Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 18 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos

O primeiro passo é reunir as condições internas e os documentos adequados. As áreas que precisam estar envolvidas desde o início são ESG ou sustentabilidade, finanças, operações e facilities. A colaboração entre esses times define a qualidade dos dados e a velocidade do processo.

Os documentos e informações essenciais incluem:

Esses documentos permitem mapear o perfil de consumo e validar a elegibilidade técnica. Do ponto de vista técnico, a empresa deve estar conectada em média ou alta tensão, condição que define o Grupo A e habilita a migração ao mercado livre de energia. Não há requisito de consumo mínimo, basta pertencer ao Grupo A. Mesmo com esses pré-requisitos atendidos, a orientação de uma consultoria especializada ajuda a reduzir erros nas etapas de certificação.

Visão geral do processo

O programa de compliance ESG na gestão de energia se organiza em quatro fases principais, cada uma com objetivos específicos e dependências claras:

  1. Diagnóstico energético e de emissões: mapeamento do consumo, cálculo das emissões de Escopo 2 e identificação de oportunidades.

  2. Migração ao mercado livre de energia: contratação de fornecedor renovável, processo junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição.

  3. Certificação e rastreabilidade: obtenção e cancelamento de I-RECs correspondentes ao consumo, com integração dos certificados ao inventário de GEE.

  4. Monitoramento, reporte e melhoria contínua: uso de painel digital para acompanhar consumo, economia e emissões, com revisões periódicas alinhadas a frameworks como GHG Protocol e ISO 50001.

Essas fases são interdependentes. A qualidade do diagnóstico determina a precisão da certificação. O monitoramento contínuo alimenta os relatórios de sustentabilidade com dados auditáveis.

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Guia passo a passo

Passo 1 — Mapear o consumo e calcular as emissões de Escopo 2

O ponto de partida é consolidar as faturas de energia de todas as unidades consumidoras e calcular as emissões de Escopo 2 pelos dois métodos exigidos pelo GHG Protocol: o método baseado em localização (location-based), que usa o fator médio da rede elétrica nacional publicado pelo MCTI, e o método baseado em mercado (market-based), que reflete os instrumentos contratuais de energia renovável adquiridos pela empresa.

Esses dois métodos se complementam. O método location-based mostra o impacto médio da matriz elétrica. O método market-based reflete as decisões contratuais da empresa. O responsável interno típico é o gestor de ESG ou sustentabilidade, com suporte de facilities para os dados de consumo por unidade. A principal dependência é a qualidade e completude das faturas. O risco mais comum é a ausência de dados de unidades menores ou em regime de locação.

Passo 2 — Definir metas de redução de Escopo 2 alinhadas a frameworks

Com o inventário base estabelecido, a empresa define metas quantitativas de redução de emissões de Escopo 2. Frameworks como IFRS S1 e IFRS S2 ajudam a estruturar o reporte de riscos e oportunidades climáticas de forma auditável. As metas devem ser registradas formalmente e aprovadas pela alta liderança para garantir governança.

O responsável é o diretor de sustentabilidade, com validação do CFO. A atenção principal é definir metas mensuráveis, vinculadas a um ano-base claro e coerentes com a capacidade de execução da empresa.

Passo 3 — Selecionar fornecedor de energia 100% renovável no mercado livre de energia

A migração ao mercado livre de energia é a etapa operacional central para reduzir as emissões de Escopo 2. A migração ao mercado livre de energia é o passo-chave para que empresas brasileiras implementem contratos de energia renovável e obtenham certificados I-REC para redução de emissões de Escopo 2. A escolha de um fornecedor com geração própria e capacidade de emitir I-RECs é determinante para a rastreabilidade.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criada nas Américas, fornece energia renovável com emissão de I-RECs e conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

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Passo 4 — Executar a migração ao mercado livre de energia

Com o fornecedor selecionado e o estudo de viabilidade aprovado, a próxima etapa é executar a migração propriamente dita. O processo de migração envolve a notificação à distribuidora, o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição (SMF). A Serena Energia assume integralmente essas etapas, incluindo a instalação dos equipamentos de medição, mantendo o modelo sem custo adicional mencionado anteriormente.

O responsável interno é o gerente de operações ou facilities, com suporte jurídico para a documentação. O risco principal é o atraso na entrega de documentos, que pode estender o prazo de migração.

Passo 5 — Obter e cancelar os certificados I-REC

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é o principal instrumento global para certificar eletricidade renovável, reconhecido pelo GHG Protocol, CDP, GRI 302-1, LEED e Science Based Targets initiative (SBTi) para comprovação de consumo renovável em relatórios de sustentabilidade. Cada certificado representa 1 MWh gerado por fonte limpa e contém informações rastreáveis sobre tecnologia, localização da planta e data de geração.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Para que o método market-based resulte em emissões de Escopo 2 próximas de zero, os I-RECs devem ser emitidos e cancelados em nome da empresa reportante, correspondendo ao mesmo ano-calendário do consumo declarado. O cancelamento sem esse vínculo invalida a declaração de Escopo 2 zero.

Passo 6 — Integrar os I-RECs ao inventário de GEE e ao relatório de sustentabilidade

Com os I-RECs cancelados, a empresa atualiza seu inventário de GEE e reporta os dois métodos lado a lado, location-based e market-based, conforme exigido pelo GHG Protocol, que recomenda ainda a auditoria por terceiros para aumentar a credibilidade junto a investidores, parceiros comerciais e cadeias de suprimento internacionais. O relatório deve documentar a fonte dos fatores de emissão utilizados, a versão e a data de publicação.

Passo 7 — Implementar sistema de monitoramento contínuo

A ISO 50001 fornece uma estrutura sistemática baseada no ciclo PDCA para melhorar o desempenho energético, monitorar o consumo com precisão e alinhar a gestão de energia aos objetivos ESG. A adoção de um painel digital de consumo permite acompanhar em tempo real o consumo realizado, a previsão mensal e a economia acumulada.

A Serena Energia disponibiliza para seus clientes um painel com detalhamento da fatura, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, consumo realizado e previsão mensal, sem custo adicional.

Passo 8 — Revisar, reportar e evoluir o programa

Com o sistema de monitoramento em operação, os dados coletados passam a alimentar um ciclo contínuo de revisão e melhoria. O programa de compliance ESG na gestão de energia não é estático. O monitoramento constante e o reporte, com coleta mensal de dados, atualização de fatores de emissão e verificação externa, transformam a gestão de Escopo 2 em vantagem competitiva e ferramenta de compliance. Revisões anuais do inventário, atualização dos fatores de emissão do MCTI e renovação dos I-RECs completam o ciclo.

Erros comuns e solução de problemas

Erros frequentes:

Como corrigir:

Verificação de resultados e métricas

A verificação de resultados depende de indicadores objetivos em três dimensões:

Cada dimensão exige uma frequência de revisão diferente, alinhada ao ritmo de mudança dos dados e às necessidades de reporte. A frequência recomendada de revisão é mensal para dados operacionais e financeiros, e anual para o inventário de GEE e o relatório de sustentabilidade. Frameworks de reporte como ESRS E1 e IFRS S2, que exigem reporte de desempenho energético para investidores, convergem com os requisitos da ISO 50001 e preparam empresas para exigências futuras de governança auditável.

Estruture o painel de métricas adequado ao perfil da sua empresa e às exigências dos seus stakeholders.

Opções avançadas

Empresas com múltiplas unidades consumidoras em diferentes estados podem estruturar um programa centralizado de compliance ESG, consolidando o inventário de Escopo 2 de todas as unidades em um único relatório. Nesse modelo, os I-RECs são obtidos em volume correspondente ao consumo total do grupo, o que simplifica a rastreabilidade e o reporte.

Para organizações com requisitos mais rigorosos, como empresas que reportam ao CDP, participam do RE100 ou têm metas alinhadas ao Science Based Targets initiative (SBTi), é possível complementar a estratégia de Escopo 2 com créditos de carbono para neutralizar emissões de Escopo 1 e Escopo 3. A Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono de projetos certificados para empresas que buscam avançar além da neutralização do consumo elétrico.

Empresas que operam no modelo atacadista dentro do mercado livre de energia, atuando diretamente como agentes na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), podem incluir cláusulas de ajuste e revisão periódica nos contratos de energia. Essas empresas também podem verificar a demanda real em comparação com a demanda contratada para promover melhoria contínua.

Perguntas frequentes

Envie sua dúvida para a equipe da Serena Energia caso sua pergunta não esteja respondida abaixo.

Qualquer empresa do Grupo A pode implementar esse programa?

Sim. O Grupo A reúne empresas com fornecimento em média e alta tensão. Não há requisito de consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia. A elegibilidade é verificada com base no tipo de conexão elétrica da unidade consumidora. A Serena Energia realiza essa análise sem custo.

Quanto tempo leva para a empresa começar a reportar Escopo 2 zero?

O processo de migração ao mercado livre de energia leva cerca de seis meses a partir da notificação à distribuidora. Após a migração, os I-RECs correspondentes ao consumo do período podem ser obtidos e cancelados para o mesmo ano-calendário. Uma empresa que inicia o processo em janeiro pode estar reportando Escopo 2 próximo de zero no relatório de sustentabilidade do mesmo ano.

O I-REC substitui outros certificados de sustentabilidade?

O I-REC é o instrumento específico para comprovar o consumo de energia elétrica renovável e reduzir a zero as emissões de Escopo 2 pelo método market-based. Ele é reconhecido pelo GHG Protocol, CDP, GRI, LEED e SBTi. Outros certificados, como créditos de carbono, atuam de forma complementar para neutralizar emissões de outros escopos. Os dois instrumentos não são intercambiáveis, cada um cumpre uma função distinta no programa ESG.

Quem é responsável internamente por cada etapa do programa?

O diagnóstico de emissões e a definição de metas são liderados pelo diretor de sustentabilidade ou gestor de ESG. A migração ao mercado livre de energia envolve o gerente de operações ou facilities para as questões técnicas e o jurídico para a documentação. O CFO ou controller valida os impactos financeiros e a previsibilidade orçamentária. O monitoramento contínuo é compartilhado entre ESG e finanças, com suporte do parceiro gestor de energia.

A migração ao mercado livre de energia afeta o fornecimento de energia da operação?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. A única mudança é o fornecedor de quem a empresa compra a energia. A Serena Energia conduz todo o processo de migração e adequação do sistema de medição sem impacto para a operação.

Encerramento

Implementar compliance ESG na gestão de energia é um processo estruturável, com etapas claras e resultados mensuráveis. Empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão, têm hoje condições técnicas e contratuais para migrar ao mercado livre de energia, obter I-RECs e reportar emissões de Escopo 2 próximas de zero em um horizonte de até 12 meses.

A Serena Energia conduz esse processo de ponta a ponta, da análise de viabilidade à emissão de I-RECs, passando pela migração gerenciada e pelo monitoramento contínuo via painel digital, mantendo o modelo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

O resultado é uma gestão de energia que entrega previsibilidade financeira, evidências auditáveis para investidores e stakeholders e um compromisso concreto com a descarbonização, sem adicionar complexidade operacional à sua equipe.

Dê o primeiro passo para estruturar o programa de compliance ESG na gestão de energia da sua empresa.

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