Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 12 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

As despesas que mais superam o IPCA em 2026

Energia elétrica

A energia elétrica residencial subiu 1,53% apenas em junho de 2026, após alta de 3,67% em maio, e foi o item que mais contribuiu para a inflação do mês, conforme o IBGE. No plano regional, os reajustes tarifários de distribuidoras incluíram 19,55% em Curitiba, 14,89% em uma concessionária de Porto Alegre e 8,85% em uma concessionária de São Paulo, o que resultou em alta nacional de 3,03% no mês sob a bandeira tarifária amarela.

Para empresas do Grupo A, que consomem em média e alta tensão, o impacto é maior por causa da estrutura da fatura. A conta combina demanda contratada, consumo em horário de ponta e fora de ponta, encargos setoriais e incidência das bandeiras tarifárias. Cada acionamento de bandeira amarela ou vermelha eleva o custo da energia contratada no mercado regulado sem aviso prévio ao gestor financeiro, o que dificulta projeções precisas.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Planos de saúde corporativos

A Variação de Custos Médico-Hospitalares (VCMH) tem superado o IPCA em anos recentes, segundo dados do IESS. Para 2026, a Mercer projeta reajuste médio entre 8% e 11% para sua carteira, em linha com a inflação médica de 9% a 11%. Planos coletivos empresariais para PMEs registram reajustes médios entre 8,3% e 12,5% em 2026, conforme dados da ANS, sem teto regulatório, pois dependem da sinistralidade e do perfil do grupo. O histórico do IESS mostra VCMH de duas a três vezes acima do IPCA entre 2019 e 2023.

Aluguéis comerciais

Os contratos de locação comercial indexados ao IGP-M seguem dinâmica diferente da inflação ao consumidor. Em junho de 2026, o IGP-M acumulou 3,16% em 12 meses. Em julho, o IGP-M registrou queda de 1,16% no mês, com acumulado de 2,76% em 12 meses. Nesse momento específico, o IGP-M está abaixo do IPCA.

O IGP-M, porém, apresenta maior oscilação estrutural porque atribui 60% de peso ao IPA, índice de preços no atacado sensível ao câmbio e a commodities. Esse desenho pode gerar saltos expressivos em períodos de pressão cambial ou de alta de commodities, como em 2021, quando o índice atingiu 35,8% em 12 meses.

Dimensão e impacto sobre finanças, operações e ESG

Quando despesas crescem acima do IPCA, a empresa sente o efeito nas frentes financeira, operacional e de sustentabilidade.

No plano financeiro, o orçamento aprovado no início do ano perde aderência à realidade ao longo dos trimestres. As margens projetadas sofrem com reajustes não previstos, e o fluxo de caixa absorve choques que poderiam ter sido planejados. A energia elétrica agrava esse cenário, porque o custo pode variar mês a mês conforme a bandeira tarifária vigente, sem mecanismo de antecipação no mercado regulado.

No plano operacional, a incerteza de custos dificulta decisões de precificação, contratação e expansão. Gestores de planta e de facilities precisam justificar variações orçamentárias recorrentes sem ter controle sobre as causas, o que reduz a qualidade do planejamento de médio prazo.

No plano de sustentabilidade, a compra de energia no mercado regulado não oferece rastreabilidade de origem renovável. Empresas com metas públicas de redução de emissões de Escopo 2, provenientes do consumo de eletricidade, não conseguem comprovar a origem limpa da energia consumida sem instrumentos específicos como os I-RECs (International Renewable Energy Certificates).

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A migração para o mercado livre de energia oferece uma resposta integrada para essas três dimensões, ao combinar previsibilidade de preço, estabilidade operacional e possibilidade de comprovar origem renovável. Descubra como resolver as três dimensões ao mesmo tempo com um estudo de migração para o mercado livre de energia.

As principais alternativas para conter custos acima da inflação

Empresas que já ajustaram as linhas mais simples do orçamento costumam concentrar esforços em três caminhos para despesas que crescem acima do IPCA.

O primeiro caminho é a renegociação contratual. Essa abordagem funciona bem para aluguéis, serviços terceirizados e contratos de tecnologia, mas depende de poder de barganha, disposição do fornecedor e momento de vencimento contratual. Essa alternativa não se aplica à energia elétrica no mercado regulado, em que a tarifa é definida pela ANEEL.

O segundo caminho é a eficiência interna. Reduzir consumo de energia, otimizar processos e eliminar desperdícios são ações válidas, mas exigem tempo de diagnóstico, investimento em equipamentos ou mudanças de processo. Os resultados aparecem de forma gradual e atuam sobre o consumo, não sobre o preço unitário da energia.

O terceiro caminho é a mudança do ambiente de contratação. Para empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, a migração para o mercado livre de energia permite negociar diretamente o preço da energia com geradores e comercializadores. A empresa passa a fixar um valor em contrato bilateral de longo prazo, independentemente das bandeiras tarifárias e dos reajustes anuais da distribuidora.

Comparação entre as alternativas

A renegociação contratual tem custo baixo e pode ser executada rapidamente, mas o resultado depende de variáveis externas e não resolve a linha de energia no mercado regulado. Já a eficiência interna, embora reduza o consumo absoluto, exige investimento de capital e tempo de implementação, com retorno distribuído ao longo de anos, sem alterar o preço unitário da energia.

A mudança de ambiente de contratação, por meio da migração para o mercado livre de energia, se diferencia por não exigir mudanças estruturais na operação e por manter a distribuidora local responsável pela entrega física da eletricidade. A empresa passa a tratar o custo de energia como um contrato de longo prazo com preço definido, o que reduz a exposição a reajustes inesperados.

A principal limitação da migração é o prazo regulatório. O processo leva cerca de seis meses a partir da notificação à distribuidora, e a economia passa a aparecer na primeira fatura após a conclusão da migração. Os contratos bilaterais costumam ter duração de três a cinco anos, o que exige comprometimento de médio prazo. Em troca, esse horizonte é o que viabiliza previsibilidade orçamentária, pois o preço da energia fica definido em contrato e a empresa deixa de depender das bandeiras tarifárias para a parcela de energia contratada.

Outras empresas que conectam negócios ao mercado livre de energia atuam apenas como intermediárias, sem geração própria, o que pode representar maior exposição a riscos de fornecimento. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas e atua há mais de 17 anos com 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos. A empresa combina geração e comercialização e oferece contratos bilaterais de longo prazo com preço fixo e I-RECs para comprovação de origem renovável.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Como avaliar e implementar a migração para o mercado livre de energia

Diagnóstico e elegibilidade

O ponto de partida é confirmar se a empresa pertence ao Grupo A, ou seja, se recebe energia em média ou alta tensão. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa nessa condição pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. A análise das faturas dos últimos 12 meses revela o padrão de consumo, a demanda contratada e as sazonalidades relevantes para dimensionar o contrato.

Escolha da comercializadora e negociação do contrato

A escolha de uma comercializadora com geração própria reduz riscos de fornecimento. O contrato bilateral define preço, prazo, volume e flexibilidade contratual, geralmente entre 5% e 10% do volume acordado, com a diferença liquidada no mercado de curto prazo caso o consumo saia dessa faixa.

Registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição

O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia e envolve documentação técnica, jurídica e financeira. A instalação de equipamentos de medição compatíveis com o ambiente de contratação livre também é necessária. A Serena Energia conduz esse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão, incluindo a instalação dos equipamentos de medição.

Período de migração e ativação

O prazo regulatório de cerca de seis meses começa a contar a partir da notificação à distribuidora. Durante esse período, a empresa permanece no mercado regulado. Após a conclusão, a primeira fatura já passa a refletir o preço contratado no mercado livre de energia.

Monitoramento contínuo

Após a migração, o acompanhamento mensal do consumo realizado em relação ao contratado permite identificar desvios e ajustar o planejamento. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado, além de um consultor dedicado ao contrato.

Inicie o diagnóstico de elegibilidade da sua empresa sem custo com o apoio dos consultores da Serena Energia.

Exemplos de aplicação por setor

Uma indústria de médio porte com operação contínua em média tensão enfrenta fatura de energia composta por demanda contratada, consumo em horário de ponta e encargos setoriais. No mercado regulado, cada acionamento de bandeira tarifária eleva o custo sem aviso prévio. Após a migração para o mercado livre de energia, o preço da parcela de energia fica definido em contrato bilateral, e o gestor financeiro passa a projetar esse custo com mais precisão para os próximos anos. A distribuidora local continua entregando a eletricidade normalmente.

Uma rede de lojas com múltiplas unidades em alta tensão precisa consolidar faturas de diferentes distribuidoras e absorver reajustes tarifários regionais distintos. No mercado livre de energia, é possível centralizar a contratação com um único fornecedor para todas as unidades elegíveis, simplificar a gestão e definir o preço da energia em um único contrato.

Uma empresa de serviços com metas públicas de ESG precisa comprovar a origem renovável da energia consumida para seus relatórios de Escopo 2. No mercado livre de energia com a Serena Energia, cada MWh consumido pode ser acompanhado de um I-REC, certificado internacionalmente reconhecido que rastreia a energia desde a fonte geradora até o consumidor final. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Perguntas frequentes

Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Desde janeiro de 2024, qualquer empresa que receba energia em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.

A migração para o mercado livre de energia interrompe o fornecimento de energia?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. Como mencionado anteriormente, a distribuidora mantém sua responsabilidade pela entrega física da eletricidade e pela manutenção da rede. A única mudança é de quem a empresa compra a energia. O fornecimento não é interrompido em nenhum momento do processo.

Quanto tempo leva para a empresa começar a ter economia?

O processo regulatório leva cerca de seis meses a partir da notificação à distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

O que acontece com as bandeiras tarifárias após a migração?

No mercado livre de energia, o preço da parcela de energia fica definido em contrato bilateral. As bandeiras tarifárias incidem sobre o mercado regulado e deixam de afetar a parcela de energia contratada. A parcela de distribuição, referente ao uso da rede da distribuidora, continua regulada e pode variar conforme as revisões tarifárias da ANEEL.

O que são I-RECs e por que são relevantes para relatórios de ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova que determinado volume de energia foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente. Esse documento é reconhecido internacionalmente e permite que a empresa declare, de forma auditável, que seu consumo de eletricidade é de origem 100% renovável, atendendo às exigências de relatórios de sustentabilidade e metas de redução de emissões de Escopo 2.

Conclusão e próximos passos

A inflação oficial não captura a realidade de custo de empresas que convivem com reajustes de planos de saúde corporativos entre 10% e 15%, oscilações tarifárias de energia elétrica que superam esse patamar em reajustes regionais pontuais e uma estrutura de bandeiras tarifárias que torna qualquer projeção de custo de energia uma estimativa sujeita a revisão mensal.

Entre as despesas que crescem acima da inflação oficial, a energia elétrica é a única que pode ter seu preço estabilizado sem cortes operacionais, sem grandes investimentos de capital e sem alteração da estrutura da empresa. A migração para o mercado livre de energia, por meio de um contrato bilateral de longo prazo com preço fixo, transforma uma linha de custo imprevisível em uma variável mais controlada no orçamento.

O primeiro passo prático é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e verificar se a empresa pertence ao Grupo A. Com esses dados, é possível realizar um estudo de viabilidade que projeta o comportamento do custo de energia nos próximos anos sob duas condições, mercado regulado e mercado livre de energia, e fundamenta a decisão com números reais da operação.

Transforme o custo de energia em vantagem competitiva com o apoio dos consultores da Serena Energia e dê o primeiro passo para uma gestão mais previsível dessa despesa.

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