Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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O IPCA de 4,44% e os reajustes tarifários para o Grupo A em 2026 tornam o repasse de custos inevitável. Repassar tudo reduz competitividade, mas repassar nada corrói margem.
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Mapear custos reais linha a linha, com atenção especial à energia, é o passo obrigatório antes de aplicar qualquer índice contratual.
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Escolher entre IPCA e IGP-M ou criar cláusulas específicas para energia reduz a erosão de margem ao longo dos ciclos de reajuste.
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Combinar repasse parcial com ganhos de eficiência, como a migração para o mercado livre de energia, reduz a pressão sobre o cliente e preserva competitividade.
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A Serena Energia oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional. Fale com um de nossos consultores e descubra quanto sua empresa pode economizar.
Pré-requisitos: documentos e áreas envolvidas
O processo de reajuste começa com a organização das informações financeiras e operacionais.
Reúna os seguintes documentos:
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Faturas de energia elétrica dos últimos 12 meses, com discriminação de demanda, consumo ponta e fora ponta, encargos e bandeira tarifária
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Planilha de custos variáveis e fixos por produto ou linha de serviço
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Contratos vigentes com clientes, com cláusulas de reajuste e índices acordados
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DRE dos últimos dois exercícios para acompanhar a evolução da margem
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Histórico de reajustes aplicados nos últimos 24 meses
As áreas envolvidas são financeiro e controladoria, responsáveis pelo cálculo e aprovação, comercial, responsável pela comunicação e negociação com clientes, e operações, responsável pela validação dos custos de produção e do consumo energético. Este guia aplica-se exclusivamente a empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão.
Visão geral: o processo em 6 etapas
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Mapear custos reais, identificar quanto cada linha de despesa efetivamente subiu desde o último reajuste
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Calcular o reajuste necessário, quantificar o impacto sobre a margem e o percentual mínimo de repasse
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Escolher índice e periodicidade, definir qual indexador reflete melhor a estrutura de custos da empresa
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Definir estratégia de repasse, decidir entre repasse total, parcial ou combinado com ganhos de eficiência
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Preparar comunicação aos clientes, notificar com antecedência, transparência e alternativas
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Monitorar impacto e ajustar, acompanhar margem, churn e economia energética mensalmente
Etapa 1 – Mapear custos reais
Objetivo
O objetivo é identificar, linha por linha, quanto cada componente de custo variou desde o último reajuste aplicado ao cliente. Índices gerais como o IPCA medem a inflação do consumidor e não refletem a realidade de uma empresa industrial, em que insumos, mão de obra e energia sobem em ritmos diferentes.
Ações
O primeiro passo é recalcular o custo unitário total de cada produto ou serviço. Some o custo variável por unidade, como insumos, embalagem e mão de obra direta, ao rateio dos custos fixos pelo volume esperado. A fórmula industrial padrão é: custo total unitário = custo variável por unidade + (custos fixos anuais ÷ volume anual esperado). Em seguida, compare o custo atual com o custo vigente na data do último reajuste.
Depois de obter essa base para todas as linhas de custo, vale tratar a energia de forma separada, pois essa linha tende a distorcer o cálculo. Na linha de energia, o mapeamento exige atenção especial porque as tarifas para consumidores do Grupo A acumularam aumentos significativos em 2026, bem acima da inflação geral. Em São Paulo, o reajuste da Enel mencionado nas lições iniciais ilustra como a energia sobe bem acima da inflação geral. Uma operação que consome 500 MWh/mês e pagava R$ 400/MWh pode ter um acréscimo relevante no custo mensal após os reajustes tarifários, um impacto que nenhum índice geral captura com precisão.

Responsáveis e riscos
Controladoria lidera e operações valida o consumo real. Se controladoria trabalhar isoladamente, sem validação de operações, o principal risco é usar o custo médio histórico em vez do custo corrente, subestimar o impacto e calcular um reajuste insuficiente.
Etapa 2 – Calcular o reajuste necessário
Objetivo
O objetivo é quantificar o percentual mínimo de reajuste que preserva a margem de contribuição sem comprometer a competitividade.
Ações
O cálculo correto parte do custo atualizado. A fórmula correta é: preço atualizado = custo atualizado ÷ (1 − despesas variáveis% − impostos% − margem alvo%). Aplicar um índice geral diretamente ao preço anterior, sem recalcular o custo real, é o erro mais comum.
Para escolher entre IPCA e IGP-M, compare o que cada índice mede e qual reflete melhor a composição de custos da sua operação.
IPCA x IGP-M: quando usar cada um
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Critério |
IPCA |
IGP-M |
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O que mede |
Inflação ao consumidor final |
Inflação no atacado, construção e consumidor |
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Projeção 2026 (Focus, ago/2026) |
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Melhor uso |
Contratos de serviços com custo predominantemente de mão de obra |
Contratos industriais com insumos e commodities relevantes |
Nenhum dos dois índices captura o aumento real da energia elétrica para o Grupo A. Por isso, o cálculo correto cruza o índice contratual com a variação efetiva da tarifa energética e aplica o maior dos dois como piso de reajuste para a parcela de custo energético.
Responsáveis e riscos
Financeiro calcula e comercial valida a elasticidade de demanda dos clientes. O risco é aplicar o índice contratual sem verificar se ele cobre o aumento real, o que gera erosão de margem ao longo de vários ciclos.
Etapa 3 – Escolher índice e periodicidade
Objetivo
O objetivo é definir, para cada contrato ou segmento de cliente, qual indexador e qual frequência de revisão refletem melhor a estrutura de custos da empresa e oferecem previsibilidade para as duas partes.
Ações
O ponto de partida é mapear a composição de custo de cada linha de produto. Se mão de obra domina, o IPCA tende a ser mais aderente. Se insumos industriais e energia dominam, o IGP-M ou um índice composto costuma ser mais preciso. Em seguida, defina gatilhos objetivos de revisão, como variação de custo-chave acima de 5–8%, revisão periódica mínima trimestral para custos mais instáveis ou mudança de regime tributário. Para a parcela de energia, vale separar a cláusula de reajuste energético das demais e vinculá-la à tarifa da distribuidora local.
A periodicidade ideal para custos energéticos mais instáveis costuma ser semestral. Para contratos de longo prazo com clientes estratégicos, cláusulas de revisão extraordinária ativadas por variação tarifária acima de um limiar pré-definido, por exemplo 10%, protegem a margem sem exigir renegociação anual.
Responsáveis e riscos
Jurídico e financeiro definem a cláusula e comercial negocia com o cliente. O risco é escolher um índice que subestime de forma recorrente os custos reais e acumular déficit de margem que só se torna visível quando a correção já implica impacto comercial relevante.
Descubra como fixar o custo de energia por 5 anos e reduza a dependência de reajustes frequentes.
Etapa 4 – Definir estratégia de repasse
Objetivo
O objetivo é decidir quanto do aumento real de custo será repassado ao cliente e quanto será compensado por ganhos de eficiência operacional.
Ações
Repassar a inflação integralmente ao preço final nem sempre é a decisão mais adequada. Uma abordagem equilibrada combina repasse parcial com ações de eficiência que reduzem o custo sem afetar a entrega ao cliente. As três opções principais formam um conjunto de alternativas que variam em intensidade de repasse.
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Repasse total: adequado quando a elasticidade de demanda é baixa, o produto é diferenciado e o cliente tem baixa sensibilidade a preço. Essa é a opção mais direta, mas também a que mais testa a relação com o cliente. Exige comunicação robusta e antecedência mínima de 30 dias.
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Repasse parcial: adequado quando há concorrência intensa ou risco maior de churn. A diferença entre o custo real e o repasse é coberta por ganhos de eficiência, como redução de desperdício, renegociação de fornecedores ou, no caso da energia, migração para o mercado livre de energia com contratos de preço fixo por 3 a 5 anos. Nessa opção, a empresa troca parte da margem de curto prazo por retenção de clientes.
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Repasse escalonado: adequado quando a empresa precisa diluir o impacto percebido. Essa opção divide o ajuste em duas ou três parcelas ao longo de 6 a 12 meses, reduz o impacto imediato para o cliente e tende a reduzir o risco de cancelamento, embora aumente o esforço de gestão.
Responsáveis e riscos
Diretoria financeira e comercial decidem em conjunto. O risco do repasse parcial sem contrapartida de eficiência é comprimir a margem de forma progressiva até o ponto de inviabilidade.
Etapa 5 – Preparar comunicação aos clientes
Objetivo
O objetivo é notificar clientes com antecedência, transparência e alternativas concretas para reduzir o risco de churn.
Ações
Clientes que recebem aviso claro com justificativa objetiva 30 dias antes apresentam churn inferior a 50%, enquanto clientes que descobrem o reajuste apenas na fatura apresentam churn acima de 70%. Para contas estratégicas, combine e-mail formal com reunião individual entre 45 e 60 dias antes da vigência.
Um modelo de e-mail de comunicação ajuda a padronizar a mensagem.
Assunto: Atualização de preços a partir de [data] – [Nome da sua empresa]
Prezado(a) [Nome],
Informamos que, a partir de [data], os preços dos nossos produtos/serviços serão atualizados em [X]%. Essa atualização reflete o aumento acumulado nos nossos custos operacionais nos últimos [período], em especial nas tarifas de energia elétrica, que registraram reajustes de dois dígitos em diversas regiões do Brasil em 2026.
Para clientes com contratos de longo prazo, oferecemos a possibilidade de escalonamento do ajuste em [2/3] parcelas. Entre em contato com seu consultor até [data limite] para discutir as melhores condições para a sua operação.
Agradecemos a parceria e seguimos à disposição.
Responsáveis e riscos
Comercial executa e financeiro valida os números citados na comunicação. O risco é comunicar sem oferecer alternativas e transformar um reajuste necessário em motivo de cancelamento evitável.
Veja como reduzir a pressão de reajuste sobre seus clientes fixando o custo de energia agora.
Etapa 6 – Monitorar impacto e ajustar
Objetivo
O objetivo é acompanhar mensalmente se o reajuste aplicado preserva a margem e se o custo de energia permanece dentro do planejado.
KPIs recomendados
Os quatro indicadores abaixo mostram de forma rápida se o reajuste cumpre o objetivo de preservar margem sem comprometer a base de clientes.
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Indicador |
Frequência |
Meta de referência |
|---|---|---|
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Variação de margem de contribuição por linha |
Mensal |
Estável ou crescente em relação ao mês anterior ao reajuste |
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Churn de clientes pós-reajuste |
Mensal, nos 3 meses após a vigência |
Abaixo do histórico de churn espontâneo |
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Custo real de energia (R$/MWh) |
Mensal |
Fixo ou decrescente em relação ao mercado cativo |
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Desvio entre custo projetado e realizado |
Mensal |
Inferior a 5% |
Responsáveis e riscos
Controladoria consolida os dados e uma reunião mensal com financeiro e comercial define eventuais ajustes. O risco é monitorar apenas o faturamento, sem acompanhar a margem por produto, e mascarar erosões pontuais que se tornam sistêmicas.
Agora que o processo completo de reajuste está estruturado, vale aprofundar a linha de custo que mais frequentemente compromete esse planejamento: a energia elétrica.
Como a energia elétrica impacta seus reajustes e como o mercado livre de energia resolve
A energia elétrica é a linha de custo que mais distorce o cálculo de reajuste para empresas do Grupo A. Enquanto a inflação geral ficou em torno de 4,4% em 12 meses até julho de 2026, as tarifas para consumidores industriais acumularam aumentos acima da inflação. A bandeira tarifária amarela vigente em julho de 2026 adicionou R$ 1,885 por 100 kWh consumidos, um custo que não aparece em nenhum índice contratual e que corrói a margem mês a mês.

Esse problema é estrutural no mercado cativo. No mercado cativo, a empresa não controla esse custo, pois as tarifas são definidas pela ANEEL, os encargos setoriais variam e as bandeiras tarifárias são ativadas conforme a situação dos reservatórios. No mercado livre de energia, a empresa negocia contratos bilaterais com preço fixo por 3 a 5 anos diretamente com uma geradora. O custo da energia contratada permanece o mesmo independentemente de bandeiras ou reajustes tarifários. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e o que muda é apenas o fornecedor da energia.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Esse serviço inclui análise de viabilidade a partir das faturas, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição e gestão contínua. A economia pode chegar a até 20% em relação ao mercado cativo, segundo dados da Serena Energia. Para uma empresa que hoje precisa repassar reajustes de energia ao cliente, fixar esse custo por 5 anos reduz a principal variável imprevisível do orçamento.

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Erros comuns ao reajustar preços e como evitar
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Aplicar o índice geral sem recalcular o custo real: o IPCA ou o IGP-M funcionam como referências contratuais, não como substitutos do cálculo de custo. A correção é recalcular o custo unitário completo antes de definir o percentual de reajuste.
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Comunicar o reajuste apenas na fatura: clientes que descobrem o aumento somente na fatura apresentam churn acima de 70%. A prática recomendada é notificar com no mínimo 30 dias de antecedência e oferecer alternativas.
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Ignorar a energia como linha separada no cálculo: tratar energia como custo fixo genérico impede a identificação do real impacto tarifário. A solução é separar a linha de energia no cálculo de custo e monitorá-la mensalmente. A migração para o mercado livre de energia transforma essa linha de custo em valor contratado com maior previsibilidade.
Como verificar os resultados
A verificação de resultados deve ocorrer em ciclos mensais nos três primeiros meses após o reajuste e em ciclos trimestrais a partir do quarto mês. Os indicadores centrais são margem de contribuição por produto ou linha de serviço, variação de churn segmentada por faixa de ticket e custo efetivo de energia em R$/MWh comparado ao período anterior à migração para o mercado livre de energia.
Se a margem não se recuperar ao nível anterior ao aumento de custos, o diagnóstico pode apontar repasse insuficiente, aumento de custos não mapeado na etapa 1 ou perda de volume que elevou o rateio de custos fixos por unidade. Cada causa exige uma resposta diferente, como novo reajuste, renegociação de fornecedores ou revisão do mix de produtos.
Se a sua empresa opera múltiplas unidades consumidoras, o processo descrito até aqui ganha uma camada adicional de complexidade que merece atenção específica.
Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades
Empresas com diversas unidades consumidoras enfrentam um desafio adicional. Cada unidade pode estar em uma área de concessão diferente, com tarifas e reajustes distintos, o que torna o cálculo de custo médio de energia impreciso para fins de precificação.
As ações recomendadas para esse perfil incluem:
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Consolidar o consumo de todas as unidades do Grupo A em um único contrato de fornecimento no mercado livre de energia, obtendo preço uniforme e mais previsível para toda a operação
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Incluir cláusulas de revisão extraordinária nos contratos com clientes, ativadas por variação tarifária acima de um limiar definido, sem necessidade de renegociação integral
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Monitorar o consumo real em relação ao contratado por unidade, mantendo a exposição dentro da faixa de flexibilidade contratual, geralmente entre 5% e 10% do volume, para evitar liquidação no mercado de curto prazo
No modelo varejista do mercado livre de energia, a Serena Energia representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e assume as obrigações regulatórias de todas as unidades, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Perguntas frequentes
Minha empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia mesmo sem consumo mínimo?
Sim. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo como critério de elegibilidade. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
Quanto tempo leva a migração e quando começo a economizar?
O processo regulatório leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas sem custo adicional para clientes sob sua gestão. A economia aparece na primeira fatura após a conclusão da migração. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a reduzir o custo de energia e a pressão sobre seus preços.
O que acontece se meu consumo variar durante o contrato?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo e orientando ajustes quando necessário.
A migração para o mercado livre de energia pode interromper o fornecimento de energia na minha operação?
Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua obrigada a entregar a eletricidade na sua unidade e a manter a qualidade da rede. A única mudança é o fornecedor da energia. A Serena Energia cuida de toda a transição, incluindo a instalação dos equipamentos de medição, sem impacto para a operação.
O mercado livre de energia oferece certificação de energia renovável?
Sim. A Serena Energia fornece I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para cada MWh consumido, o que comprova de forma auditável que a energia tem origem renovável. Esses certificados são reconhecidos globalmente e utilizados em relatórios de sustentabilidade para abater emissões de Escopo 2. A empresa também oferece créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.
Resumo: o que você agora consegue estruturar
Com o processo descrito neste guia, sua empresa está preparada para calcular o reajuste real necessário com base em custos efetivos, e não em índices genéricos, escolher o indexador adequado para cada tipo de contrato, comunicar ajustes com antecedência e transparência para preservar clientes e reduzir a necessidade de repassar inflação ao cliente ao fixar o custo de energia por meio da migração ao mercado livre de energia.
A energia elétrica é hoje a linha de custo com maior potencial de controle estrutural para empresas do Grupo A. Enquanto insumos, mão de obra e logística exigem negociações complexas ou mudanças de processo, a migração para o mercado livre de energia entrega previsibilidade orçamentária por 3 a 5 anos sem alterar a operação, com a economia já demonstrada em operações similares.
Receba uma análise personalizada para a sua empresa. A Serena Energia conduz todo esse processo de ponta a ponta, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.