Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

1. Fazer o diagnóstico da fatura e priorizar ações operacionais de baixo esforço

Reduzir a conta de luz começa por entender a composição da fatura. A conta de energia de uma empresa do Grupo A reúne demanda contratada, consumo em horário de ponta e fora de ponta, energia reativa excedente e encargos setoriais. Cada item se conecta a uma frente específica de redução de custos.

O checklist abaixo orienta o diagnóstico inicial:

Com o diagnóstico em mãos, a empresa pode priorizar ações operacionais de menor esforço e maior retorno. A tabela abaixo resume as principais iniciativas, com esforço de implantação, impacto estimado e prazo típico de retorno.

Ação Esforço de implantação Impacto estimado no consumo Prazo típico de retorno
Substituição de luminárias por LED industrial Baixo a médio 50–65% do consumo de iluminação 12–24 meses
Sensores de presença e automação de iluminação Baixo Redução adicional sobre o consumo de iluminação Inferior a 12 meses
Correção do fator de potência com banco de capacitores Médio Eliminação de multas por reativo excedente 4–12 meses
Agendamento de equipamentos fora do horário de ponta Baixo Redução direta na tarifa de ponta Sem investimento

Quando implementadas em conjunto, essas ações entregam resultados relevantes. Plantas industriais sem histórico de otimização podem alcançar reduções de 10% a 25% no consumo total nos primeiros 24 meses ao eliminar desperdícios evidentes, como iluminação ligada fora do horário de produção e equipamentos ineficientes. Em plantas já otimizadas, programas contínuos de eficiência entregam ganhos adicionais de 3% a 8% ao ano.

Essas iniciativas reduzem o consumo, mas não alteram o preço pago por cada kWh. Para avançar na redução estrutural de custos, a empresa precisa atuar sobre a estrutura da fatura.

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2. Otimizar a demanda contratada e o consumo no horário de ponta

Ajustar a demanda contratada reduz desperdícios recorrentes na fatura do Grupo A. Quando a demanda contratada fica acima do pico real de consumo, a empresa paga por capacidade ociosa. Quando fica abaixo, a empresa paga multas por ultrapassagem. Em ambos os cenários, há custo que pode ser evitado.

O processo de otimização segue uma sequência lógica que conecta dados, análise e ajuste contratual:

  1. Coletar os registros de demanda medida dos últimos 12 meses, disponíveis na fatura ou no sistema da distribuidora. Esses dados formam a base para entender o comportamento do consumo.
  2. Com os registros em mãos, identificar o pico real de demanda e compará-lo com o valor contratado. Essa comparação mostra se há folga excessiva ou risco de ultrapassagem.
  3. A partir dessa análise, verificar se há ultrapassagens recorrentes ou se a demanda contratada está sistematicamente acima do pico.
  4. Com o valor adequado definido, solicitar à distribuidora o ajuste do contrato de demanda.
  5. Em paralelo, avaliar quais equipamentos podem ser desligados ou reprogramados entre 18h e 21h para reduzir o consumo no horário de ponta.

O checklist abaixo ajuda a revisar o uso de energia no horário de ponta:

Otimizar demanda e horário de ponta é uma ação dentro do mercado cativo. Essa medida reduz o custo, mas mantém a exposição às bandeiras tarifárias e não oferece previsibilidade de longo prazo. Para obter uma redução estrutural e duradoura, o passo seguinte é aprofundar a análise da fatura e preparar a migração para o mercado livre de energia.

3. Aprofundar a análise da fatura e preparar a migração

Entender a estrutura da fatura orienta a decisão sobre a migração. A fatura de energia de uma empresa do Grupo A reúne encargos setoriais, custos de distribuição, custo de transmissão e a parcela de energia. As parcelas de distribuição, transmissão e encargos continuam sendo cobradas mesmo após a migração para o mercado livre de energia, pois a distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade. A parcela de energia, que costuma ser a maior, é o foco principal da migração.

Para preparar a empresa para a migração, é necessário mapear:

Esse mapeamento alimenta diretamente o estudo de viabilidade de migração. Com essas informações, é possível projetar a economia esperada no mercado livre de energia e definir o melhor momento para iniciar o processo.

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4. Migrar para o mercado livre de energia como solução estrutural

Migrar para o mercado livre de energia representa a principal alavanca de redução de custo para empresas do Grupo A conectadas em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido, basta a empresa pertencer ao Grupo A.

No mercado livre de energia, a empresa deixa de comprar energia com tarifas reguladas e passa a negociar diretamente com um fornecedor, definindo preço, prazo e fonte. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e o que muda é apenas o fornecedor de quem a energia é comprada.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Entre 2024 e 2025, aproximadamente 48.500 consumidores migraram para o mercado livre de energia no Brasil, e 73% das empresas que migraram perceberam redução nos custos de energia.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A Serena Energia conduz o processo de migração de ponta a ponta para clientes sob sua gestão. As etapas seguem a sequência abaixo.

  1. Análise de viabilidade: a Serena Energia analisa as faturas e o perfil de consumo da empresa e projeta a economia esperada.
  2. Assinatura do contrato: a empresa firma contratos bilaterais, tipicamente de cinco anos, com preço acordado antecipadamente, o que elimina a exposição às bandeiras tarifárias na parcela de energia contratada.
  3. Processo de migração: a Serena Energia conduz toda a burocracia, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a instalação dos equipamentos de medição.
  4. Início da economia: após seis meses, prazo regulatório para encerramento do contrato com a distribuidora, a empresa entra no mercado livre de energia e passa a perceber a economia na fatura.
  5. Gestão contínua: um consultor dedicado da Serena Energia acompanha o contrato, monitora a performance e representa a empresa perante a CCEE.

Os benefícios estruturais da migração incluem:

O relatório CDP Disclosure Dividend 2026, baseado em dados de mais de 11.200 empresas, mostra que projetos de eficiência energética entregam uma mediana de US$ 4,5 economizados para cada dólar investido no Brasil, acima da média global de US$ 3,6. A migração para o mercado livre de energia complementa essas iniciativas ao atuar diretamente sobre o preço pago por cada MWh consumido.

A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer. A integração entre geração e comercialização oferece solidez e competitividade que empresas que apenas revendem energia de terceiros não replicam com facilidade.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

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Perguntas frequentes

Minha empresa é do Grupo A. O que isso significa para a migração?

Pertencer ao Grupo A significa estar conectado em média ou alta tensão. Toda empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não há consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O processo leva seis meses, conforme o prazo regulatório para encerramento do contrato com a distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo, da análise inicial ao início do fornecimento no mercado livre de energia. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão da migração, por isso iniciar o processo com antecedência antecipa os resultados.

A migração pode interromper o fornecimento de energia?

A migração é um processo comercial e contratual, sem interrupção no fornecimento físico. A distribuidora local continua responsável pela entrega da eletricidade e pela manutenção da rede. O que muda é apenas o fornecedor de quem a energia é comprada. A Serena Energia também se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição necessários.

O que acontece se o consumo real ficar fora do volume contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. O consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo mensalmente e orientando ajustes quando necessário.

Como a migração contribui para as metas de ESG da empresa?

A energia fornecida pela Serena Energia no mercado livre de energia é proveniente de fontes renováveis, em grande parte eólica. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir Certificados de Energia Renovável (I-RECs), documentos reconhecidos globalmente que comprovam a origem limpa da energia e permitem declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade. Essa medida endereça diretamente as emissões de Escopo 2. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Conclusão

Reduzir a conta de luz de uma empresa do Grupo A segue uma sequência clara: iniciar com ações operacionais de baixo esforço, avançar para a otimização da demanda contratada e do horário de ponta e concluir com a migração para o mercado livre de energia como solução estrutural de longo prazo.

As ações operacionais reduzem o consumo. A otimização da demanda ajusta a estrutura tarifária e elimina desperdícios. A migração para o mercado livre de energia atua sobre o preço pago por cada MWh, que costuma ser a maior parcela da fatura, e oferece previsibilidade que o mercado cativo não proporciona.

A Serena Energia conduz esse processo de ponta a ponta, com um consultor dedicado e um painel digital para acompanhamento da economia mês a mês.

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