Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 24 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

1. O teste de três perguntas para qualquer despesa

Aplicar um teste simples antes de qualquer planilha ou reunião de orçamento ajuda a organizar as decisões. A especialista financeira Olena Smolikova propõe três perguntas para classificar despesas empresariais:

  1. Quanto isso custa por mês?
  2. O que a empresa recebe em troca, em uma frase?
  3. Se essa despesa não existisse hoje, a empresa começaria a pagar por ela?

A resposta à terceira pergunta define a ação: cortar (não), reduzir (sim, mas em menor volume), manter (sim, no nível atual) ou aumentar (sim, porque entrega retorno desproporcional).

Aplicando esse teste à energia elétrica, a resposta às duas primeiras perguntas é direta: a operação depende dela. O ponto sensível está na terceira pergunta, porque a empresa não escolheu o preço que paga. No mercado cativo, a ANEEL define as tarifas, que sofrem reajustes anuais e aplicação de bandeiras tarifárias em períodos de escassez hídrica. Esse cenário torna o planejamento orçamentário de longo prazo menos preciso.

O mercado livre de energia atua justamente nesse ponto. A empresa passa a negociar o preço da energia em contrato bilateral de longo prazo, geralmente de 3 a 5 anos, e fixa o valor da parcela de energia independentemente das bandeiras tarifárias. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e o que muda é apenas o fornecedor da energia.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

2. Pré-requisitos e documentos necessários

Conduzir um raio-X financeiro completo exige reunir alguns documentos antes de iniciar a análise:

As faturas de energia merecem atenção especial, porque trazem dados essenciais para decisões de médio e longo prazo. Elas apresentam informações sobre demanda contratada, consumo em horário de ponta e fora de ponta, encargos setoriais, bandeiras tarifárias aplicadas e tributos, que compõem o custo real do kWh pago pela empresa.

Essas informações detalhadas tornam as faturas de energia o principal insumo para um estudo de viabilidade. Se a sua empresa é do Grupo A e ainda não avaliou a migração para o mercado livre de energia, esse conjunto de faturas permite mapear com precisão o potencial de economia. Solicite sua análise de viabilidade sem custo e identifique o espaço de redução nas suas contas de energia.

3. Visão geral do processo em 5 etapas

Organizar o raio-X financeiro em etapas facilita a execução e o acompanhamento. O processo segue cinco passos em sequência:

  1. Mapear: listar todas as despesas por categoria, com valor mensal e frequência
  2. Classificar: aplicar o sistema A/B/C/D/E a cada categoria, detalhado na etapa seguinte
  3. Priorizar: ordenar as categorias por impacto financeiro e facilidade de execução
  4. Executar: implementar cortes, renegociações e migrações por ordem de prioridade
  5. Medir: acompanhar mensalmente os resultados e ajustar o plano

4. Guia passo a passo detalhado

Etapa 1: mapear todas as despesas

Objetivo: criar visibilidade total sobre para onde o dinheiro vai.

Ações: consolidar todas as saídas de caixa em 15 a 20 categorias que cubram 100% do gasto mensal. Trabalhar com categorias amplas, e não com centenas de linhas individuais, torna a análise mais prática e executável.

Responsáveis: controller ou gerente financeiro, com apoio dos gestores de cada área.

Riscos: classificar despesas em categorias erradas distorce a análise. Revisar os lançamentos contábeis antes de consolidar reduz esse risco.

Etapa 2: classificar por categoria A/B/C/D/E

Objetivo: atribuir uma classificação de prioridade a cada categoria de despesa.

Classe Definição Ação recomendada Exemplos típicos
A: cortar Despesa que não seria contratada hoje se não existisse Cancelar ou encerrar o contrato Licenças de software sem uso, serviços duplicados
B: reduzir Despesa necessária, mas em volume ou custo acima do ideal Renegociar, redimensionar ou substituir Planos de telecomunicações superdimensionados, contratos de manutenção com escopo excessivo
C: manter Despesa no nível certo, sem espaço para corte sem impacto operacional Monitorar e revisar anualmente Folha de pagamento essencial, aluguel de instalações produtivas
D: migrar Despesa necessária, mas com modelo de contratação desfavorável Mudar o ambiente ou o fornecedor de contratação Energia elétrica no mercado cativo para empresas do Grupo A
E: aumentar Despesa que entrega retorno desproporcional e está subinvestida Alocar mais recursos Tecnologia que reduz retrabalho, treinamento que reduz turnover

A energia elétrica raramente entra como classe A ou B, porque a operação depende dela. Para empresas do Grupo A, essa despesa costuma se enquadrar como classe D, necessária, mas contratada no modelo errado. A migração para o mercado livre de energia converte uma despesa híbrida e imprevisível em uma linha contratada de longo prazo.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Etapa 3: priorizar por impacto e esforço

Objetivo: ordenar as ações para obter o maior resultado no menor tempo.

Ações: para cada item classificado como A, B ou D, estimar o impacto financeiro anual e o esforço de execução, em baixo, médio ou alto. Em seguida, priorizar as combinações de alto impacto e baixo esforço.

Ponto de atenção: ao priorizar ações de classe D, como a migração para o mercado livre de energia, considerar que o processo tem prazo de 6 meses entre a notificação à distribuidora e o início da economia. Iniciar o processo com antecedência define quando a empresa começa a capturar o benefício.

Etapa 4: executar, com foco na energia

Objetivo: implementar as ações priorizadas, começando pelas de maior impacto financeiro.

Para a linha de energia, o processo de migração para o mercado livre de energia segue estas etapas:

A conta de energia tem dois componentes distintos. A parcela fixa corresponde à demanda contratada e aos encargos setoriais, enquanto a parcela variável corresponde ao consumo, às bandeiras tarifárias e às oscilações de tarifa. Essa estrutura híbrida torna o custo menos previsível no mercado cativo. No mercado livre de energia, o preço da parcela de energia é fixado em contrato, e as bandeiras tarifárias deixam de incidir sobre esse componente. A parcela de distribuição, que corresponde ao uso da rede da distribuidora, continua regulada.

Dados da ABRACEEL indicam que o mercado livre de energia entregou R$ 55 bilhões em economia acumulada aos consumidores em 2024, o que ilustra o potencial de redução de custos nesse ambiente.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, conduz todo o processo de migração, do estudo de viabilidade ao registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e à instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Inicie o processo de migração com a Serena Energia.

Etapa 5: medir e ajustar mensalmente

Objetivo: transformar o raio-X em rotina de gestão contínua, e não em ação pontual.

Ações: revisar as categorias de despesa trimestralmente, comparar o OPEX realizado com o orçado e registrar a economia consolidada por iniciativa.

Responsáveis: controller, com reporte ao diretor financeiro.

5. Erros comuns e como corrigir

Erro Consequência Correção
Cortar apenas, sem nunca aumentar Subinvestimento em áreas que geram retorno Aplicar a classificação E, aumentar, com a mesma disciplina das demais
Começar pelos custos de equipe Impacto operacional e de clima antes de esgotar outras alavancas Priorizar software, contratos e energia antes de mexer em pessoal
Fazer a revisão apenas uma vez por ano Acúmulo de custos desnecessários por meses sem detecção Revisar trimestralmente em uma rotina estruturada de poucas horas
Ignorar despesas ocultas em tecnologia Licenças e recursos de nuvem subutilizados consomem orçamento sem entrega Auditar uso real em comparação com o custo contratado de cada ferramenta
Tratar a energia como custo fixo imutável Perda de economia disponível para empresas do Grupo A Avaliar migração para o mercado livre de energia com estudo de viabilidade

6. Verificação de resultados e métricas de acompanhamento mensal

Acompanhar métricas claras após a execução do plano de redução de despesas consolida os ganhos e orienta ajustes. Alguns indicadores úteis são:

A Serena Energia disponibiliza para seus clientes um painel digital com economia mensal na fatura, economia consolidada total, detalhamento da fatura com comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo mensal e consumo realizado até o momento.

7. Opções avançadas e considerações para múltiplas unidades e ESG

Duas dimensões adicionais ganham relevância em empresas com operações mais complexas: a gestão de múltiplas unidades e o alinhamento com metas de sustentabilidade. Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem consolidar a contratação de energia em um único contrato no mercado livre de energia, o que simplifica a gestão e amplia o poder de negociação. Cada unidade elegível do Grupo A pode ser incluída no escopo do contrato bilateral.

Empresas com metas públicas de sustentabilidade podem usar a migração para o mercado livre de energia com fornecimento de energia renovável como alavanca estratégica adicional à redução de custos. A Serena Energia fornece I-RECs (International Renewable Energy Certificates) que comprovam, de forma auditável, que o consumo de energia da empresa provém de fonte renovável, instrumento relevante para relatórios de sustentabilidade e cumprimento de metas de Escopo 2.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Após cortar o que era possível cortar, a energia se mantém como a última grande alavanca de OPEX disponível para empresas do Grupo A. O mercado livre de energia converte uma linha híbrida e imprevisível em um custo contratado, com preço fixo por anos, sem alterar a operação e sem exigir investimento de capital da empresa. Descubra quanto sua empresa pode economizar no mercado livre de energia, com suporte especializado em todo o processo.

Perguntas frequentes

Minha empresa precisa ter um consumo mínimo de energia para migrar para o mercado livre de energia?

Não. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. O critério de elegibilidade é o nível de tensão do fornecimento, e não o tamanho da conta. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para a empresa interessada.

O que muda na operação da empresa após a migração para o mercado livre de energia?

A entrega física de eletricidade continua sob responsabilidade da distribuidora local. A rede, os fios e a qualidade do fornecimento permanecem os mesmos. A mudança ocorre no contrato comercial, porque a empresa passa a comprar energia de uma geradora ou comercializadora de sua escolha, com preço negociado em contrato bilateral, em vez de pagar a tarifa regulada pela ANEEL. A migração é um processo contratual e não interfere na continuidade operacional.

Quanto tempo leva o processo de migração e quando a empresa começa a economizar?

O processo regulatório leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. Esse prazo é exigido por lei para o encerramento do contrato atual com a distribuidora. A economia começa a aparecer na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, do registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) à instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Como o mercado livre de energia ajuda na previsibilidade orçamentária?

No mercado cativo, o custo da energia oscila com reajustes tarifários anuais e com a aplicação de bandeiras tarifárias, que variam conforme o nível dos reservatórios hídricos. No mercado livre de energia, o preço da parcela de energia é fixado em contrato bilateral por 3 a 5 anos. Independentemente das condições hídricas ou de decisões regulatórias, o valor contratado permanece o mesmo. Isso reduz uma das principais fontes de erro no orçamento anual de empresas industriais e comerciais. A parcela de distribuição, que corresponde ao uso da rede da distribuidora, continua regulada e pode variar.

O que são I-RECs e por que são relevantes para empresas com metas de ESG?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma rastreável e auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Ao contratar energia renovável com emissão de I-RECs, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% de origem limpa, o que é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade. A Serena Energia emite I-RECs correspondentes ao consumo de cada cliente e fornece a documentação necessária para relatórios alinhados a padrões internacionais como o GHG Protocol e os ODS da ONU.

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