Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 28 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Um plano de ação em 8 fases reduz custos operacionais com energia elétrica de forma progressiva e mensurável para empresas do Grupo A.
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Realizar auditoria de faturas, revisar a demanda contratada e mapear o consumo são etapas iniciais que identificam cobranças indevidas e oportunidades rápidas de economia.
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Fazer a gestão de horários de pico e substituir a iluminação por LED com automação gera resultados incrementais e previsíveis sem exigir capital elevado.
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Migrar para o mercado livre de energia é a fase de maior impacto isolado, reduz incertezas tarifárias e permite planejamento orçamentário mais preciso.
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Para iniciar sua jornada de economia e sustentabilidade, fale com a Serena Energia.
Tabela mestre: 8 fases para reduzir custos operacionais com energia elétrica
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Fase |
Objetivo |
Prazo |
Responsável interno |
Entregável |
Indicador de sucesso |
|---|---|---|---|---|---|
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1 – Auditoria de faturas |
Identificar cobranças incorretas e oportunidades de ajuste |
30 dias |
Controller / Gerente de Facilities |
Relatório de inconsistências e créditos a recuperar |
Número de itens contestados e valor recuperado |
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2 – Revisão de demanda contratada |
Adequar a demanda contratada ao consumo real |
30 a 60 dias |
Gerente de Operações / Facilities |
Proposta de novo patamar de demanda à distribuidora |
Redução de ultrapassagens e multas por demanda |
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3 – Mapeamento de consumo |
Identificar os principais pontos de consumo por área e equipamento |
30 a 60 dias |
Gerente de Operações / Facilities |
Mapa de consumo por setor com sazonalidades |
Consumo mensal por área (kWh/m²) |
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4 – Gestão de horários de pico |
Deslocar cargas não críticas para fora do horário de ponta |
60 dias |
Gerente de Operações |
Cronograma de operação de cargas por posto tarifário |
Redução do consumo registrado no horário de ponta |
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5 – Substituição por LED e automação |
Reduzir consumo de iluminação e sistemas prediais |
60 a 120 dias |
Gerente de Facilities |
Projeto de retrofit e cronograma de implantação |
Redução percentual no consumo de iluminação |
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6 – Migração para o mercado livre de energia |
Reduzir o custo unitário da energia com preço contratado e previsível |
6 meses (prazo regulatório) |
Diretor Financeiro / Controller |
Contrato firmado com comercializadora e migração concluída |
Economia percentual na fatura em relação ao mercado cativo |
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7 – Emissão de certificados de sustentabilidade |
Comprovar consumo de energia renovável para relatórios ESG |
Após fase 6 |
Gerente de ESG / Sustentabilidade |
I-RECs emitidos correspondentes ao consumo |
MWh certificados como renováveis no período |
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8 – Monitoramento contínuo com KPIs |
Sustentar e ampliar os resultados ao longo do tempo |
Contínuo |
Controller / Gerente de Operações |
Dashboard mensal com indicadores de consumo e custo |
Intensidade energética (kWh por unidade de receita ou produção) |
Descubra em quanto tempo sua empresa pode iniciar a migração para o mercado livre de energia.
Fase 1 – Auditoria de faturas
A auditoria de faturas é o ponto de partida do plano de ação para reduzir custos operacionais com energia elétrica. O objetivo é revisar os últimos 12 meses de contas e identificar cobranças incorretas, modalidades tarifárias inadequadas e créditos a recuperar junto à distribuidora.
Para empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão, a fatura apresenta componentes distintos: demanda contratada, consumo em horário de ponta e fora de ponta, encargos setoriais, tributos e, quando aplicável, acréscimos por bandeiras tarifárias. A análise dos últimos 12 meses costuma revelar desajustes entre a demanda contratada e a demanda medida, além de cobranças por fator de potência abaixo do mínimo exigido.
O entregável desta fase é um relatório de inconsistências com os valores passíveis de contestação ou ajuste. O indicador de sucesso é o número de itens corrigidos e o valor efetivamente recuperado ou eliminado da fatura.
Fase 2 – Revisão de demanda contratada
A revisão da demanda contratada ajusta o patamar de potência reservado junto à distribuidora ao perfil real de consumo. Quando o valor contratado está acima do consumo, a empresa paga por capacidade ociosa. Quando está abaixo, a empresa passa a pagar multas por ultrapassagem.
Para consumidores do Grupo A com demanda acima de 300 kW, a adoção de sistemas de gestão de demanda em tempo real que desconectam cargas não críticas antes de atingir o patamar contratado reduz cobranças por ultrapassagem e pode viabilizar a renegociação de um valor de demanda menor.
O Gerente de Operações ou de Facilities consolida os registros de demanda medida mês a mês e formaliza a proposta de ajuste junto à distribuidora. O indicador de sucesso é a redução das cobranças por ultrapassagem e a adequação do valor contratado ao perfil de operação.
Fase 3 – Mapeamento de consumo
O mapeamento de consumo transforma a fatura agregada em uma visão detalhada por área, sistema e equipamento. Esse diagnóstico direciona as ações de eficiência e permite atribuir resultados com clareza.
O processo inclui instalar submedidores em circuitos críticos, como climatização, iluminação, motores e compressores, e registrar o consumo por turno e por posto tarifário. O monitoramento de consumo fora do horário de operação identifica desperdícios de equipamentos ligados após o expediente por falhas de programação.
O entregável é um mapa de consumo por setor, com sazonalidades e picos identificados. Esse documento orienta diretamente as fases 4 e 5 e serve de insumo para o estudo de viabilidade da migração ao mercado livre de energia.
Fase 4 – Gestão de horários de pico
A gestão de horários de pico reduz o custo da energia sem alterar o volume total consumido. No Grupo A, o consumo registrado no horário de ponta, geralmente das 18h às 21h em dias úteis, recebe tarifa significativamente superior ao consumo fora de ponta.
As ações práticas começam com a reprogramação de ciclos de produção para fora do horário de ponta. Em paralelo, o acionamento de compressores e chillers pode ser adiado para o período fora de ponta, aproveitando a inércia térmica para manter a climatização. Por fim, equipamentos de alta potência que não precisam operar ao mesmo tempo devem ter o uso escalonado ao longo do dia, o que distribui a carga e evita picos de demanda. O Gerente de Operações estrutura e implementa o cronograma de operação de cargas por posto tarifário.
O indicador de sucesso é a redução percentual do consumo registrado no horário de ponta em relação ao período anterior à intervenção, verificada diretamente na fatura mensal.
Fase 5 – Substituição por LED e automação
A substituição de sistemas de iluminação convencionais por LED, combinada com sensores de presença e controles de luminosidade, gera economia previsível em instalações comerciais e industriais. Essa intervenção reduz o consumo de iluminação sem comprometer o conforto dos usuários.
Projetos de retrofit LED com dimensionamento técnico adequado reduzem de forma relevante o consumo de iluminação. A inclusão de sensores de ocupação e de aproveitamento de luz natural em um retrofit LED acrescenta economia adicional, pois evita o acionamento desnecessário das luminárias.
Esta fase exige investimento em CAPEX, ao contrário da migração ao mercado livre de energia. O Gerente de Facilities conduz o projeto e o cronograma de implantação, preferencialmente em janelas de manutenção programada para não impactar a operação.
Fase 6 – Migração para o mercado livre de energia
A migração para o mercado livre de energia é a fase de maior impacto isolado neste plano de ação e não exige capital da empresa. Nesse ambiente, a empresa deixa de comprar energia a tarifas reguladas e passa a contratar diretamente com uma geradora ou comercializadora, negociando preço, prazo e fonte.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão. O escopo inclui o processo junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a gestão contínua do contrato.

O prazo regulatório para a migração é de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A primeira fatura com economia chega após a conclusão desse período. Qualquer empresa do Grupo A, em média ou alta tensão, pode migrar, independentemente do nível de consumo.
No mercado livre de energia, o preço da energia é definido em contrato de longo prazo, normalmente de 5 anos. Esse modelo reduz a incerteza associada às bandeiras tarifárias e permite um planejamento orçamentário mais estável. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e a mudança ocorre apenas na forma de contratação da energia.
Solicite um estudo de viabilidade com a projeção de economia para a sua empresa.
Fase 7 – Emissão de certificados de sustentabilidade
A emissão de certificados de sustentabilidade comprova o consumo de energia renovável em relatórios de ESG. Após a migração para o mercado livre de energia com uma geradora de fonte renovável, a empresa pode solicitar a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates).
Cada I-REC corresponde a 1 MWh gerado por fonte limpa e rastreado desde a usina até o consumidor final. Os I-RECs são o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2, relacionadas ao consumo de energia elétrica, em relatórios de sustentabilidade. A Serena Energia emite esses certificados para seus clientes, o que permite comprovar, de forma auditável, que o consumo de eletricidade é 100% renovável.

Empresas como Bayer e Cargill já utilizam a energia da Serena Energia como parte de suas estratégias de descarbonização. O indicador de sucesso desta fase é o volume de MWh certificados como renováveis no período, utilizável diretamente nos relatórios anuais de ESG.
Fase 8 – Monitoramento contínuo com KPIs
O monitoramento contínuo sustenta os resultados obtidos nas fases anteriores e abre novas oportunidades de economia. Sem acompanhamento regular, ineficiências retornam e ajustes deixam de ser feitos no tempo adequado.
O monitoramento de energia é mais eficaz quando integra dados, governança e tomada de decisão operacional, em vez de ser tratado como ação isolada. Organizações podem revisar os dados semanalmente nos primeiros três meses, quantificar as economias em relação à linha de base e ajustar o foco de monitoramento conforme as ineficiências são resolvidas.
Os KPIs recomendados para esta fase incluem:
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Intensidade energética: kWh por unidade de receita ou de produção
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Consumo fora do horário de operação
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Demanda de pico registrada em relação à demanda contratada
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Economia acumulada em relação ao mercado cativo
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Percentual de energia renovável certificada no consumo total
A Serena Energia disponibiliza para seus clientes um painel com economia mensal e consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Frameworks de KPIs de ESG recomendam relatórios mensais para equipes de operações, trimestrais para a gestão e anuais para divulgação, com responsáveis, linhas de base e metas definidas para cada indicador.
Perguntas frequentes
Minha empresa é elegível para migrar para o mercado livre de energia?
Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo obrigatório. O primeiro passo é verificar na própria fatura em qual grupo tarifário a empresa está enquadrada. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
Quanto tempo leva o processo de migração?
O processo de migração costuma seguir o prazo regulatório de 6 meses, contados a partir da notificação formal à distribuidora. Nesse período, a Serena Energia conduz as etapas de registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e gestão contratual sem custo adicional para clientes sob sua gestão. A primeira fatura com economia é emitida após a conclusão da migração.
Como fica o faturamento após a migração?
No modelo varejista do mercado livre de energia, a empresa define um preço de energia com a comercializadora. Ao final de cada mês, a fatura é calculada multiplicando esse preço pelo consumo realizado. A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade e pela manutenção da rede. A Serena Energia centraliza o pagamento à distribuidora e simplifica a rotina do cliente.
O que são I-RECs e por que são relevantes para relatórios de sustentabilidade?
I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Ao adquirir I-RECs junto com a energia contratada, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável. Esse documento é reconhecido internacionalmente e é o principal instrumento para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade, atendendo a exigências de investidores, clientes e padrões globais de ESG.
A migração para o mercado livre de energia representa algum risco para a operação?
A migração é um processo contratual e comercial. A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da energia e pela estabilidade da rede. Não ocorre risco de interrupção no fornecimento decorrente da mudança de ambiente de contratação. A Serena Energia assume o processo burocrático, incluindo a instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para o cliente.
Conclusão
Um plano de ação em 8 fases permite que empresas do Grupo A, em média e alta tensão, reduzam os custos operacionais com energia elétrica de forma progressiva e mensurável. As fases de auditoria, revisão de demanda, mapeamento de consumo, gestão de picos e retrofit de iluminação geram ganhos graduais. A migração para o mercado livre de energia, na fase 6, concentra o maior impacto, sem exigir capital da empresa e com a primeira economia registrada após o prazo regulatório.

As fases de certificação e monitoramento contínuo conectam a gestão de energia às metas de ESG e fortalecem a estratégia de sustentabilidade. A Serena Energia atua em todo o Brasil com migração gerenciada para o mercado livre de energia, consultoria energética e gestão contínua sem custo adicional para clientes sob sua gestão, atendendo empresas como Heineken, Cargill e Bayer que buscam reduzir OPEX e avançar em seus compromissos ambientais.
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