Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 3 de agosto de 2026

Principais lições deste artigo

Tabela de consumo médio por tipo de comércio

Os valores abaixo são indicativos para estabelecimentos de pequeno e médio porte e variam conforme equipamentos e operação. Refrigeração, climatização e cocção são importantes componentes do consumo. Padarias, lanchonetes e restaurantes tendem a concentrar mais kWh por m² por causa de fornos, chapas e câmaras frias, enquanto lojas de rua e salões de beleza ficam em faixas menores, com peso maior de iluminação e ar-condicionado.

Tipo de comércio

kWh/mês (médio)

kWh/m² aproximado

Fonte de referência

Supermercado pequeno

Varia conforme o porte

15 – 30

EPE / referência setorial

Supermercado médio

Varia conforme o porte

25 – 50

EPE / referência setorial

Padaria / confeitaria

Cerca de 3.567 para padaria de pequeno porte

30 – 80

Auditoria energética CEFET-MG

Restaurante

Varia conforme o porte

20 – 60

Atlas EPE

Lanchonete / fast-food

Varia conforme o porte

25 – 70

EPE / referência setorial

Loja de rua / pequeno varejo

Varia conforme o porte

5 – 20

Atlas EPE

Farmácia / drogaria

Varia conforme o porte

10 – 35

Atlas EPE

Salão de beleza / barbearia

Varia conforme o porte

8 – 25

Atlas EPE

Academia / studio

Varia conforme o porte

15 – 40

Atlas EPE

Hotel / pousada pequena

Varia conforme o porte

20 – 50

Atlas EPE

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Consumo médio de energia em supermercados

A refrigeração é o principal vetor de consumo em supermercados brasileiros. Gôndolas abertas, câmaras frias, freezers e balcões refrigerados respondem por uma parcela significativa do total consumido, operando 24 horas por dia, sete dias por semana, independentemente do horário de funcionamento da loja. Climatização e iluminação completam o quadro.

O consumo de supermercados pequenos varia conforme o porte e a estrutura. Um estabelecimento de 1.500 m² pode apresentar alto consumo mensal, gerando faturas elevadas que pressionam a margem do negócio. Reduzir esse consumo esbarra em uma barreira física, porque desligar os equipamentos de frio não é uma opção, já que a conservação dos alimentos depende deles. Mesmo com ajustes de temperatura, manutenção preventiva e substituição de equipamentos obsoletos, o teto de redução é atingido rapidamente. A partir desse ponto, a principal alavanca disponível passa a ser pagar menos pela mesma energia.

Quanto gasta uma padaria por mês?

Padarias combinam cargas de aquecimento intenso com refrigeração contínua. Um forno de lastro de câmara dupla tem consumo relevante de potência e opera por várias horas por dia, com muitas padarias rodando dois ou três fornos simultaneamente. As câmaras frias de congelados e as câmaras de resfriados consomem energia de forma contínua.

Uma padaria de pequeno porte no Brasil consome em média cerca de 3.567 kWh/mês. A produção começa entre 2h e 4h da manhã e se estende até o período de pico tarifário noturno, o que eleva a exposição a tarifas mais altas. Fornos e câmaras frias não podem ser desligados, e muitas casas já trocaram os equipamentos mais antigos. Como nos supermercados, o limite físico de redução chega rápido, e a atenção se volta para o custo da energia que continua sendo consumida.

Consumo médio em restaurantes

Restaurantes concentram o consumo em equipamentos de cocção, como fogões industriais, fornos combinados, chapas e fritadeiras. A climatização do salão adiciona uma carga relevante, especialmente em regiões de clima quente. O consumo de um restaurante de pequeno e médio porte varia conforme o número de refeições servidas, o horário de funcionamento e o porte do salão.

Ajustes operacionais, como concentrar o uso dos equipamentos mais pesados fora do horário de ponta e realizar manutenção preventiva, ajudam a conter o consumo. Ainda assim, cozinha e climatização precisam funcionar para manter o serviço. A mesma dinâmica se repete: após as otimizações básicas, a operação essencial permanece e o foco passa a ser reduzir o valor pago por kWh.

Consumo médio em lanchonetes e fast-food

Lanchonetes e unidades de fast-food de médio porte têm consumo elevado, com carga concentrada em chapas, fritadeiras, fornos combinados, climatização do salão e refrigeração de insumos. O funcionamento em horário estendido, muitas vezes de 12 a 16 horas por dia, amplifica o impacto de cada equipamento na fatura.

Substituir equipamentos por modelos mais eficientes reduz o consumo, mas exige investimento e tempo de retorno que nem sempre se justificam. Além disso, desligar chapas e fritadeiras durante o horário de pico de atendimento não é viável, porque comprometeria o serviço. Com essas restrições operacionais e financeiras, o teto de eficiência é atingido antes do esperado, e pagar menos pela energia necessária torna-se a principal alternativa.

Consumo médio em lojas de rua e pequenos varejos

Lojas de rua e pequenos varejos têm perfil de consumo mais moderado, com iluminação, ar-condicionado e vitrines refrigeradas como principais cargas. O consumo varia conforme o porte, o horário de funcionamento e o tipo de produto comercializado.

Trocar lâmpadas por LED e instalar sensores de presença são medidas de baixo custo que reduzem o consumo de iluminação. O ar-condicionado, no entanto, é necessário para o conforto dos clientes e não pode ser desligado nos meses mais quentes. Após as substituições básicas, a margem de redução se estreita, e o gestor passa a atuar principalmente no custo da energia que o negócio continua utilizando.

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Consumo médio em farmácias e drogarias

Farmácias e drogarias combinam iluminação intensa, necessária para a leitura de rótulos e a apresentação dos produtos, com vitrines e câmaras refrigeradas para medicamentos termossensíveis. O consumo varia entre diferentes faixas conforme o porte e se há funcionamento 24 horas.

A refrigeração de medicamentos é obrigatória por norma sanitária e não pode ser reduzida. A iluminação pode ser otimizada com LED de alta eficiência, o que reduz parte da carga. Após essas medidas, o consumo se estabiliza em um patamar que não pode ser reduzido sem comprometer a operação, e a principal variável restante passa a ser o valor pago pela energia.

Consumo médio em salões de beleza e barbearias

Salões de beleza e barbearias têm consumo relativamente menor em comparação com estabelecimentos alimentícios, variando conforme o número de equipamentos, cadeiras e horário de funcionamento. Os principais equipamentos são secadores, chapas, autoclaves, ar-condicionado e iluminação de trabalho.

A maioria dos equipamentos de um salão não pode ser substituída por versões de menor consumo sem comprometer o resultado do serviço. O ar-condicionado é necessário para o conforto de clientes e profissionais. Aqui também, o espaço para redução de consumo é limitado, e a gestão de custos passa por buscar energia mais barata.

Consumo médio em academias e studios

Academias e studios de ginástica têm no sistema de climatização o principal vetor de consumo, seguido pela iluminação das áreas de treino e pelos equipamentos eletrônicos de musculação e cardio. O consumo varia conforme o horário de funcionamento e o porte da unidade.

Academias que funcionam de 5h às 23h têm exposição tarifária elevada, especialmente no horário de ponta. Ajustes de setpoint do ar-condicionado e substituição de iluminação por LED reduzem o consumo, mas o ambiente precisa permanecer climatizado durante todo o horário de funcionamento. O limite físico de redução é atingido cedo, e o próximo passo é reduzir o custo da energia que permanece necessária.

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Consumo médio em hotéis e pousadas pequenas

Hotéis e pousadas pequenas operam 24 horas por dia, com climatização dos quartos, lavanderia, iluminação de áreas comuns e, em muitos casos, aquecimento de água como principais cargas. O consumo varia conforme a ocupação e o porte do estabelecimento, com picos em períodos de alta demanda.

A operação contínua impede cortes significativos de consumo. Hóspedes esperam quartos climatizados e toalhas lavadas. Após as otimizações básicas de iluminação e temperatura, a fatura se estabiliza em um nível que reflete a operação necessária do negócio, e a gestão de custos passa a depender de pagar menos por cada kWh consumido.

A geração distribuída pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros

Para os tipos de comércio descritos neste artigo, a conta de luz representa uma das maiores linhas de custo do negócio. Reduzir o consumo tem limite físico, porque refrigeração, fornos, climatização e iluminação de trabalho precisam funcionar. Quando esse limite é atingido, a principal alavanca disponível passa a ser pagar menos pela mesma energia.

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Perguntas frequentes

Qual tipo de comércio gasta mais energia?

Supermercados e padarias com fornos elétricos estão entre os maiores consumidores de energia no comércio de pequeno e médio porte. A refrigeração responde por uma parcela significativa do consumo total em supermercados. Padarias com fornos elétricos têm uma das maiores densidades de consumo por metro quadrado entre os estabelecimentos comerciais brasileiros. Lanchonetes e unidades de fast-food também figuram entre os maiores consumidores, com cargas concentradas em equipamentos de cocção e climatização.

Quanto um supermercado gasta de energia por mês?

O consumo mensal de um supermercado varia conforme o porte e a estrutura de refrigeração. Supermercados pequenos possuem consumo moderado, enquanto estabelecimentos maiores podem ter consumo elevado, com faturas significativas. O principal fator é a quantidade de equipamentos de refrigeração em operação contínua, que funcionam 24 horas por dia independentemente do horário de atendimento ao público.

Qual a média normal de consumo de energia por m² no comércio?

A média de consumo por metro quadrado varia significativamente entre os tipos de comércio. Lojas de rua e pequenos varejos ficam na faixa de 5 a 20 kWh/m² por mês. Farmácias e salões de beleza situam-se entre 8 e 35 kWh/m². Restaurantes e academias variam de 15 a 60 kWh/m². Supermercados estão entre os mais intensivos, com 25 a 50 kWh/m² em estabelecimentos de médio porte. Padarias com fornos elétricos podem superar 80 kWh/m², tornando-se os estabelecimentos comerciais de maior densidade energética por área entre os tipos de comércio de varejo.

É possível reduzir a conta sem cortar equipamentos essenciais?

Existem dois caminhos distintos para reduzir a conta. O primeiro é reduzir o consumo, substituindo iluminação por LED, ajustando setpoints de temperatura, realizando manutenção preventiva em compressores e vedações de câmaras frias e concentrando o uso de equipamentos pesados fora do horário de ponta tarifária. Essas medidas têm impacto real, mas atingem um limite físico rapidamente, porque refrigeração, fornos e climatização precisam funcionar para que o negócio opere. O segundo caminho é pagar menos pela mesma energia, sem alterar nada na operação. A geração distribuída compartilhada é uma das estratégias mais eficazes para isso, porque o estabelecimento continua recebendo energia pela mesma distribuidora, com a mesma qualidade, mas com descontos que podem chegar a até 20% na conta, sem investimento inicial próprio e sem obras.

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