Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Dimensão e impacto do problema

Impactos financeiros: diluição da margem de contribuição e elevação do ponto de equilíbrio

A margem de contribuição representa o valor disponível para cobrir os custos fixos, como aluguel, folha de pagamento e energia elétrica, antes de gerar lucro líquido. Esse indicador é calculado ao subtrair os custos variáveis da receita de vendas, como detalhado em margem de contribuição é calculada subtraindo os custos variáveis da receita de vendas. A fórmula é:

Margem de contribuição por unidade = preço de venda por unidade − custos variáveis por unidade

O ponto de equilíbrio indica o volume mínimo de vendas para cobrir todos os custos fixos. O cálculo é:

Ponto de equilíbrio (unidades) = total de custos fixos ÷ margem de contribuição por unidade

Quando os custos fixos aumentam, o ponto de equilíbrio sobe proporcionalmente. A empresa precisa vender mais para cobrir suas obrigações antes de registrar qualquer lucro. Um exemplo ilustrativo: se uma empresa tem margem de contribuição de R$ 30 por unidade e custos fixos mensais de R$ 90.000, o ponto de equilíbrio é 3.000 unidades. Se os custos fixos subirem para R$ 120.000, por conta de reajustes na tarifa de energia, o ponto de equilíbrio passa para 4.000 unidades. A empresa passa a exigir 33% a mais em volume de vendas apenas para não operar no prejuízo.

Reduzir custos fixos como a conta de energia não altera a margem de contribuição em si, mas aumenta o lucro líquido ao diminuir o montante que precisa ser coberto antes de o resultado tornar-se positivo.

Impactos operacionais: oscilação das bandeiras tarifárias

O mercado cativo impõe custos regulados pela ANEEL e sujeita as empresas às bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2. Essas bandeiras podem elevar o custo da energia em períodos de escassez hídrica e tornam qualquer previsão orçamentária imprecisa. Para um diretor financeiro ou controller com metas agressivas de redução de OPEX, essa imprevisibilidade representa um risco concreto para o planejamento de caixa.

Impactos de sustentabilidade: pressão por metas ESG

A competitividade futura das empresas brasileiras depende da capacidade de incorporar energia limpa e previsível aos modelos de negócio. Essa tendência aparece em análises como a competitividade futura das empresas brasileiras estará ligada à capacidade de incorporar energia limpa e previsível aos modelos de negócio. Investidores, consumidores e parceiros comerciais exigem comprovação auditável do consumo de energia renovável, e a conta de energia elétrica costuma ser uma das principais fontes de emissões de Escopo 2.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Para reduzir custos fixos e fortalecer a estratégia ESG ao mesmo tempo, solicite uma análise do seu perfil de consumo.

Principais categorias de solução

Empresas do Grupo A que buscam reduzir o peso dos custos fixos de energia dispõem de três caminhos principais.

Eficiência energética interna: revisão de processos, substituição de equipamentos e automação para reduzir o consumo total. Esse caminho exige investimento em infraestrutura e tempo de implementação variável.

Autoprodução de energia: instalação de capacidade própria de geração. Essa alternativa demanda alto investimento de capital, longos prazos de implantação e gestão de um ativo que não faz parte do core business da empresa.

Migração para o mercado livre de energia: escolha de um fornecedor de energia com negociação direta de preço, prazo e fonte. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. No modelo varejista, uma comercializadora como a Serena Energia gerencia todo o processo, desde a migração até a gestão mensal junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Mercados de energia competitivos bem estruturados disciplinam preços, fortalecem incentivos ao investimento e reduzem o peso dos altos custos fixos de energia sobre as empresas, segundo análise da OCDE.

Se houver dúvida sobre qual alternativa se encaixa melhor no seu caso, peça uma avaliação técnico-financeira personalizada.

Comparação entre alternativas

Critério

Mercado cativo (status quo)

Autoprodução

Mercado livre de energia (Serena Energia)

Investimento inicial

Nenhum

Alto, com infraestrutura própria

Custos de adequação custeados pela Serena Energia

Previsibilidade de custos

Baixa, sujeita a bandeiras tarifárias e reajustes ANEEL

Média, dependente de O&M e financiamento

Alta, com preço acordado em contrato de longo prazo

Complexidade operacional

Baixa

Alta, com gestão de ativo energético

Baixa para o cliente, com gestão integral pela Serena Energia

Alinhamento ESG

Sem certificação de origem renovável

Dependente da fonte instalada

Energia 100% renovável com emissão de I-RECs

Essa análise considera o modelo varejista no mercado livre de energia, no qual a Serena Energia atua como comercializadora e gestora energética. Em setores de alta intensidade energética, a gestão estruturada de contratos no mercado livre de energia é utilizada para reduzir a oscilação dos custos e tornar a energia um fator de competitividade, e não de pressão sobre margens.

Para entender como esses critérios se aplicam ao seu negócio, solicite uma análise comparativa personalizada.

Como avaliar e implementar uma solução

Diagnóstico: levantamento das faturas de energia dos últimos 12 meses para mapear consumo, demanda contratada e sazonalidades. Esse passo orienta a escolha do modelo contratual mais adequado.

Elegibilidade: verificação se a empresa pertence ao Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa nessa faixa pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo.

Avaliação técnico-financeira: projeção da economia potencial com base no perfil de consumo real, comparando o custo atual no mercado cativo com as condições disponíveis no mercado livre de energia.

Contratação: definição de prazo, volume e preço com a comercializadora. A Serena Energia oferece contratos tipicamente de 3 a 5 anos, com preço fixo para a energia contratada.

Adequações técnicas: instalação do sistema de medição compatível com o mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza por esse processo sem custo adicional para o cliente.

Migração: processo regulamentar com prazo de cerca de 6 meses, período em que a Serena Energia conduz todas as etapas burocráticas junto à CCEE e à distribuidora local.

Monitoramento contínuo: após a entrada no mercado livre de energia, acompanhamento mensal do consumo realizado versus contratado, com suporte de um consultor dedicado da Serena Energia.

Para que a migração ocorra sem atrasos ou custos inesperados, vale evitar três erros comuns: iniciar o processo sem análise prévia das faturas, o que pode levar a contratos mal dimensionados; subestimar o prazo de 6 meses para a migração, o que compromete o planejamento orçamentário; e escolher uma comercializadora sem geração própria, o que pode representar maior risco de fornecimento.

Para iniciar o diagnóstico do consumo da sua empresa, conte com o apoio dos consultores da Serena Energia.

Casos de uso e exemplos genéricos

Indústria de alimentos: uma empresa do setor alimentício com operação contínua em três turnos enfrenta custos de energia que representam uma parte relevante do seu OPEX. A aplicação de bandeiras tarifárias em períodos de estiagem eleva o custo mensal de forma imprevisível, pressiona o ponto de equilíbrio e dificulta a precificação dos produtos. Após a migração para o mercado livre de energia com preço fixo contratado, o custo de energia passa a ser conhecido com antecedência, o que permite planejamento orçamentário mais preciso e redução do ponto de equilíbrio.

Rede de varejo com múltiplas unidades: uma rede com dezenas de lojas em média tensão acumula faturas de energia que variam mês a mês. A consolidação do fornecimento em um único contrato no mercado livre de energia simplifica a gestão, reduz o custo unitário e libera o time financeiro para focar em análises estratégicas em vez de reconciliar faturas divergentes.

Empresa de logística: um operador logístico com centros de distribuição de grande porte tem na energia elétrica um dos principais componentes do custo fixo de cada unidade. Em setores onde a energia é um dos principais determinantes do custo final de produção, a gestão estruturada desse insumo é fator direto de competitividade. A migração para o mercado livre de energia, com certificação de origem renovável via I-RECs, atende simultaneamente às metas de redução de OPEX e às exigências ESG de clientes e investidores.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Para conhecer exemplos próximos à realidade do seu setor, solicite um estudo de caso adaptado ao seu perfil de consumo.

FAQ

O que é margem de contribuição e como a energia elétrica a afeta?

A margem de contribuição é o valor que sobra da receita de vendas após a dedução dos custos variáveis. Esse valor cobre os custos fixos da empresa, como aluguel, folha de pagamento e energia elétrica, antes de gerar lucro líquido. A energia elétrica, quando tratada como custo fixo, não reduz diretamente a margem de contribuição, mas eleva o volume de vendas necessário para cobrir esse custo. Quanto maior o custo fixo de energia, maior o ponto de equilíbrio e menor o lucro líquido para um mesmo nível de faturamento.

Quem pode migrar para o mercado livre de energia no Brasil?

Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente, com base nas faturas de energia da empresa.

A migração para o mercado livre de energia representa risco de interrupção no fornecimento?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A entrega física permanece com a distribuidora local, e apenas o fornecedor comercial muda. A Serena Energia gerencia todo o processo de migração, incluindo a adequação do sistema de medição, sem custo adicional para o cliente.

Como funciona a previsibilidade de custos no mercado livre de energia?

No mercado livre de energia, o preço da energia é acordado antecipadamente em contrato, geralmente por um período de 3 a 5 anos. Esse modelo elimina a incerteza das bandeiras tarifárias aplicadas no mercado cativo e permite que o time financeiro planeje o orçamento de energia com precisão. A Serena Energia oferece contratos com preço fixo, o que proporciona previsibilidade total ao longo da vigência contratual.

O que são I-RECs e por que são relevantes para empresas com metas ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede elétrica. Ao adquirir I-RECs junto com a energia contratada, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, informação essencial para relatórios de sustentabilidade e para o cumprimento de metas de redução de emissões de Escopo 2. A Serena Energia emite I-RECs correspondentes ao consumo de cada cliente.

Para esclarecer dúvidas sobre elegibilidade, contratos e certificações de sustentabilidade, converse com a equipe de consultoria da Serena Energia.

Conclusão e próximos passos

Despesas fixas elevadas, especialmente a conta de energia elétrica, comprimem o lucro líquido ao elevar o ponto de equilíbrio e reduzir o valor disponível para reinvestimento e crescimento. Para empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, a migração para o mercado livre de energia representa um caminho direto para transformar esse custo fixo em um valor menor e previsível, sem exigir investimento em infraestrutura própria e sem aumentar o risco operacional.

As fontes de energia limpa já são a opção mais barata para a nova geração de energia no Brasil. Esse cenário cria uma vantagem competitiva estrutural para empresas que conseguem acessar essas fontes de forma eficiente. Em paralelo, quando a concorrência nos mercados de energia é fraca, as pressões de eficiência sobre os fornecedores diminuem, resultando em contas de energia mais altas e menos previsíveis. O mercado livre de energia foi desenhado justamente para enfrentar esse contexto.

O primeiro passo prático consiste em organizar as faturas de energia dos últimos 12 meses e mapear o consumo mensal, a demanda contratada e as variações sazonais. Com esses dados em mãos, a Serena Energia realiza um estudo de viabilidade detalhado, projeta a economia potencial e conduz todo o processo de migração, da análise inicial ao monitoramento contínuo, sem custo adicional para o cliente.

Com mais de 17 anos de história e um portfólio que inclui empresas como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas. Essa combinação de escala, solidez financeira e expertise operacional atende ao nível de rigor que um diretor financeiro ou controller exige ao tomar uma decisão estratégica de gestão de custos.

Para dar o primeiro passo e transformar sua conta de energia em vantagem competitiva, fale com a Serena Energia.

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