Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Passo 1 – Diagnóstico de consumo

Objetivo

Mapear com precisão onde e quando a empresa consome energia. Esse mapeamento permite identificar desperdícios ocultos antes de qualquer decisão contratual ou de investimento.

Por que é urgente

Uma pesquisa global da ABB com 2.700 executivos sênior em 15 países e 15 setores industriais, publicada em 2026, mostrou que a energia representa cerca de 25% dos custos operacionais médios de empresas industriais. As principais barreiras à eficiência hoje são silos organizacionais, lacunas de competência e falta de dados utilizáveis, e não o custo da tecnologia. Dados da EPE indicam que o consumo de energia elétrica no Brasil alcançou 47.616 GWh em dezembro de 2025, alta de 0,5% na comparação anual, o que aumenta a pressão sobre custos operacionais em setores intensivos em energia.

Ações e responsáveis

Checklist do diagnóstico

Item

Responsável

Status

Faturas dos últimos 12 meses coletadas

Controller

Consumo por setor mapeado

Engenharia

Fator de potência verificado

Engenharia Elétrica

Picos de demanda identificados

Engenharia/Facilities

Consumo fora do horário operacional registrado

Engenharia

Passo 2 – Modernização de ativos e processos

Objetivo

Substituir ou ajustar equipamentos e processos que consomem energia de forma ineficiente. Esse ajuste reduz o desperdício antes de contratar qualquer volume no mercado livre de energia.

Por que é urgente?

Dados da Emerson indicam que empresas industriais podem reduzir o consumo de energia em um site em até 15% por meio de tecnologias e softwares de gestão energética, que permitem melhor medição, monitoramento e reporte. A pesquisa ABB 2026 mostra que 63% dos líderes industriais já investiram em eficiência energética e outros 29% planejam investir nos 12 meses seguintes, o que reforça que a execução prática define a vantagem competitiva.

Ações e responsáveis

Riscos e pontos de atenção

Ao implementar essas ações, alguns riscos podem reduzir o retorno esperado dos investimentos.

Solicite uma análise de viabilidade para entender como a Serena Energia apoia a priorização de investimentos antes e depois da modernização.

Passo 3 – Gestão de demanda e adequação contratual

Objetivo

Alinhar a demanda contratada ao consumo real. Esse alinhamento reduz multas por ultrapassagem e o pagamento de capacidade não utilizada.

Por que é crítico para o Grupo A?

Em contratos do Grupo A, de média e alta tensão, o descompasso entre demanda contratada e demanda medida pode gerar custos adicionais por multas por ultrapassagem ou pagamento de capacidade não utilizada, mecanismo regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Esse descompasso é uma das ineficiências mais silenciosas em empresas em crescimento, porque a demanda contratada tende a ficar desatualizada em relação à expansão da operação.

Ações e responsáveis

Para alinhar a demanda contratada ao consumo real, siga uma sequência estruturada de análise e ajuste.

  1. Comparar a demanda contratada com a demanda medida nos últimos 12 meses para identificar o descompasso atual (Controller/Engenharia).

  2. Identificar meses com ultrapassagem e meses com capacidade ociosa para entender o padrão de uso e de multas ou desperdício (Controller).

  3. Revisar o contrato com a distribuidora com base nesses dados para adequar a demanda ao perfil real de consumo (Jurídico/Engenharia).

  4. Estabelecer monitoramento mensal de indicadores-chave para manter o ajuste ao longo do tempo (Engenharia/Facilities).

Indicadores de gestão de demanda

Indicador

O que mede

Referência

Responsável

Demanda medida vs. contratada

Descompasso contratual

Diferença < 5%

Controller/Engenharia

Fator de potência

Qualidade do consumo

≥ 0,92

Engenharia Elétrica

Consumo fora do horário operacional

Desperdício em stand-by

Minimizar

Facilities

Pico de demanda mensal

Exposição a multas

Dentro do contratado

Engenharia

Passo 4 – Migração para o mercado livre de energia

Objetivo

Substituir a compra de energia no mercado regulado por contratos bilaterais com preço acordado antecipadamente. Esse movimento elimina a incerteza das bandeiras tarifárias e tende a reduzir o custo da energia.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Quem pode migrar?

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Ações em ordem lógica

  1. Solicitar estudo de viabilidade com projeção de economia e análise de riscos (Diretor Financeiro/Controller).

  2. Fechar contrato com a comercializadora escolhida, tipicamente com prazo de 3 a 5 anos (Jurídico/Financeiro).

  3. Iniciar o processo de migração, com notificação à distribuidora com antecedência mínima de 6 meses, etapa assumida pela Serena Energia sem custo adicional.

  4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), em um processo com documentação técnica, jurídica e financeira conduzido pela Serena Energia.

  5. Adequar o sistema de medição, SMF, para medição horária obrigatória no mercado livre de energia, com instalação dos equipamentos sob responsabilidade da Serena Energia e sem custo adicional.

  6. Iniciar o fornecimento no mercado livre de energia e acompanhar resultados mensalmente pelo painel digital da Serena Energia.

O papel da distribuidora

A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A migração é um processo comercial: a empresa passa a escolher de quem compra a energia, negociando preço, prazo e fonte, enquanto a qualidade e a estabilidade da rede permanecem sob responsabilidade da distribuidora.

Riscos e pontos de atenção

O planejamento antecipado e a escolha de parceiros adequados reduzem riscos na migração.

O que clientes dizem sobre a migração com a Serena Energia?

“O preço das fontes renováveis é muito mais competitivo em relação à fonte convencional. E essa questão da sustentabilidade também não tem como voltar atrás.” — Hamul Freitas, Strategic Sourcing Consult na Cargill

“O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.” — Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer

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Passo 5 – Certificação de energia renovável e sustentabilidade

Objetivo

Comprovar de forma auditável que o consumo de energia da empresa provém de fontes renováveis. Essa comprovação atende às exigências de relatórios ESG, investidores e cadeias de fornecimento internacionais.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Por que a certificação é estratégica?

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 48% das empresas brasileiras investiram em projetos de energia renovável em 2024, ante 34% em 2023, tendo a redução de custos como principal motivador. Dados da IRENA indicam que os custos totais instalados de projetos de energia renovável caíram 87% entre 2010 e 2024, o que torna a certificação renovável uma vantagem econômica além de ambiental.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Ações e responsáveis

Checklist de documentos para certificação

Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂, e toda a energia comercializada no mercado livre de energia provém majoritariamente de fonte eólica, com origem renovável em contrato.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Perguntas frequentes

Minha empresa é elegível para o mercado livre de energia?

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, classificada no Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo e sem compromisso.

Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?

O processo regulamentar leva em média 6 meses, prazo necessário para encerrar o contrato vigente com a distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, como notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição, sem custo adicional para o cliente. Quanto antes a empresa iniciar, mais cedo começa a economizar.

A migração pode interromper o fornecimento de energia na minha planta?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela estabilidade da rede. A única mudança é o fornecedor da energia. A Serena Energia também se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição necessários, sem impacto para a operação.

O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos do que o contratado?

Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumos fora dessa faixa são liquidados no mercado de curto prazo. No modelo varejista da Serena Energia, o cliente não compra um volume fixo de energia, fecha o preço e paga pelo que efetivamente consumir, calculado com base no preço contratado multiplicado pelo consumo realizado no mês.

O que é o I-REC e como ele comprova a origem renovável da energia?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte limpa e injetado na rede elétrica. Ao adquirir I-RECs junto com a energia da Serena Energia, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, atendendo a exigências de investidores, cadeias de fornecimento internacionais e metas de ESG.

Conclusão

Ao seguir os cinco passos deste guia, diagnóstico de consumo, modernização de ativos, gestão de demanda, migração para o mercado livre de energia e certificação renovável, empresas do Grupo A, de média e alta tensão, estruturam uma operação energética mais previsível, eficiente e alinhada às exigências de sustentabilidade. Esse movimento libera capital para crescimento, mantém custos operacionais sob controle e fortalece a posição competitiva perante investidores, clientes e parceiros. A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e integração vertical entre geração e comercialização, gerencia toda essa jornada de forma digital e sem custo adicional para o cliente.

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