Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
-
Empresas do Grupo A podem reduzir despesas fixas com energia com um processo em seis etapas, que começa com diagnóstico gratuito e termina com monitoramento contínuo.
-
Ajustar a demanda contratada e migrar para o mercado livre de energia reduzem cobranças por capacidade não utilizada e permitem negociar preços previsíveis, com potencial de economia de até 20%.
-
Medidas de eficiência operacional e certificação de energia renovável via I-RECs ampliam os ganhos financeiros e atendem às exigências de sustentabilidade de investidores e demais stakeholders.
-
Evitar erros comuns, como analisar apenas o valor total da fatura ou ignorar o prazo de seis meses para migração, ajuda a capturar os benefícios sem atrasos ou retrabalhos.
-
A Serena Energia conduz todo o processo sem custo adicional para o cliente. Estime a economia possível para a sua empresa falando com um consultor.
Pré-requisitos para começar
Reunir dados e documentos é o primeiro passo para uma análise precisa do perfil energético da empresa.
-
Faturas de energia dos últimos 12 meses
-
Histórico de consumo mensal em kWh
-
Dados de demanda contratada e demanda medida
-
Informações sobre o enquadramento tarifário atual
-
Planta ou layout das unidades consumidoras, quando disponível
A Serena Energia realiza a análise completa desses documentos sem custo para a empresa. O objetivo é identificar oportunidades de redução antes de qualquer decisão contratual.
Visão geral do processo em 6 etapas
Empresas do Grupo A podem seguir um processo em seis etapas para reduzir despesas fixas com energia.
-
Diagnóstico do consumo
-
Ajuste de demanda contratada
-
Migração para o mercado livre de energia
-
Medidas de eficiência operacional
-
Certificação de energia renovável
-
Monitoramento contínuo e resultados
Cada etapa pode gerar economia de forma isolada. A combinação de todas as etapas tende a produzir o maior impacto financeiro e de sustentabilidade.
Etapa 1 – Diagnóstico do consumo
Objetivo
Mapear o perfil de consumo da empresa para identificar ineficiências, sazonalidades e oportunidades de redução de custos.
Ações recomendadas
-
Coletar e organizar as faturas dos últimos 12 meses
-
Identificar picos de demanda e padrões de consumo por período
-
Comparar a demanda contratada com a demanda efetivamente medida
-
Revisar o enquadramento tarifário atual e avaliar alternativas
-
Mapear os principais equipamentos consumidores de energia na operação
Responsáveis internos
Gerente de Facilities ou Operações, com suporte do Controller para análise financeira das faturas.
Riscos e pontos de atenção
Realizar um diagnóstico apenas com base em médias mensais pode ocultar picos de demanda que geram cobranças elevadas. A análise precisa considerar horários de ponta e fora de ponta e separar consumo por unidade ou processo quando possível.
Checklist
-
☐ Faturas dos últimos 12 meses coletadas
-
☐ Demanda contratada versus demanda medida comparadas
-
☐ Enquadramento tarifário revisado
-
☐ Principais equipamentos consumidores identificados
-
☐ Relatório de diagnóstico elaborado
Com o diagnóstico completo, a empresa passa a ter dados concretos para ajustar a demanda contratada na etapa seguinte.
Etapa 2 – Ajuste de demanda contratada
Objetivo
Adequar a demanda contratada junto à distribuidora ao consumo real da empresa e reduzir o pagamento por capacidade não utilizada.
Ações recomendadas
-
Analisar o histórico de demanda medida nos últimos 12 meses
-
Identificar a diferença entre demanda contratada e demanda efetivamente utilizada
-
Calcular o impacto financeiro do ajuste possível
-
Formalizar o pedido de revisão de demanda junto à distribuidora, respeitando os prazos contratuais
-
Monitorar os primeiros meses após o ajuste para confirmar a adequação
Responsáveis internos
Gerente de Facilities ou Operações, com validação do Diretor Financeiro ou Controller.
Riscos e pontos de atenção
Reduzir a demanda contratada abaixo do necessário pode gerar multas por ultrapassagem de demanda. Por isso, o ajuste deve ser conservador e baseado em dados históricos consistentes, não em estimativas. Além disso, empresas que planejam expansão operacional precisam considerar o crescimento projetado antes de solicitar a redução.
Checklist
-
☐ Histórico de demanda medida dos últimos 12 meses analisado
-
☐ Margem de segurança definida para evitar ultrapassagem
-
☐ Impacto financeiro do ajuste calculado
-
☐ Pedido de revisão formalizado junto à distribuidora
-
☐ Monitoramento pós-ajuste programado
Etapa 3 – Migração para o mercado livre de energia
Objetivo
Contratar energia diretamente de uma geradora ou comercializadora, com preço negociado, prazo definido e fonte de energia escolhida pela empresa.
Ações recomendadas
-
Confirmar a elegibilidade da empresa, que deve pertencer ao Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão
-
Solicitar um estudo de viabilidade a uma comercializadora experiente
-
Analisar as condições contratuais, como preço, prazo, volume e fonte de energia
-
Fechar o contrato e iniciar o processo de migração gerenciada
-
Acompanhar as etapas de adequação do sistema de medição e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
Responsáveis internos
Diretor Financeiro ou Controller para aprovação contratual e Gerente de Operações para acompanhamento técnico da migração.
Riscos e pontos de atenção
O processo de migração tem prazo de seis meses, referente ao encerramento do contrato com a distribuidora. Iniciar o processo com antecedência ajuda a não adiar a economia. A entrega física da energia continua sob responsabilidade da distribuidora local. A migração ocorre apenas no âmbito comercial e contratual e não altera a continuidade do fornecimento.
A Serena Energia conduz todo o processo de migração sem custo adicional para o cliente, desde a análise de viabilidade, passando pelo registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e pela instalação dos equipamentos de medição, até a gestão contínua após a entrada no mercado livre de energia. A empresa pode alcançar uma economia de até 20% na conta de energia, com preço contratado antecipadamente e sem as variações das bandeiras tarifárias.
Checklist
-
☐ Elegibilidade confirmada (Grupo A, média ou alta tensão)
-
☐ Estudo de viabilidade solicitado e analisado
-
☐ Contrato revisado e aprovado internamente
-
☐ Processo de migração iniciado com a comercializadora
-
☐ Sistema de medição adequado e instalado
-
☐ Registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) concluído
Inicie sua migração para o mercado livre de energia com apoio dos consultores da Serena Energia e sem custo adicional de gestão.
Etapa 4 – Medidas de eficiência operacional
Objetivo
Reduzir o consumo absoluto de energia com ações técnicas e comportamentais na operação, complementando os ganhos obtidos com a migração para o mercado livre de energia.
Ações recomendadas
-
Substituir sistemas de iluminação por tecnologia LED com sensores de presença
-
Revisar e programar sistemas de climatização (HVAC) para operação mais eficiente
-
Avaliar o estado e a eficiência dos motores elétricos industriais
-
Implementar automação e sistemas de gestão de energia para monitoramento em tempo real
-
Treinar equipes operacionais para práticas de uso consciente de energia
Responsáveis internos
Gerente de Facilities ou Manutenção, com suporte do Gerente de Operações e aprovação do Diretor Financeiro para investimentos.
Riscos e pontos de atenção
Medidas de eficiência operacional exigem investimento inicial e têm prazo de retorno variável conforme o porte da empresa e o tipo de intervenção. A priorização deve considerar o impacto esperado sobre o consumo e o prazo de recuperação do investimento, avaliados caso a caso.
Checklist
-
☐ Levantamento dos principais pontos de consumo realizado
-
☐ Oportunidades de substituição de iluminação identificadas
-
☐ Sistemas de climatização revisados e programados
-
☐ Motores elétricos avaliados quanto à eficiência
-
☐ Sistema de monitoramento de consumo implementado
Etapa 5 – Certificação de energia renovável
Objetivo
Comprovar de forma auditável que o consumo de energia da empresa provém de fontes renováveis e atender a exigências de stakeholders, investidores e metas públicas de sustentabilidade.
Ações recomendadas
-
Contratar energia de fonte renovável comprovada, como eólica, solar ou outras fontes limpas
-
Solicitar a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates) correspondentes ao consumo
-
Incorporar os certificados aos relatórios anuais de sustentabilidade, como GRI e CDP
-
Avaliar a aquisição de créditos de carbono para neutralizar emissões de outros escopos
-
Comunicar os resultados aos stakeholders internos e externos
Responsáveis internos
Gerente de ESG ou Diretor de Sustentabilidade, com suporte do Jurídico para validação dos certificados.
Riscos e pontos de atenção
Declarar consumo de energia renovável sem certificação auditável pode gerar questionamentos de investidores e órgãos de reporte. O I-REC é um padrão reconhecido internacionalmente para comprovação de origem renovável e deve ser emitido por MWh consumido.
A Serena Energia fornece energia 100% de fonte eólica e emite I-RECs para cada MWh consumido pelos seus clientes. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Além dos I-RECs, a Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono para empresas que buscam neutralizar emissões além do Escopo 2.

Checklist
-
☐ Contrato de energia renovável firmado com origem comprovada
-
☐ Emissão de I-RECs solicitada e documentada
-
☐ Certificados incorporados ao relatório de sustentabilidade
-
☐ Estratégia de créditos de carbono avaliada
-
☐ Comunicação aos stakeholders planejada
Etapa 6 – Monitoramento contínuo e resultados
Objetivo
Acompanhar de forma sistemática os resultados financeiros e de sustentabilidade após a implementação das etapas anteriores e identificar desvios e novas oportunidades de melhoria.
Ações mensais recomendadas
-
Comparar o custo de energia do mês corrente com o período equivalente no mercado cativo
-
Verificar se o consumo realizado está dentro da faixa contratada
-
Analisar o relatório de economia consolidada fornecido pela gestora de energia
-
Monitorar indicadores de consumo por unidade ou processo produtivo
Ações trimestrais recomendadas
-
Revisar o desempenho acumulado de economia em relação às metas orçamentárias
-
Atualizar os indicadores de sustentabilidade, como emissões de Escopo 2 evitadas
-
Avaliar se ajustes contratuais são necessários em função de mudanças no perfil de consumo
-
Reportar resultados ao Comitê Executivo ou Conselho
A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal na fatura, economia consolidada total, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Um consultor dedicado acompanha cada cliente e fica disponível para dúvidas e análises de performance.

Erros comuns e como evitá-los
Não analisar as faturas com profundidade. Muitas empresas tomam decisões com base apenas no valor total da fatura e ignoram componentes como demanda, consumo em ponta e encargos. Essa prática reduz a visibilidade sobre as principais oportunidades de redução.
Subestimar o prazo de migração. O processo de migração para o mercado livre de energia tem prazo de seis meses para o encerramento do contrato com a distribuidora. Empresas que não consideram esse prazo tendem a adiar o início da economia.
Não alinhar as áreas internas. A migração para o mercado livre de energia envolve decisões financeiras, técnicas e de sustentabilidade. Quando Finanças, Operações e ESG não atuam de forma coordenada desde o início, o processo tende a ser mais lento e sujeito a retrabalho.
Escolher uma comercializadora sem geração própria. Empresas que não possuem geração própria dependem inteiramente de terceiros para honrar seus contratos. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, o que aumenta a robustez do fornecimento.
Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades e metas de sustentabilidade
Centralizar a gestão energética de múltiplas unidades em um único parceiro simplifica o controle financeiro e operacional. A Serena Energia atende empresas com vários pontos de consumo em todo o Brasil, centraliza a gestão junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e entrega relatórios consolidados por unidade e por grupo.
Empresas com metas públicas de descarbonização podem combinar energia 100% renovável, I-RECs e créditos de carbono para construir uma estratégia de ESG robusta e auditável. Os certificados emitidos pela Serena Energia têm reconhecimento global e podem ser utilizados em relatórios GRI, CDP e outros frameworks internacionais, atendendo às exigências de investidores e cadeias de suprimento com foco em práticas ambientais.
Perguntas frequentes
Minha empresa é do Grupo A. Isso significa que pode migrar para o mercado livre de energia?
Sim. O Grupo A reúne empresas com fornecimento em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo para migrar. Basta pertencer ao Grupo A para ter elegibilidade. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente, com base nas faturas e no perfil de consumo da empresa.
Quanto tempo leva o processo de migração para o mercado livre de energia?
O prazo é de seis meses, conforme descrito na etapa de migração. Durante esse período, a Serena Energia conduz as etapas burocráticas, como registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para o cliente. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a capturar os benefícios do mercado livre de energia.
A migração para o mercado livre de energia representa algum risco para a continuidade do fornecimento?
Não. A migração ocorre no âmbito comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia até a empresa. A única mudança é o fornecedor da energia. A qualidade e a continuidade do fornecimento permanecem as mesmas.
O que é o I-REC e como ele ajuda nas metas de ESG da empresa?
O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado internacional que comprova que determinada quantidade de energia foi gerada por uma fonte renovável e injetada na rede. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente. Esse documento é auditável, reconhecido globalmente e permite que a empresa declare formalmente que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, o que contribui para relatórios de sustentabilidade e para o cumprimento de metas de redução de emissões de Escopo 2.
Quais são os custos para a empresa ao migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia?
A Serena Energia oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Conforme detalhado na etapa de migração, o suporte inclui o processo de registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a instalação dos equipamentos de medição e o acompanhamento após a migração. O cliente passa a receber duas faturas, uma de energia e outra de distribuição, e conta com um consultor dedicado para acompanhamento de performance.
Conclusão
Reduzir despesas fixas com energia em empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, depende de um processo estruturado que começa com diagnóstico preciso e avança por ajuste de demanda, migração para o mercado livre de energia, eficiência operacional, certificação renovável e monitoramento contínuo. Cada etapa contribui de forma independente, mas a combinação de todas tende a gerar o maior impacto financeiro e ambiental.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de atuação e clientes como Heineken, Cargill e Bayer. A empresa conduz o processo de migração e a gestão energética sem custo adicional para o cliente, entregando a economia mencionada anteriormente, previsibilidade orçamentária e energia 100% renovável certificada por I-RECs.
Fale com um de nossos consultores e dê o primeiro passo para reduzir as despesas fixas de energia da sua empresa ainda este ano.