Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 10 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

Pré-requisitos para a revisão

Reunir documentos e áreas responsáveis é o primeiro passo para uma revisão consistente. Sem essa base, a análise fica incompleta e as negociações perdem força.

Os documentos essenciais são:

As áreas que devem participar do processo são finanças, operações, facilities e, quando aplicável, a área de ESG. Finanças identifica o impacto orçamentário de cada contrato. Operações avalia se o escopo contratado ainda atende às necessidades reais. Facilities conhece fornecedores e SLAs praticados. A área de ESG verifica se os contratos atuais atendem às metas de sustentabilidade da empresa. Reunir essas perspectivas antes da negociação reduz o risco de cortes que geram economia no curto prazo, mas aumentam custos operacionais ou reputacionais no médio prazo.

Tabela de priorização de contratos

Organizar contratos por prioridade orienta o foco da revisão. A tabela abaixo indica o que verificar em cada categoria e o potencial de economia documentado. Energia elétrica aparece no topo por combinar alto impacto financeiro com esforço operacional relativamente baixo na migração.

Contrato

Prioridade

O que verificar

Potencial de economia

Energia elétrica (Grupo A)

Máxima

Ambiente de contratação (cativo x livre), demanda contratada versus consumo real, bandeiras tarifárias acumuladas

Até 20% na migração para o mercado livre de energia (dado Serena Energia)

Telefonia e internet

Alta

Linhas ativas versus linhas em uso, cláusulas de renovação automática, compromissos mínimos de receita

Redução recorrente com renegociação profissional

Facilities e manutenção predial

Média-alta

Escopo contratado versus serviços efetivamente prestados, índice de reajuste aplicado, SLAs cumpridos

Variável conforme escopo, revisar antes do vencimento para benchmarking de mercado

Segurança patrimonial

Média

Postos ativos versus postos necessários, tecnologia embarcada, cláusulas de saída

Variável, consolidação de fornecedores costuma gerar melhores condições

Software e SaaS

Média

Taxa de utilização de licenças, renovações automáticas em dólar sem teto de reajuste, módulos não utilizados

Descontos com gestão profissional de contratos de TI

Demais serviços recorrentes

Baixa-média

Frequência de uso, duplicidade com outros contratos, condições de mercado atuais

Variável, revisar a cada ciclo de vencimento

Calendário de revisão recomendado: iniciar a análise de cada contrato entre 60 e 120 dias antes do vencimento. Para energia, o prazo regulatório de migração é de 6 meses a partir da notificação à distribuidora. Por isso, o planejamento deve começar com antecedência maior, idealmente entre 9 e 12 meses antes do vencimento do contrato atual.

Visão geral do processo em 5 etapas

  1. Mapear todos os contratos recorrentes e identificar vencimentos e cláusulas de renovação automática

  2. Priorizar energia (Grupo A) e solicitar estudo de viabilidade

  3. Analisar o perfil de consumo e as cláusulas críticas dos demais contratos

  4. Escolher a comercializadora e concluir a migração para o mercado livre de energia

  5. Monitorar resultados e ajustar

Guia passo a passo

Passo 1: mapear todos os contratos recorrentes e identificar vencimentos

Construir um inventário completo é o ponto de partida. Cada contrato deve ser registrado com fornecedor, valor mensal, data de vencimento, prazo de aviso prévio para rescisão e índice de reajuste aplicável. Muitos gestores não conseguem visualizar o ambiente completo de contratos porque relatórios dos fornecedores mostram apenas o que é faturado, não o que é efetivamente utilizado.

Nessa etapa, é comum encontrar serviços duplicados, linhas inativas e licenças não utilizadas. Circuitos ociosos, serviços redundantes e linhas inativas representam um vazamento constante de gastos em ambientes corporativos.

Passo 2: priorizar energia (Grupo A) e solicitar estudo de viabilidade

Dar prioridade à energia para empresas do Grupo A gera impacto financeiro relevante. Empresas com fornecimento em média e alta tensão têm acesso ao mercado livre de energia. Nesse ambiente, a empresa pode negociar preço, prazo e fonte de energia diretamente com a geradora, sem depender apenas das tarifas reguladas. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, o que muda é de quem a empresa compra a energia.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

O primeiro passo concreto é solicitar um estudo de viabilidade com base nas faturas dos últimos 12 meses. A Serena Energia realiza essa análise e projeta a economia esperada antes de qualquer compromisso contratual.

Fale com um de nossos consultores e solicite um estudo de viabilidade para a sua empresa.

Passo 3: analisar o perfil de consumo e as cláusulas críticas dos demais contratos

Enquanto o estudo de energia está em andamento, é o momento de analisar os demais contratos recorrentes. Para energia, o mapeamento do consumo mensal em kWh revela sazonalidades e picos de demanda que orientam a escolha do tipo de contrato no mercado livre de energia. Para os demais contratos, a análise deve focar em cláusulas de renovação automática, que em telecom costumam exigir aviso prévio de 60 a 90 dias, compromissos mínimos de receita e taxas de utilização real versus contratada.

Segundo um blog que cita a Gartner, empresas desperdiçam até 30% dos gastos com software SaaS em licenças não usadas ou subutilizadas, sem menção específica ao Brasil. Identificar esse desperdício antes da renovação viabiliza a negociação de descontos.

Passo 4: escolher a comercializadora e concluir a migração para o mercado livre de energia

Escolher uma comercializadora com histórico sólido reduz riscos na migração. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill, Eurofarma e Bayer. Essa integração entre geração e comercialização reforça a segurança do fornecimento.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Após a assinatura do contrato, a Serena Energia conduz todo o processo de migração, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a notificação à distribuidora, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Fale com um de nossos consultores e entenda como funciona a migração para o mercado livre de energia na prática.

Passo 5: monitorar resultados e ajustar

Monitorar resultados consolida os ganhos da revisão. Após a migração, o acompanhamento mensal permite comparar os custos com o período no mercado cativo e identificar oportunidades adicionais. A Serena Energia disponibiliza um painel com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Para os demais contratos, o monitoramento deve verificar se os SLAs estão sendo cumpridos e se as condições negociadas estão sendo aplicadas corretamente nas faturas.

Erros comuns e como evitá-los

Evitar alguns erros recorrentes aumenta o resultado da revisão anual de contratos:

Verificação de resultados e métricas

Definir métricas claras facilita a medição do impacto da revisão. As principais são:

Opções avançadas para empresas do Grupo A

Empresas que já migraram para o mercado livre de energia podem aprofundar a estratégia contratual. Algumas opções são:

Perguntas frequentes

Minha empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Empresas conectadas em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, podem migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo, o critério é o nível de tensão do fornecimento. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas de energia da empresa.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O prazo regulatório é de 6 meses a partir da notificação à distribuidora. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar. A Serena Energia conduz todas as etapas, incluindo registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e comunicação com a distribuidora, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

O que acontece se minha empresa consumir fora da faixa contratada?

Contratos no mercado livre de energia preveem uma flexibilidade de 5% a 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo e orientando ajustes quando necessário.

Qual a diferença entre mercado livre de energia e mercado cativo?

No mercado cativo, a empresa compra energia da distribuidora local a tarifas reguladas, sujeitas a reajustes anuais e bandeiras tarifárias. No mercado livre de energia, a empresa escolhe seu fornecedor e negocia preço, prazo e fonte diretamente. A distribuidora continua responsável pela entrega física da eletricidade, os fios e postes não mudam. O que muda é o preço da energia e o nível de previsibilidade do custo.

O que é o I-REC e por que ele importa para empresas com metas de ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Ao adquirir I-RECs junto com a energia contratada, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, o que é relevante para relatórios de sustentabilidade e para o cumprimento de metas de redução de emissões de Escopo 2.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A entrega física de energia muda após a migração?

A entrega física permanece a mesma. A distribuidora local continua responsável pela entrega da eletricidade, pela qualidade da rede e pela estabilidade do fornecimento. A migração para o mercado livre de energia é um processo comercial e contratual. Nenhuma instalação física na planta ou escritório é alterada em função da mudança de ambiente de contratação.

Empresas como Heineken, Cargill, Eurofarma e Bayer já migraram para o mercado livre de energia com a Serena Energia?

Sim. A Serena Energia atende empresas de grande porte em diversos setores, incluindo Heineken, Cargill, Eurofarma e Bayer. Hamul Freitas, da Cargill, afirma: “O preço das fontes renováveis é muito mais competitivo em relação à fonte convencional. E essa questão da sustentabilidade também não tem como voltar atrás.” Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer, complementa: “O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.”

Qual é a economia esperada ao migrar para o mercado livre de energia?

A Serena Energia oferece economia de até 20% em relação ao mercado cativo, com preço fixado em contrato de longo prazo. Isso reduz o impacto de bandeiras tarifárias e reajustes anuais sobre o planejamento orçamentário. O estudo de viabilidade, feito a partir das faturas da empresa, projeta a economia específica para cada perfil de consumo antes de qualquer decisão.

Conclusão

A revisão anual de contratos de serviços recorrentes é uma alavanca direta de redução de custos operacionais para empresas do Grupo A. Entre todas as categorias, energia elétrica concentra um dos maiores potenciais de impacto. A migração para o mercado livre de energia converte um custo sujeito a bandeiras tarifárias e reajustes anuais em uma linha mais previsível, com preço fixado em contrato e economia de até 20%.

O processo é conduzido integralmente pela Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. O resultado é maior previsibilidade orçamentária e recursos direcionados para o crescimento do negócio, em vez de gastos desnecessários com energia elétrica.

Fale com um de nossos consultores e dê o primeiro passo para migrar sua empresa para o mercado livre de energia.

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