Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Dimensão e impacto do problema

As bandeiras tarifárias afetam o valor da fatura e também a forma como a empresa planeja custos, opera e se posiciona no mercado. O impacto se distribui por quatro dimensões principais.

Impacto financeiro: a parcela de energia no mercado regulado está sujeita a reajustes anuais definidos pela ANEEL e ao acréscimo das bandeiras, que variam mês a mês. Essa oscilação compromete a precisão de contratos de fornecimento, margens e preços de venda calculados com base em um custo de energia estável. Para operações com margens estreitas e alta sensibilidade orçamentária ao custo de energia, que é o perfil de grande parte das empresas industriais e comerciais do Grupo A, essa imprevisibilidade reduz a capacidade de planejar e honrar compromissos de longo prazo.

Impacto operacional: gerentes de planta e de facilities precisam acompanhar a bandeira vigente e revisar projeções de custo todos os meses. Esse trabalho administrativo consome tempo de equipes técnicas e não contribui diretamente para a eficiência da operação.

Impacto na competitividade: empresas que permanecem no mercado regulado absorvem a variação das bandeiras sem alternativa contratual. Concorrentes que já migraram para o mercado livre de energia operam com custo de energia previsível e, em muitos casos, menor, o que cria uma diferença estrutural de competitividade.

Impacto na sustentabilidade: no mercado regulado, a empresa não escolhe a origem da energia. No mercado livre de energia, é possível contratar energia renovável certificada, com emissão de certificados I-REC (International Renewable Energy Certificate) que comprovam a origem limpa para relatórios de ESG e metas de descarbonização.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Avalie o impacto das bandeiras na sua operação.

Categorias de solução: permanecer no mercado regulado ou migrar para o ACL

Diante desses quatro impactos financeiro, operacional, competitivo e de sustentabilidade, empresas do Grupo A têm duas opções para o fornecimento de energia elétrica.

Mercado regulado (ACR, Ambiente de Contratação Regulada): a empresa compra energia da distribuidora local, com tarifas definidas pela ANEEL. O preço inclui a parcela de energia, a tarifa de uso do sistema de distribuição (TUSD), encargos setoriais, tributos e o acréscimo das bandeiras tarifárias. A empresa não escolhe fornecedor, fonte ou preço.

Mercado livre de energia (ACL): a empresa escolhe o fornecedor de energia e negocia preço, prazo, volume e fonte em contrato bilateral. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela manutenção da rede. O que muda é de quem a empresa compra a energia e em que condições. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

No modelo varejista do mercado livre de energia, um comercializador representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e assume as obrigações regulatórias. A empresa define o preço da energia em contrato e paga com base no consumo realizado multiplicado pelo preço acordado. Não há compra de volume fixo, o faturamento acompanha o consumo real.

Compare as alternativas para sua empresa.

Comparação entre as alternativas

Critério

Mercado regulado (ACR)

Mercado livre de energia (ACL)

Previsibilidade de custo

Baixa, bandeiras tarifárias variam mensalmente

Alta, preço da energia fixado em contrato de longo prazo

Escolha de fornecedor

Não, distribuidora local obrigatória

Sim, empresa escolhe o fornecedor e negocia condições

Prazo contratual

Sem contrato de energia, tarifas revisadas anualmente

Contratos bilaterais geralmente de 3 a 5 anos

Complexidade de gestão

Baixa para o cliente, distribuidora gerencia tudo

Gestão feita pelo comercializador no modelo varejista

Origem da energia

Sem escolha de fonte

Possibilidade de contratar energia renovável certificada (I-REC)

Exposição a bandeiras tarifárias

Integral, acréscimo mensal conforme nível dos reservatórios

Ausente na parcela de energia contratada

Entrega física da energia

Distribuidora local

Distribuidora local, sem alteração

A parcela de distribuição (TUSD) e os encargos setoriais continuam regulados e presentes na fatura mesmo após a migração. O mercado livre de energia elimina a exposição às bandeiras tarifárias e à variação anual da tarifa de energia na parcela contratada, que passa a ter preço definido em contrato.

Como avaliar e implementar a migração

O processo de migração para o mercado livre de energia segue etapas definidas e tem prazos regulatórios claros. A Serena Energia conduz todo o processo sem repasse de custo para clientes sob sua gestão.

1. Diagnóstico e elegibilidade

O primeiro passo é confirmar que a empresa está no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo para migrar, a condição é pertencer ao Grupo A. A análise das faturas dos últimos 12 meses mapeia o padrão de consumo, a demanda contratada e o potencial de economia.

2. Análise técnica e financeira

Com base no perfil de consumo, a equipe elabora um estudo de viabilidade que projeta a economia esperada e define as condições contratuais mais adequadas para o perfil da empresa.

3. Contratação

A empresa assina o contrato bilateral com o fornecedor de energia, definindo preço, prazo e fonte. Contratos típicos têm duração de cerca de 5 anos.

4. Adequações e registro

A empresa precisa ser registrada na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e ter o sistema de medição adequado para o mercado livre de energia. A Serena Energia assume essas etapas, incluindo a instalação dos equipamentos de medição, sem cobrança adicional para o cliente.

5. Ativação e acompanhamento

O prazo regulatório entre a notificação à distribuidora e o início do fornecimento no mercado livre de energia é de 6 meses. A partir da primeira fatura após a migração, a empresa passa a operar no novo ambiente. A Serena Energia disponibiliza um painel de acompanhamento com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Um consultor dedicado acompanha o contrato e permanece disponível para dúvidas e monitoramento de performance.

Inicie o diagnóstico de elegibilidade.

Casos de uso por setor

A migração para o mercado livre de energia é aplicável a empresas do Grupo A de diferentes setores, com perfis de consumo e objetivos diversos.

Indústria de alimentos e bebidas: operações com turnos contínuos e alto consumo de energia em refrigeração, motores e fornos. A previsibilidade de custo energético é crítica para a formação de preços em contratos de longo prazo com redes de varejo. A migração para o mercado livre de energia estabiliza essa linha de custo e permite contratar energia renovável certificada para relatórios de sustentabilidade exigidos por clientes internacionais.

Redes de varejo e shopping centers: unidades distribuídas em diferentes estados, cada uma com sua distribuidora local. No mercado livre de energia, a empresa pode centralizar a gestão energética e padronizar o custo da energia em todas as unidades elegíveis, o que simplifica o controle financeiro e reduz a exposição a diferenças tarifárias regionais.

Hospitais e operadoras de saúde: consumo elevado e ininterrupto, com alta sensibilidade a qualquer risco de fornecimento. No mercado livre de energia, a distribuidora local continua responsável pela entrega física e pela estabilidade da rede. A mudança ocorre no preço da energia, que passa a ser contratado e previsível, sem incidência de bandeiras tarifárias na parcela de energia.

Empresas com metas de ESG: organizações com compromissos públicos de redução de emissões de Escopo 2 podem contratar energia eólica com emissão de certificados I-REC, o que comprova de forma auditável que o consumo de eletricidade é 100% renovável. Esse instrumento tem reconhecimento global e é aceito nos principais frameworks de reporte de sustentabilidade.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Veja como aplicar o modelo ao seu setor.

Perguntas frequentes

O que são bandeiras tarifárias?

Bandeiras tarifárias são acréscimos aplicados à fatura de energia elétrica no mercado regulado conforme a situação dos reservatórios hídricos do país. Existem quatro níveis: verde, sem acréscimo, amarela, vermelha patamar 1 e vermelha patamar 2. Quanto mais crítica a situação hídrica, maior o acréscimo por 100 kWh consumidos. A bandeira vigente é definida mensalmente e aparece na fatura como um encargo adicional sobre o consumo.

O que acontece com as bandeiras tarifárias após a migração para o mercado livre de energia?

No mercado livre de energia, o preço da energia é definido em contrato bilateral entre a empresa e o fornecedor. Esse preço não está sujeito às bandeiras tarifárias. A parcela de distribuição (TUSD) e os encargos setoriais continuam regulados e presentes na fatura, mas a parcela de energia, que é onde as bandeiras incidem, passa a ter preço fixo contratado. O resultado é a eliminação da variação mensal causada pelas bandeiras na maior parte da fatura.

Quem pode migrar para o mercado livre de energia?

Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia. Desde janeiro de 2024, não existe consumo mínimo para a migração. A elegibilidade é determinada pelo nível de tensão do fornecimento, não pelo volume consumido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para a empresa.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O prazo regulatório é de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora local. Esse prazo é necessário para o encerramento do contrato com a distribuidora. A economia passa a aparecer na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo para clientes sob sua gestão, sem cobrança adicional.

O que é o I-REC e por que ele é relevante para empresas?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Empresas que contratam energia com emissão de I-RECs podem declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, o que contribui para relatórios de sustentabilidade, cumprimento de metas de ESG e atendimento a exigências de investidores e clientes na cadeia de fornecimento. A Serena Energia emite I-RECs correspondentes ao consumo de cada cliente.

É necessário instalar equipamentos na empresa para migrar?

O mercado livre de energia exige um sistema de medição compatível com a medição horária de consumo. Conforme descrito na etapa 4 do processo de migração, a Serena Energia instala os equipamentos sem custo adicional. Não é necessário instalar painéis solares nem qualquer outra infraestrutura de geração. A entrega permanece inalterada, pela mesma distribuidora e pela mesma rede.

Conclusão: próximos passos

As bandeiras tarifárias representam uma fonte estrutural de incerteza para empresas do Grupo A no mercado regulado. A variação mensal do custo de energia dificulta o planejamento orçamentário, reduz margens e exige revisões constantes de projeções financeiras.

A migração para o mercado livre de energia substitui esse cenário por um contrato bilateral com preço fixo, o que elimina a exposição às bandeiras tarifárias na parcela de energia e oferece previsibilidade para o planejamento de longo prazo. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. O processo de migração leva cerca de 6 meses e, no modelo gerenciado pela Serena Energia, é conduzido sem custo adicional para o cliente.

A Serena Energia tem mais de 17 anos de história como uma das maiores geradoras de energia eólica e renovável criadas nas Américas. A atuação integrada em geração e comercialização contribui para a solidez do fornecimento e para a competitividade do preço.

Para iniciar a avaliação de viabilidade, o passo mais direto é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e solicitar um estudo. Com esses dados, a equipe projeta a economia esperada e apresenta as condições contratuais disponíveis para o perfil da empresa.

Solicite seu estudo de viabilidade.

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