Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 26 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

O que é custo operacional e como calcular?

Custo operacional é o total de despesas necessárias para manter a empresa funcionando, excluindo investimentos e custos financeiros. A fórmula básica é:

Custo operacional = pessoal + ocupação + energia + demais despesas operacionais

Para calcular, some todos os gastos recorrentes do mês, como folha de pagamento com encargos, aluguel e taxas do imóvel, conta de luz, água, insumos, software, seguros e outros. Em seguida, divida esse total pelo faturamento bruto do mesmo período. O resultado, expresso em percentual, é o índice de custo operacional sobre a receita. Um índice menor que o benchmark do seu setor indica maior margem disponível para reinvestimento.

A utilidade do benchmark está nesse ponto. Sem uma referência externa, o gestor não sabe se um custo de energia de 8% da receita é compatível com o seu segmento ou se representa uma sangria evitável. As seções seguintes apresentam essas referências setoriais, organizadas por segmento de atuação.

Referências de custo operacional por setor (tabelas com fontes IBGE/Sebrae 2026)

As tabelas abaixo consolidam referências de custo operacional como percentual da receita bruta para os principais segmentos de PMEs brasileiras. Os dados de pessoal e ocupação têm como base as pesquisas estruturais do IBGE (PAC, PAS, PIA e PAIC) e o Pulso dos Pequenos Negócios do Sebrae. Os percentuais de energia refletem as faixas reportadas pelo Sebrae para micro e pequenas empresas. Use os intervalos como referência de mercado, não como valores exatos para o seu CNAE específico.

As tabelas a seguir mostram como cada setor distribui seus custos operacionais. Observe especialmente a coluna de energia elétrica, que indica onde a conta de luz tem maior peso relativo e maior potencial de impacto na margem quando reduzida.

Comércio varejista

Linha de custo

% da receita bruta (referência)

Observação

Pessoal (salários + encargos)

15–25%

Varia por porte e mix de CLT/Simples

Ocupação (aluguel, condomínio, IPTU)

2–15%

Lojas de rua: 6–10%, supermercados: 2–5%

Energia elétrica

Até 10%

Refrigeração e climatização são os maiores consumidores

Demais (insumos, software, seguros, impostos)

10–20%

Inclui CMV no caso de revenda

Serviços profissionais

Linha de custo

% da receita bruta (referência)

Observação

Pessoal (salários + encargos)

35–55%

Principal linha, mão de obra é o produto

Ocupação

5–12%

Escritórios em centros comerciais pressionam mais

Energia elétrica

Até 5% (maioria)

Climatização e equipamentos de TI são os maiores consumidores

Demais (software, telecomunicações, impostos)

10–20%

ISS e contribuições sobre receita impactam

Indústria de transformação (pequeno porte)

Linha de custo

% da receita bruta (referência)

Observação

Pessoal (salários + encargos)

15–30%

Depende do grau de automação

Ocupação

3–8%

Galpões industriais têm custo/m² menor

Energia elétrica

Pode representar parcela relevante das despesas operacionais em setores intensivos

Motores, fornos e compressores são os maiores consumidores

Demais (matérias-primas, manutenção, impostos)

25–45%

Insumos e matérias-primas dominam

Construção civil (pequenas construtoras e empreiteiras)

Linha de custo

% da receita bruta (referência)

Observação

Pessoal (salários + encargos)

25–40%

Alta participação de mão de obra direta

Ocupação (escritório + canteiro)

2–6%

Canteiro é custo de obra, não fixo

Energia elétrica (sede e canteiro)

Até 5% (maioria das MPEs do setor)

Sede administrativa é o ponto de controle mais direto

Demais (materiais, equipamentos, impostos)

30–50%

Materiais de construção dominam

Transporte e logística

Linha de custo

% da receita bruta (referência)

Observação

Pessoal (motoristas + encargos)

20–35%

Motoristas CLT têm encargos elevados

Ocupação (garagem, pátio)

2–5%

Menor peso relativo

Energia elétrica (sede e garagem)

Até 5% (maioria das MPEs do setor)

Combustível domina, energia da sede é linha controlável

Demais (combustível, manutenção, pedágios, impostos)

35–55%

Combustível é o maior custo variável

Alimentação (restaurantes, padarias, lanchonetes)

Linha de custo

% da receita bruta (referência)

Observação

Pessoal (salários + encargos)

25–35%

Alta rotatividade eleva custo real

Ocupação

8–14%

Fast-food em shopping pode chegar a 14%

Energia elétrica

até 10%

Refrigeração, fornos e climatização são os maiores consumidores

Demais (insumos alimentares, embalagens, impostos)

25–40%

CMV de alimentos é a maior linha variável

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Quanto custa um funcionário CLT para a empresa em 2026?

O custo de pessoal costuma ser a maior linha do custo operacional. Para empresas fora do Simples Nacional, o custo total obrigatório de um funcionário CLT em 2026 é de aproximadamente 1,55× o salário bruto mensal, antes de benefícios. A composição estrutural inclui:

Um exemplo prático com salário bruto de R$ 10.000 resulta em custo total de R$ 12.000,00 para o empregador, com o colaborador recebendo líquido de R$ 7.442,36 após INSS e IRRF. Com benefícios como vale-refeição, plano de saúde e vale-transporte acima do co-pagamento de 6%, o custo real pode chegar a 1,65–1,85× o salário bruto.

Empresas do Simples Nacional têm a CPP incluída no DAS nos Anexos I-III, mas pagam-na separadamente no Anexo IV, sem isenção de RAT ou contribuições a terceiros.

Pessoal é, na maioria dos setores, a maior linha do custo operacional. Reduzir essa linha sem cortar equipe exige ganhos de produtividade. Outras linhas, como a energia, oferecem caminhos mais diretos de redução sem impacto na operação. O varejo ilustra bem essa dinâmica, pois enfrenta pressão simultânea em múltiplas linhas de custo.

Custo operacional no comércio varejista, como % da receita

No varejo, a estrutura de custos é marcada pela pressão simultânea de pessoal, ocupação e custo de mercadoria vendida (CMV). Essa pressão torna cada linha de custo fixo ainda mais crítica para a rentabilidade. A energia elétrica, embora menor em percentual absoluto do que no setor de alimentação ou na indústria, é uma dessas linhas fixas que comprometem o caixa antes de qualquer venda, ao lado do aluguel, da folha e dos impostos.

Para as micro e pequenas empresas varejistas, a energia elétrica pode consumir até 10% da receita mensal, especialmente em negócios com maior uso de refrigeração, como açougues, hortifrútis e conveniências.

Uma mulher sorridente com cabelos cacheados, vestindo uma camisa cinza e saia laranja, posando em uma loja de roupas moderna e organizada, com araras de moda ao fundo.
Para negócios de varejo, a economia de até 20% na conta de luz via geração compartilhada libera fluxo de caixa para investimentos estratégicos.

O ponto crítico para o varejista é que o custo total de ocupação pode ser 30–40% maior do que o aluguel base quando se somam condomínio, IPTU, fundo de promoção e seguro. Esse efeito comprime ainda mais a margem disponível e torna cada linha controlável, incluindo a energia, estratégica para a rentabilidade.

Custo operacional em serviços profissionais, indústria, construção, transporte e alimentação

A energia aparece como linha relevante em todos os setores e, ao contrário de pessoal ou ocupação, pode ser reduzida sem negociações complexas ou mudanças estruturais. Cada segmento apresenta um perfil específico:

A pesquisa da Serasa Experian mencionada anteriormente detalha que essa pressão de custos atingiu principalmente comércio, com 45%, serviços, com 36%, e indústria, com 18%. No mesmo período, 49% das PMEs registraram redução de margem, e apenas 14,7% conseguiram crescer a margem, em grande parte por meio de reajuste de preços.

Metodologia e fontes oficiais

Os benchmarks apresentados neste artigo têm como base as seguintes fontes primárias:

Esses percentuais funcionam como intervalos de referência setorial, não como valores exatos por CNAE. Empresas com perfil de consumo, localização ou porte muito distintos da média podem apresentar estruturas diferentes. O uso recomendado é como ponto de partida para diagnóstico interno, sempre comparando com os dados reais da própria empresa.

Como aplicar o benchmark na sua empresa?

Aplicar o benchmark na prática envolve um processo simples em quatro etapas conectadas.

  1. Levantar os custos reais do último trimestre por categoria, como pessoal, ocupação, energia e demais despesas. Esse levantamento cria a base de dados para a comparação.

  2. Calcular o percentual de cada linha sobre a receita bruta do mesmo período. Com esses percentuais em mãos, você passa a falar a mesma linguagem dos benchmarks.

  3. Comparar cada percentual com o benchmark do seu setor nas tabelas acima. Essa comparação mostra quais linhas estão dentro da faixa esperada e quais se afastam da referência.

  4. Identificar as linhas acima da média e avaliar quais são controláveis sem impacto operacional. Essas linhas representam as oportunidades imediatas de redução de custo.

O exemplo a seguir mostra como esse processo funciona em um negócio de alimentação.

Exemplo numérico, restaurante com faturamento de R$ 50.000 por mês:

Com uma conta de luz de R$ 4.000 por mês, o desconto mencionado anteriormente representa uma economia de até R$ 800 por mês, ou R$ 9.600 por ano, sem cortar nenhum equipamento, sem obras e sem investimento inicial próprio. Esse valor vai direto para a margem operacional, que passaria de 15% para aproximadamente 16,6%.

Esse é o tipo de resultado que a geração distribuída compartilhada da Serena Energia entrega para PMEs com conta de luz a partir de R$ 500 por mês. A geração distribuída pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros. A contratação é 100% digital: o gestor simula online, envia documentos online e assina o contrato digitalmente. Após o período de conexão, que pode levar até 90 dias, os descontos já aparecem na fatura.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.

Ao contrário da instalação de painéis solares próprios, que exige investimento inicial elevado e anos para o retorno, a geração distribuída compartilhada não demanda nenhum investimento em ativos, nenhuma obra e nenhuma interrupção da operação. A Serena Energia, com mais de 17 anos de mercado e clientes como Cargill e Heineken, está entre as maiores geradoras de energia renovável criadas nas Américas.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

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Perguntas frequentes

Qual é o custo real de um funcionário CLT para a empresa em 2026?

O custo real de um funcionário CLT inclui salário e encargos obrigatórios. Para empresas fora do Simples Nacional, o custo total obrigatório em 2026 é de aproximadamente 1,55× o salário bruto mensal, considerando os encargos. Com benefícios como vale-refeição, plano de saúde e vale-transporte, esse múltiplo pode chegar a 1,65–1,85×. Empresas do Simples Nacional têm a CPP incluída no DAS nos Anexos I-III, mas pagam-na separadamente no Anexo IV, sem isenção de RAT ou contribuições a terceiros.

Como a energia aparece no custo operacional por setor?

A energia elétrica é uma despesa que compromete o caixa antes de qualquer venda, ao lado do aluguel e da folha de pagamento. Para as micro e pequenas empresas brasileiras, ela pode atingir os percentuais indicados nas tabelas setoriais, com maior peso em alimentação e varejo com refrigeração. Em alguns negócios, especialmente no setor de alimentação, no varejo com refrigeração e na indústria, esse peso é ainda maior. Na indústria de transformação, a energia pode representar parcela significativa das despesas operacionais em setores intensivos. O ponto relevante para o gestor é que a energia tem componente fixo, como taxas de disponibilidade e iluminação pública, e componente variável, como consumo e bandeiras tarifárias. Essa combinação torna a linha híbrida e mais difícil de prever no orçamento.

O que é geração distribuída compartilhada e como ela reduz o custo operacional?

Geração distribuída compartilhada é um modelo em que fazendas solares geram energia limpa em larga escala e injetam créditos na rede das distribuidoras. Esses créditos são abatidos diretamente na conta de luz da empresa contratante, sem que ela precise instalar equipamentos, realizar obras ou imobilizar capital. Para a PME, o efeito prático é uma redução na linha de energia do custo operacional, com a economia descrita ao longo deste artigo após o período de conexão, que pode levar até 90 dias. A contratação é 100% digital e não exige investimento inicial próprio.

Quais setores têm maior potencial de redução de custo com energia?

Os setores com maior peso relativo da energia no custo operacional são os que mais se beneficiam de uma redução nessa linha. Alimentação, como restaurantes, padarias e lanchonetes, varejo com refrigeração intensa e indústria de transformação de pequeno porte estão entre os segmentos onde a conta de luz representa parcela mais expressiva da receita. Nesses casos, reduzir a linha de energia sem cortar a operação, por meio da geração distribuída compartilhada, por exemplo, é uma das estratégias mais eficazes para liberar margem de forma imediata. Serviços profissionais e construção civil também se beneficiam, especialmente na redução do custo fixo da sede administrativa.

Coloque sua energia no crescimento do negócio

Comparar o custo operacional da PME com benchmarks setoriais é o primeiro passo para identificar onde a empresa está acima da média e quais linhas podem ser reduzidas sem comprometer a operação. Pessoal e ocupação exigem negociações longas ou mudanças estruturais. A energia, por outro lado, é uma das linhas mais controláveis do custo operacional, e a geração distribuída compartilhada é uma das estratégias mais eficazes para reduzi-la sem investimento inicial, sem obras e com baixa burocracia.

A Serena Energia conecta PMEs a fazendas solares próprias em 11 estados brasileiros, entregando a economia detalhada no exemplo acima após o período de conexão, que pode levar até 90 dias. O processo é 100% digital: o gestor simula, envia documentos online e assina o contrato em poucos minutos. Descobrir quanto a empresa pode economizar é o primeiro passo para colocar a energia no lugar certo, que é o crescimento do negócio.

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