Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 12 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

Fase 1: primeiros 30 dias, diagnóstico e classificação

Passo 1 – Diagnóstico financeiro

Objetivo

Construir uma fotografia precisa da saúde financeira da empresa antes de qualquer corte. Sem diagnóstico, os cortes se tornam arbitrários e podem eliminar despesas que sustentam receita.

Ações em sequência

  1. Coletar extratos bancários e de cartão corporativo dos últimos três meses e listar todos os lançamentos recorrentes, criando a base real de gastos.

  2. Reunir DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) dos últimos 12 meses para identificar tendências de receita, custo e margem, complementando a visão de caixa.

  3. Mapear o fluxo de caixa realizado versus projetado para detectar desvios sistemáticos que os extratos e a DRE não explicam sozinhos.

  4. Levantar todos os contratos ativos, com fornecedores, serviços e utilidades, incluindo valor, prazo e cláusula de rescisão, formando o inventário de compromissos.

Responsáveis típicos

Controller ou gerente financeiro, com suporte do contador externo para conciliação contábil.

Dependências e riscos

Garantir o acesso a um sistema ERP atualizado aumenta a qualidade do diagnóstico. Empresas com contabilidade em atraso precisam regularizar essa base antes de avançar. O principal risco é tomar decisões com dados desatualizados.

Checklist de documentos

Passo 2 – Classificação de gastos fixos e variáveis

Objetivo

Separar o que é estrutural do que é contingente. Despesas operacionais em PMEs brasileiras se dividem em três categorias principais: administrativas, comerciais e gerais, e cada categoria reage de forma diferente a cortes. Essa classificação orienta quais despesas exigem negociação contratual e quais respondem a ajustes operacionais.

Ações em sequência

  1. Classificar cada linha de despesa como fixa, quando independe do volume de vendas, ou variável, quando oscila com a operação.

  2. Identificar, dentro das despesas fixas, quais são contratuais com multa de rescisão e quais podem ser encerradas sem custo.

  3. Aplicar o método de quatro categorias para cada grupo, cortar, reduzir, manter ou aumentar, avaliando se a empresa voltaria a contratar aquele item hoje.

  4. Montar uma tabela de priorização por impacto financeiro e facilidade de execução para organizar a ordem dos cortes.

Tabela: classificação de despesas por tipo e ação recomendada

Categoria

Exemplos

Comportamento

Ação prioritária

Administrativa

Aluguel, contabilidade, TI, seguros

Fixa

Renegociar ou substituir

Comercial

Comissões, frete, marketing

Variável

Revisar eficiência por canal

Geral / utilidades

Energia, água, internet, manutenção

Híbrida

Ajustar contratação e consumo

Recorrentes digitais

SaaS, licenças, plataformas

Fixa

Auditar uso real e cancelar ociosos

Responsáveis e riscos

Controller lidera a classificação e coordena as áreas usuárias. O principal risco é subestimar despesas híbridas, como energia elétrica, que tem parcela fixa de demanda contratada e parcela variável de consumo e bandeiras tarifárias, e tratá-las como imutáveis quando são negociáveis.

A conta de energia da sua PME está classificada de forma adequada. Fale com um de nossos consultores e descubra quanto é possível reduzir nessa linha.

Passo 3 – Identificação de ralos e análise de margem

Objetivo

Identificar onde a margem está sendo reduzida antes de cortar qualquer despesa. PMEs devem calcular margem bruta, operacional e líquida dos últimos 12 meses e comparar com os 12 meses anteriores para identificar mudanças relevantes antes de qualquer corte.

Ações em sequência

  1. Calcular a margem operacional por linha de produto ou serviço, e não apenas no consolidado.

  2. Comparar com benchmarks do setor. O percentual de despesas operacionais costuma variar entre 20% e 35% da receita no comércio, 25% e 40% em serviços e 15% e 25% na indústria.

  3. Identificar os três maiores ralos, ou seja, despesas que cresceram acima da receita nos últimos 12 meses.

  4. Verificar se o problema está em custo, precificação ou mix de clientes. Cortar custo quando o problema é preço não resolve a margem.

Tabela: análise de margem por linha

Indicador

Fórmula

Referência de alerta

Margem bruta

(Receita – CMV) / Receita

Queda acima de 3 p.p. em 12 meses

Margem operacional

EBIT / Receita

Abaixo da mediana do setor

Despesas operacionais / receita

Total OPEX / Receita

Acima de 40% indica revisão urgente

Responsáveis e riscos

Controller e diretor financeiro conduzem essa etapa. O principal risco é confundir sintoma com causa. Uma margem em queda pode refletir precificação inadequada, e não excesso de custo. Cortes indiscriminados podem eliminar despesas que sustentam receita.

Fase 2: até 60 dias, negociação e eficiência

Passo 4 – Negociação com fornecedores e análise de contratos

Objetivo

Reduzir o custo de contratos existentes sem romper relações estratégicas. A renegociação com fornecedores fixos e prestadores de serviço costuma ser a segunda prioridade de consultores financeiros em PMEs com restrição de caixa, depois do corte de recorrentes ociosos.

Ações em sequência

  1. Listar todos os contratos com valor anual, prazo de vencimento e cláusula de reajuste para ter a visão completa.

  2. Priorizar os contratos de maior valor e menor custo de substituição para a primeira rodada de negociação.

  3. Levantar cotações de mercado para criar poder de barganha antes da conversa com o fornecedor.

  4. Negociar prazo de pagamento, volume mínimo e indexador de reajuste, e não apenas o preço unitário.

  5. Registrar todas as condições acordadas em aditivo contratual.

Checklist de contratos a revisar

O contrato de energia da sua empresa ainda está no mercado cativo. Fale com um de nossos consultores e veja como renegociar essa linha com impacto direto no OPEX.

Passo 5 – Ajustes de eficiência operacional

Objetivo

Reduzir desperdícios de processo sem cortar capacidade produtiva. A eficiência operacional mede o custo por unidade entregue e pode melhorar sem redução de equipe ou estrutura.

Ações em sequência

  1. Mapear os processos com maior custo por unidade e identificar gargalos ou retrabalho.

  2. Revisar o consumo de insumos e utilidades por turno ou linha de produção.

  3. Avaliar automação de tarefas repetitivas com ferramentas já disponíveis no ERP atual.

  4. Definir indicadores operacionais por área, como custo por pedido, consumo por metro quadrado e tempo de ciclo.

Exemplos de indicadores operacionais

Fase 3: até 90 dias, execução e migração energética

Passo 6 – Plano de 30-60-90 dias

Objetivo

Transformar o diagnóstico em execução com marcos claros, responsáveis definidos e KPIs de acompanhamento.

Tabela: cronograma e KPIs por fase

Fase

Marcos principais

KPIs de acompanhamento

30 dias

Diagnóstico concluído, despesas classificadas, ralos identificados, contratos listados

Percentual de despesas classificadas, número de contratos mapeados

60 dias

Negociações com fornecedores concluídas, ajustes operacionais iniciados, estudo de viabilidade de energia solicitado

Redução de OPEX em reais versus baseline, número de contratos renegociados

90 dias

Contrato de energia no mercado livre de energia assinado, processo de migração iniciado, painel de KPIs operacional ativo

Margem operacional versus período anterior, economia projetada em energia

Responsáveis e riscos

Diretor financeiro atua como sponsor e controller como executor. O principal risco é a paralisia por análise. O plano de 90 dias precisa de datas e responsáveis para cada ação, e não apenas intenções.

Passo 7 – Migração para o mercado livre de energia

Objetivo

Reduzir o custo da energia elétrica com previsibilidade de longo prazo, sem alterar a operação e sem exigir capital da empresa.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Quem pode migrar

Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo. Não existe consumo mínimo, o critério é o enquadramento no Grupo A. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia. A diferença está na negociação de preço e prazo. No mercado cativo, o preço é regulado. No mercado livre de energia, a empresa negocia diretamente com uma geradora ou comercializadora.

Ações em sequência

  1. Reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e identificar demanda contratada, consumo em ponta e fora de ponta.

  2. Solicitar um estudo de viabilidade a uma comercializadora experiente para projetar a economia.

  3. Assinar o contrato bilateral de fornecimento, em geral com prazo de cinco anos e preço fixo.

  4. Iniciar o processo de migração. A comercializadora conduz a notificação à distribuidora, o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição.

  5. Respeitar o prazo regulatório de seis meses para encerramento do contrato com a distribuidora. Após esse período, a empresa passa a operar no mercado livre de energia e a economia aparece já na primeira fatura.

Tabela comparativa: mercado cativo x mercado livre de energia

Critério

Mercado cativo

Mercado livre de energia

Formação de preço

Regulado pela ANEEL, com reajustes anuais e bandeiras tarifárias

Negociado em contrato bilateral com preço fixo por prazo determinado

Previsibilidade orçamentária

Baixa, pois as bandeiras tarifárias tornam o planejamento incerto

Alta, pois o preço acordado antecipadamente reduz surpresas tarifárias

Escolha de fornecedor

Inexistente, a distribuidora local é obrigatória

Ampla, a empresa escolhe geradora ou comercializadora

Entrega física da energia

Distribuidora local

Distribuidora local, sem mudança

Atributo ambiental

Sem certificação de origem renovável

Possibilidade de contratar energia renovável com I-RECs

Serena Energia como parceira de migração

A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história. No mercado livre de energia, atua majoritariamente com energia renovável e oferece contratos de longo prazo com preço fixo. Para clientes sob sua gestão, conduz todo o processo de migração, da análise de viabilidade ao registro na CCEE e à instalação do sistema de medição, sem custo adicional. A primeira fatura com desconto chega após a conclusão da migração.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Erros comuns e solução de problemas

Verificação de resultados

Realizar a verificação de resultados de forma mensal nas três primeiras fases e de forma trimestral após a estabilização mantém o plano sob controle.

Métrica

Como medir

Frequência

Margem operacional

EBIT / Receita líquida

Mensal

OPEX total / receita

Total de despesas operacionais / Receita

Mensal

Economia em energia, em reais

Fatura atual versus fatura equivalente no mercado cativo

Mensal, após migração

Contratos renegociados

Número e valor economizado em reais por ano

Trimestral

Taxa de cumprimento de marcos

Marcos concluídos no prazo sobre o total planejado

Por fase, em 30, 60 e 90 dias

Opções avançadas para múltiplas unidades

PMEs com mais de uma unidade consumidora podem explorar oportunidades adicionais de ajuste energético.

Perguntas frequentes

Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo, o critério é o enquadramento no Grupo A, conforme descrito no passo 7. Para verificar em qual grupo a empresa está, basta consultar a fatura de energia, onde o subgrupo tarifário aparece de forma explícita. Empresas fora do Grupo A podem avaliar a opção de comunhão de cargas com outras unidades.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O prazo regulatório é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora local. Durante esse período, a comercializadora conduz todas as etapas burocráticas, como registro na CCEE, adequação do sistema de medição e gestão contratual. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.

A migração interrompe o fornecimento de energia?

A migração ocorre apenas no âmbito comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia e pela manutenção da rede. A única mudança é o fornecedor comercial de energia. Não há risco de interrupção no fornecimento decorrente da migração.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos do que contratou?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, em geral entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. Uma comercializadora com gestão ativa acompanha o consumo mensalmente e orienta ajustes para reduzir essa exposição.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

A migração para o mercado livre de energia exige investimento da empresa?

Os custos de adequação do sistema de medição e o processo de migração são assumidos pela Serena Energia para clientes sob sua gestão, sem custo adicional. A empresa não precisa imobilizar capital para acessar o mercado livre de energia. Esse ponto diferencia essa alavanca de outras iniciativas de redução de custos, que em geral exigem investimento prévio.

Como o mercado livre de energia contribui para metas de ESG?

Ao contratar energia de fonte renovável no mercado livre de energia, a empresa pode receber Certificados de Energia Renovável, I-RECs, que comprovam de forma auditável que o consumo de eletricidade é de origem limpa. Esses certificados são utilizados em relatórios de sustentabilidade para abater as emissões de Escopo 2 e atender exigências de investidores, clientes e reguladores.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Conclusão

O roteiro de 30-60-90 dias apresentado neste guia oferece ao consultor financeiro uma sequência disciplinada, com diagnóstico, classificação de despesas, análise de margem, negociação de contratos, ajustes operacionais, plano de execução e, como etapa final, migração para o mercado livre de energia. Cada passo tem objetivo claro, responsáveis definidos e KPIs mensuráveis.

A migração energética aparece no sétimo passo porque exige pouco capital, não altera a operação e traz previsibilidade orçamentária de longo prazo. As etapas anteriores preparam a empresa para aproveitar esses benefícios de forma plena.

A Serena Energia, com presença em todo o Brasil, conduz esse processo de ponta a ponta para clientes sob sua gestão, sem custo adicional. O resultado é uma redução na conta de energia e um orçamento menos exposto a surpresas tarifárias.

Pronto para colocar a energia no lugar certo no orçamento da sua PME. Fale com um de nossos consultores e receba um estudo de viabilidade sem custo.

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