# Exemplos de benchmarking de custos por setor no Brasil

> Veja exemplos de benchmarking de custos por setor e descubra como reduzir o custo de energia. A Serena Energia pode ajudar sua empresa a economizar.

**Published:** 2026-06-07 | **Updated:** 2026-06-07 | **Author:** André Lima
**URL:** https://blog.srna.co/blog/exemplos-benchmarking-custos-por-setor/
**Type:** post


![Exemplos de benchmarking de custos por setor no Brasil](https://blog.srna.co/wp-content/uploads/2026/07/1780609746240-d73cc4fbb4e5-1024x572.webp)

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## Content

*Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia*

## Principais lições deste artigo

- Fazer benchmarking de custos energéticos ajuda a identificar se a empresa paga mais que concorrentes do mesmo setor pelo mesmo insumo.
- No Brasil de 2026, a energia elétrica representa parcela relevante do OPEX em diversos setores e precisa ser comparada com referências setoriais.
- Empresas do Grupo A podem migrar ao mercado livre de energia sem consumo mínimo e passar a trabalhar com maior previsibilidade de preço.
- Realizar análise de viabilidade, negociar contrato e gerir a migração são etapas críticas para capturar economia real no custo por MWh.
- Para transformar esses insights em resultados concretos, [fale com a Serena Energia](https://blog.srna.co/fale-conosco/).

## Tabelas comparativas de custos operacionais por setor (2026)

A tabela a seguir reúne referências qualitativas de peso da energia elétrica no OPEX por setor no Brasil em 2026. Use essa visão para identificar se o peso da energia na sua empresa está alinhado ao esperado para o seu segmento. Um desvio relevante indica uma oportunidade de investigação e de redução de custo.

Os intervalos refletem a heterogeneidade dentro de cada segmento, já que empresas com operação mais intensiva tendem ao limite superior da faixa. Esses valores funcionam como referências consolidadas de mercado para orientar o exercício de benchmarking e precisam ser validados com os dados reais da sua operação.

| Setor | Peso estimado da energia no OPEX | Principal driver de consumo |
| --- | --- | --- |
| Manufatura pesada (cimento, aço) | Relevante, varia por processo | Fornos, laminação, compressores |
| Manufatura leve (bens de consumo) | Relevante, varia por processo | Linhas de montagem, iluminação industrial |
| Alimentos e bebidas | Relevante, varia por processo | Refrigeração, pasteurização, envase |
| Farmacêutico | Relevante, varia por processo | Salas limpas, climatização controlada, P&D |
| Logística e armazenagem | Relevante, varia por operação | Câmaras frias, movimentação, iluminação |
| Varejo físico | Relevante, varia por formato de loja | Climatização, iluminação, refrigeração |
| Facilities e shoppings | Relevante, varia por área e ocupação | HVAC, elevadores, iluminação comum |
| Serviços e SaaS (data centers) | Relevante, varia por densidade computacional | Servidores, resfriamento de TI |

A leitura correta dessa tabela não é comparar setores entre si, pois cada um tem uma estrutura de custos distinta. O objetivo é posicionar a energia dentro do OPEX do seu próprio setor e avaliar se o valor pago por MWh está alinhado ao que empresas similares praticam no mercado livre de energia.

## Como usar os benchmarks para avaliar a migração ao mercado livre de energia?

O benchmarking de custos energéticos tem valor prático quando orienta uma decisão concreta. No contexto brasileiro de 2026, a decisão mais relevante para empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão, é avaliar a migração para o mercado livre de energia.

As cinco etapas a seguir transformam os dados da tabela anterior em uma avaliação estruturada de viabilidade e ajudam a determinar se a migração reduz o custo por MWh da sua operação:

**1. Mapear o custo atual por MWh.** Divida o total pago em energia, incluindo encargos e tributos, pelo consumo em MWh dos últimos 12 meses. Esse valor é o ponto de partida para qualquer comparação, sem ele não é possível saber se a empresa paga mais ou menos que o mercado.

**2. Comparar com referências setoriais.** Com o custo por MWh calculado, use a tabela anterior para identificar se o peso da energia no seu OPEX está acima ou abaixo do esperado para o seu segmento. Uma empresa de alimentos e bebidas com custo de energia muito acima da faixa típica do setor tem um sinal claro de ineficiência a investigar, e esse sinal justifica avançar para a análise de viabilidade.

**3. Solicitar um estudo de viabilidade.** Com os dados de consumo em mãos e a indicação de que há espaço para redução, uma comercializadora experiente projeta a economia potencial no mercado livre de energia. Qualquer empresa do Grupo A é elegível, independentemente do volume.

**4. Avaliar preço, prazo e fonte.** No mercado livre de energia, a empresa negocia diretamente preço, prazo e volume com o fornecedor. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, o que significa que a migração é um processo comercial e contratual, sem risco de interrupção no fornecimento por causa da mudança de modelo.

**5. Iniciar o processo com antecedência.** Começar a migração com antecedência permite capturar mais cedo a diferença de custo entre o mercado cativo e o mercado livre de energia. Essa antecipação também abre espaço para negociar contratos em janelas de mercado mais favoráveis.

A Serena Energia conduz esse processo de forma gerenciada, sem custo adicional para o cliente: da análise de viabilidade ao registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), passando pela instalação dos equipamentos de medição e pela gestão mensal após a migração.

## Exemplos práticos por setor e o peso da energia no OPEX

**Manufatura pesada:** Setores como cimento e aço operam com fornos e equipamentos de alta potência em regime contínuo. Para esse perfil, qualquer redução no custo por MWh tem impacto direto e relevante na margem operacional. A migração ao mercado livre de energia, com contratos de preço acordado antecipadamente por três a cinco anos, cria uma linha de custo mais previsível no orçamento.

**Alimentos e bebidas:** Empresas do segmento de bebidas, com clientes como a Heineken no portfólio da Serena Energia, dependem de refrigeração, pasteurização e envase em escala. A operação 24 horas eleva o consumo e torna o custo de energia uma variável crítica para a formação do preço do produto final. O mercado livre de energia permite negociar volume e prazo alinhados ao ciclo produtivo da empresa.

**Farmacêutico:** Salas limpas e climatização controlada exigem fornecimento estável e de qualidade. A Eurofarma, que também integra o portfólio da Serena Energia, mostra como empresas do setor combinam redução de custo com certificação de energia renovável I-REC para atender às exigências de ESG de cadeias globais de fornecimento.

![Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100584610-8f5fe0a614ab.jpg)**O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.**

**Logística e armazenagem:** Câmaras frias e movimentação de cargas respondem por uma parcela relevante do consumo elétrico em centros de distribuição. Trabalhar com custo de energia mais previsível no mercado livre de energia facilita o planejamento de contratos de longo prazo com clientes e a formação de preço dos serviços logísticos.

**Varejo físico e facilities:** Climatização e iluminação são os principais vetores de consumo. Redes com múltiplas unidades podem consolidar o consumo de diferentes pontos em um único contrato no mercado livre de energia. Essa consolidação simplifica a gestão e aumenta o poder de negociação.

**Serviços e SaaS:** Data centers e empresas de tecnologia com infraestrutura própria têm no resfriamento de servidores um consumo crescente. A certificação I-REC, disponível com a Serena Energia, permite declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, requisito cada vez mais presente em contratos com clientes corporativos globais.

![Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100565842-b9b8a2b63c45.jpg)**A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.**

## Perguntas frequentes sobre benchmarking, energia e mercado livre de energia

### O que diferencia o benchmarking de energia do benchmarking de custos geral?

O benchmarking de custos geral compara linhas como pessoal, manutenção, logística e tecnologia. O benchmarking de energia foca especificamente no custo por MWh consumido e no peso da conta de luz dentro do OPEX total.

Essa granularidade é necessária porque a energia tem dinâmica própria, influenciada pelo perfil de consumo, pelo horário de uso, pelo tipo de contrato e pela fonte de fornecimento.

Empresas que fazem benchmarking de energia conseguem identificar se pagam mais do que concorrentes pelo mesmo insumo e avaliar se a migração ao mercado livre de energia é viável para reduzir essa diferença.

### Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo.

A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente, avaliando as faturas e o perfil de consumo da empresa para projetar a economia potencial e conduzir o processo de migração sem custo adicional para o cliente.

### A migração ao mercado livre de energia representa risco operacional?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. Como mencionado anteriormente, a distribuidora local mantém a responsabilidade pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. A única mudança é de quem a empresa compra a energia.

No mercado livre de energia, a empresa negocia preço, prazo e volume diretamente com o fornecedor, como a Serena Energia, enquanto a distribuidora continua responsável pelos fios e pela continuidade do fornecimento físico.

### O que é o I-REC e por que ele importa para o benchmarking de ESG?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede.

Para empresas que fazem benchmarking de indicadores ESG, especialmente emissões de Escopo 2, o I-REC é o instrumento que permite declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade.

A Serena Energia emite I-RECs para seus clientes no mercado livre de energia e rastreia a energia desde os parques eólicos até o consumidor final.

![Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.](https://cdn.aigrowthmarketer.co/1773100471108-28e4661fcca3.jpg)**A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.**

### Como a Serena Energia conduz o processo de migração na prática?

O processo começa com uma análise das faturas e do perfil de consumo da empresa.

Após a definição do contrato, tipicamente de cinco anos, com preço acordado antecipadamente, a Serena Energia conduz as etapas burocráticas: notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição e gestão mensal após a entrada no mercado livre de energia.

Depois da migração, o cliente passa a receber duas faturas, uma de energia e outra de distribuição, e conta com um consultor dedicado para acompanhamento contínuo.

## Conclusão: transforme seus custos de energia em vantagem competitiva

Fazer benchmarking de custos por setor é uma forma objetiva de diagnóstico. Esse processo mostra onde a empresa está em relação aos pares e indica onde a ação é mais urgente.

Para empresas do Grupo A no Brasil em 2026, a energia elétrica é uma das linhas de OPEX com maior potencial de redução de custo e o mercado livre de energia é um caminho direto para transformar esse diagnóstico em resultado concreto.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, preço acordado antecipadamente por contrato, certificação I-REC e gestão completa do processo, sem custo adicional para o cliente.

Com mais de 17 anos de história e um portfólio que inclui os clientes mencionados ao longo deste artigo, a Serena Energia reúne solidez e experiência que diretores financeiros e controllers buscam em uma decisão dessa magnitude.

[**Transforme o diagnóstico em resultado, fale com nossos consultores e inicie sua migração.**](https://blog.srna.co/fale-conosco/)

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