Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
- A abertura do mercado livre de energia para o Grupo A em 2024 tornou a escolha da gestora uma decisão estratégica que impacta previsibilidade de custos, origem renovável e conformidade ESG.
- Antes de avaliar gestoras, é essencial reunir faturas dos últimos 12 meses, confirmar conexão em média ou alta tensão e envolver as áreas de finanças, operações e ESG.
- Optar por uma gestora com geração própria de energia renovável reduz riscos de fornecimento, assegura rastreabilidade via I-REC e evita custos adicionais de migração.
- O processo de migração envolve sete etapas, da análise de elegibilidade ao monitoramento contínuo, e deve ser conduzido por um parceiro que assuma o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a instalação de medição sem custo extra.
- Para aplicar essas lições com segurança e obter análise de viabilidade gratuita, fale com a Serena Energia.
Pré-requisitos antes de começar
Reunir alguns pré-requisitos acelera a análise de viabilidade e evita retrabalho.
- Documentação: faturas de energia dos últimos 12 meses, dados de consumo em kWh por mês, CNPJ da empresa e informações sobre a demanda contratada.
- Conexão em Grupo A: a empresa deve estar conectada em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo, basta pertencer ao Grupo A.
- Áreas internas envolvidas: finanças, para análise de custos e contratos, operações, para garantir continuidade do fornecimento, e ESG ou sustentabilidade, para definir metas de descarbonização e uso de certificados renováveis.
Com esses pré-requisitos reunidos, a empresa fica pronta para iniciar o processo de migração.
Visão geral do processo em 7 etapas
O processo de escolha e migração para o mercado livre de energia segue um fluxo estruturado: análise de elegibilidade e perfil de consumo, seleção da gestora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), negociação contratual, adequação do sistema de medição, início do fornecimento e monitoramento contínuo. Cada etapa tem responsáveis internos, prazos e pontos de atenção específicos, detalhados a seguir.
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Passo a passo: como escolher e migrar com segurança
1. Verificar a elegibilidade da empresa
Objetivo: confirmar que a empresa está no Grupo A, em média ou alta tensão, e apta a migrar para o mercado livre de energia.
Responsável interno: gerente de facilities ou operações, com suporte de finanças.
Atenção: empresas com múltiplas unidades devem verificar a elegibilidade de cada CNPJ separadamente. A gestora escolhida deve realizar essa análise sem custo.
2. Analisar o perfil de consumo
Objetivo: mapear o consumo mensal em kWh, identificar sazonalidades e picos de demanda para orientar a escolha do tipo de contrato.
Responsável interno: operações e finanças.
Atenção: dados imprecisos geram contratos mal dimensionados. Plataformas de monitoramento IoT industrial podem ajudar a identificar ineficiências em medições agregadas.
3. Escolher uma gestora de energia confiável
Objetivo: selecionar uma gestora com geração própria de energia renovável, histórico consistente e capacidade de assumir todo o processo de migração sem custo adicional.

Responsável interno: finanças, operações e ESG.
| Critério | Gestora com geração própria | Gestora sem geração própria |
|---|---|---|
| Origem da energia | Própria, renovável e rastreável | Comprada de terceiros, origem variável |
| Emissão de I-REC | Direta, com rastreabilidade da fonte | Dependente de terceiros |
| Solidez no fornecimento | Lastro próprio de geração | Dependente do mercado spot |
| Custo da migração gerenciada | Sem custo adicional, como na Serena Energia | Possibilidade de cobrança separada |
Atenção: gestoras sem geração própria dependem de comprar energia de terceiros, o que pode representar maior exposição a riscos de fornecimento. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer.

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4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
Objetivo: habilitar a empresa como agente do mercado livre de energia, com envio de documentação técnica, jurídica e financeira.
Responsável interno: jurídico e finanças, com suporte da gestora.
Atenção: a gestora escolhida deve assumir integralmente esse processo. A Serena Energia conduz o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) sem custo adicional para o cliente.
5. Negociar o contrato de energia
Objetivo: definir preço, prazo, volume e fonte de energia em contrato bilateral com a gestora.
Responsável interno: finanças e jurídico.
Atenção: contratos de longo prazo, geralmente de 3 a 5 anos, com preço acordado antecipadamente, eliminam a incerteza das bandeiras tarifárias e permitem planejamento orçamentário mais preciso.
6. Implementar o sistema de medição
Objetivo: instalar equipamentos de medição compatíveis com o mercado livre de energia, com medição horária obrigatória.
Responsável interno: operações e facilities.
Atenção: a Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição sem custo adicional para o cliente. Projetos de eficiência de recursos com IoT representam uma das áreas de aplicação industrial de crescimento mais rápido entre 2024 e 2026, pela capacidade de identificar ineficiências em nível granular.
7. Monitorar e ajustar o consumo
Objetivo: acompanhar mensalmente os resultados, comparar custos com o período no mercado regulado e identificar oportunidades de redução.
Responsável interno: finanças e operações.
Atenção: a Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Um consultor dedicado acompanha o contrato e fica disponível para dúvidas.
Erros comuns ao escolher uma gestora de energia e como evitar
Escolher uma gestora sem geração própria: gestoras que dependem exclusivamente de comprar energia de terceiros transferem ao cliente um risco de fornecimento que poderia ser reduzido. Verifique se a gestora possui ativos próprios de geração renovável.
Ignorar a capacidade de emissão de I-REC: relatórios ESG cobrem emissões de Escopo 2, consumo de energia e sua origem, e empresas de médio porte podem precisar reportar esses dados a clientes multinacionais mesmo sem obrigação legal. Escolher uma gestora que não emite I-RECs pode comprometer metas públicas de sustentabilidade.
Subestimar o prazo de migração: o processo regulamentar leva cerca de 6 meses. Iniciar o processo com antecedência evita atrasos na captura da economia.
Não envolver todas as áreas internas: decisões tomadas apenas por finanças, sem envolvimento de operações e ESG, frequentemente resultam em contratos mal dimensionados ou sem os atributos de sustentabilidade necessários.
Aceitar cobranças pela migração gerenciada: gestoras que cobram pelo processo de migração transferem custos que poderiam ser absorvidos pelo fornecedor. A Serena Energia oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
Como verificar os resultados após a migração
A verificação dos resultados começa na primeira fatura após a migração. Os principais indicadores a acompanhar são economia mensal em reais em relação ao mercado regulado, consumo realizado versus consumo contratado e emissão e acúmulo de I-RECs para relatórios ESG.
As exigências de ESG se estendem cada vez mais à cadeia de fornecedores, com grandes compradores solicitando dados de sustentabilidade como parte de processos de procurement. Os I-RECs emitidos pela Serena Energia rastreiam a energia desde a fonte até o consumidor final e funcionam como instrumento auditável para zerar as emissões de Escopo 2.
A frequência recomendada de revisão é mensal para consumo e economia, e anual para renegociação de condições contratuais e consolidação de certificados para relatórios de sustentabilidade.
Veja na prática o painel de monitoramento da Serena Energia e simplifique o acompanhamento da economia e dos certificados renováveis.
Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades ou metas de sustentabilidade
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem centralizar a gestão energética em uma única gestora, o que simplifica o acompanhamento de consumo, faturamento e certificação. A Serena Energia atende empresas do Grupo A em todo o Brasil e consolida a gestão de diferentes unidades sob um único contrato e consultor dedicado.
Para empresas com metas públicas de descarbonização, a combinação de energia 100% eólica com emissão de I-RECs e créditos de carbono permite neutralizar emissões de Escopo 2 e avançar em direção a metas de Escopo 1 e 3. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Perguntas frequentes sobre gestoras de energia
Minha empresa precisa de um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?
Não. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
A migração para o mercado livre de energia pode interromper o fornecimento de energia da minha empresa?
Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e os fios, postes e a qualidade da rede permanecem os mesmos. A única mudança é o fornecedor da energia. A Serena Energia conduz todo o processo de migração sem impacto operacional para o cliente.
O que é o I-REC e por que ele é relevante para relatórios ESG?
O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Esse certificado rastreia a energia desde a fonte até o consumidor final e é o instrumento reconhecido internacionalmente para declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, atendendo a exigências de investidores, clientes multinacionais e frameworks como GRI e CDP.
Quais são os custos envolvidos na migração gerenciada com a Serena Energia?
Para empresas que contratam a Serena Energia como gestora, todos os serviços de migração, conforme detalhado nas etapas anteriores, são realizados sem custo adicional. Esses serviços fazem parte da oferta para clientes sob a gestão da Serena Energia.
Como funciona o faturamento após a migração?
Após a migração, a empresa passa a receber duas faturas: uma referente à energia, emitida pela Serena Energia, e outra referente à distribuição, emitida pela distribuidora local pelos serviços de rede. A Serena Energia centraliza a complexidade regulatória e financeira, e o cliente conta com um consultor dedicado para acompanhamento mensal de consumo e economia.
Resumo: o que você domina agora
Escolher a melhor gestora de energia para uma empresa do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, envolve verificar elegibilidade, analisar o perfil de consumo, selecionar uma gestora com geração própria de energia renovável, conduzir o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), negociar um contrato com preço acordado antecipadamente, adequar o sistema de medição e monitorar os resultados de forma contínua.
Os erros mais comuns, como escolher gestoras sem geração própria, ignorar a emissão de I-RECs, subestimar prazos e não envolver todas as áreas internas, podem ser evitados com planejamento e com a escolha de um parceiro experiente. Com a experiência acumulada ao longo de sua trajetória, a Serena Energia oferece geração própria de energia eólica, emissão de I-RECs, migração gerenciada sem custo adicional e um painel digital de monitoramento para simplificar a gestão energética da sua empresa.
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