# Crescimento da energia renovável no Brasil: desafios em 2026

> Solar e eólica já superam 34% da matriz brasileira. Veja como empresas do Grupo A migram para o mercado livre de energia com a Serena Energia.

**Published:** 2026-08-05 | **Updated:** 2026-08-05 | **Author:** André Lima
**URL:** https://blog.srna.co/blog/crescimento-energia-solar-eolica-2026/
**Type:** post


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## Content

*Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia*

## Principais lições deste artigo

- A expansão renovável no Brasil aumentou a instabilidade tarifária e o curtailment, o que torna o mercado regulado uma fonte relevante de risco orçamentário para empresas do Grupo A.
- Migrar para o mercado livre de energia permite definir preço em contrato de longo prazo, receber I-RECs auditáveis e alinhar-se a metas de ESG sem necessidade de investimento inicial elevado.
- O processo de migração segue um prazo regulatório fixo e inclui registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação de medição e gestão ativa do contrato, conduzidos pela comercializadora.
- Empresas que permanecem no mercado regulado continuam sujeitas a bandeiras tarifárias e reajustes anuais, enquanto as que migram ganham previsibilidade de custo e certificação renovável.
- [Para transformar incerteza em vantagem competitiva, fale com a Serena Energia e simule seu desconto.](https://blog.srna.co/fale-conosco/)

## Dimensão e impacto do problema

A expansão renovável acelerada não eliminou a instabilidade tarifária para quem está no mercado regulado. As bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2 continuam sendo aplicadas conforme as condições dos reservatórios hidrelétricos. Esse mecanismo torna o planejamento orçamentário de longo prazo um exercício de incerteza. Para empresas cujo consumo de energia representa parcela relevante das despesas operacionais, essa imprevisibilidade corrói margens e dificulta a precificação de produtos e serviços.

A pressão por descarbonização adiciona uma segunda camada de risco. Investidores, clientes corporativos e reguladores exigem que empresas comprovem a origem renovável de sua energia de forma consistente. Sem um certificado auditável como o I-REC (International Renewable Energy Certificate), declarações de sustentabilidade perdem força em relatórios anuais e em auditorias de cadeia de fornecimento.

Além da imprevisibilidade tarifária e da pressão por certificação, o terceiro vetor de risco vem da própria expansão renovável. O curtailment é a interrupção forçada da geração renovável por falta de capacidade de transmissão ou excesso de oferta localizada. [O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta que o curtailment em usinas eólicas e solares pode atingir até 40 GW por ano entre 2027 e 2030](https://ess-news.com/2026/07/09/brazilian-grid-operator-sees-40-gw-of-renewable-curtailment-by-2030), concentrado nos horários de pico de geração solar. Até agosto de 2025, o curtailment acumulado desde 2021 no Brasil se aproximava de [26,21 TWh](https://www.gerawatts.com.br/nivel-de-curtailment-sobe-36-em-agosto/), e os cortes de janeiro a agosto de 2025 foram [230% superiores ao total registrado em todo o ano de 2024](https://megawhat.uol.com.br/economia-e-politica/empresas/geradoras-renovaveis-tiveram-prejuizo-de-r-880-mi-por-curtailment-aponta-volt-robotics/). [Relatos de mercado indicam taxas de curtailment em projetos renováveis brasileiros entre 15% e 25% no segundo trimestre de 2026](https://reuters.com/business/energy/blackrocks-atlas-freezes-1-billion-brazil-renewables-investments-2026-06-03), com a agência Fitch atribuindo perspectiva negativa a 11 financiamentos de projetos renováveis no país em maio de 2026.

![Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100471108-28e4661fcca3.jpg)**A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.**

Para empresas no mercado regulado, o curtailment não representa um risco direto de fornecimento. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia. O impacto aparece de forma indireta. A menor oferta efetiva de energia renovável em determinados períodos pressiona o PLD para cima, e os custos adicionais dos geradores tendem a ser repassados às tarifas reguladas ao longo do tempo.

## Principais categorias de solução

Empresas do Grupo A que buscam reduzir custos e avançar em metas de ESG podem seguir três caminhos principais. Cada alternativa apresenta nível diferente de investimento, complexidade e prazo até o primeiro resultado.

**Permanecer no mercado regulado** significa continuar comprando energia da distribuidora local a tarifas definidas pela ANEEL, com reajustes anuais e aplicação de bandeiras tarifárias. Essa opção não exige ação adicional da empresa, mas não oferece controle sobre o preço pago nem acesso estruturado a certificados de origem renovável.

**Migrar para o mercado livre de energia**, no Ambiente de Contratação Livre (ACL), permite negociar diretamente com um gerador ou comercializador as condições de fornecimento, como preço, prazo, volume e fonte. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. O que muda é o fornecedor da energia. O processo envolve registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e um prazo regulatório até o início do fornecimento no novo ambiente.

![Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100565842-b9b8a2b63c45.jpg)**A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.**

**Investir em autoprodução** significa construir ou financiar infraestrutura própria de geração. Essa escolha oferece alto grau de autonomia, mas exige capital elevado, prazos longos de implantação, custos contínuos de operação e manutenção, além da necessidade de desenvolver competências em um setor que não faz parte do core business da empresa.

## Comparação entre alternativas

A tabela a seguir compara as três alternativas em quatro dimensões relevantes para a tomada de decisão. Os dados refletem o contexto brasileiro em 2026.

| Critério | Mercado regulado | Mercado livre de energia | Autoprodução |
| --- | --- | --- | --- |
| Investimento inicial | Nenhum | Custos de adequação de medição, custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão | Alto, com implantação de infraestrutura própria de geração |
| Previsibilidade de custo | Baixa, sujeita a reajustes anuais e bandeiras tarifárias | Alta, com preço definido em contrato bilateral, geralmente de 3 a 5 anos | Média a alta após amortização do investimento |
| Prazo até o primeiro resultado | Não aplicável | 6 meses até o início do fornecimento no novo ambiente | Anos, incluindo projeto, licenciamento e construção |
| Alinhamento ESG com certificação auditável | Limitado, sem rastreabilidade de origem por padrão | Alto, com I-RECs emitidos por MWh consumido e abatimento de emissões de Escopo 2 | Alto, mas com necessidade de estrutura própria de certificação |

A parcela de distribuição, que corresponde ao uso da rede da distribuidora local, permanece regulada em qualquer dos três cenários. A economia no mercado livre de energia incide sobre a parcela de energia contratada, não sobre a fatura inteira.

## Como avaliar e implementar uma solução

A decisão de migrar para o mercado livre de energia começa com um diagnóstico estruturado. As etapas a seguir descrevem o processo do ponto de vista da empresa consumidora.

### 1. Levantamento das faturas e diagnóstico de consumo

Reunir as faturas dos últimos 12 meses permite mapear o consumo mensal em kWh e identificar sazonalidades e picos de demanda. Esse levantamento também mostra a composição atual da conta, com energia, TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição), encargos, bandeiras e tributos. Esse conjunto de informações forma a base do estudo de viabilidade.

### 2. Verificação de elegibilidade para o Grupo A

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo. A verificação ocorre a partir da própria fatura, que indica o subgrupo tarifário. A Serena Energia realiza essa análise de elegibilidade sem custo.

### 3. Avaliação técnica e econômico-financeira

Com o perfil de consumo em mãos, a comercializadora projeta a economia esperada, o impacto no fluxo de caixa e as condições do contrato. [Dados da Abraceel indicam que os preços de longo prazo no mercado livre de energia subiram 59% entre janeiro de 2024 e março de 2026](https://abraceel.com.br/destaques/2026/04/preco-da-energia-no-mercado-livre-dispara-em-dois-anos). Esse movimento reforça a importância de contratar com antecedência e com um gerador que tenha lastro próprio de energia.

### 4. Contratação e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

O contrato bilateral define preço, prazo, volume e fonte. O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório e envolve documentação técnica, jurídica e financeira. No modelo varejista, a comercializadora representa a empresa perante a CCEE e assume as obrigações setoriais. A Serena Energia conduz todo esse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

### 5. Adequação do sistema de medição

A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A instalação dos equipamentos compatíveis fica sob responsabilidade da Serena Energia, sem custo adicional para o cliente.

### 6. Monitoramento contínuo

Após a migração, o acompanhamento mensal dos resultados permite comparar os custos com o período no mercado regulado. Esse monitoramento também identifica desvios de consumo em relação ao contratado e orienta ajustes. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

Do ponto de vista de governança, incluir cláusulas de flexibilidade no contrato, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado, ajuda a acomodar variações operacionais sem exposição excessiva ao PLD. Essa margem de manobra reduz o risco de consumo fora da faixa contratada, que expõe a empresa ao preço spot do mercado. A Serena Energia oferece gestão ativa que monitora essas variações e ajusta posições para minimizar essa exposição.

[Quer saber quanto sua empresa pode economizar com a migração? Fale com a Serena Energia e receba um estudo de viabilidade sem custo.](https://blog.srna.co/fale-conosco/)

## Casos de uso e exemplos genéricos

Os cenários a seguir são hipotéticos e ilustram como empresas de diferentes setores podem se beneficiar da migração para o mercado livre de energia.

**Indústria de médio porte.** Uma planta industrial com fornecimento em média tensão enfrenta reajustes tarifários anuais que dificultam a precificação de contratos de longo prazo com clientes. Após migrar para o mercado livre de energia com contrato de cinco anos a preço fixo, a empresa passa a tratar o custo de energia como variável previsível no seu modelo de precificação. O painel de monitoramento permite identificar picos de demanda e orientar projetos de eficiência sem alterar a operação produtiva.

![Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100584610-8f5fe0a614ab.jpg)**O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.**

**Rede hoteleira.** Uma rede com unidades em diferentes estados lida com sazonalidade de ocupação e variação de consumo ao longo do ano. A flexibilidade contratual do mercado livre de energia, com faixa de tolerância de 5% a 10% do volume contratado, acomoda essa variação. A emissão de I-RECs para cada MWh consumido fortalece os relatórios de sustentabilidade da rede junto a operadoras internacionais que exigem comprovação de origem renovável.

**Varejista com alta tensão.** Um varejista com centro de distribuição conectado em alta tensão possui metas públicas de redução de emissões de Escopo 2. A contratação de energia eólica certificada no mercado livre de energia, com emissão de I-RECs, permite declarar consumo 100% renovável de forma auditável. Esse movimento atende às exigências de investidores e de programas como o RE100.

## Perguntas frequentes

### O que é o mercado livre de energia e como ele funciona para empresas do Grupo A?

No mercado livre de energia, empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem escolher de quem compram energia e negociar preço, prazo, volume e fonte diretamente com um gerador ou comercializador. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela manutenção da rede. O que muda é a relação comercial. Em vez de comprar energia a tarifas reguladas pela ANEEL, a empresa fecha um contrato bilateral com condições previamente acordadas. Não há consumo mínimo para participar, basta pertencer ao Grupo A.

### O curtailment de energia renovável afeta empresas que migram para o mercado livre de energia?

O curtailment afeta os geradores, não os consumidores finais. A distribuidora local é obrigada por lei a entregar a energia contratada, independentemente de restrições operacionais no sistema de transmissão. Para o consumidor no mercado livre de energia, o risco relevante é a exposição ao PLD quando o consumo real fica fora da faixa de flexibilidade do contrato. Uma gestão ativa do contrato, como a oferecida pela Serena Energia, reduz essa exposição ao monitorar o consumo e ajustar posições quando necessário.

### Quanto tempo leva a migração e quando a empresa começa a economizar?

O processo regulatório de migração leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, incluindo registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e gestão contínua, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.

### Como o mercado livre de energia contribui para metas de ESG e descarbonização?

A contratação de energia renovável no mercado livre de energia permite solicitar a emissão de I-RECs, certificados internacionais que comprovam de forma auditável que cada MWh consumido foi gerado por uma fonte limpa. Esses certificados são a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade. Esse recurso atende às exigências de investidores, clientes corporativos e programas globais como o RE100. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para empresas que buscam neutralizar outras fontes de emissão.

### Quais são os riscos reais de migrar para o mercado livre de energia?

Os principais riscos são a exposição ao PLD quando o consumo real fica fora da faixa de flexibilidade contratual, as obrigações regulatórias contínuas perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e o prazo até o início da economia. Nenhum desses riscos implica interrupção no fornecimento de energia, já que a distribuidora local continua responsável pela entrega física. No modelo varejista, a comercializadora assume a representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a gestão das obrigações setoriais, o que reduz de forma significativa a carga operacional para a empresa consumidora.

## Conclusão: o próximo passo começa nas suas faturas

O crescimento da energia renovável no Brasil em 2026 redefine o ambiente competitivo para empresas do Grupo A. [Com energia eólica e solar respondendo por 26,4% da geração elétrica brasileira em 2025](https://lexlegal.com.br/matriz-eletrica-brasileira-e-868-renovavel-mas-regulacao-ainda-trava-investimentos/) e [4,4 GW de solar adicionados apenas no primeiro trimestre de 2026](https://pv-magazine.com/2026/05/15/brazil-deploys-4-4-gw-of-solar-in-q1), a expansão continua pressionando o sistema de transmissão e criando oscilações no PLD que se refletem nas tarifas reguladas.

![Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100501762-78f6158fcf2d.png)**A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.**

Para empresas que permanecem no mercado regulado, esse cenário significa seguir expostas a reajustes anuais e bandeiras tarifárias sem controle sobre o preço pago. Para empresas que migram para o mercado livre de energia com planejamento adequado, o mesmo cenário abre a oportunidade de definir o preço da energia em contrato de longo prazo, obter certificação renovável auditável e liberar recursos operacionais para o crescimento do negócio.

O ponto de partida é reunir as faturas dos últimos 12 meses e solicitar um estudo de viabilidade. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão, da análise de elegibilidade à gestão contínua na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

[Cansado do alto custo da conta de luz? Simule seu desconto com a Serena Energia e finalmente coloque sua energia no lugar certo: no crescimento do seu negócio.](https://blog.srna.co/fale-conosco/)

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## Citations

- [Bandeira tarifária com créditos de GD: como funciona em 2026](https://blog.srna.co/blog/como-funciona-bandeira-tarifaria-gd/)
- [Prazo mínimo de contrato na geração de energia compartilhada](https://blog.srna.co/blog/prazo-minimo-contrato-geracao-remota/)
- [Simulador de geração distribuída: como calcular sua economia](https://blog.srna.co/blog/simulador-opengd-economia-geracao-distribuida/)
- [Autoconsumo solar para PMEs: créditos entre filiais](https://blog.srna.co/blog/portal-solar-autoconsumo-remoto-empresas/)
- [Como contratar energia renovável no mercado livre de energia](https://blog.srna.co/blog/contratar-energia-renovavel-mercado-livre/)

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