Omega Energia agora é Serena. 15 anos de história, agora em uma nova jornada. Saiba Mais

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

O que muda para quem compra energia no mercado livre de energia?

A migração para o mercado livre de energia mantém a entrega física da eletricidade pela distribuidora local, que continua responsável pela rede e pelo fornecimento até o ponto de consumo. A mudança ocorre nas obrigações contratuais e de reporte que acompanham a escolha do fornecedor. A tabela abaixo organiza as principais diferenças do ponto de vista ESG.

Dimensão

O que muda no contrato

O que permanece igual

Origem da energia

Origem pode ser especificada e certificada por fonte, por exemplo, renovável com I-REC

Entrega física pela distribuidora local

Rastreabilidade

I-RECs vinculam cada MWh consumido a uma usina específica

Fator de emissão da rede continua existindo para quem não tem certificado

Seleção de fornecedor

Critérios ESG do fornecedor entram nos processos de homologação

Obrigações com a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e distribuidora

Reporte de emissões

Escopo 2 pode ser reportado como zero pelo método baseado em mercado com I-REC válido

Escopos 1 e 3 exigem instrumentos adicionais

Acesso a capital

Contratos com energia certificada melhoram o perfil ESG avaliado por credores

Análise de crédito convencional permanece

A seleção do fornecedor passou a ser um critério de conformidade. Questionários ESG, inventários de GEE e evidências de rastreabilidade estão sendo incorporados em cláusulas contratuais e processos de homologação de grandes clientes, inclusive para fornecedores de energia. Essas mudanças contratuais precisam ser documentadas e divulgadas com base em padrões de reporte cada vez mais rigorosos.

Exigências de disclosure e relatórios de sustentabilidade

As exigências de divulgação de informações climáticas avançaram de forma consistente no Brasil. Empresas listadas devem divulgar informações financeiras relacionadas ao clima alinhadas às recomendações do TCFD em seus formulários de referência anuais, cobrindo governança, estratégia, gestão de riscos e métricas. Empresas não listadas enfrentam exigências crescentes de clientes, parceiros de cadeia e credores que reportam sob esses padrões.

Para atender às exigências do TCFD e satisfazer auditorias de clientes e credores, compradores de energia no mercado livre de energia precisam ser capazes de apresentar métricas específicas sobre consumo e emissões:

Clientes corporativos multinacionais exigem cada vez mais comprovação de uso de energia renovável de fornecedores brasileiros durante processos de homologação, auditorias ESG e acordos comerciais. Esse requisito é atendido diretamente pelos I-RECs obtidos por meio de contratos no mercado livre de energia.

Como I-RECs e certificados de origem renovável atendem à rastreabilidade exigida

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é o instrumento global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Cada certificado carrega metadados sobre tecnologia, localização e período de geração. Empresas utilizam I-RECs para reportar emissões de Escopo 2 pelo método baseado em mercado sob padrões como GHG Protocol, CDP, RE100 e SBTi, além de atender mandatos ESG de investidores institucionais.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Contratos de energia renovável com I-RECs no mercado livre de energia permitem reportar emissões de Escopo 2 como zero pelo método baseado em mercado do GHG Protocol, independentemente do fator médio de emissão da rede elétrica brasileira. Sem o certificado, empresas precisam reportar Escopo 2 usando o fator médio de emissão da rede elétrica.

O mercado brasileiro de I-RECs cresceu de forma expressiva. Em 2025, o Brasil liderou o mundo em emissão de I-RECs com 64 milhões de certificados, representando 19% do total global. No primeiro semestre de 2026, mais de 65 milhões de I-RECs foram emitidos no Brasil, superando o total registrado em todo o ano de 2025. A Serena Energia emite I-RECs para cada MWh consumido por seus clientes, vincula o certificado à energia renovável gerada em suas usinas e entrega documentação auditável para relatórios de sustentabilidade.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Impacto em condições de financiamento e acesso a capital

O desempenho ESG influencia o custo de capital no Brasil. Um estudo que analisou empresas brasileiras de capital aberto entre 2014 e 2023 identificou que desempenho ESG superior está associado de forma significativa a um menor custo de dívida. Empresas de energia com métricas ESG sólidas podem obter financiamento em condições mais favoráveis do que pares sem ESG.

O movimento na oferta de capital segue a mesma direção. Em abril de 2026, a IFC e o Banco Santander Brasil firmaram parceria com um pacote financeiro de US$ 250 milhões para ampliar a capacidade de oferecer financiamento mais acessível a projetos sustentáveis elegíveis pelo programa Eco Invest, incluindo energia renovável. Projetos alinhados à Taxonomia Sustentável Brasileira podem acessar um “Green Premium” do BNDES, com taxas significativamente abaixo da Selic e prazos de carência estendidos.

Para empresas do Grupo A no mercado livre de energia, contratos com energia certificada e I-RECs funcionam como instrumentos de reporte e também como ativos que melhoram o perfil avaliado por credores. Esses contratos abrem acesso a linhas de financiamento com condições diferenciadas. O volume de financiamento sustentável no Brasil tem crescido nos últimos anos.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Riscos de greenwashing e como evitá-los com métricas auditáveis

Um estudo de 2024 analisou 2.098 produtos brasileiros e encontrou que 81% dos produtos apresentaram informações enganosas relacionadas ao meio ambiente, com termos vagos como “ecológico” e “sustentável” sem evidência de suporte. No contexto energético, o risco de greenwashing surge quando empresas declaram consumo de energia renovável sem documentação rastreável que sustente a afirmação.

As formas mais comuns de exposição a esse risco incluem:

Boas práticas incluem fortalecer controles internos, rastreabilidade das informações, clareza de premissas, responsabilidades definidas para o reporte socioambiental e auditorias independentes. A documentação necessária para satisfazer investidores, clientes e processos de homologação inclui I-RECs com número de série e registro de cancelamento, contrato de fornecimento que identifica a usina geradora e relatório de consumo verificável junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Comunicação ESG credível resulta da conexão entre estratégia, dados e transparência, em que mensagens consistentes dependem de demonstrar ações realizadas, resultados obtidos e desafios remanescentes. Contratar energia de uma geradora que emite I-RECs e mantém registro auditável na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é um passo estrutural que converte a declaração de energia renovável em prova verificável.

Checklist de conformidade ESG para compradores de energia no mercado livre de energia

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Perguntas frequentes sobre conformidade ESG no mercado livre de energia

O que é um I-REC e como ele comprova o consumo de energia renovável?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado digital que representa 1 MWh de energia gerada por fonte renovável e injetado na rede elétrica. Cada certificado carrega informações sobre a usina de origem, a tecnologia utilizada e o período de geração. Quando uma empresa cancela um I-REC correspondente ao seu consumo, ela obtém o direito de declarar esse MWh como renovável em seus relatórios de sustentabilidade, o que satisfaz requisitos do GHG Protocol, CDP, SBTi e outros padrões globais. Sem o cancelamento do certificado, a declaração de energia renovável não tem respaldo auditável e expõe a empresa a risco de greenwashing.

Empresas não listadas em bolsa precisam se preocupar com ESG no contrato de energia?

Empresas não listadas também precisam considerar ESG no contrato de energia. As obrigações formais de disclosure climático recaem diretamente sobre empresas listadas, mas empresas não listadas enfrentam exigências crescentes de clientes corporativos, parceiros de cadeia de suprimentos e credores que reportam sob padrões como IFRS S2. Esses agentes precisam divulgar emissões de Escopo 3, o que cria demanda por dados de emissão dos seus fornecedores, incluindo fornecedores de energia. A ausência de documentação rastreável sobre a origem da energia pode resultar em reprovação em processos de homologação ou em condições de financiamento menos favoráveis, independentemente do porte ou da situação acionária da empresa.

Como o contrato de energia no mercado livre de energia afeta o reporte de Escopo 2?

O GHG Protocol permite duas abordagens para calcular emissões de Escopo 2: o método baseado em localização, que usa o fator médio de emissão da rede, e o método baseado em mercado, que usa instrumentos contratuais como I-RECs. Como explicado anteriormente, contratar energia renovável com I-RECs permite reportar Escopo 2 como zero pelo método baseado em mercado. Isso é relevante para relatórios de sustentabilidade, metas SBTi e avaliações de investidores. A Serena Energia emite I-RECs para cada MWh consumido por seus clientes e vincula o certificado à energia renovável gerada em suas usinas.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Qual é a diferença entre I-REC e crédito de carbono para fins de ESG?

I-REC e crédito de carbono são instrumentos distintos que endereçam escopos diferentes de emissão. O I-REC comprova a origem renovável da energia elétrica consumida e é o instrumento adequado para zerar emissões de Escopo 2 pelo método baseado em mercado. O crédito de carbono representa a redução ou remoção de uma tonelada de CO₂ equivalente e é utilizado para compensar emissões de outras fontes, como Escopo 1, emissões diretas da operação, e Escopo 3, emissões da cadeia de valor. Usar créditos de carbono para declarar energia renovável sem I-RECs, ou o inverso, não atende aos requisitos dos padrões de reporte e pode configurar greenwashing.

Como a escolha do fornecedor de energia influencia o acesso a financiamento sustentável?

Critérios ESG de credores e fundos de investimento consideram o perfil ambiental das empresas tomadoras de crédito, incluindo a origem da energia consumida e a existência de documentação auditável. Empresas que contratam energia renovável certificada com I-RECs demonstram compromisso verificável com a descarbonização do Escopo 2, o que melhora sua avaliação em processos de due diligence ESG. Esse perfil pode se traduzir em acesso a linhas de financiamento com condições diferenciadas, como as disponíveis no programa Eco Invest ou em instrumentos alinhados à Taxonomia Sustentável Brasileira. A ausência de documentação rastreável pode resultar em restrições ou em taxas mais elevadas em operações de crédito com critérios ESG.

Conclusão

A regulação ESG no setor de energia no Brasil converteu decisões antes tratadas como operacionais, como escolha do fornecedor, tipo de contrato e origem da energia, em variáveis com impacto direto sobre relatórios de sustentabilidade, processos de homologação e condições de financiamento. Para empresas do Grupo A, de média e alta tensão, no mercado livre de energia, o caminho mais direto para atender a essas exigências é contratar energia de uma geradora que emita I-RECs, mantenha registro auditável na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e assuma a gestão completa sem custo adicional.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 2,14 milhões de toneladas de CO₂ evitadas desde 2017, oferece esse conjunto de soluções: energia renovável certificada, emissão de I-RECs por MWh consumido, créditos de carbono para emissões além do Escopo 2 e gestão completa, da migração ao acompanhamento mensal, para clientes sob sua gestão, sem custo adicional.

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