Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 6 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

Classificação de despesas fixas, variáveis e híbridas

Todo programa de redução de custos começa com a classificação de cada linha de despesa por relevância estratégica e por comportamento em relação ao volume de atividade. A tabela abaixo organiza as principais categorias de despesa de uma empresa do Grupo A.

Categoria

Tipo

Exemplos

Alavanca de redução

Essencial, fixa

Fixa

Aluguel, folha de pagamento, seguros obrigatórios

Renegociação contratual, revisão de escopo

Essencial, variável

Variável

Matérias-primas, insumos de produção, logística

Eficiência de processo, compras centralizadas

Importante, híbrida

Híbrida

Energia elétrica, com demanda contratada, consumo, encargos e bandeiras tarifárias

Migração ao mercado livre de energia, que converte a parcela de energia em preço contratado

Dispensável

Variável

Licenças de software não utilizadas, serviços redundantes

Auditoria e cancelamento

A energia elétrica ocupa uma posição singular nessa classificação. Tratar a conta de luz apenas como custo fixo ignora seus componentes variáveis e limita as oportunidades de redução. A fatura de uma empresa do Grupo A combina uma parcela fixa, a demanda contratada paga mensalmente independentemente do volume produzido, e uma parcela variável, composta pelo consumo em kWh, pelas bandeiras tarifárias e pelos encargos setoriais. A classificação correta desses custos híbridos evita distorções no custo unitário do produto e sustenta análises precisas de ponto de equilíbrio e de precificação. Com essa estrutura de classificação estabelecida, os próximos passos mostram como aplicar esse olhar na prática para identificar oportunidades concretas de redução.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Passos 1 a 3: mapeamento inicial de despesas

Passo 1: inventariar todas as linhas de despesa

Objetivo: obter visibilidade completa sobre o que a empresa paga mensalmente.

Ações:

Responsáveis: controller ou gerente financeiro, com apoio da área de compras.

Riscos: despesas lançadas em rubricas genéricas podem mascarar gastos relevantes.

Pontos de atenção: separar a fatura de energia em suas componentes, demanda, consumo, encargos e tributos, desde esta etapa.

Passo 2: classificar cada despesa pela tabela de categorias

Objetivo: priorizar as linhas com maior potencial de redução e menor risco operacional.

Ações:

Responsáveis: controller, com validação do diretor financeiro.

Riscos: classificar a energia apenas como fixa ou apenas como variável leva a decisões equivocadas de corte.

Pontos de atenção: considerar na parcela fixa da energia os encargos de potência contratada e, na parcela variável, o consumo em kWh e os acréscimos de bandeiras tarifárias. As duas precisam ser tratadas separadamente.

Passo 3: mapear contratos com prazo de renovação nos próximos 12 meses

Objetivo: identificar janelas de renegociação sem custo de rescisão.

Ações:

Responsáveis: gerente de compras ou procurement, com suporte jurídico.

Riscos: economias de renegociação só geram impacto no resultado quando são rastreadas, validadas e monitoradas para que os fornecedores faturem nas condições acordadas.

Pontos de atenção: o contrato de energia com a distribuidora local exige aviso prévio de seis meses para encerramento. Iniciar a análise com antecedência é determinante para não perder a janela de migração ao mercado livre de energia.

Solicite sua análise de viabilidade gratuita com base nas faturas de energia da sua empresa.

Passos 4 a 7: foco em energia como item híbrido

Passo 4: decompor a fatura de energia em suas parcelas

Objetivo: entender exatamente o que compõe o custo de energia e qual parcela pode ser convertida em preço contratado.

Ações:

Responsáveis: gerente de facilities ou de operações, com suporte do controller.

Riscos: comparar apenas o valor total da fatura sem decompor as parcelas impede a identificação da alavanca correta.

Pontos de atenção: a parcela de distribuição, TUSD, permanece regulada mesmo após a migração ao mercado livre de energia. A redução incide sobre a parcela de energia contratada.

Passo 5: confirmar a elegibilidade para o mercado livre de energia

Objetivo: verificar se a empresa está apta a migrar e iniciar o processo.

Ações:

Responsáveis: gerente de operações ou de facilities, com validação do diretor financeiro.

Riscos: unidades em baixa tensão, Grupo B, não são elegíveis ao mercado livre de energia.

Pontos de atenção: desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar, independentemente do nível de consumo.

Passo 6: entender como o mercado livre de energia converte energia em custo contratado

Objetivo: compreender o mecanismo que transforma a linha híbrida de energia em despesa previsível.

Ações:

Responsáveis: diretor financeiro e gerente de operações, em conjunto com a comercializadora.

Riscos: consumo significativamente acima ou abaixo do contratado gera exposição ao preço de curto prazo. Uma gestão ativa do perfil de consumo reduz essa exposição.

Pontos de atenção: o preço fixo vale para a parcela de energia contratada. Encargos de distribuição e tributos seguem regulados e podem variar.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Veja como estruturar um contrato de três a cinco anos que converta a linha de energia em despesa previsível.

Passo 7: selecionar uma comercializadora com geração própria

Objetivo: reduzir o risco de fornecimento escolhendo um parceiro com lastro de geração própria.

Ações:

Responsáveis: diretor financeiro, com suporte jurídico para análise contratual.

Riscos: comercializadoras sem geração própria dependem de comprar energia de terceiros, o que pode representar maior risco no fornecimento.

Pontos de atenção: a Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história. A integração entre geração e comercialização confere previsibilidade e competitividade ao contrato. Migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia são oferecidas pela Serena Energia sem custo adicional exclusivamente para clientes sob sua gestão.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

“O preço das fontes renováveis é muito mais competitivo em relação à fonte convencional. E essa questão da sustentabilidade também não tem como voltar atrás.” — Hamul Freitas, Strategic Sourcing Consult na Cargill

“O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.” — Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer

Passos 8 a 10: contratação e acompanhamento

Passo 8: formalizar o contrato e iniciar o processo de migração

Objetivo: assinar o contrato bilateral e dar início ao processo regulatório de seis meses.

Ações:

Responsáveis: diretor financeiro e jurídico.

Riscos: atrasos na assinatura postergam o início da economia, que começa na primeira fatura após a conclusão da migração.

Pontos de atenção: outras empresas que conectam negócios ao mercado livre de energia podem ou não assumir os custos de adequação do sistema de medição. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição, incluída no serviço de gestão.

Passo 9: acompanhar o período de migração

Objetivo: monitorar o andamento das etapas regulatórias e preparar a operação para a transição.

Ações:

Responsáveis: gerente de operações e gerente de facilities.

Riscos: pendências documentais ou atrasos na adequação do medidor podem estender o prazo de migração.

Pontos de atenção: o prazo regulatório de seis meses é contado a partir da notificação à distribuidora. A operação não sofre interrupção em nenhum momento do processo.

Passo 10: monitorar resultados e ajustar o contrato

Objetivo: verificar a economia realizada, comparar com o mercado cativo e identificar oportunidades de ajuste.

Ações:

Responsáveis: controller e gerente de operações.

Riscos: variações relevantes no consumo sem ajuste contratual podem gerar custos adicionais de liquidação.

Pontos de atenção: a Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Cada cliente conta com um consultor dedicado.

“Os preços sempre foram extremamente competitivos. Tem ainda a parte da sustentabilidade e do atendimento, que a gente já conhecia, e da confiança. Foram diferenciais para a gente no momento da renovação.” — Guilherme Lopes Sobral, Novos Negócios na Casa Santa Luzia

Inicie o processo de migração da sua empresa ao mercado livre de energia.

Perguntas frequentes

O que é o mercado livre de energia e como ele se diferencia do mercado cativo?

No mercado cativo, a empresa compra energia da distribuidora local a tarifas reguladas, sujeitas a reajustes anuais e a acréscimos de bandeiras tarifárias. No mercado livre de energia, a empresa escolhe seu fornecedor e negocia preço, prazo e volume diretamente. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A principal mudança é comercial e contratual, sem impacto na continuidade ou na qualidade do fornecimento.

Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar?

Não. Desde janeiro de 2024, o único critério de elegibilidade é estar conectado em média ou alta tensão, Grupo A. Não há exigência de volume mínimo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente.

Quanto tempo leva a migração e quando a empresa começa a economizar?

O processo regulatório leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora local. Esse prazo é exigido para o encerramento do contrato vigente com a distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo como parte do serviço de gestão.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o volume contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo dentro dessa faixa é liquidado ao preço contratado. Consumo fora da faixa é liquidado no mercado de curto prazo. Uma gestão ativa do perfil de consumo, como a oferecida pela Serena Energia, ajuda a manter essa exposição dentro de limites controlados.

A migração ao mercado livre de energia exige alguma mudança na operação ou investimento em equipamentos?

A migração não altera processos produtivos nem exige mudanças operacionais. O único requisito técnico é a adequação do sistema de medição, obrigatória para participar do mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição como parte do serviço de gestão. A operação continua sem interrupção durante todo o processo.

Conclusão

O processo de dez passos descrito neste guia parte do mapeamento completo de despesas, passa pela classificação das linhas híbridas e concentra o maior esforço de redução na energia elétrica, única despesa que pode ser convertida em preço contratado por três a cinco anos sem alterar a operação e sem exigir CAPEX.

Para empresas do Grupo A, a migração ao mercado livre de energia reduz a imprevisibilidade das bandeiras tarifárias e dos reajustes anuais, transformando uma linha historicamente difícil de orçar em uma despesa previsível e auditável. A Serena Energia conduz todo o processo de migração como parte do serviço de gestão para clientes sob sua gestão.

Recursos que antes eram consumidos pelo custo da energia passam a estar disponíveis para o crescimento do negócio. Esse é o resultado prático de tratar a energia como o que ela é: a última alavanca de redução de despesas fixas de alto impacto ainda disponível para empresas do Grupo A.

Descubra quanto a sua empresa pode economizar migrando ao mercado livre de energia com a Serena Energia.

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