custo projetado no mercado livre de energia.
Todo o processo de migração, da notificação à distribuidora até o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a instalação do sistema de medição, é conduzido pela Serena Energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
Solicite um estudo de viabilidade personalizado para a sua empresa.
Etapa 5: o que muda após a migração?
Preço estável, previsibilidade e energia renovável
A migração altera a forma de contratação da energia e aumenta a previsibilidade de custos.
Após a conclusão da migração, a empresa passa a operar com um contrato bilateral de fornecimento de energia com preço acordado antecipadamente, geralmente por um período de três a cinco anos. O custo da parcela de energia contratada deixa de variar com as bandeiras tarifárias e com os reajustes anuais da distribuidora.
A entrega física da energia continua sob responsabilidade da distribuidora local. O que muda é o fornecedor da energia. Em vez de comprar no mercado regulado, a empresa passa a contratar diretamente com a Serena Energia, com preço e prazo definidos em contrato.
A Serena Energia fornece energia proveniente de fontes eólicas. Para empresas com metas de ESG, é possível solicitar a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) correspondentes ao consumo, que comprovam de forma auditável que a energia consumida é de origem renovável. Esses certificados são reconhecidos globalmente e utilizados em relatórios de sustentabilidade para o abatimento de emissões de Escopo 2.

A Serena Energia disponibiliza um painel de acompanhamento com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Um consultor dedicado acompanha o contrato e apoia o monitoramento de performance.
Erros comuns e checklists de validação
Alguns erros se repetem em projetos de redução de gastos com energia e podem ser evitados com uma checagem simples.
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Confundir demanda com consumo: demanda é cobrada em kW pelo pico de 15 minutos. Consumo é cobrado em kWh pelo total do mês. Reduzir o consumo não reduz a demanda se os picos não forem controlados.
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Ignorar a flexibilidade contratual: contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade de consumo. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. O planejamento de consumo faz parte da gestão do contrato.
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Subestimar o prazo de seis meses: a migração leva cerca de seis meses por exigência regulatória, contados a partir da notificação à distribuidora. Empresas que iniciam o processo sem considerar esse prazo adiam o início da economia.
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Não alinhar as áreas internas: a migração envolve decisões financeiras, operacionais e técnicas. A falta de alinhamento entre financeiro, operações e facilities é uma das principais causas de atraso.
Checklist de validação antes de iniciar a migração:
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Últimas 12 faturas coletadas e analisadas
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Demanda contratada revisada e ajustada
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Modalidade tarifária avaliada, verde ou azul
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Fator de potência verificado
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Áreas financeira, operações e facilities alinhadas
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Elegibilidade no Grupo A confirmada
Como verificar os resultados?
A verificação de resultados ocorre logo nas primeiras faturas após a migração.
A primeira checagem acontece na fatura recebida após a conclusão da migração. O painel da Serena Energia permite comparar diretamente o custo no mercado livre de energia com o custo equivalente no mercado regulado, usando os mesmos dados de consumo como base.
Os indicadores principais a acompanhar mensalmente são: custo total da energia em reais, custo por kWh efetivo, calculado dividindo o total pago pelo consumo realizado, demanda medida em relação à demanda contratada e economia acumulada desde a migração.
Veja como acompanhar esses indicadores no painel da Serena Energia.
Opções avançadas
Empresas com operações mais complexas podem ampliar os resultados com soluções adicionais.
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar a gestão de energia em um único contrato com a Serena Energia, o que simplifica a administração e potencializa a economia em escala. Cada unidade elegível, conectada em média ou alta tensão, pode ser incluída no processo de migração.
Para empresas com metas públicas de descarbonização, os I-RECs emitidos pela Serena Energia permitem declarar que o consumo de energia elétrica é 100% renovável, atendendo às exigências de relatórios como GRI, CDP e frameworks alinhados aos ODS da ONU. A Serena Energia também oferece acesso a créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.
A integração do painel de acompanhamento da Serena Energia com sistemas de gestão energética já utilizados pela empresa é uma opção para operações que buscam consolidar dados de consumo, demanda e custo em uma única plataforma de monitoramento.
Perguntas frequentes
Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?
Não. Não existe consumo mínimo exigido para a migração. O único requisito é que a empresa esteja no Grupo A, conectada em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.
Quanto tempo leva o processo de migração?
O processo regulatório leva cerca de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. Durante esse período, a Serena Energia conduz todas as etapas, incluindo registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e gestão documental, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração.
O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos do que o contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade de consumo. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo realizado e apoiando o planejamento de ajustes quando necessário.
A distribuidora local deixa de ter algum papel após a migração?
Não. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia e pela manutenção da rede. O que muda com a migração é o fornecedor da energia, que passa a ser a Serena Energia por meio de contrato bilateral com preço e prazo definidos.
O que são I-RECs e por que são relevantes para empresas com metas de ESG?
I-RECs são os certificados mencionados na etapa 5 que comprovam a origem renovável da energia consumida. A Serena Energia emite um I-REC para cada MWh consumido, o que permite declarar consumo 100% renovável em relatórios para investidores, clientes e frameworks como GRI e CDP.
Conclusão
Reduzir gastos mensais com energia em uma empresa do Grupo A exige um processo estruturado que começa com o diagnóstico correto da fatura, passa por ações de zero investimento e otimização tarifária e culmina na migração para o mercado livre de energia como principal alavanca financeira.
A energia elétrica passou a influenciar competitividade, fluxo de caixa e decisões de gestão financeira nas empresas brasileiras. A migração para o mercado livre de energia se consolidou como uma das estratégias mais adotadas por empresas que buscam reduzir gastos com energia e aumentar previsibilidade orçamentária.
Para diretores financeiros e controllers, a migração oferece previsibilidade por meio de um contrato com preço acordado antecipadamente. Para gerentes de planta e facilities, o processo é conduzido integralmente pela Serena Energia, sem interferência na operação. Para gestores de ESG, a energia contratada é de fonte eólica, com emissão de I-RECs para comprovação auditável da origem renovável.

A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer. A migração gerenciada, a consultoria energética e a gestão do contrato são oferecidas sem custo adicional para clientes sob sua gestão.