Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

Por que a energia é o fornecedor que mais impacta sua margem

Tratar energia como insumo estratégico impacta diretamente a margem da empresa. No mercado regulado, as empresas compram energia com custos regulados pela ANEEL e não têm poder de escolha sobre o fornecedor. As bandeiras tarifárias, verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2, adicionam sobrecustos imprevisíveis que dificultam o planejamento orçamentário de longo prazo. Diferentemente de insumos ou serviços terceirizados, a energia no mercado regulado não pode ser renegociada, substituída ou cotada com outro fornecedor.

No mercado livre de energia, esse cenário muda. Empresas do Grupo A podem escolher o fornecedor e negociar preço, prazo, volume e fonte de energia. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, o que reduz o risco de interrupção no fornecimento. A diferença está em quem define o preço e as condições contratuais.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Resultados sustentáveis em gestão de categorias de fornecimento vêm de modelos de contratação e planejamento de demanda, não apenas de pressão por preço. Tratar energia como categoria estratégica, com objetivos claros, análise de mercado e contrato estruturado, é o ponto de partida para converter esse custo em vantagem competitiva. Os sete passos a seguir organizam esse processo, da verificação inicial até o acompanhamento contínuo de resultados.

Passo 1 – Verifique a elegibilidade e mapeie seu consumo

Confirmar a elegibilidade é o primeiro movimento. A empresa precisa pertencer ao Grupo A, ou seja, receber energia em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo para migrar, basta estar nessa faixa de tensão.

Em seguida, reúna as faturas dos últimos 12 meses e mapeie consumo mensal em kWh, demanda contratada e demanda medida, além de sazonalidades e picos. Esse diagnóstico define o perfil de contrato mais adequado e o potencial de economia no mercado livre de energia.

Passo 2 – Defina objetivos claros de negociação

Definir metas mensuráveis antes de falar com fornecedores orienta toda a negociação. Os principais objetivos para empresas do Grupo A incluem:

Checklist de preparação da negociação

Passo 3 – Pesquise o mercado e construa seu BATNA

Ter um BATNA claro dá referência para avaliar propostas. BATNA, Best Alternative to a Negotiated Agreement, é a melhor alternativa disponível caso a negociação não avance. No contexto energético, o BATNA de uma empresa do Grupo A é permanecer no mercado regulado, com preços regulados, bandeiras tarifárias e sem poder de escolha.

Conhecer essa alternativa com precisão fortalece a posição negociadora. Compare as condições do mercado regulado com as propostas do mercado livre de energia, considerando preço por MWh, prazo, flexibilidade contratual e serviços incluídos, como gestão regulatória, adequação de medição e representação na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Em negociações estratégicas de fornecimento, concessões mútuas e clareza sobre alternativas disponíveis são fatores que influenciam diretamente o resultado final. Empresas que entram na negociação sem esse mapeamento tendem a aceitar condições abaixo do potencial do mercado.

Fale com um de nossos consultores para receber um estudo comparativo entre o mercado regulado e o mercado livre de energia para o perfil de consumo da sua empresa.

Passo 4 – Estruture a proposta e use concessões mútuas

Organizar a proposta em blocos facilita a negociação. A negociação de energia no mercado livre de energia vai além do preço por MWh. Estruture a proposta em camadas.

Preço fixo: “Buscamos um contrato com preço fixo por MWh pelo período de [X] anos, com reajuste apenas pelo índice acordado em contrato”.

Flexibilidade de volume: “Nossa demanda tem sazonalidade de até [X]% entre os meses de pico e vale. Precisamos de uma banda de flexibilidade contratual que absorva essa variação sem exposição ao mercado de curto prazo”.

Certificação renovável: “A emissão de I-RECs para 100% do consumo contratado é condição para fechamento, alinhada às nossas metas de ESG”.

Estratégias eficazes de gestão de categorias entregam menor custo total de propriedade, maior resiliência e melhor controle de risco, não apenas desconto na linha de preço. Negociar prazo, flexibilidade e serviços incluídos diferencia uma negociação tática de uma negociação estratégica.

Passo 5 – Escolha o parceiro e negocie o contrato

Selecionar o parceiro certo sustenta o resultado ao longo de todo o contrato. A escolha do parceiro no mercado livre de energia é tão crítica quanto o preço negociado. Avalie os seguintes critérios:

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, atua com geração própria e oferece contratos de longo prazo com preço fixo, gestão regulatória completa e emissão de I-RECs, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Passo 6 – Execute a migração sem custo adicional

Conduzir a migração com um parceiro especializado simplifica o processo. A migração para o mercado livre de energia envolve etapas regulatórias, técnicas e contratuais que, sem apoio, podem parecer complexas. Com a Serena Energia, o processo é gerenciado de ponta a ponta.

O prazo regulatório para a migração é de seis meses, período necessário para encerrar o contrato com a distribuidora. Por isso, quanto antes o processo for iniciado, mais cedo a empresa começa a capturar a economia contratada.

Passo 7 – Acompanhe resultados e renegocie continuamente

Monitorar desempenho de forma estruturada mantém o contrato alinhado aos objetivos da empresa. Revisões formais de desempenho de fornecedores em ciclo trimestral ou semestral, complementadas por dashboards mensais para categorias críticas, são prática recomendada para manter accountability e detectar desvios precocemente. Energia é uma categoria crítica e merece esse nível de acompanhamento.

Os KPIs recomendados para monitoramento mensal incluem:

A variação de custo é métrica central de desempenho de fornecedores, e desvios recorrentes indicam ineficiências ou cobranças ocultas que afetam diretamente a margem. Ao final de cada ciclo contratual, use os dados acumulados para renegociar condições ainda mais favoráveis.

A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparativo entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado, em um único ambiente para facilitar o acompanhamento pelo time financeiro.

Tabela comparativa: mercado regulado vs mercado livre de energia

Aspecto Mercado regulado Mercado livre de energia com parceira especializada
Escolha do fornecedor Sem escolha, distribuidora local obrigatória Livre escolha entre fornecedores, incluindo geradoras com energia renovável
Formação de preço Definida pela ANEEL, sujeita a reajustes anuais e bandeiras tarifárias Negociado bilateralmente, com preço fixo pelo período contratual
Previsibilidade orçamentária Baixa, bandeiras tarifárias alteram o custo sem aviso prévio Alta, preço fixo permite planejamento de longo prazo
Potencial de economia Sem margem de negociação Potencial de economia em relação ao mercado regulado, segundo dados da Serena Energia
Certificação renovável (I-REC) Não disponível Disponível, comprova origem 100% renovável para relatórios de ESG
Gestão regulatória A distribuidora gerencia, empresa não tem controle Parceira especializada assume toda a gestão junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), sem custo adicional
Entrega física da energia Distribuidora local Distribuidora local, sem alteração na infraestrutura ou no fornecimento

Conclusão: transforme energia em vantagem competitiva

Tratar energia como categoria de fornecimento negociável permite que empresas do Grupo A, de média e alta tensão, convertam uma despesa historicamente imprevisível em uma linha de custo controlada e previsível. Esse resultado vem de objetivos claros, análise de mercado, contrato estruturado e acompanhamento contínuo de resultados.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Migrar para o mercado livre de energia com um parceiro especializado elimina as bandeiras tarifárias, fixa o preço da energia pelo período contratual e libera a equipe financeira e operacional da complexidade regulatória do setor elétrico. Tratar categorias de custo como negociáveis, em vez de aceitar preços impostos, diferencia empresas que protegem margens das que as perdem gradualmente.

A Serena Energia gerencia todo o processo de migração, da análise de viabilidade à gestão mensal, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia oferece a solidez e a expertise que uma decisão estratégica dessa magnitude exige.

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Perguntas frequentes

Qual o prazo médio para ver economia após a migração para o mercado livre de energia?

O processo de migração leva seis meses, prazo necessário para encerrar o contrato com a distribuidora local, como descrito no Passo 6. A partir da primeira fatura após a conclusão da migração, a empresa passa a pagar o preço negociado no contrato do mercado livre de energia, sem exposição às bandeiras tarifárias. Por isso, iniciar o processo o quanto antes ajuda a antecipar os benefícios.

Como o mercado livre de energia contribui para a previsibilidade orçamentária?

No mercado livre de energia, o preço da energia é acordado antecipadamente entre a empresa e o fornecedor, por meio de um contrato bilateral de longo prazo. Esse modelo significa que, independentemente das condições hídricas ou das bandeiras tarifárias vigentes no mercado regulado, o custo da energia contratada permanece fixo. O resultado é um planejamento orçamentário mais preciso, sem surpresas na linha de energia ao longo do ano.

A migração para o mercado livre de energia representa algum risco para a operação?

A migração é um processo comercial e contratual, e a responsabilidade pela entrega física permanece com a distribuidora local, como explicado anteriormente. A única mudança é de quem a empresa compra a energia. Com um parceiro especializado como a Serena Energia, toda a adequação técnica do sistema de medição e os trâmites junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) são conduzidos pela própria Serena, sem custo adicional e sem impacto na operação.

O que acontece se o consumo da empresa variar ao longo do contrato?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma banda de flexibilidade de volume. Variações dentro dessa faixa não geram penalidades. Para consumos fora da banda, a diferença é liquidada no mercado de curto prazo. A Serena Energia realiza a gestão ativa do consumo para reduzir essa exposição, acompanhando mensalmente o perfil de consumo de cada cliente e orientando ajustes quando necessário.

Empresas com mais de uma unidade consumidora podem migrar todas ao mesmo tempo?

Empresas com múltiplas unidades do Grupo A, de média e alta tensão, podem migrar todas para o mercado livre de energia, com possibilidade de consolidar o volume total para obter condições contratuais mais favoráveis. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade de cada unidade e estrutura o contrato de forma a contemplar o perfil agregado de consumo da empresa, o que simplifica a gestão energética de todo o portfólio de unidades.

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